Museu RTP

Museu RTP Free entry. Guided tours in English. Reservation required for groups. Todas as visitas requerem marcação prévia.

Com entrada gratuita para todos os visitantes, este Museu faz parte das obrigações atribuídas em matéria de Serviço Público de Rádio e Televisão.

No Dia Mundial da TelevisãoNada como descer à Reserva Museológica da RTP e descobrir tesouros que por lá se encontram. E...
21/11/2024

No Dia Mundial da Televisão
Nada como descer à Reserva Museológica da RTP e descobrir tesouros que por lá se encontram. Enquanto recolhíamos alguns recetores de televisão para figurarem hoje em programas da RTP, encontrámos estas duas peças invulgares::

-A primeira é um aviso emoldurado que alerta para os malefícios do tabaco.
Antes da década de 1970 era frequente passarem, no espaço publicitário da RTP, anúncios ao tabaco e às marcas, muitas delas portuguesas. As marcas patrocinavam vários programas, e surpreendentemente, a marca de ci****os “Sagres” chegou a ser o patrocinador oficial do programa televisivo “Domingo Desportivo”. Jornalistas e convidados surgiam em estúdio a fumar, sobretudo em espaços de entrevista ou de debate.

Foi só a partir de 1970 que as campanhas antitabagistas ganharam força, com a consciencialização de que o tabaco é prejudicial à saúde. O Professor Arnaldo Sampaio, enquanto Diretor-Geral de saúde, entre 1972 e 1978, tomou uma série de medidas de controlo do tabagismo. Daí que na RTP tenham surgido avisos internos, assinados por Arnaldo Trindade, que advertiam para a necessidade de “dar o exemplo” e não fumar frente às câmaras, diante dos telespectadores.

Só em 2007 a “Lei do Tabaco”, publicada em Diário da República, fixou normas para a proteção dos cidadãos da exposição involuntária ao fumo do tabaco, proibindo fumar em recintos fechados, e estabelecendo coimas para quem fumasse em locais proibidos, e para proprietários de estabelecimentos que não fizessem cumprir a lei.

-A segunda é um letreiro néon, onde se lê “Ver TV é barato!”.
Este letreiro remete-nos para o tempo em que havia uma taxa da televisão separada da taxa da rádio pública, e que era muito diferente da actual Contribuição para o Audiovisual. O aviso/recibo da Radiotelevisão Portuguesa E.P. podia ser pago em qualquer estação dos CTT, e em 1986 a taxa anual de televisão estava fixada em 2340$00 e 4520$00, respetivamente, para o sistema de receção de imagens a preto e branco e para o sistema de receção a cores.

Em 1991, na véspera de nascerem os primeiros canais de televisão operados por privados, o governo procedeu à abolição do registo e da taxa de televisão em Portugal. No entanto, o Serviço Público de Televisão começou a enfrentar dificuldades de financiamento e, face à necessidade de o preservar, criou-se uma nova forma de contribuição: Em 2003 a Taxa Nacional de Radiodifusão desapareceu dando lugar à Contribuição para o Audiovisual destinada a financiar tanto o serviço público de radio como de televisão.

O Fiel Companheiro de ViagemEm alemão chamaram-lhe “Reisebegleiter” que traduzido para português é exatamente “companhei...
20/11/2024

O Fiel Companheiro de Viagem

Em alemão chamaram-lhe “Reisebegleiter” que traduzido para português é exatamente “companheiro de viagem”. O Grundig UKW Concert Boy é portátil, compacto e resistente, o rádio ideal para levar em passeios e excursões. É todo protegido por um estojo de couro, com alça de transporte e aplicações de metal, e o acesso ao painel frontal faz-se por uma tampa de correr vertical, articulada, lembrando as portas das antigas escrivaninhas.

No painel frontal encontramos 5 teclas estilo “piano keyboard” para seleção do comprimento de onda. Por baixo estão a régua de sintonia e a grelha do altifalante. A régua está ladeada por dois botões rotativos: o botão Ein/Aus, ou seja Liga/Desliga, do lado esquerdo, e o botão de sintonia de frequência, do lado direito. Quando restaurados por colecionadores estes aparelhos tornam-se belíssimas peças decorativas.

