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ELEIÇÕES 2026 | VALORIZE SEU VOTOA escala 6x1 está no centro do debate sobre a jornada de trabalho. A PEC 221/2019, que ...
25/09/2026

ELEIÇÕES 2026 | VALORIZE SEU VOTO

A escala 6x1 está no centro do debate sobre a jornada de trabalho. A PEC 221/2019, que prevê jornada de até 40 horas semanais e dois dias de repouso remunerado, foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos e, em setembro de 2026, também avançou na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, seguindo para análise do Plenário.

Nas Eleições 2026, informe-se antes de votar. Consulte o histórico de votação e as posições públicas dos candidatos sobre a escala 6x1 e outros temas que afetam a vida dos trabalhadores.

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CNTI PARTICIPA DE REUNIÃO COM A PRESIDENTE DO BANCO DO BRICS EM XANGAIO secretário-geral da Confederação Nacional dos Tr...
24/09/2026

CNTI PARTICIPA DE REUNIÃO COM A PRESIDENTE DO BANCO DO BRICS EM XANGAI

O secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), Nelson Bonardi, participou, nesta quarta-feira (23), de uma reunião em Xangai, na China, com a presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (Banco do Brics), Dilma Rousseff. Durante o encontro, a delegação de dirigentes apresentou pautas de interesse dos trabalhadores e detalhou o projeto da CNTI para a COP30, destacando propostas relacionadas ao desenvolvimento sustentável, à transição justa e à valorização do trabalho. Dilma Rousseff recebeu a delegação de forma receptiva e manifestou compromisso em dar encaminhamento às pautas apresentadas, sinalizando a continuidade do diálogo institucional.

Também participaram da reunião Carlos Braguini, superintendente de Educação Profissional e Superior do SENAI Nacional; Rosângela Costa, assessora da Diretoria-Geral do SENAI Nacional; além de conselheiros representantes dos trabalhadores no SENAI Nacional. A presença conjunta das representações reforçou a importância da articulação institucional em torno de temas estratégicos para a indústria, a educação profissional, o desenvolvimento sustentável e os interesses dos trabalhadores, ampliando o diálogo entre as entidades e o Banco do Brics.

CNTI 80 ANOS TRANSFORMA MEMÓRIA DE LUTA EM AGENDA PARA O FUTURO Grupos de trabalho levaram debates da Plenária à base e ...
23/09/2026

CNTI 80 ANOS TRANSFORMA MEMÓRIA DE LUTA EM AGENDA PARA O FUTURO

Grupos de trabalho levaram debates da Plenária à base e propuseram sindicato mais digital, presente e democrático, com foco em saúde, proteção social, juventude e renovação sindical

Que fazer para que entidade sindical de 80 anos continue sendo indispensável ao trabalhador das próximas décadas? A pergunta, embora simples, atravessou os debates dos grupos de trabalho da Plenária Nacional CNTI 80 anos, realizada no CTE (Centro Técnico Educacional), em Luziânia (GO), entre os dias 14 e 18 de setembro.

Sob a orientação pedagógica da professora Regina Moreira, dirigentes e delegados deixaram as discussões das plenárias magnas e foram para as salas de trabalho debater em grupos.

Ali, a experiência acumulada pela Confederação encontrou os desafios de um mundo do trabalho marcado pela inteligência artificial, novas formas de contratação, precarização, mudanças geracionais e problemas crescentes de saúde mental dos trabalhadores.

O método buscou transformar o diagnóstico em proposta. “As atividades em grupo representam o elo estruturante de todo o evento”, registra o relatório pedagógico, ao definir os grupos como ponte entre os conteúdos apresentados pelos especialistas e a realidade concreta da base industriária.

O resultado foi a construção de agenda que combina memória e inovação, organização tradicional e ferramentas digitais, direitos históricos e novas demandas sociais.

SINDICATO QUE PRECISA ESTAR ONDE O TRABALHADOR ESTÁ

A primeira constatação dos grupos foi que a transformação tecnológica já alterou a maneira de trabalhar, comunicar e organizar pessoas. Por isso, a formação sindical não pode permanecer presa a métodos exclusivamente presenciais e analógicos.

Entre as propostas estão cursos on-line, educação a distância, formação tecnológica, domínio da CLT, uso de IA e profissionalização das redes digitais. A ideia é preparar dirigentes para falar com trabalhadores que estão cada vez mais conectados, inclusive por plataformas digitais.

O desafio, porém, não é simplesmente adotar novas ferramentas. É saber utilizá-las para reconstruir e construir a relação com a base.

