Museu Militar do Porto

Museu Militar do Porto O Museu Militar do Porto possui um acervo diversificado de peças de uso militar e artístico.

Objetivos do Museu Militar do Porto:

– Contribuir para a divulgação do património à sua guarda, designadamente pela exposição pública de espécimes com interesse cultural e patriótico, devidamente valorizadas com meios ou processos de esclarecimento, de dinamização pedagógica e de lazer;

– Colaborar com os restantes órgãos do Serviço Histórico-Militar e com outros organismos civis e militares, na

investigação histórico-militar;

– Prestar a colaboração que lhe for determinada na celebração de comemorações e na realização de cerimónias e de manifestações culturais com interesse histórico-militar e, de um modo geral, com significado histórico-cultural.

OBRA DO MÊS DE SETEMBROOS DEZ DE TÂNGERA entrada de Tânger na história dos Descobrimentos e da expansão portuguesa não f...
01/09/2026

OBRA DO MÊS DE SETEMBRO

OS DEZ DE TÂNGER

A entrada de Tânger na história dos Descobrimentos e da expansão portuguesa não foi a mais feliz, pois começou com uma expedição fracassada em 1437.

Os portugueses atacaram a cidade a 20 de setembro, mas o desfecho desse combate foi rápido. D. Henrique foi imediatamente cercado pelas forças do rei de Fez, ficando sem grandes condições de se defender.

Como consequência, os portugueses foram obrigados a render-se, deixando o infante D. Fernando como refém.

Recordando este dramático acontecimento da História de Portugal, o Museu Militar do Porto propõe, como sugestão de leitura para o mês de setembro, o romance histórico Os Dez de Tânger, de Eduardo Palaio, da editora Clube do Autor.

Como se pode ler na orelha da capa do livro (dobra interior da capa): “Esta é a história de soldados desconhecidos (…) Dez homens, dez vidas, dez aventuras na vida do mar. Levados pelo mote ‘se não for por amor que seja por temor’, partem para o mistério de África numa viagem sem retorno. E 1437 ficará para sempre conhecido como o ano do Desastre de Tânger. (…) Uma história épica que desbrava os caminhos de uma expedição contada e vivida por dez homens com existência real, mas apagados nos mapas da nossa memória.”

Este livro encontra-se disponível para consulta na Biblioteca do Museu Militar do Porto.
Catálogo bibliográfico online:
https://bibliotecas.defesa.pt/ipac20/ipac.jsp?session=YB8N257733997.13003&menu=search&aspect=subtab117&npp=20&ipp=20&spp=20&profile=bmmp&ri=&term=os+dez+de+t%C3%A2nger&index=.GW&x=0&y=0&aspect=subtab117



PEÇA DO MÊS DE AGOSTOPEÇA 9CM COM TUBO KRUPP E REPARO DA HIH SIDERIUSNão chegou a receber nomenclatura nacionalAlemanha/...
31/08/2026

PEÇA DO MÊS DE AGOSTO

PEÇA 9CM COM TUBO KRUPP E REPARO DA HIH SIDERIUS

Não chegou a receber nomenclatura nacional
Alemanha/Países Baixos

Emprego - Campanha

Com o fim da Grande Guerra a Alemanha ficou impedida de produzir armamento, pelo que, nos anos 20, adquiriu fábricas em países como a Holanda (H.I.H. Siderius) e a Suécia (Bosfor), para as quais enviou muitos dos seus engenheiros da Krupp e da Rheinmetall.

No início da década de 30 do século XX, Portugal procurou investir em novo armamento. No caso do material de artilharia, foram nomeadas comissões com o objetivo de visitarem fábricas em Inglaterra, na Holanda, na Noruega e na Suécia e avaliarem as propostas do material mais moderno que se adequasse às necessidades do Exército Português, tendo em conta as disponibilidades financeiras a investir em novas aquisições.

No caso presente foi adaptado um tubo Krupp de 9 cm, de 1885, a um reparo com ligação elástica óleo-pneumática, alteração que foi realizada na fábrica holandesa H.I.H. Siderius. O custo desta operação foi de 15.770,40 florins. Esta peça de artilharia não chegou, contudo, a ser adotada em Portugal e provavelmente terá sido um dos últimos trabalhos produzidos por aquela empresa, já que esta acabou por fechar as suas portas em 1934. Esta é, portanto, uma peça única no mundo.



OBRA DO MÊS DE AGOSTOGuerreiros Medievais Portugueses (Peonagem), editado pela Porto Editora em 1977, é a sugestão de le...
01/08/2026

OBRA DO MÊS DE AGOSTO

Guerreiros Medievais Portugueses (Peonagem), editado pela Porto Editora em 1977, é a sugestão de leitura proposta pelo Museu Militar do Porto para o mês de agosto, em que se relembra a passagem de mais um ano da vitória portuguesa contra o exército castelhano na Batalha de Aljubarrota, em 14 de agosto de 1385.

Este livro aborda a história da peonagem medieval portuguesa, ou seja, os soldados a pé que compunham a base dos exércitos durante a Idade Média e que “(…) ao longo dos três primeiros séculos da nossa história (séculos XII, XIII e XIV), foram ganhando progressiva importância.”.