Os modelos UKW Concert Boy foram fabricados entre 1955 e 1960. Os dígitos que acompanham o nome do modelo indicam precisamente o ano de fabrico. O modelo do Museu da RTP, o Concert Boy 55, é um rádio superheterodino, com 9 válvulas e 4 transístores/semicondutores, que sintoniza Onda Média, Onda Longa, Onda Curta e FM. Tem 8 circuitos AM sintonizados, um altifalante dinâmico de íman permanente, controlo separado de agudos e graves, uma bateria recarregável, e duas antenas embutidas, uma de cada lado do recetor.

Estes rádios foram modelos de exportação, fabricados a pensar sobretudo no mercado norte-americano. Na década de 1960 perderam o estojo de couro e as válvulas e acabaram por se transformar em rádios transistorizados.

A história da Grundig remonta a 1930 com a criação de uma loja, chamada “Fürth, Grundig & Wurzer”, que vendia rádios no norte da Baviera. No pós-guerra Max Grundig fundou em Nuremberga a empresa que viria a transformar-se no maior fabricante de rádios da Europa.
https://museu.rtp.pt/.../71/grundig-ukw-concert-boy-55

Morreu o Jornalista João DiogoMais um colega e amigo que parte inesperadamente. O João Diogo era há mais de 20 anos uma ...
14/11/2024

Morreu o Jornalista João Diogo

Mais um colega e amigo que parte inesperadamente. O João Diogo era há mais de 20 anos uma das vozes da RDP África, onde apresentou o programa “Noites de Cetim”, um programa onde ia ao baú das recordações para privilegiar a grande música dos anos 60/70/80.

João Diogo Manteigas nasceu numa aldeia do interior de Portugal, passou pela Faculdade de Direito, em Lisboa, mas depressa percebeu que a sua vocação era o Jornalismo. Com passagens pelo semanário “O Independente”, pela “Sport TV” e “Eurosport”, foi na rádio que descobriu a sua grande paixão. João Diogo adorava estar em estúdio e apresentou na RDP Internacional um dos programas com maior audiência, o "Portugal Desportivo", que contava com a participação por telefone de ouvintes em todo o mundo. Foi também comentador na Benf**a TV.

O jornalista ia com frequência a Cabo Verde, a convite da CAF – Confederação Africana de Futebol, partilhar os seus mais de 40 anos de experiência profissional, ministrando workshops e trocando experiências com os jornalistas e comunicadores cabo-verdianos, mas também, com estudantes de comunicação.

João Diogo estava internado no IPO de Lisboa, devido a doença recente. Deixou-nos hoje, aos 69 anos.

O Melhor dos Dois MundosA década de 1970 foi rica em inovações tecnológicas, que hoje fazem parte da chamada tecnologia ...
13/11/2024

O Melhor dos Dois Mundos

A década de 1970 foi rica em inovações tecnológicas, que hoje fazem parte da chamada tecnologia obsoleta. Um dos aparelhos inovadores da época foi precisamente o Rádio e TV portátil “Flip Top” da National Panasonic, que ficou conhecido como “The Pandora”, e que fornecia o melhor dos dois mundos: som e imagem. Foram fabricadas duas versões: A versão americana TR-425-R e a versão europeia TR-425-EU.

A Pandora da Panasonic foi fabricada no Japão em 1972. Construída em materiais plásticos modernos, possuí um rádio AM/FM, e uma pequena TV de imagem a preto e branco, de 6 polegadas, com sintonizador VHF/UHF, de ecrã “pop-up” e filtro para o sol. Possuí ainda uma antena telescópica incorporada e baterias recarregáveis incluídas, podendo ser facilmente utilizada sem rede elétrica.

Na publicidade ao aparelho, a marca japonesa inquiria o potencial consumidor: “Why pop-up? Because it can pop down”. Basta pressionar o ecrã para o abrir ou recolher. Quando não se está a utilizar a TV, ela f**a recolhida dentro do rádio, livre de pó e de riscos. O utilizador pode então ouvir rádio, apenas, através do altifalante dinâmico de íman permanente, ou com auscultadores. A escolha da frequência de estação é simples com a grande régua de sintonia, iluminada, paralela à alça de transporte retráctil.
https://museu.rtp.pt/coleccao-tv-radio/objectos-televisao/1785/national-panasonic-tr-425-eu

A Série Televisiva “Rua Sésamo”Há 35 anos, no dia 6 de novembro de 1989 a RTP1 transmitiu, pela primeira vez, a “Rua Sés...
06/11/2024

A Série Televisiva “Rua Sésamo”

Há 35 anos, no dia 6 de novembro de 1989 a RTP1 transmitiu, pela primeira vez, a “Rua Sésamo”, uma das séries infantis mais marcantes e pedagógicas de sempre. A série esteve no ar até 1997, e foi exibida em todos os países africanos de língua oficial portuguesa.