Uma das formulações do relatório sintetiza esse entendimento: “Ser um sindicato atuante e estar efetivamente inserido na base”, com dirigentes presentes nos locais de trabalho e capazes de dialogar em linguagem compreensível.

A preocupação aparece também nos debates gerais da Plenária. Durante a discussão sobre formação sindical, o professor Diogo Prado Evangelista defendeu que as entidades acompanhem a transformação tecnológica. “Os sindicatos precisam deixar de ser analógicos para serem digitais. A era do papel e do PDF acabou”, afirmou.

Para os grupos, essa mudança deve caminhar junto com a recuperação da história sindical. A memória da CNTI, segundo o relatório, não deve funcionar como peça de museu, mas como instrumento para formar novas lideranças.

A síntese proposta é expressiva: “Valorizar o passado, escrever o presente e projetar o futuro.”

SAÚDE MENTAL DEIXA DE SER TEMA PERIFÉRICO

Se a tecnologia modifica o trabalho, a pressão por produtividade, as metas abusivas e as jornadas excessivas também modificam a forma como o trabalhador adoece.

Na mesa sobre vigilância em saúde e riscos psicossociais, os delegados identificaram sobrecarga, assédio moral e sexual, pressão psicológica, insegurança, isolamento, esgotamento profissional e falta de autonomia entre os principais problemas dos ambientes de trabalho.

A proposta sindical é deixar de agir apenas depois que o problema aparece.

Os grupos defenderam canais seguros de denúncia, mecanismos de escuta, campanhas de prevenção, treinamento e acompanhamento sindical. Também propuseram que medidas relacionadas às normas de saúde e segurança sejam incorporadas às convenções e aos acordos coletivos.

“Escuta afetiva e qualificada” foi uma das expressões utilizadas no relatório para definir o tipo de acolhimento que as entidades devem oferecer.

A lógica é simples: o trabalhador precisa ter onde falar, ser ouvido e encontrar orientação antes que o sofrimento se transforme em afastamento, adoecimento ou perda da capacidade laboral.

PRECARIZAÇÃO AMPLIA DESAFIO DA PROTEÇÃO SOCIAL

Outro eixo forte da agenda construída pelos grupos foi a proteção dos trabalhadores que estão nas áreas mais expostas à precarização.

Terceirizados, pejotizados, intermitentes, informais e plataformizados aparecem entre os segmentos considerados mais vulneráveis. O diagnóstico também alcança trabalhadores de setores como mineração, têxtil, confecção e calçados.

A resposta proposta passa por mais presença sindical, formação continuada e domínio das ferramentas de proteção social.

Uma das sugestões é ensinar o trabalhador a utilizar o Meu INSS para verificar suas contribuições.

Outra defende que as empresas forneçam ao sindicato documentos relativos aos recolhimentos de FGTS e INSS e informações do eSocial, ampliando a transparência e a capacidade de fiscalização das entidades.

A pauta inclui ainda garantia de emprego, fortalecimento das Cipas, qualificação profissional e proteção previdenciária.

Nesse eixo, a proposta do fim da escala 6x1 aparece ao lado de outras reivindicações históricas, reafirmando que a agenda sindical deve combinar novas demandas com bandeiras que permanecem centrais para a classe trabalhadora.

RENOVAR SEM PERDER A IDENTIDADE

Talvez um dos pontos mais sensíveis do relatório esteja na discussão sobre mulheres e juventude.

Os grupos reconheceram que o movimento sindical precisa ampliar a participação das novas gerações e enfrentar obstáculos culturais que dificultam a presença de mulheres e da diversidade nas estruturas de direção.

O relatório faz autocrítica ao questionar porque o sindicalismo consegue defender igualdade e diversidade no discurso, mas ainda encontra dificuldades para refletir essa diversidade nas próprias estruturas, sobretudo no dia a dia das entidades.

A solução proposta passa por abrir espaços de participação, criar departamentos orientados para jovens e mulheres, levar educação sindical às escolas, organizar rodas de conversa e aproximar as entidades do cotidiano dos trabalhadores.

A tarefa, entretanto, não é apenas renovar os quadros dirigentes. É recuperar a capacidade de fazer com que o trabalhador se reconheça como parte do sindicato.

Daí a defesa de prática permanente de conversa direta, presença nos locais de trabalho, apresentação das convenções e acordos coletivos e disseminação da história das lutas sindicais.

Uma das perguntas deixadas em aberto pelos grupos traduz a dimensão do desafio: “Por que tanta descrença no movimento? Será que paramos de avançar?”

CNTI MAIS DIGITAL, DEMOCRÁTICA E PRÓXIMA DA BASE

Na quinta mesa, os delegados reuniram os diferentes assuntos dos debates e construíram agenda para os próximos anos.

