Museu do Aljube Resistência e Liberdade

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Museu do Aljube Resistência e Liberdade Um Museu dedicado à memória, à educação cívica e à construção de uma cidadania responsável e democrática.

Albino António de Oliveira de Carvalho, filho de Luís António de Carvalho e de Maria Joaquina de Oliveira, nascido em 18...
22/10/2026

Albino António de Oliveira de Carvalho, filho de Luís António de Carvalho e de Maria Joaquina de Oliveira, nascido em 1884 na Póvoa do Lanhoso, era comerciante no Alvito, Tomar, onde era conhecido por «Carvalho das Batatas».

Detido para averiguações a 26 de fevereiro de 1937, numa esquadra de polícia, foi enviado para a Prisão do Aljube, em Lisboa, onde permaneceu de 23 de março a 8 de agosto desse ano. Após uma passagem de quase dois anos pela Prisão de Peniche, entre agosto de 1937 e maio de 1939, regressou por uns dias ao Aljube, de 7 a 12 de maio de 1939, passando ainda pelo reduto norte da Prisão de Caxias, até embarcar para o Campo de Concentração do Tarrafal, na Ilha de Santiago, em Cabo Verde, a 20 de junho de 1939.

Como desenlace deste périplo prisional, foi no Tarrafal que agonizou e acabou por morrer, em 1941, aos 56 anos, vítima de doença, maus-tratos e falta de assistência médica.

Úrsula Machado Castelhano, natural de Vale de Vargo, Serpa, terra de vasta tradição de lutas, cedo conheceu as agruras d...
21/10/2026

Úrsula Machado Castelhano, natural de Vale de Vargo, Serpa, terra de vasta tradição de lutas, cedo conheceu as agruras da vida paupérrima dos operários agrícolas. Adere ao P*P em 1955 e em
1957 já assumia diversas tarefas clandestinas, sendo que, em 1960, passa à clandestinidade como funcionária do P*P, ao lado do seu companheiro José Pulquério.

Nas tipografias clandestinas da região de Lisboa, entre 1960 e 1968, passaram centenas de edições do Avante! e de O Militante, e outros materiais de propaganda.

É presa pela PIDE, com o seu companheiro e a filha mais nova, a 20 de agosto de 1968 na casa onde funcionava a tipografia clandestina, na Damaia (Amadora).

Brutalmente torturada física e psicologicamente, durante semanas, sujeita à tortura do sono. Nos meses seguintes à tortura, tendo ficado com graves perturbações psíquicas, chegou a ser hospitalizada.

Aguardou julgamento no Tribunal Plenário durante cerca de 6 meses e foi julgada por duas vezes. No primeiro julgamento, foi condenada a dois anos e, como tinha o bilhete de identidade falso, no segundo julgamento foi condenada ao cumprimento de outra pena, outros dois anos, o que, com as famigeradas «medidas de segurança», resultaria em 6 anos de prisão.

Libertada a 20 de novembro de 1972, a sua saúde mental ficaria irremediavelmente
arrasada.

Após o 25 de Abril, e enquanto a saúde permitiu, manteve as suas tarefas e militância no P*P.

🟣Conhece esta e outras histórias de mulheres que resistiram à ditadura na exposição "Elas tiveram medo e foram", no piso 4 do nosso museu. A entrada é livre!

📌A visita orientada mensal ao museu acontece dia 24 de outubro às 10h30.🔹Descobre a história da resistência à ditadura n...
20/10/2026

📌A visita orientada mensal ao museu acontece dia 24 de outubro às 10h30.

🔹Descobre a história da resistência à ditadura no Museu do Aljube!
Todos os meses convidamos-te a explorar a história recente de Portugal através das vozes, das lutas e das conquistas de quem resistiu pela liberdade.

A participação é gratuita, sujeita a inscrição!

📩 Inscrições: [email protected]
🤲 Com interpretação em Língua Gestual Portuguesa

📽️Mostra de Cinema » 20 OUT - TER, 16hCom a presença de Frei Betto e tendo como tema central o cinema como resistência e...
19/10/2026

📽️Mostra de Cinema
» 20 OUT - TER, 16h

Com a presença de Frei Betto e tendo como tema central o cinema como resistência e preservação da memória, a produtora brasileira promove a Mostra Frei Betto de Cinema em Portugal, durante os dias 19 e 22 de outubro.

Amanhã acolhemos a mostra no Museu de Aljube, com exibição de documentário e um debate que contará com Frei Betto, João Miguel de Almeida (Instituto de História Contemporânea, UNL) e Paula Borges (IPRI, Universidade Nova de Lisboa).

🟠Programa
⦁ 16h | MESA DE ABERTURA
Abertura das atividades do dia com a participação da Direção do Museu do Aljube, Frei Betto, Maria Inácia Rezola – Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa (IHC), e membros da comissão organizadora.

⦁ 16h30 às 17h30 | EXIBIÇÃO DO DOCUMENTÁRIO
🎞️"Fraternura"
O documentário revela uma dimensão mais íntima da trajetória de Frei Betto, recuperando memórias familiares, a adolescência em Belo Horizonte e as marcas deixadas pelo período em que esteve preso durante a ditadura militar.

⦁ 18h às 20h | MESA DE DEBATE
"A resistência cristã aos regimes autoritários no Brasil e em Portugal"
Debate sobre a resistência de setores cristãos aos regimes autoritários, aproximando experiências históricas do Brasil e de Portugal e refletindo sobre a atuação de Frei Betto nesse contexto.