O Poupas, o Egas, o Becas, o Ferrão e o Monstro das Bolachas, passaram a fazer parte do imaginário das crianças portuguesas, que f**aram a conhecer também a gata Tita, a oficina do André, a casa da Avó Chica, a livraria do Zé Maria e a loja do Senhor Almiro, enquanto aprendiam o alfabeto, os números, as cores, as formas, e muitas outras coisas úteis a crianças de 3 a 6 anos. Durante 4 temporadas ouviu-se na RTP a canção "Vem brincar, traz um amigo teu...", do luso descendente Joe Raposo.

A "Rua Sésamo” foi a versão portuguesa do programa infantil de televisão americano “Sesame Street”, criado em 1968 nos EUA. Em 1987, Carlos Pinto Coelho, Diretor de Programas da RTP, Fernando Lopes, Diretor das coproduções, e Clara Alvarez, Diretora Adjunta da RTP2, começaram as negociações com a Children's Television Workshop para a adaptação e produção do formato americano.
Depois foi preciso um longo trabalho preparatório, que envolveu a escolha e a listagem de objetivos pedagógicos a cargo de uma equipa liderada por Maria Emília Brederode Santos.

Durante dois anos, equipas de guionistas, animadores, tradutores, compositores e pedagogos, escreveram, desenharam, traduziram, musicaram, discutiram, corrigiram segmentos de estúdio, imagem real, canções e adaptações dos segmentos americanos. Ermelinda Duarte e Cláudia Cadima traduziram, António Feio dirigiu as dobragens e Ramón Galarza compôs e adaptou as músicas.

Manuel Varela e Ricardo Nogueira foram os realizadores da primeira série. Fernanda Cabral e Olga Toscano, José Poiares e Rui Nunes asseguraram a realização das outras séries. Manuel Petróneo assegurou a produção, e Maria Emília Brederode Santos foi a Diretora Pedagógica das quatro séries produzidas. O Eng. Ismael Augusto (Director Técnico) também esteve muito ligado ao projecto.

A equipa de atores incluiu Fernanda Montemor, Vítor Norte, António Anjos, Fernando Gomes, Pedro Wilson, Lúcia Maria e Alexandra Lencastre que foi substituída por Rita Loureiro na 4ª série.

Uma tragédia e uma curiosidade f**aram associadas ao programa. A tragédia ocorreu quando, durante a captação prévia de imagens na zona de Coimbra e da Figueira da Foz, se despenhou o helicóptero a bordo do qual seguia a equipa da RTP, acidente que custou a vida a Helena Castanheira, uma das produtoras da série, a António Gomes, Assistente de Realização, e a José Alves Fernandes, Operador de Som.
A curiosidade prende-se com o facto de uma das vozes infantis que assegurou a interpretação das canções pertencer a Cuca Roseta, então com dez anos.
https://museu.rtp.pt/coleccao-tv-radio/conteudos-televisao/231/rua-sesamo

As Grafonolas da His Master’s Voice vendidas, no Natal, pelo Grande Bazar do PortoEm 1921, a Gramophone Company abriu a ...
05/11/2024

As Grafonolas da His Master’s Voice vendidas, no Natal, pelo Grande Bazar do Porto

Em 1921, a Gramophone Company abriu a primeira grande loja HMV no número 363 da Oxford Street em Londres. A loja sofreu um incêndio em 1938 e reabriu no ano seguinte oferecendo 'Home Entertainment and Electric Housekeeping'.

Em Portugal, o Grande Bazar do Porto, fundado por Luiz Soares, tornou-se agente da His Master’s Voice, e logo passou a ser um dos locais mais frequentados pela burguesia portuense. Situado em frente ao Grande Hotel, o Bazar dedicava-se ao comércio de bijuterias, brinquedos, artigos desportivos, perfumes, e artigos de viagem, e passou também a acolher a maior coleção de gramofones e discos do país.