Na formação, propuseram parcerias com universidades, cursos, palestras e capacitação digital. Na saúde, defenderam atenção à saúde mental, fiscalização das normas regulamentadoras, prevenção de acidentes e acesso a atendimento médico, odontológico e psicológicos.

Na Previdência, apontaram a necessidade de assistência jurídica, orientação permanente e fiscalização do preenchimento correto do PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário).

Na renovação sindical, a palavra-chave foi participação.

O relatório propõe descentralizar decisões, fortalecer assembleias, ampliar a participação dos trabalhadores e trazer a nova geração para dentro das entidades. Também defende que os sindicatos sejam capazes de oferecer serviços e orientação sobre o acesso aos órgãos públicos e aos direitos sociais.

“Ouvir mais os trabalhadores para entender os problemas da atualidade” aparece como uma das sínteses dessa nova postura.

A proposta é que a transformação digital não substitua a presença física do sindicato, mas a amplie. Redes, IA, podcasts, canais de vídeo e cursos on-line devem funcionar como instrumentos adicionais de organização e formação.

FUTURO COMEÇA NA BASE

A experiência dos grupos de trabalho mostrou que celebrar 8 décadas não significa apenas olhar para trás. Significa perguntar o que precisa mudar para que a organização sindical continue fazendo sentido diante de uma classe trabalhadora que também está mudando.

A própria CNTI incorporou à agenda estratégica da entidade temas debatidos durante a Plenária, como formação sindical, precarização, inteligência artificial, renovação geracional, igualdade de gênero e redução da jornada. A Carta de Luziânia, aprovada no encerramento, atualizou a plataforma da entidade uma década depois da Carta de Brasília.

Nesse sentido, o trabalho coordenado por Regina Moreira cumpriu papel que ultrapassa a dinâmica pedagógica do evento. Colocou os delegados diante da tarefa de transformar conceitos em ações e problemas em compromissos.

A síntese talvez esteja na própria filosofia que atravessou os grupos: a CNTI pode preservar seus 80 anos de história sem ficar presa ao passado.

Para isso, precisará formar novas lideranças, dominar as tecnologias, cuidar da saúde dos trabalhadores, enfrentar a precarização, ampliar a participação de mulheres e jovens e, sobretudo, voltar sempre ao lugar onde o sindicalismo encontra a razão de existir: a base.

É ali que a história de 80 anos deixa de ser memória e se transforma em futuro.

CNTI ENCERRA PLENÁRIA DE 80 ANOS COM DEFESA DO SINDICALISMO, TRANSIÇÃO JUSTA E SOBERANIA Último dia em Luziânia reuniu d...
19/09/2026

CNTI ENCERRA PLENÁRIA DE 80 ANOS COM DEFESA DO SINDICALISMO, TRANSIÇÃO JUSTA E SOBERANIA

Último dia em Luziânia reuniu debates sobre custeio sindical, mudanças climáticas e IA, além de homenagens, posse da nova direção e aprovação da Carta de Luziânia

O terceiro e último dia da Plenária Nacional CNTI 80 Anos, na quinta-feira (17), foi marcado por debates sobre os desafios do sindicalismo diante das transformações no mundo do trabalho, pela discussão sobre transição energética e tecnológica e, no encerramento, por homenagens, posse da nova diretoria e decisões políticas da entidade.

Na parte da manhã, o painel “Direito, estrutura e sustentação sindical” discutiu as mudanças no Direito do Trabalho, o financiamento das entidades, o chamado antissindicalismo institucionalizado e as assimetrias na relação entre capital e trabalho.

O debate foi mediado por Walison Reis, professor e auditor independente da W2M Auditoria, com participação da advogada e procuradora do Trabalho aposentada Elaine Nassif e do auditor-fiscal do Trabalho André Grandizoli, diretor do Departamento de Relações do Trabalho do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

Elaine Nassif chamou atenção para o que definiu como “sindicatofobia”, expressão utilizada para caracterizar, segundo ela, “discussão odiosa, discriminatória, contra os sindicatos”. Para a advogada, trata-se de “aversão social aos sindicatos e sindicalistas”, intensificada a partir de 2013 e acompanhada, na avaliação dela, por campanhas de desinformação e pelo que classificou como “massacre midiático”.

Ao abordar o financiamento sindical, Nassif afirmou que “não existe o direito de oposição, de lesar os outros”, defendendo que a liberdade individual não deve ser utilizada para comprometer a sustentação da organização coletiva dos trabalhadores.

