03/08/2026
Poucos artistas brasileiros alcançaram projeção internacional tão cedo quanto Maria Martins (1894–1973). Sua produção rompeu fronteiras ao unir referências do surrealismo europeu com mitologias, paisagens e imaginários ligados ao Brasil.
Em suas esculturas, o corpo nunca é apenas corpo: ele se mistura à vegetação, aos animais, aos rios e às forças invisíveis da natureza. O bronze deixa de ser rígido para sugerir movimento, metamorfose e liberdade.
Mais do que representar formas, Maria Martins criou uma linguagem própria, capaz de provocar estranhamento, fascínio e reflexão. Décadas depois, sua obra permanece atual justamente porque desafia categorias e convida o espectador a olhar para além do visível.