Os peões estiveram em grande plano na série de batalhas travadas pela afirmação do reino de Portugal, como foi o caso da Batalha de Aljubarrota “(…) quando a maioria dos nobres, ricos e poderosos se tinha aliado aos estrangeiros invasores, foram eles – os peões- que derrotaram a cavalaria castelhana. A vitória dos Portugueses evitou, assim, que Portugal fosse absorvido por Castela, como viria a acontecer a outros reinos da Península Ibérica. Sem esta vitória verdadeiramente popular, talvez não existisse hoje Portugal… e a nossa língua, os nossos costumes não teriam sido levados a outros povos de outros continentes!...”.

Obra profusamente ilustrada com desenhos a preto e branco de Jorge Tavares, que ajudam a visualizar o equipamento, vestuário e organização desses combatentes.

Catálogo bibliográfico online:
https://bibliotecas.defesa.pt/ipac20/ipac.jsp?session=178MO3U981928.1904&menu=search&aspect=subtab117&npp=20&ipp=20&spp=20&profile=bmmp&ri=&term=Guerreiros+Medievais+Portugueses&index=.GW&x=0&y=0&aspect=subtab117



PEÇA DO MÊS DE JULHO PEÇA 7,5 CM TA M/900Foi o primeiro modelo alemão (1896) que resultou de experiências que tiveram co...
27/07/2026

PEÇA DO MÊS DE JULHO

PEÇA 7,5 CM TA M/900

Foi o primeiro modelo alemão (1896) que resultou de experiências que tiveram como objetivo diminuir o recuo da peça.

A solução encontrada utilizava um sistema de reparo elástico com molas de aço e pião vertical.

Embora o sistema francês, cujos estudos sobre freios hidropneumáticos se iniciaram em 1894, fosse muito mais perfeito, o secretismo que envolveu o desenvolvimento desse projeto levou a que Portugal adquirisse o material alemão (Krupp), para equipar duas baterias a cavalo que entraram ao serviço, em 1900.

Esta peça foi testada na Escola Prática de Artilharia, mas não são
conhecidos os dados relativos aos ensaios de tiro e das munições.

Atualmente, este é único exemplar existente em Portugal.

Foi oficialmente substituída pela peça 7,5 cm, m/904 de origem francesa Schneider-Canet.


OBRA MÊS DE JULHOO Museu Militar do Porto sugere, como obra do mês de julho, “QUANDO A MARINHA TINHA ASAS…Anotações para...
01/07/2026

OBRA MÊS DE JULHO

O Museu Militar do Porto sugere, como obra do mês de julho, “QUANDO A MARINHA TINHA ASAS…Anotações para a História da Aviação Naval Portuguesa (1916-1952)” de Viriato Tadeu, editado em 1984.
No prefácio, da autoria do Almirante RF, Armando Reboredo, pode ler-se que este livro é um “(…) trabalho sério, minucioso e inteligente que, logo na primeira parte, apresenta um resumo histórico do aparecimento da aviação, não se limitando apenas a relatar o que se passou com a nossa Aviação Naval, mas enquadrando-a em todo um cenário de arrebatamento mundial” acrescentando que “ (…. ) Da segunda parte deste importante trabalho, (…), ressalta o labor relevante, a fé e perseverança de meia dúzia de homens que foram o sustentáculo de uma Aviação Naval que se esboçava e da qual fizeram um sacerdócio (…).” Também não ficam esquecidos os “(…) artífices e a mecânicos de aviação que, como este trabalho comprova, revelaram competência e dedicação, reconhecidas e confirmadas depois pela Força Aérea (…)”.
Igualmente, na introdução deste volume, o Vice-almirante RF, Francisco Ferrer Caeiro, menciona que “Em síntese este livro constitui uma compensação moral e sentimental, oferecida a todos os membros da Aviação Naval, que tanto a dignificaram, e representa um grande serviço prestado à Marinha (…)”.
O Museu Militar do Porto tem disponível, para os interessados pelo tema, um exemplar para leitura na sua biblioteca.

Catálogo Bibliográfico online:

https://bibliotecas.defesa.pt/ipac20/ipac.jsp?session=1K8289991672M.480970&menu=search&aspect=subtab117&npp=20&ipp=20&spp=20&profile=bmmp&ri=&term=quando+a+marinha+tinha+asas&index=.GW&x=0&y=0&aspect=subtab117




PEÇA DO MÊS DE JUNHOALVO DE ARTILHARIA ANTIAÉREAO Northrop KD2R (Shelduck) era um alvo aéreo reutilizável para o treino ...
30/06/2026

PEÇA DO MÊS DE JUNHO

ALVO DE ARTILHARIA ANTIAÉREA

O Northrop KD2R (Shelduck) era um alvo aéreo reutilizável para o treino de artilharia antiaérea e mísseis. O seu funcionamento dividia-se em quatro etapas: era lançado por catapulta ou com foguetes auxiliares (JATO), voava graças a um motor a pistão, controlado remotamente por rádio (podendo também usar piloto automático), servia como alvo direto ou rebocava uma manga de alvo para treino de tiro e, no final da missão, caso não fosse destruído, era recuperado através de um paraquedas para ser reutilizado.