Na quadra do Natal, em 1929, o Grande Bazar anunciava 3 modelos de grafonola, com características idênticas:
-O elegante modelo de mesa 104, do Museu da RTP, com máquina de uma corda, e braço giratório, em caixa de mogno com tampa, e câmara acústica para o altifalante, que custava 1500 escudos. Havia ainda um modelo com caixa de carvalho que era 100 escudos mais barato.
-O modelo 130, com máquina de duas cordas, também com opção de caixa de mogno ou de carvalho, e preços entre os 1800 e os 2000 escudos.
-E ainda o modelo 145, com um pequeno móvel vertical e preços que variavam entre os 2800 e os 3000 escudos.

No primeiro semestre de 1927 o Grande Bazar do Porto tinha já aberto uma sucursal em Lisboa, nos números 150 e 152 da Rua Augusta, para venda exclusiva dos produtos da His Master’s Voice.
https://museu.rtp.pt/coleccao-tv-radio/objectos-radio/251/his-masters-voice-104

O Microfone “Invisível” do TelejornalFoi pensado e construído com um corpo astuciosamente fino, para não estorvar a visã...
18/10/2024

O Microfone “Invisível” do Telejornal

Foi pensado e construído com um corpo astuciosamente fino, para não estorvar a visão do público. Destacava-se assim dos modelos anteriores, que pecavam por serem iguais ou muito semelhantes aos microfones que se utilizavam na rádio. O Labor W DM3, da Sennheiser, foi apresentado em 1949, como um microfone para artistas ao vivo e programas de televisão.

O microfone “invisível” é um microfone de mesa, dinâmico, omnidirecional, com uma Impedância de 200 ohms, e um design incomum, muito estilizado, destinado a torná-lo quase impercetível diante das câmaras. O elemento gerador do microfone está montado na base, e as ondas sonoras alcançam-no através de um tubo de comprimento ajustável.

A RTP encomendou este tipo de microfone para o Telejornal que foi para o ar, pela primeira, a 18 de outubro de 1959 (faz hoje 65 anos). O Labor W DM3 foi também utilizado, na sua versão de palco, por artistas que queriam visibilidade máxima, como Edith Piaf, Elvis Presley, ou António Calvário, que o utilizou para cantar “Oração” no “Grande Prémio TV da Canção” em 1964.

A marca Sennheiser tem uma notável história de inovação. Lançou, por exemplo, o sistema de transmissão sem fios Mikroport que utilizava um pequeno transmissor de bolso para microfone, revolucionando o movimento em estúdio dos apresentadores de televisão. A empresa foi fundada na Alemanha em 1945, apenas algumas semanas após o final da Segunda Guerra Mundial, como "Laboratorium Wennebostel" ou "Labor W”, pelo engenheiro elétrico Fritz Sennheiser e mais 7 colegas da Universidade de Hannover. Só em 1958 a Laboratório Wennebostel viria a ser renomeada Sennheiser.

O Labor W DM3 do Museu da RTP encontra-se em exposição na Coleção Visitável de Rádio e Televisão, aberta ao público na sede da RTP.
https://museu.rtp.pt/coleccao-tv-radio/objectos-televisao/102/labor-w-md3t

O Telejornal celebra hoje 65 anos O Telejornal da RTP foi para o ar, pela primeira vez, a 18 de outubro de 1959. Aquele ...
18/10/2024

O Telejornal celebra hoje 65 anos

O Telejornal da RTP foi para o ar, pela primeira vez, a 18 de outubro de 1959. Aquele que é o mais antigo programa de informação da televisão portuguesa entrou na grelha diária, substituindo o até então chamado “Noticiário” ou “Jornal RTP”.

Eram 20h30 quando se ouviu: “Senhores espectadores, boa noite! Vamos apresentar a primeira edição do Telejornal da RTP constituída por noticiário e atualidades do País e do estrangeiro”. Às 23h30 foi para o ar uma segunda edição. No estúdio estiveram os jornalistas Mário Pires e Alberto Lopes. Fialho Gouveia e Manuel Caetano entraram como locutores em off.