🔎 Hoje, o documento que destacamos do Arquivo Digital é um comunicado à população assinado pelos Estudantes de Lisboa, n...
19/10/2026

🔎 Hoje, o documento que destacamos do Arquivo Digital é um comunicado à população assinado pelos Estudantes de Lisboa, no qual apelam à população que se junte a eles na manifestação da sua revolta para com o assassinato de Ribeiro Santos.

"Os estudantes e o povo souberam enfrentar corajosamente as forças policiais, não hesitando, para conseguirem manifestar a sua revolta, em opor à repressão violenta do governo que defende os interesses dos que exploram e oprimem os trabalhadores portugueses e os povos das colónias, a sua justa violência. É assim que, à pedrada, são partidos os vidros dos bancos e dos ministérios, símbolo arrogante das propriedades e dos interesses dos capitalistas que exploram e oprimem os trabalhadores nas fábricas e nos campos, e que, para manterem a sua rapina, sustentam o governo e a PIDE assassina."

🌐https://fundos.museudoaljube.pt
📌 PT/MARL/BMRR/EST/COM/00039.144
• Fundo: Biblioteca-Museu República e Resistência

🔹Ciclo de Conversas“As revoltas contra a Ditadura Militar e o Tarrafal de São Nicolau”» 29 OUT – QUI,18H👥Com José Cabral...
18/10/2026

🔹Ciclo de Conversas
“As revoltas contra a Ditadura Militar e o Tarrafal de São Nicolau”
» 29 OUT – QUI,18H
👥Com José Cabral (investigador) e Jacinto Godinho (jornalista)

Os anos entre 1926 e 1936 são de crepúsculo das democracias, ascensão dos fascismos, crise económica e de uma violência inaudita. Mas também de resistência. Com um conjunto de conversas, a decorrer a partir de outubro de 2026 e ao longo de 2027, o Museu do Aljube centra-se no ciclo histórico iniciado com a imposição, há 100 anos, da Ditadura Militar, no dia 28 de Maio de 1926, e encerrado com a Guerra Civil de Espanha e a abertura do Campo de Concentração do Tarrafal, há 90 anos, dando particular destaque à história da resistência e às inúmeras revoltas contra a Ditadura Militar e o Estado Novo

A primeira conversa do ciclo “1926-1936. A Coragem de Resistir” contará com José Cabral (investigador) e Jacinto Godinho (jornalista) .
José Cabral traz-nos a sua investigação sobre o Campo de Concentração do Tarrafal de São Nicolau, aberto em 1931. Jacinto Godinho, recorrendo a imagens em movimento resultantes da sua investigação jornalística, abordará as revoltas contra a Ditadura Militar e os espaços de encarceramento.

Contamos contigo!

📸Muito obrigada pela fotografia e visita,  ! Este registo sobre a fotografia de Mário Varela Gomes, mostra revolucionári...
18/10/2026

📸Muito obrigada pela fotografia e visita, !
Este registo sobre a fotografia de Mário Varela Gomes, mostra revolucionários e a população que se juntou, no dia 25 de Abril de 1974, exigindo a rendição do chefe do Governo Marcelo Caetano, no Largo do Carmo.

O Museu do Aljube é dedicado à memória da resistência à ditadura, à luta pela liberdade e democracia em Portugal. Um lugar de memória e educação para os direitos humanos. Visita-nos também!

🔵 Agradecemos todo o interesse e participação dos grupos que nos têm visitado: Faculdade de Ciência Humanas da Universid...
18/10/2026

🔵 Agradecemos todo o interesse e participação dos grupos que nos têm visitado: Faculdade de Ciência Humanas da Universidade Católica Portuguesa e a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

🔹Agenda também a tua visita!
» [email protected]

🔵 No Museu do Aljube Resistência e Liberdade a acessibilidade física, intelectual e social é um compromisso permanente d...
17/10/2026

🔵 No Museu do Aljube Resistência e Liberdade a acessibilidade física, intelectual e social é um compromisso permanente de toda a equipa para assegurar que todos os visitantes tenham uma experiência acolhedora, inclusiva e impactante.

O museu disponibiliza uma planta tátil, com informações em braille, que facilita a orientação e a localização dos diferentes espaços ao longo da visita, promovendo uma experiência mais autónoma e acessível.

Este recurso pode ser solicitado na bilheteira do museu.

🌐Mais informações sobre o projeto 𝙈𝙪𝙨𝙚𝙪 𝘼𝙘𝙚𝙨𝙨𝙞́𝙫𝙚𝙡 no nosso site.

🔹Clube de leitura - Leia Mulheres de Lisboa» 18 OUT - DOM, 15H“A Casa-Comboio”, de Raquel OchoaAmanhã voltamos a acolher...
17/10/2026

🔹Clube de leitura - Leia Mulheres de Lisboa
» 18 OUT - DOM, 15H
“A Casa-Comboio”, de Raquel Ochoa

Amanhã voltamos a acolher a sessão do clube de leitura "Leia Mulheres", que é dedicada ao livro “A Casa-Comboio”, de Raquel Ochoa, com a moderação de Déa Paulino.

O ideal é terem lido os livros escolhidos, para participar da conversa, mas quem quiser participar para compreender como a dinâmica acontece também é muito bem-vindo.
Contamos com a tua presença!

Endereço

Rua De Augusto Rosa, 42
Lisbon
1100-059

Horário de Funcionamento

Terça-feira 10:00 - 18:00
Quarta-feira 10:00 - 18:00
Quinta-feira 10:00 - 18:00
Sexta-feira 10:00 - 18:00
Sábado 10:00 - 18:00
Domingo 10:00 - 18:00

Telefone

+351215818535

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