VISITA DOS ALUNOS DE MESTRADO EM CIÊNCIAS FORENSESOntem 18 de junho, o Museu Militar do Porto recebeu uma turma do Mestr...
19/06/2026

VISITA DOS ALUNOS DE MESTRADO EM CIÊNCIAS FORENSES

Ontem 18 de junho, o Museu Militar do Porto recebeu uma turma do Mestrado em Ciências Forenses do Instituto Universitário de Ciências da Saúde, para uma aula prática de Balística e Explosivos orientada pelo Dr. Luís Fernandes, professor do IUCS - CESPU - Instituto Universitário de Ciências da Saúde e Presidente da Direção do OSI - Observatório de Segurança Interna.
Os participantes tiveram oportunidade de conhecer algum armamento de fogo e a sua evolução, bem como o fabrico de munições, evolução histórica de sistemas de fecho e equipamento mais recente, como armas automáticas e ordenança explosiva (granadas, morteiros e foguetes).



Dois Irmãos, Duas Causas ReaisNo âmbito do Dia Aberto da Casa do Corim e resultado da colaboração entre a LIPOR e o Exér...
16/06/2026

Dois Irmãos, Duas Causas Reais

No âmbito do Dia Aberto da Casa do Corim e resultado da colaboração entre a LIPOR e o Exército Português abriu ao público, no dia 13 de junho, a exposição "Dois Irmãos, Duas Causas Reais".

A organização da exposição teve a parceria da Casa do Corim e do Museu Militar do Porto, abordando a temática da Guerra Civil entre liberais e absolutistas com ênfase no episódio do Cerco do Porto.

A Casa do Corim/LIPOR, em colaboração com o Museu Militar do Porto, inaugura hoje, 13 de Junho às 16h00, a exposição "Do...
13/06/2026

A Casa do Corim/LIPOR, em colaboração com o Museu Militar do Porto, inaugura hoje, 13 de Junho às 16h00, a exposição "Dois Irmãos, duas Causas Reais", sobre a Guerra Civil de 1832-34, em particular o episódio do Cerco do Porto.

O Cerco do Porto foi um dos acontecimentos mais marcantes no contexto da Guerra Civil entre liberais e absolutistas.

Com a chegada das tropas liberais à cidade do Porto, em 9 de julho de 1832, D. Pedro fixou-se no centro da cidade enquanto as forças absolutistas de seu irmão D. Miguel a cercaram, estabelecendo Quartel General em Terras da Maia, na Casa do Corim, por onde terá passado D. Miguel em dezembro daquele ano.

Durante cerca de um ano, a cidade resistiu aos ataques das forças miguelistas, enfrentando combates intensos, bombardeamentos, fome, doenças e grandes dificuldades. A resistência da cidade teve um papel decisivo na vitória liberal e na transformação política de Portugal.

Homens e mulheres participaram no esforço coletivo de defesa da cidade, mantendo viva a resistência apesar das duras condições de vida. Essa determinação contribuiu para que o Porto ficasse associado ao título de "Invicta”, símbolo da sua firmeza e lealdade que impossibilitou as forças miguelistas de a conquistarem.

Através de documentos, gravuras e de objetos da época, procurou-se contextualizar o ambiente vivido durante o conflito e destacar a importância histórica, cultural e simbólica deste episódio para a cidade do Porto e para a história contemporânea de Portugal.




OBRA MÊS DE JUNHO“Escultura Africana em Portugal” é o livro que o Museu Militar do Porto propõe para leitura no mês de j...
01/06/2026

OBRA MÊS DE JUNHO

“Escultura Africana em Portugal” é o livro que o Museu Militar do Porto propõe para leitura no mês de junho.

Trata-se do catálogo editado em 1985, no âmbito da exposição realizada pelo Museu de Etnologia do Instituto de Investigação Científica Tropical.

A. Lima de Carvalho, à altura Diretor do Museu de Etnologia, no seu texto de apresentação, refere que “A exposição (…) situa-se no âmbito de uma linha de acção bastante ambiciosa que se tem vindo a desenvolver progressivamente neste Museu: o estudo das civilizações da áfrica Negra feito, inclusivamente, a partir de “objectos” que são, ao mesmo tempo, sinais e testemunhos e expressão estética das culturas que, no decorrer dos tempos e em espaços diferentes, os povos africanos ao Sul do Saara têm vindo a criar com imaginação de vanguarda e profunda originalidade.(…)”

Esta edição bilingue, em português e francês, com textos de dois etnólogos, Ernesto Veiga de Oliveira e Marie-Louise Bastin e profusamente ilustrada com 153 imagens, encontra-se disponível para consulta na Biblioteca do Museu Militar do Porto.
Catálogo bibliográfico online:
https://bibliotecas.defesa.pt/ipac20/ipac.jsp?session=178V3BP457352.1614173&menu=search&aspect=subtab117&npp=20&ipp=20&spp=20&profile=bmmp&ri=&term=Escultura+africana+em+portugal&index=.GW&x=0&y=0&aspect=subtab117


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