O cenário era composto por um mapa-mundo, um microfone Labor (microfone de mesa, muito estilizado) e um telefone cinzento (que por vezes era atendido pelo jornalista, durante o programa, para receber notícias de última hora).
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/primeiro-telejornal/?fbclid=IwY2xjawF_KkBleHRuA2FlbQIxMQABHTHXxNjHJJeRlS5GhDVZ0hewUgYXeS82gJJ1rb1qGRqyNZLBhp2S3Wmtzg_aem_7TPc6Y61d_DJzfqqZDpyiw

O Museu da RTP enquanto espaço de Memória não podia deixar este aniversário passar em branco: os 20 anos da RTP Memória🎊...
04/10/2024

O Museu da RTP enquanto espaço de Memória não podia deixar este aniversário passar em branco: os 20 anos da RTP Memória🎊🥂🎂

O segundo canal temático do Serviço Público traz, do passado para o presente, verdadeiros marcos históricos da televisão em Portugal, e caras de excelentes profissionais que há muito fazem companhia aos telespectadores portugueses.

Parabéns RTP Memória! Venham mais 20!

Os mistérios que envolvem muitos Rádio AntigosO exemplar do Museu da RTP, que hoje lhe trazemos, é um modelo “lindo de m...
02/10/2024

Os mistérios que envolvem muitos Rádio Antigos

O exemplar do Museu da RTP, que hoje lhe trazemos, é um modelo “lindo de morrer” mas, conhecer a sua história, revelou-se um verdadeiro quebra-cabeças. Identif**ado pela família doadora como um RCA Lyric, o aparelho levantou suspeitas por não ter qualquer logótipo visível referente à gigante Radio Corporation of America, que não deixada os seus créditos por mãos alheias, sem lucrar alguma coisa com isso.

Depois de ser feita uma investigação exaustiva, houve um pormenor que denunciou a origem deste recetor de rádio: o grande mostrador redondo de frequência, estilo aviador, semelhante a uma bússola magnética, com moldura de metal. Este mostrador ou “dial” está ornamentado com uma bela rosa-dos-ventos, que representa os pontos cardeais, colaterais e subcolaterais. Ora, esta imagem foi introduzida em rádios, por volta de 1934, pela “Air Castle” que era a marca do famoso catálogo Spiegel, de Chicago, especializada em produtos de venda por correspondência. Só na segunda metade da década de 1930 a Air Castle introduziu uma nova imagem nos seus mostradores, com um castelo que tinha o nome da marca impresso por cima.

Sabe-se que a Spiegel contratou vários fabricantes de rádios para construir a marca "Air Castle" especif**amente para os seus catálogos. A Spiegel emitia catálogos gerais duas vezes por ano, o catálogo "Primavera-Verão" e o catálogo "Outono-Inverno", e também emitia catálogos especiais, como o "Especial de Verão" e o catálogo de "Natal". Os rádios vendidos pela Spiegel foram feitos por diferentes fabricantes, mas não há consenso quanto às marcas envolvidas. Alguns alegam que o fabricante era sobretudo a RCA- Radio Corporation of America. Outros sugerem que poderiam ser também a Belmont Radio Corporation ou a Fada.

E cá está a explicação para o facto de este aparelho não ter nenhuma marca ou logótipo visível que o denuncie. É uma espécie de produto de “marca branca” destinado à venda por catálogo, mas com características da “Air Castle”.

Como todos os rádios eram identif**ados através de um modelo que combinava letras e números, e que era impresso numa etiqueta de papel inserida na parte traseira, interna ou inferior do gabinete do rádio, abrimos a caixa do aparelho e descobrimos a etiqueta, bem como uma lista de vários números de patentes, quase completamente inúteis para identif**ação, porque todos os fabricantes de rádios licenciavam várias patentes de tecnologia de outros fabricantes.

E por fim ficámos na posse de todas as informações possíveis: O lindo rádio de madeira, vertical, com o formato “Tombstone”, e decoração “Art Deco”, foi fabricado pela RCA, em 1934, para a marca Air Castle do catálogo Spiegel. É o modelo 27A82-Ly (de Lyric), valvulado, de Corrente Alternada (AC), de 108 a 250 volts, superheterodino, com Onda Média e Onda Curta, e um altifalante K8 de 850 Ohms fabricado pela “The Rola Company”.