A discussão ocorreu no contexto das mudanças no custeio sindical e da jurisprudência recente. Em 2023, o Supremo Tribunal Federal fixou, no Tema 935, que é constitucional a contribuição assistencial estabelecida por acordo ou convenção coletiva, inclusive para não sindicalizados, desde que assegurado o direito de oposição.
Grandizoli, por sua vez, tratou do registro sindical e dos processos envolvendo organizações de trabalhadores em tramitação no Ministério do Trabalho.

VERDADE, MENTIRA E DISPUTA DE NARRATIVAS

Ao tratar da disputa de ideias em torno do sindicalismo, o debate também recuperou a conhecida “Parábola da Verdade e da Mentira”, segundo a qual a “Mentira” veste as roupas da “Verdade” e passa a circular com sua aparência, enquanto a “Verdade” permanece sem disfarces.

A metáfora foi utilizada para chamar atenção para a forma como discursos contra os sindicatos podem adquirir aparência de verdade quando repetidos sistematicamente. A reflexão serviu de contraponto à discussão sobre desinformação e criminalização da ação coletiva.

TRANSIÇÃO JUSTA E TRABALHO

O segundo painel da manhã discutiu “Transição justa: energética e ecológica”, que abordou crise ambiental, mudanças climáticas, impactos territoriais, migrações, novas demandas energéticas e hídricas e os efeitos das tecnologias de inteligência artificial e tecnologia da informação no Sul Global.

A mesa foi mediada por Pedro Ivo, presidente da Associação Alternativa Terrazul e coordenador do Fórum Brasileiro de ONG e Movimentos Sociais pelo Meio Ambiente e Desenvolvimento.

Participaram Suzi Huff Theodoro, professora doutora da UnB e coordenadora do projeto de remineralizadores do CTE (Centro de Treinamento e Educação) da CNTI, e Clemente Ganz Lúcio, coordenador do Fórum das Centrais Sindicais e enviado especial da Presidência da COP30 para Assuntos do Trabalho.

Clemente defendeu maior preparação do movimento sindical para enfrentar a agenda climática. “É preciso preparar quadros para debater a agenda climática”, afirmou.

Ele também criticou a forma como o sindicalismo é retratado por parte da imprensa e defendeu a presença do movimento sindical no debate político. “O sindicalismo precisa sair das páginas policiais e ir para a página de política”, disse.

No caso, o movimento sindical é em geral colocado pelos patrões e a grande mídia sindical nas páginas policias, por preconceitos aflorados pela “sindicatofobia”.

Ao relacionar democracia e organização dos trabalhadores, foi enfático: “Sem democracia não há sindicatos e tampouco sindicalismo.” Para Clemente, o movimento sindical precisa estar preparado para enfrentar as mudanças econômicas, sociais e tecnológicas do século 21 e, ao mesmo tempo, dar maior atenção ao envelhecimento da população brasileira.

IA E FUTURO DO TRABALHO

Na parte da tarde, o debate se orientou para os impactos da Indústria 4.0, da automação avançada e da inteligência artificial na reconfiguração do ambiente fabril.

Foram discutidas as bases industriais da IA, a dimensão geopolítica das capacidades produtivas, os marcos regulatórios brasileiros, as diretrizes internacionais da OIT (Organização Internacional do Trabalho), a regulação algorítmica, o direito à desconexão e os riscos de desemprego estrutural.

O painel foi mediado por Leandro Cerqueira, assessor da Presidência da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), e contou com Cristina Akemi Shimoda Uechi, coordenadora-geral de Transformação Digital do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), e o professor doutor Joerg Nowak, do Irel (Instituto de Relações Internacionais) da UnB (Universidade de Brasília).

O debate reforçou a necessidade de que a transformação tecnológica seja acompanhada de regulação, qualificação profissional e participação dos trabalhadores na definição dos rumos da produção.

Após o almoço, os participantes se dividiram em grupos para discutir os temas da plenária. As conclusões foram posteriormente apresentadas ao conjunto dos delegados.

HOMENAGEM A CALIXTO E POSSE DA NOVA DIREÇÃO

O encerramento ganhou tom especialmente emotivo com a homenagem a José Calixto Ramos, histórico dirigente da CNTI. As filhas receberam placa em reconhecimento à trajetória do dirigente sindical e à contribuição que deixou para o movimento dos trabalhadores da indústria.

Na sequência, ocorreu a posse política da nova diretoria da CNTI, sob a presidência de José Reginaldo Inácio, com a entrega dos diplomas aos dirigentes.

O ato marcou formalmente a continuidade da direção da Confederação no ciclo em que a entidade celebra 8 décadas de existência e projeta atuação diante das transformações econômicas, tecnológicas e sociais.

