Amoa Konoya Arte Indígena

Amoa Konoya Arte Indígena Além do acervo pessoal dos proprietários há livros, CDs e DVDs à venda.

Amoa Konoya Arte Indígena está sediada à Rua João Moura 1002, no Jardim América num ponto privilegiado de São Paulo, cercada de galerias de arte, a feira de antiguidades da Benedito Calixto, Instituto Goethe, boa gastronomia e espaços culturais alternativos. O atendimento aos clientes é feito de segunda a sábado, das 9hs às 18hs diretamente por Walter Gomes e Silvana Costa, proprietários da loja e

seus filhos Davi, Ariel e Pedro. Junto a milhares de peças de rara beleza, representando a tradição de mais de 60 povos indígenas diferentes, uma biblioteca e uma videoteca trazem mais informação sobre esses povos, com edições raras e de grande importância. As peças de arte indígena comercializadas são adquiridas diretamente das comunidades e dos artistas, com garantia de origem e qualidade, preços justos e respeito às culturas tradicionais. Incentivo à produção

Amoa Konoya tem realizado ainda um importante trabalho de valorização do conhecimento tradicional e preservação da cultura e da arte dos povos indígenas do Brasil promovendo o acesso das comunidades a informações iconográficas sobre a produção artística desses povos no passado. Assim, muitos grupos que já haviam deixado de produzir peças, podem resgatar esse conhecimento tradicional, recuperando e desenvolvendo novas técnicas. Outros serviços

Além da comercialização da arte indígena, os clientes encontram no espaço da
Amoa Konoya conhecimento especializado no tema e uma ampla possibilidade de serviços como: assessoria, consultoria, visitas monitoradas à loja, orientação bibliográfica e iconográfica, palestras, eventos.

11/06/2026
11/06/2026
11/06/2026
Vasos e potes de cerâmica com grafismosPovo: Juruna (Yudjá)Família linguística: JurunaLocalização: Xingu - Mato Grosso“A...
28/08/2025

Vasos e potes de cerâmica com grafismos

Povo: Juruna (Yudjá)
Família linguística: Juruna
Localização: Xingu - Mato Grosso

“A técnica é conhecida por ambos os sexos, todavia são as mulheres as fabricantes. A participação dos homens reside na coleta do material. O barro é colhido preferencialmente durante a estação seca em locais em que a argila apresenta uma textura considerada própria para o fabrico. E armazenado em bolas dentro de cestos de palha de inajá ou outro recipiente disponível. Nessas ocasiões coleta-se também a casca silicosa de uma árvore, geralmente conhecida pela denominação de caraipé ou caripé. Essa casca após seca e queimada, é socada em pilão, peneirada e adicionada ao barro como tempero.Quando termina a mistura tempero-barro, a qual é de coloração acinzentada, começa a fase de dar forma ao vaso.
Alias, as mulheres costumam ser treinadas neste mistér desde muito cedo. Notou-se que uma brincadeira usual entre as meninas de 4-5 anos era fabricar vasilhames imitando o trabalho das mães. Só na adolescência, porém, é que elas começam realmente a dominar a técnica.
De um bloco de barro temperado, tira-se uma porção alongada, ou melhor, um rolo, com o qual se começa a constituir a base, continuando-se o processo de justaposição desses rolos até levantar as paredes no formato desejado. E a técnica do enrolamento em espiral. Para alisar as paredes e a borda, usa-se um pedaço de cabaça. Feito isto o vaso é deixado secar na sombra, dentro de casa. No dia seguinte quando o barro está apenas um pouco endurecido, faz-se a raspagem da superfície com a ajuda de uma co**ha, pedaço de cabaça ou faca. Em seguida a peça é novamente posta a secar na sombra e, no dia imediato, ela é alisada mais uma vez, empregando-se desta feita primeiramente um seixo e depois a parte dorsal de uma palha de milho. Após esta operação o vasilhame está pronto para ser queimado, processo esse que é realizado algumas horas depois, dependendo de estar o objeto em condições de ser cozido.

(Continua nos comentários)

Cestos de taboquinha com grafismo e algodãoPovo:  WaujáLocalização: Mato GrossoFamília Linguística: Aruak“Habitantes do ...
09/08/2025

Cestos de taboquinha com grafismo e algodão

Povo: Waujá
Localização: Mato Grosso
Família Linguística: Aruak

“Habitantes do Parque Indígena do Xingu, os Wauja são notórios pela singularidade de sua cerâmica, o grafismo de seus cestos, sua arte plumária e máscaras rituais. Além da riqueza de sua cultura material, esse povo possui uma complexa e fascinante mito-cosmologia, na qual os vínculos entre os animais, as coisas, os humanos e os seres extra-humanos permeiam sua concepção de mundo e são cruciais nas práticas de xamanismo.