Dezenas de milhares de modelos diferentes de recetores de rádio foram fabricados ao longo de várias décadas, somente nos EUA. Muitos outros milhares foram fabricados no mundo inteiro.
https://museu.rtp.pt/coleccao-tv-radio/objectos-radio/487/rca-lyric

No Dia Mundial da Música, o Museu da RTP recorda o “Rei do Som” da década de 1980A Technics, empresa japonesa propriedad...
01/10/2024

No Dia Mundial da Música, o Museu da RTP recorda o “Rei do Som” da década de 1980

A Technics, empresa japonesa propriedade da Panasonic Corporation, criou na década de 1980 uma gama de gira-discos icónicos que se tornaram a escolha preferida de DJs, audiófilos e entusiastas da música. A plataforma Technics SL - D1, do Museu da RTP, tornou-se um marco na tecnologia de reprodução de som.
Com um motor “Direct Drive”, ou seja, de acionamento direto, conseguia reduzir a distorção e oferecia uma maior estabilidade de velocidade do que os gira-discos acionados por correias e polias.

A plataforma giratória do Technics SL - D1 tem um motor “Brushless DC”, ou seja, um motor de corrente contínua, sem escovas de carvão, constituído por um rotor de aço de ímanes permanentes; suporta duas velocidades de rotação (33 e 45 rpm); tem ajuste de tom, controlo de “pitch”, e um binário elevado, acionado magneticamente. Com o prato em alumínio “die casting” tem também uma boa relação resistência-peso e é anti corrosão.

O design icónico e a construção robusta, fizeram com que as plataformas Technics f**assem para sempre na memória dos entusiastas do vinil e da alta-fidelidade.
https://museu.rtp.pt/coleccao-tv-radio/objectos-radio/1117/technics-sl-d1

Um Pequeno Grande Rádio da ZenithO modelo 5-S-228 comercializado em 1938 é um bom exemplo do tipo de rádios de mesa fabr...
24/09/2024

Um Pequeno Grande Rádio da Zenith

O modelo 5-S-228 comercializado em 1938 é um bom exemplo do tipo de rádios de mesa fabricados pela “Zenith Radio Corporation” de Chicago, que foi mestre na produção de rádios valvulados básicos mas com excelente som.

Os rádios vintage que não são rádios “Capela ou Cathedral” (com dois arcos quebrados, em forma de ogiva gótica), podem ser apelidados de “Cube Radios”, se forem quadrados, ou de “Tombstone Radios”, se tiverem a forma de uma pedra tumular. Pode parecer um pouco sinistro, mas o modelo 5-S-228 da Zenith ficou conhecido como "Little Tombstone" ou “Pequena Lápide”, devido ao seu formato e tamanho. Tornou-se o favorito dos pequenos colecionadores devido a um conjunto de características:

É um recetor superheterodino, AC, de 5 válvulas “octal” de vidro. Sintoniza duas bandas de onda: Onda Média (de 540 a 1752 kilociclos por segundo) e Onda Curta (5490 a 18.400 Kcs), e tem um grande mostrador de frequência preto, brilhante, dividido em "standard broadcast" e "foreign broadcast", com um ponteiro rotativo, e o logótipo característico da Zenith (o Z em forma de relâmpago). Tem boa sensibilidade, controlo de tom, e produz um som alto e claro, sem zumbido.

A caixa em folheado de madeira de nogueira, envernizada, tem um design compacto com cantos arredondados, pezinhos de madeira, e uma estética grelha de altifalante, frontal, ao estilo “Art Deco”, que apresenta na parte superior o desenho de um arco-íris.
O preço de lançamento em 1938 foi de apenas 29 dólares.
https://museu.rtp.pt/coleccao-tv-radio/objectos-radio/276/zenith-5s228-a

O Tambor de Genéricos de 1952 Antes das máquinas de inserção de carateres estarem disponíveis, não era nada fácil adicio...
18/09/2024

O Tambor de Genéricos de 1952

Antes das máquinas de inserção de carateres estarem disponíveis, não era nada fácil adicionar títulos e outros elementos gráficos às imagens de vídeo.

Os assistentes de realização solicitavam às Artes Gráf**as que imprimissem a ficha técnica dos programas em letras brancas num papel de rolo, preto, que era depois afixado ao Tambor de Genéricos. O tambor, com uma manivela lateral, permitia passar a ficha técnica, suavemente, em frente à câmara de filmar. A lista de nomes dos atores e respetivas personagens, dos locutores, responsáveis criativos e técnicos, e até dos patrocinadores, passava “en roulement” da parte inferior do ecrã para o topo.