MOÇÃO DE APOIO A LULA

No encerramento, os delegados aprovaram, por unanimidade, Moção de Apoio ao presidente Lula (PT) e à reeleição do mandatário.

O documento, aprovado pela Plenária Nacional CNTI, defende “apoio total e irrestrito à reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva” e vincula essa posição à defesa, segundo o texto, da democracia, da soberania nacional, dos direitos sociais e de projeto de desenvolvimento baseado na indústria brasileira, no emprego decente, na valorização do produto e no conteúdo nacionais.

A decisão integra o conjunto de deliberações políticas da plenária e explicita a posição aprovada pela entidade para o processo eleitoral de 2026.

CARTA DE LUZIÂNIA ATUALIZA PLATAFORMA DA CNTI

Também foi aprovada a Carta de Luziânia1, documento que procura atualizar as formulações da CNTI 10 anos depois da Carta de Brasília, aprovada em 2016.

O texto faz diagnóstico crítico das transformações ocorridas na última década e aponta como desafios a sustentação financeira das entidades, a defesa do Direito Coletivo do Trabalho, a precarização das relações laborais, os impactos da IA, a desinformação e as mudanças climáticas.

Entre as diretrizes apresentadas estão o fortalecimento da formação sindical e da educação popular, a atualização programática da entidade, a participação no debate eleitoral de 2026, a defesa de contrapartidas sociais para investimentos públicos na Indústria 4.0, a redução da jornada sem redução salarial, o direito à desconexão e políticas de igualdade de gênero, raça e renovação geracional.

A Carta também destaca iniciativas desenvolvidas pela CNTI, como a usina fotovoltaica e o Centro de Experimentação com Remineralizadores e Agroecologia Socioprodutiva instalado no CTE de Luziânia.

Ao encerrar os trabalhos, o documento reafirmou, segundo os próprios termos, o compromisso da CNTI com “democracia política, soberania nacional e justiça social”.

Realizada em Luziânia (GO), a Plenária Nacional CNTI 80 Anos reuniu 288 delegados e combinou balanço histórico, análise da conjuntura e formulação de diretrizes para o sindicalismo industrial diante das mudanças no mundo do trabalho perante os avanços tecnológicos nessa quase terceira década do século 21.
______________________

1 Leia resumo da Carta: Documento apresenta análise crítica da última década no Brasil, e destaca retrocessos, ameaças e propostas de resistência sindical e social.
Contexto e diagnóstico:
• Em 2016, a Carta de Brasília representou a defesa da classe trabalhadora durante a crise política.
• 10 anos depois, a crise se agravou, e atingiu soberania e democracia.
• Aumentaram ameaças como a Lei 13.467/17, que institucionalizou a sindicatofobia e enfraqueceu o sindicalismo.
• A Reforma Trabalhista aprofundou desigualdades, desmantelou o Direito Coletivo e precarizou as condições de trabalho.
• Escândalos nos três poderes e crise ética alimentam desconfiança pública.
• Desinformação e manipulação ameaçam soberania e controle sobre recursos nacionais.

Objetivos e propostas:
• Fortalecer educação contra hegemônica e resistência sindical.
• Atualizar programa de defesa e consolidar a Carta de Luziânia.
• Intervir na eleição de 2026, exigindo compromisso com revisão de reformas regressivas.
• Exigir contrapartidas sociais na indústria 4.0, como redução de jornada e proteção ao trabalhador.
• Promover justiça de gênero, raça e renovação geracional na luta sindical.
• Celebrar conquistas como autonomia energética e projetos de sustentabilidade.
• Enfrentar ameaças desenvolvimento baseado na soberania, democracia e justiça social.

FORMAÇÃO SINDICAL E PROTEÇÃO AO TRABALHO NO CENTRO DOS DEBATES DA CNTI Plenária dos 80 anos reúne especialistas para dis...
17/09/2026

FORMAÇÃO SINDICAL E PROTEÇÃO AO TRABALHO NO CENTRO DOS DEBATES DA CNTI

Plenária dos 80 anos reúne especialistas para discutir hegemonia, formação de lideranças, precarização, saúde do trabalhador e os desafios da proteção previdenciária

O segundo dia da Plenária Nacional CNTI 80 Anos, nesta quarta-feira (16), foi marcado por debates sobre a formação sindical e os impactos das transformações econômicas e sociais sobre o mundo do trabalho.

Ao longo do dia, dirigentes e militantes da base da Confederação discutiram desde a disputa de hegemonia e a preparação de novas lideranças até os efeitos da precarização sobre direitos, saúde e proteção previdenciária dos trabalhadores.

