03/09/2026
AS NOSSAS COLEÇÕES no Museu de Cerâmica de Sacavém
Das distintas marcas utilizadas na produção da Fábrica de Loiça de Sacavém, destaca-se uma, cujo período correspondente à sua utilização é uma incógnita. A marca incisa – FÁBRICA de SACAVÉM – LISBOA – terá sido pouco utilizada, tendo em consideração os exemplares que se conhecem e que chegaram aos nossos dias.
Na coleção do museu, são poucas as peças com esta marca. Destacam-se pratos fundos e rasos (do formato não identificado) e travessas (formato Oitavado) decoradas com os motivos Rapariga (Minerva), Estátua (Cavalinho) e outro não identificado. Noutras coleções, também não se encontra diversidade de formatos e motivos.
Considerando que o motivo Rapariga começou a ser aplicado logo no inicio da fábrica, no período do seu fundador (c.1858 – c.1862), Manuel Joaquim Afonso (1807-1871), e o motivo Estátua só no período seguinte (c.1862 – c.1868), sob a gestão de William John Howorth (1823-1868), poderíamos sugerir que a marca em questão, teria sido utilizada entre estes dois períodos. Mas esta análise não é, por si só, suficiente para legitimar uma suposição, sem recurso a fontes fidedignas.
Outra dúvida relaciona-se com a própria designação da marca, Fábrica de Sacavém – Lisboa. A relação com Lisboa poderá ter surgido quando, em 1860, um incêndio destruiu e paralisou a produção da fábrica e Manuel Joaquim Afonso ter utilizado as instalações e fornos da Fábrica de Vidros das Gaivotas, em Lisboa, da qual era coproprietário, para produzir, temporariamente, peças em faiança. Mas, mas mais uma vez, não se encontrou, até à data, qualquer registo documental que corrobore esta “teoria”.
Continuamos sem conseguir datar esta marca…
Se tem peças com esta marca, não deixe de as partilhar connosco. 🙂
Nº de inventário:
➡ MCS000421
➡ MCS000422
➡ MCS000423
➡ MCS008936
➡ MCS009254
MCS011666
Poderá conhecer as peças em:
🔗 https://bit.ly/pesquisadecolecoesNYRON