Podiam também ser utilizados cartões feitos em cartolina preta. Neste caso os títulos e “créditos” do genérico, inicial ou final, eram estáticos, e mudavam página a página. Era utilizada uma “Truca”, dispositivo mecânico/eletrónico, constituído por uma prancha e uma torre, onde se instalava a câmara de filmar, que registava a sequência de imagens.

O Tambor de genéricos da RTP encontra-se na Reserva Museológica, e pode ser visto a funcionar no Museu Virtual, com a informação referente à peça de teatro televisivo "Daqui Fala o Morto": https://museu.rtp.pt/media/2021/08/tombor.mp4

Uma série de culto que estreou há 65 anos nos EUABonanza, a mais mítica de todas as séries de televisão do oeste america...
13/09/2024

Uma série de culto que estreou há 65 anos nos EUA

Bonanza, a mais mítica de todas as séries de televisão do oeste americano, chegou a Portugal em 1961, dois anos depois da sua estreia nos EUA, a 12 de Setembro de 1959. Foi a primeira série do género inteiramente produzida a cores, na América, e a RCA- Radio Corporation of America (que criou o canal de televisão NBC) usou o programa para gerar interesse nos primeiros televisores a cores que colocou no mercado.

A série teve 14 temporadas que se estenderam de 1959 a 1973. Um pouco por todo o mundo, durante mais de uma década, milhões de telespectadores conviveram semanalmente com os quatro habitantes do rancho "Ponderosa". Bonanza retrata a saga da família Cartwright, constituída por Ben, o patriarca da família (interpretado pelo ator Lorne Greene), e seus três filhos, todos de mulheres diferentes, de quem foi enviuvando. São eles: Adam (Pernell Roberts), o mais velho e o intelectual do grupo; Hoss (Dan Blocker), um bom gigante, bonacheirão, de coração aberto e bondoso; e Little Joe (Michael Landon), o mais novo, um jovem idealista e romântico. Apesar das diferenças que existem entre eles, todos possuem em comum três características que os unem fortemente: a coragem e o sentido de honra e de justiça.

Quando a série estreou na RTP, a preto e branco, foi um verdadeiro acontecimento televisivo, já que o público português apenas tinha visto no cinema os filmes do género western (apelidados de "filmes de cowboys"). “Bonanza" ficou para a história como um símbolo de uma época de ouro da televisão. A inconfundível música tema da série foi escrita por Jay Livingston e Ray Evans, e dezenas de versões foram gravadas ao longo dos anos. Aposto que muitos de vocês ainda conseguem trautear a música...

A primeira grande série de Ficção Cientif**a que passou na RTPA 13 de Setembro de 1999, uma explosão nuclear em cadeia l...
13/09/2024

A primeira grande série de Ficção Cientif**a que passou na RTP

A 13 de Setembro de 1999, uma explosão nuclear em cadeia lança a Lua para fora da órbita da Terra. A partir daí, tem início a luta pela sobrevivência na Base Lunar Alpha, à procura de um planeta habitável, numa viagem pelo espaço infinito e desconhecido.

Era assim que começava cada episódio da emblemática série de ficção científ**a “Espaço 1999”, da autoria de Gerry Anderson, produzida em Inglaterra, mas que passou com muito sucesso em vários países, entre os quais Portugal.
A série começou a ser exibida na RTP nas noites de sábado. Foi uma das mais vistas em 1976, ainda a preto e branco, juntamente com “Sandokan”, “Miguel Strogoff”, “Jane Eyre”, ou “Ana Karenina”.

"Espaço 1999" celebrizou o ator Martin Landau que conquistou o público no papel de Comandante Jonh Koenig, e marcou o imaginário de uma geração. Todos os rapazes queriam ser o John ou o Alan que pilotava as famosas naves “Eagles”; e todas as meninas queriam ser a médica e cientista Helen Russel ou a incrível Maya, personagem que apareceu na segunda temporada e que conseguia transformar-se em qualquer ser vivo do universo.

Só no início da década de 1980 outra série do género - Battlestar Gallactica - teria um sucesso idêntico entre os mais jovens.