Na programação da manhã, o tema “Formação sindical e os impactos da realidade socioeconômica brasileira” abriu os trabalhos. O debate reuniu o professor titular da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Ricardo Lara, e o professor-doutor da UFVJM (Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri), Diogo Prado Evangelista, com mediação de Fabrício José Missio, professor do Departamento de Economia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e presidente da Ipead/UFMG (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas).

As exposições abordaram os processos culturais, a hegemonia e as relações de poder na formação das lideranças, além das implicações da dominação ideológica sobre as relações de trabalho, a organização sindical e a esfera política.

Os debatedores também destacaram o papel da educação popular e da formação sindical diante da hegemonia patronal e das forças do mercado.

Para os especialistas, a preparação de dirigentes e militantes exige domínio de dados, informações históricas e indicadores socioeconômicos capazes de transformar conhecimento em instrumento de organização e ação da classe trabalhadora.

A discussão apontou, assim, para a necessidade de formação sindical que não se limite à transmissão de conteúdos, mas prepare os dirigentes para compreender a realidade, identificar os mecanismos de poder e atuar sobre esses.

TRABALHO, SAÚDE E PROTEÇÃO SOCIAL

Ainda pela manhã, a programação contou com a participação de Ileana Neiva Mousinho, subprocuradora-geral do Trabalho do MPT (Ministério Público do Trabalho), e Gilmar Ortiz, presidente da Abrastt (Associação Brasileira de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora).

O debate foi mediado pela professora e especialista em formação de lideranças sindicais e diretora da Repensar Cursos.

No período da tarde, os trabalhos avançaram para o tema “Trabalho e proteção previdenciária: realidade e perspectivas – precarização, ambiente, condições e saúde laboral”. A mesa temática foi mediada pelo professor-doutor René Mendes, coordenador do Observatório do Trabalho e da Classe Trabalhadora, do IEA/USP (Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo).

Participaram como palestrantes Carolina Maria Ruy, jornalista e pesquisadora, coordenadora do Centro de Memória Sindical, editora do Rádio Peão Brasil e integrante do Conselho Consultivo da Fundação Maurício Grabois; e Paulo Rogério Albuquerque de Oliveira, professor e auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil, autor de estudos e instrumentos relacionados ao PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário), NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário), FAP (Fator Acidentário de Prevenção) e aos eventos de SST (Saúde e Segurança do Trabalho) no eSocial.

O debate tratou dos impactos das Reformas Trabalhista e previdenciária sobre a realidade dos trabalhadores industriários e das novas formas de precarização, entre essas a terceirização irrestrita, a pejotização, o contrato intermitente e a plataformização algorítmica.

Também estiveram no centro das discussões as condições e os ambientes de trabalho na indústria, com os riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos, inerente aos processos de trabalho, além das políticas de vigilância da saúde do trabalhador e da necessidade de ambientes laborais seguros.

DA INDUSTRIALIZAÇÃO AO NEOLIBERALISMO

Carolina Ruy recuperou a trajetória histórica das relações de trabalho e das condições laborais a partir das transformações do modelo de desenvolvimento brasileiro na década de 1930.

Na exposição, ela percorreu o período do nacional-desenvolvimentismo, as crises e transformações das décadas de 1970 e 1980 e o avanço do neoliberalismo.

A perspectiva histórica ajudou a situar as mudanças atuais no mundo do trabalho como parte de processo mais amplo de transformação econômica e social, no qual a organização sindical também precisa se adaptar para enfrentar novas formas de exploração e precarização.

Paulo Rogério, por sua vez, chamou atenção para mecanismos utilizados para contornar direitos trabalhistas e previdenciários, muitos desses pouco conhecidos pelos próprios trabalhadores. Para ele, a disputa também passa pelo domínio das novas tecnologias e pela capacidade de comunicação das entidades.

“Os sindicatos precisam deixar de ser analógicos para serem digitais. A era do papel e do PDF acabou”, enfatizou.

A afirmação sintetizou uma das preocupações que atravessaram os debates: a necessidade de modernizar instrumentos de organização, comunicação e formação sem perder de vista a defesa dos direitos e a representação coletiva dos trabalhadores.

DEBATE NOS GRUPOS

Depois das exposições e dos debates em plenário, os participantes da Plenária Nacional CNTI 80 Anos foram divididos em grupos de trabalho, dando sequência às discussões e aprofundando os temas apresentados ao longo do dia.

A programação combinou análise histórica, formação política e sindical, economia, saúde do trabalhador e proteção previdenciária, colocando diante dos dirigentes desafio comum: compreender as transformações do mundo do trabalho para fortalecer a capacidade de organização e defesa dos direitos da classe trabalhadora.

