15/08/2026
Conservamos na memória os momentos felizes, os momentos tristes. Os passageiros, os permanentes. Os cheiros, os sabores. Aquela música e aquele livro que nos marcou. Essa é a nossa história individual. Se pudéssemos guardávamos numa caixinha.
O Arquivo guarda a história de um local, de uma instituição, de um grupo de pessoas, preservando irreparáveis perdas no património documental.
Todos os meses partilhamos um pouco da nossa história através do Arquivo da AAP.
A partilha de hoje leva-nos até ao Grémio Alentejano.
Entre os documentos preservados no Arquivo da AAP encontra-se o fundo de Heráldica, que inclui a coleção de heráldica cooperativa. Este acervo resulta do trabalho da Secção de Heráldica da AAP, criada em 1910 e que, desde 1930, assumiu um papel central na emissão de pareceres sobre heráldica em Portugal. Foi precisamente neste fundo, da hoje designada Comissão de Heráldica, que descobrimos documentação sobre vários grémios, entre eles o Grémio Alentejano e o seu brasão inicial, da autoria de Afonso D’Ornelas.
A história do Grémio Alentejano começou com uma ideia lançada em 1912 para reunir a comunidade alentejana residente em Lisboa. No entanto, a sua fundação só se concretizou a 10 de junho de 1923. Mais tarde, em 1939, devido à legislação em vigor, a instituição passou a designar-se Casa do Alentejo, nome que mantém actualmente.
A Casa do Alentejo continua a ser um importante espaço de encontro, cultura e memória, e pode ser visitada. Saiba mais em: www.casadoalentejo.pt.
- PT_AAP_CH_COP_UI0032_00455 - Processo Grémio Alentejano
- Autor do desenho do brasão: João Ricardo Silva
A Associação dos Arqueólogos Portugueses tem um espólio arquivístico composto por 5586 documentos de arquivo. Trata-se de um Arquivo de cariz privado sempre em crescimento.
Actualmente pode ser consultado online mediante registo, tendo grande parte do seu acervo digitalizado.
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