Reveja aqui o tema de abertura do “Espaço 1999” e do episódio “O Guardião de Piri”. http://youtu.be/mH5FsGMRgrc

Um Recetor Combinado Vintage Um rádio com leitor de cassetes era um verdadeiro luxo e uma raridade na década de 1950.Mes...
12/09/2024

Um Recetor Combinado Vintage

Um rádio com leitor de cassetes era um verdadeiro luxo e uma raridade na década de 1950.
Mesmo antes da Segunda Guerra Mundial, a empresa TEFI – Apparatebau do Dr. Karl Daniel KG projetou e construiu os primeiros leitores de fita sonora Tefifon, para uso doméstico. Os Tefifon eram vendidos como dispositivos independentes ou como o modelo do Museu da RTP, que é um leitor de fita combinado com receptor de rádio.

O Recetor Tefi-Tefifon T573 é um modelo de mesa com caixa de madeira, 7 válvulas ou tubos de vácuo, que capta Onda longa, Onda média e FM, tem 4 amplif**adores, e um comando à distância. Embora, à primeira vista pareça um rádio de mesa comum, esconde uma surpresa no seu interior. A parte superior do rádio tem uma tampa de madeira que ao ser aberta revela um leitor de cassetes (tipo cartucho), e um compartimento para guardar as cassetes Tefi de fita plástica gravada, com música de compositores clássicos como Tchaikovsky, Beethoven ou Rimsky-Korsakov. Cada cassete pode suportar até 4 horas de música e a qualidade do som é muito superior aos discos em goma-laca de 78 rotações, embora inferior aos discos de vinil.

Os leitores de música Tefifon foram fabricados em Colónia, na Alemanha. A sua produção começou em 1936 e terminou em 1965. O Tefi-Tefifon T573, datado de 1956/57, está em exposição na Coleção Visitável Museológica da RTP.
https://museu.rtp.pt/coleccao-tv-radio/objectos-radio/89/tefi-apparatebau-tefifon-t573

Morreu a actriz e encenadora Graça LoboA Fundadora da Companhia de Teatro de Lisboa tinha 85 anos.Ao longo de uma carrei...
09/09/2024

Morreu a actriz e encenadora Graça Lobo

A Fundadora da Companhia de Teatro de Lisboa tinha 85 anos.
Ao longo de uma carreira de quase 50 anos, representou sobretudo textos do teatro contemporâneo, de dramaturgos como Luigi Pirandello, Samuel Beckett, Jean Genet ou Harold Pinter. O seu desempenho de "Hedda Gabler", de Henrik Ibsen, foi um dos seus maiores sucessos.
https://www.rtp.pt/noticias/lusa/morreu-graca-lobo-atriz-que-ousou-ser-mariana-alcoforado-molly-bloom-e-hedda-gabler_n1598614

A atuação de Elvis Presley a 9 de setembro de 1956 no Ed Sullivan ShowFoi um marco na história do rock e da televisão am...
09/09/2024

A atuação de Elvis Presley a 9 de setembro de 1956 no Ed Sullivan Show

Foi um marco na história do rock e da televisão americana. Sessenta milhões de espectadores acompanharam a apresentação de Elvis Presley num programa de variedades em horário nobre, no canal de televisão CBS. Mas não foi fácil fazer acontecer.

Ed Sullivan, figura poderosa da indústria televisiva, tinha declarado publicamente que não permitiria Elvis no seu programa, por ser um programa familiar. O cantor era acusado de conduta indecente e imoral por associações religiosas e associações de pais. A América conservadora condenava fortemente a maneira “sexy” de Elvis dançar, balançando as ancas, e associava o rock’n’roll à delinquência juvenil. A própria imprensa apelidava-o de "Elvis the Pelvis" e comparava a sua dança a um st******se.

A guerra das audiências acabou por falar mais alto, depois de Elvis Presley ter obtido um enorme sucesso no programa concorrente "The Steve Allen Show" da NBC. Ed Sullivan voltou atrás e ainda pagou um cachê sem precedentes de 50 mil dólares por três atuações, em que Elvis apresentou êxitos como "Love Me Tender", "Don't Be Cruel", "Hound Dog", "Ready Teddy, e "Heartbreak Hotel".

A performance de Elvis no “The Ed Sullivan Show” marcou também a história da censura na televisão norte-americana. No 3º programa, transmitido a 6 de janeiro de 1957, os censores impuseram que o cantor fosse filmado apenas da cintura para cima. No entanto a interação do público em estúdio com o cantor, os gritos e o entusiasmo, deram a entender o que se passava fora do alcance das câmaras, e subverteram completamente a intenção dos censores.
https://museu.rtp.pt/coleccao-tv-radio/conteudos-televisao/45/elvis-presley

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