22 de Setembro - DIA NACIONAL DA JUVENTUDE
16/09/2026

22 de Setembro - DIA NACIONAL DA JUVENTUDE

CNTI 80 ANOS DEBATE ELEIÇÕES, TRABALHO E SOBERANIA E PROJETA FUTURO DA INDÚSTRIAPlenária Nacional reúne dirigentes para ...
16/09/2026

CNTI 80 ANOS DEBATE ELEIÇÕES, TRABALHO E SOBERANIA E PROJETA FUTURO DA INDÚSTRIA

Plenária Nacional reúne dirigentes para discutir conjuntura, eleições de 2026, desafios do sindicalismo, indústria, soberania e participação de mulheres e jovens

Os 80 anos da CNTI foram marcados, nesta terça-feira (15), por agenda que combinou análise da conjuntura política, eleições de 2026, desafios do sindicalismo, desenvolvimento industrial, soberania nacional e renovação geracional.

A programação ocorreu no CTE (Centro Técnico Educacional) da entidade, em Luziânia (GO), onde também foram inaugurados a usina fotovoltaica da CNTI e o Ceras (Centro de Experimentação com Remineralizadores e Agroecologia Socioprodutiva). A programação integra a Plenária Nacional CNTI 80 Anos, realizada ao longo desta semana.

Na abertura dos trabalhos, o presidente da CNTI, José Reginaldo Inácio, destacou a singularidade do momento vivido pelo País e o significado histórico das 8 décadas da entidade.

Para ele, a celebração dos 80 anos representa também oportunidade de discutir os caminhos do movimento sindical diante das transformações econômicas, políticas, tecnológicas e sociais do Brasil.

CONJUNTURA E ELEIÇÕES

Sob mediação da presidenta do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), Rita Serrano, a primeira rodada de debates tratou da conjuntura nacional e internacional, da correlação de forças entre os Poderes Executivo e Legislativo e dos impactos da grande mídia e das plataformas digitais sobre o debate público.

Também entraram na pauta as eleições de 2026, as agendas estratégicas da classe trabalhadora, o combate ao assédio nas relações de trabalho, a fiscalização e as denúncias de violações de direitos. O debate defendeu a construção de plataforma sindical capaz de formular propostas, incidir no debate político e estabelecer interlocução com candidaturas.

Rita Serrano chamou atenção para a mudança estrutural provocada pelo avanço do capitalismo plataformizado. Segundo ela, o objetivo já não se restringe ao controle do trabalho. “Não quer apenas o controle da força de trabalho; quer também o controle da mente dos trabalhadores.”

Para a presidenta do Diap, o cenário internacional e nacional tornou-se mais complexo. “O mundo está mais complexo”, afirmou, ao sustentar que o antigo “pacto de paz acabou” e que as minorias que contribuem para manter algum nível de estabilidade social demonstram capacidade de resistência.

“É necessário mudar a realidade atual, porque essa não nos serve”, afirmou Rita. Ao concluir a exposição, defendeu confiança na capacidade de transformação: “É preciso acreditar na capacidade de mudanças na realidade atual”.

A defesa da unidade sindical apareceu como eixo transversal dos debates, especialmente em torno da institucionalidade, da soberania nacional, da democracia e da preservação dos direitos trabalhistas.

PLATAFORMAS DIGITAIS E ELEIÇÕES

O jornalista Sylvio Costa, ex-editor do portal Congresso em Foco e presidente da Rede pela Soberania, abordou a crescente influência das plataformas digitais na formação da opinião pública e no debate político.

A exposição chamou atenção para o uso dessas ferramentas no processo eleitoral e para a atuação da extrema direita no ambiente digital, colocando para o movimento sindical o desafio de compreender novas formas de comunicação, disputa narrativa e mobilização política.

Na sequência, o jornalista e assessor parlamentar do Diap André dos Santos analisou as eleições para a Câmara dos Deputados e o Senado. Ele destacou as dificuldades envolvidas na renovação do Congresso Nacional e chamou atenção para a necessidade de discussão que vá além da eleição presidencial.

“Não basta renovar o mandato do atual presidente; é preciso renovar para melhor o Congresso Nacional”, resumiu.

NIB E O PAPEL DO TRABALHADOR

Antes do almoço, a Plenária orientou-se para a NIB (Nova Indústria Brasil) e o papel estratégico do trabalhador industriário no projeto de desenvolvimento nacional.

O debate foi mediado pelo jornalista Marco Antônio Campanella e contou com a participação de Randal Farah, chefe da Diei (Diretoria de Inteligência e Economia da Indústria) da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), vinculada ao Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).