Os Wauja possuem três principais tipos de cestos: mayapalu, mayaku e tirumakana. O primeiro, de trama aberta e sem desenhos, é usado para o transporte de carga e o breve armazenamento de mandioca, os dois últimos, de trama fechadas, exibem uma primorosa variedade de motivos gráficos. Todos os cestos são de fabricação exclusivamente masculina. Os seus usos seguem basicamente os princípios da divisão sexual do trabalho: o trançado de pesca é de uso masculino e o trançado doméstico de uso feminino. Os mayaku de grandes dimensões (60x50X20cm) são fabricados em contextos especiais como pagamento de serviços rituais aos patrocinadores das festas de máscaras e flautas.”

Fonte: PIB (Povos Indígenas no Brasil) - ISA

Borduna cerimonial com trançado em fibra e algodãoPovo: Kaiapó (Mebengôkre) Família Linguística: JêLocalização: Aldeia A...
25/07/2025

Borduna cerimonial com trançado em fibra e algodão

Povo: Kaiapó (Mebengôkre)
Família Linguística: Jê
Localização: Aldeia Au kre (PA)

“A borduna, na experiência Mebengokré, constitui um elemento definidor da subjetividade do seu portador, juntamente com outros elementos incluídos na categoria kukradja (Fisher 1991; Cohn 2005; Lea 2012; Bollettin 2019). No passado era utilizada enquanto instrumento de guerra e inúmeros relatos etnográfico apresentam o uso dessa arma para fins bélicos, seja entre os Mebengokré-Xikrin do Rio Bacajá, seja entre outros grupos Mebengokré. Ademais a borduna era utilizada para atividades venatórias, servindo para caçar tanto animais de grande porte, como a anta, quanto animais menores, como a cotia. Ao longo das minhas permanências entre os Mebengokré, de 2005 até hoje, ela foi utilizada para caçar em esporádicas ocasiões, quando cartuchos para os fuzis não eram disponíveis. Em todos os casos que testemunhei de uso da borduna na caça, as presas foram queixadas, e nunca a vi ser usada com outros animais.

A borduna é largamente utilizada também quando da realização dos vários rituais que marcam a cotidianidade Mebengokré. Os mebenghete, os anciões, levam suas bordunas nas danças segurando-as com a mão e apoiando-as no ombro. Eles as levam no ngáb, a Cada dos Homens também quando é realizada alguma reunião dedicada a assuntos especialmente relevantes, e nesses momentos costumam brandi-las agitando-as no ar como forma de ênfase ao longo dos discursos proferidos. Outro uso evidente da borduna é sua presença constante quando os Mebengokré reúnem-se com os kuben, os ‘brancos’. É uma presença marcante quando eles precisam reivindicar o cumprimento de acordos, a melhoria dos atendimentos de saúde e de educação, ou a defesa de seus direitos. F**a evidente, assim, como a borduna constitui um objeto carregado de inúmeras vidas: a o lado do caçador, do guerreiro, do orador, etc. A borduna perpassa assim a identidade masculina Mebengokré em níveis variados, individual e coletivo.”

Fonte: As Vidas dos Artefatos Ameríndios Amazônicos numa Coleção Etnográfica Italiana - Paride Bollettin - UFPE

Canoas de madeira com grafismosPovo: Karajá (Iny)Localização: Ilha do Bananal - Tocantins(TO)Família Linguística: Karaj...
10/07/2025

Canoas de madeira com grafismos

Povo: Karajá (Iny)
Localização: Ilha do Bananal - Tocantins(TO)
Família Linguística: Karajá

“Os Karajá têm o rio Araguaia como um eixo de referência mitológica e social. O território do grupo é definido por uma extensa faixa do vale do rio Araguaia, a ilha do Bananal, que é a maior ilha fluvial do mundo, medindo cerca de dois milhões de hectares. Suas aldeias estão preferencialmente próximas aos lagos e afluentes do rio Araguaia e do rio Javaés, assim como no interior da ilha do Bananal. Cada aldeia estabelece um território específico de pesca, caça e práticas rituais demarcando internamente espaços culturais conhecidos por todo o grupo.

Isto mostra uma grande mobilidade dos Karajá, que apresentam como uma de suas feições culturais a exploração dos recursos alimentares do rio Araguaia. Eles têm, ainda hoje, o costume de acampar com suas famílias em busca de melhores pontos de pesca de peixes e de tartarugas, nos lagos, nas praias e nos tributários do rio, onde, no passado, faziam aldeias temporárias, inclusive com a realização de festas, na época da estiagem do Araguaia. Com a chegada das chuvas, mudavam-se para as aldeias construídas nos grandes barrancos, a salvo das subidas das águas, onde, em alguns lugares, ainda hoje fazem suas roças familiares e coletivas, locais de moradia e cemitérios.”

FONTE: PIB - Povos Indígenas no Brasil

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