04/06/2026
A partir da exposição "Elas tiveram medo e foram", iremos publicar uma série de biografias que dão rosto e voz às mulheres que resistiram ao fascismo, enfrentaram a prisão política e deixaram um legado incontornável de coragem e luta.
Aida Magro (1918-2011), foi uma das presas políticas com pena de prisão mais longa.
Formada em Engenharia Química, adere ao P*P em 1942 e, em 1945, passa à clandestinidade com o marido José Magro, com tarefas de controlo do Comité da Zona Oriental de Lisboa. A sua filha Manuela tinha apenas três meses e a separação deu-se seis meses depois, só voltando a encontrar-se 14 anos mais tarde.
Presa em 1957, sujeita a interrogatórios e isolamento durante seis meses. Apenas seria julgada em Tribunal Plenário em julho de 1958, condenada a uma pena de dois anos e meio, prolongada até 1963 pela aplicação das «medidas de segurança». No total, passa seis anos na prisão de Caxias.
Após a sua libertação, participa em ações internacionais em Bruxelas, Londres, Paris e Roma pela amnistia e libertação dos presos políticos portugueses.
Ativista da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos (CNSPP). Depois do 25 de Abril, mantém-se como funcionária do P*P na Organização Regional de Lisboa, partido no qual milita até ao final da sua vida.
🟣 Conhece esta e outras histórias de mulheres que resistiram à ditadura na exposição "Elas tiveram medo e foram", no piso 4 do nosso museu.