A discussão abordou a reindustrialização brasileira diante de cenário internacional marcado por tensões geopolíticas, guerras comerciais e barreiras tarifárias.

Os participantes também discutiram a necessidade de contrapartidas sociolaborais na concessão de incentivos e subsídios públicos vinculados à NIB, com exigências relacionadas à geração de empregos decentes, valorização salarial e responsabilidade ambiental.

Outro ponto destacado foi o fortalecimento da organização dos trabalhadores nos locais de produção, incluindo os comitês de fábrica, como instrumentos de participação e resistência aos processos de desindustrialização.

A agenda dialoga com iniciativas que a própria CNTI vem defendendo na área de ciência, tecnologia, inovação, transição energética e trabalho decente. Em agosto, a entidade havia apresentado à ministra Luciana Santos propostas relacionadas ao desenvolvimento sustentável, inovação e fortalecimento das políticas públicas para o setor produtivo.

INDÚSTRIA, CIÊNCIA E TRABALHO

Na parte da tarde, a abertura solene da Plenária foi marcada pela exibição do vídeo institucional produzido para os 80 anos da CNTI, recuperando a trajetória da entidade e a relação com a história do trabalho e da industrialização brasileira.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou o papel dos trabalhadores no processo de desenvolvimento nacional. “Os trabalhadores da indústria têm papel indispensável no desenvolvimento nacional. E fortalecer a indústria significa, portanto, fortalecer o trabalho.”

A ministra ressaltou ainda que são os trabalhadores que transformam conhecimento, matéria-prima e tecnologia em riqueza para o País, vinculando ciência, inovação e produção à valorização do trabalho.

MULHERES, JUVENTUDE E TRANSIÇÃO GERACIONAL

O encerramento dos debates da tarde colocou no centro da discussão a renovação do movimento sindical. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, abordou gênero, transição geracional e juventude no contexto sindical.

A programação contou ainda com exposição da diretora-técnica do Dieese, Adriana Marcolino, que contribuiu para a análise das transformações no mundo do trabalho e dos desafios colocados à organização sindical.

Também participou Mazé Morais, agricultora familiar, dirigente sindical e coordenadora-geral da Marcha das Margaridas. Secretária Nacional de Mulheres da Contag, Mazé ampliou sua atuação política em 2026 ao assumir também a Secretaria Nacional de Mulheres do PT.

A presença de mulheres e jovens na programação reforçou uma das questões estratégicas colocadas para o sindicalismo: como preservar a memória e o legado das entidades sem perder a capacidade de dialogar com as novas gerações e com as transformações do mundo do trabalho.

Participou ainda, na parte da tarde, o ministro interino do Trabalho e Emprego, Francisco Macena, que saudou os 80 anos da CNTI e destacou os desafios da pasta diante de cenário econômico e social ainda marcado pela precarização das relações de trabalho.

Entre os principais problemas, citou a chamada pejotização, mecanismo que, ao substituir vínculos formais por relações contratuais mais frágeis, amplia a insegurança e reduz direitos.

O enfrentamento dessa prática, que afeta diretamente a proteção trabalhista, está entre as prioridades da atuação da CNTI em defesa do trabalho decente e dos direitos dos trabalhadores.

SUSTENTABILIDADE E SOBERANIA

O dia foi encerrado com a inauguração da Usina Fotovoltaica da CNTI e do Ceras (Centro de Experimentação com Remineralizadores e Agroecologia Socioprodutiva).

Ambas as iniciativas aproximam a estrutura da entidade de temas que ganharam espaço na agenda sindical contemporânea: transição energética, sustentabilidade, inovação, agroecologia e desenvolvimento tecnológico.

A usina fotovoltaica também simboliza a aposta da CNTI em fontes renováveis de energia. Já o Ceras amplia o campo de atuação da entidade para experiências relacionadas à agroecologia e ao uso de remineralizadores.

A combinação entre os debates políticos e sindicais e as novas estruturas inauguradas em Luziânia deu ao encontro sentido que ultrapassa a comemoração das 8 décadas.

A Plenária colocou em discussão o papel do sindicalismo diante de um mundo em transformação, no qual democracia, soberania, indústria, tecnologia, meio ambiente, direitos trabalhistas e renovação geracional passam a integrar a mesma agenda.

Ao completar 80 anos, a CNTI procura, assim, articular memória, organização sindical e projeto de futuro, reafirmando a centralidade do trabalho na construção do desenvolvimento brasileiro.

Endereço

SEPN Q 505 CONJ A
Brasília, DF

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