Museu do Aljube Resistência e Liberdade

Museu do Aljube Resistência e Liberdade Um Museu dedicado à memória, à educação cívica e à construção de uma cidadania responsável e democrática.

No dia 2 de junho conversámos sobre José Mendes Cabeçadas, protagonista do 5 de Outubro de 1910 e um dos líderes do 28 d...
05/06/2026

No dia 2 de junho conversámos sobre José Mendes Cabeçadas, protagonista do 5 de Outubro de 1910 e um dos líderes do 28 de Maio de 1926, e exibição do episódio “Antes de Mim” de Fernanda Paraíso sobre Mendes Cabeçadas.

Muito obrigada a quem esteve presente, pelo interesse e partilha!

05/06/2026

🏳️‍🌈 O Itinerário “Adeus Pátria e Família” voltou a sair à rua no passado dia 30 de maio!
📌O próximo acontece dia 27 de junho, inscreve-te já!

Convidamos-te à reflexão sobre as construções, desconstruções e reconstruções do conceito de género e o caminho ainda, e sempre, necessário para construir uma sociedade democrática.

📩[email protected]
🎟️Participação gratuita

🔹Conferência» 9 JUN - TER, 10H - 18H"Entre a democracia e autoritarismo: capitalismo, coerção e repressão política na Eu...
04/06/2026

🔹Conferência
» 9 JUN - TER, 10H - 18H
"Entre a democracia e autoritarismo: capitalismo, coerção e repressão política na Europa, 1900-1975"

No dia 9 de junho acolhemos a conferência "Entre a democracia e autoritarismo: capitalismo, coerção e repressão política na Europa, 1900-1975". O evento reúne destacados investigadores da Grécia, de Portugal e dos Estados Unidos para refletir sobre a relação histórica e sociológica entre repressão política, autoritarismo e democracia na Europa do século XX.

Organizado no Museu do Aljube Resistência e Liberdade, um espaço profundamente ligado à memória da luta antiditatorial e do encarceramento político durante o Estado Novo, o debate articula-se diretamente com os interesses de investigação mais amplos do projeto STEXEU sobre estados de exceção e transformações autoritárias.

Polymeris Voglis abordará a longa história da perseguição política na Grécia entre democracia e autoritarismo, desde a década de 1920 até aos anos 1970, enquanto Nikos Vafeas analisará a politização do banditismo na Grécia do período entre guerras. Irene Flunser Pimentel discutirá o papel da PIDE na repressão salazarista, e Dylan Riley revisitará a complexa relação histórica entre capitalismo, geopolítica e democracia através do caso alemão.

A partir da exposição "Elas tiveram medo e foram", iremos publicar uma série de biografias que dão rosto e voz às mulher...
04/06/2026

A partir da exposição "Elas tiveram medo e foram", iremos publicar uma série de biografias que dão rosto e voz às mulheres que resistiram ao fascismo, enfrentaram a prisão política e deixaram um legado incontornável de coragem e luta.

Aida Magro (1918-2011), foi uma das presas políticas com pena de prisão mais longa.

Formada em Engenharia Química, adere ao P*P em 1942 e, em 1945, passa à clandestinidade com o marido José Magro, com tarefas de controlo do Comité da Zona Oriental de Lisboa. A sua filha Manuela tinha apenas três meses e a separação deu-se seis meses depois, só voltando a encontrar-se 14 anos mais tarde.

Presa em 1957, sujeita a interrogatórios e isolamento durante seis meses. Apenas seria julgada em Tribunal Plenário em julho de 1958, condenada a uma pena de dois anos e meio, prolongada até 1963 pela aplicação das «medidas de segurança». No total, passa seis anos na prisão de Caxias.

Após a sua libertação, participa em ações internacionais em Bruxelas, Londres, Paris e Roma pela amnistia e libertação dos presos políticos portugueses.

Ativista da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos (CNSPP). Depois do 25 de Abril, mantém-se como funcionária do P*P na Organização Regional de Lisboa, partido no qual milita até ao final da sua vida.

🟣 Conhece esta e outras histórias de mulheres que resistiram à ditadura na exposição "Elas tiveram medo e foram", no piso 4 do nosso museu.

🏴Alfredo Dias Lima nasceu em Alpiarça em 1930 ou 1931, subsistindo dúvida relativamente à data.Sabe-se com certeza a dat...
04/06/2026

🏴Alfredo Dias Lima nasceu em Alpiarça em 1930 ou 1931, subsistindo dúvida relativamente à data.

Sabe-se com certeza a data da sua morte: 4 de junho de 1950. Participava num protesto de trabalhadores e trabalhadoras rurais de Alpiarça, que na «praça de jorna» reivindicavam aumento do salário diário, os homens de 20$00 para 30$00 e as mulheres de 10$00 para 15$00.
Os protestos levaram à intervenção da Guarda Nacional Republicana (GNR), provocando vários feridos. Alfredo, militante do Partido Comunista Português (P*P), tinha apenas 19 anos quando foi atingido pelo tiro de um praça da GNR, acabando por morrer no Hospital de Santarém.

A notícia da morte de Alfredo Dias Lima chegou rapidamente aos órgãos de imprensa e os dois responsáveis pela sua divulgação são presos e um deles torturado. Como era regra nestas situações, a Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) procurou, sem sucesso, evitar mobilizações populares por ocasião do funeral. Alfredo Lima foi assim enterrado no cemitério de Santarém e não em Alpiarça, sua terra natal. Esta vila foi sitiada e ocupada pela PIDE e pela GNR, a tensão foi elevada e vários trabalhadores rurais foram presos.

Após vários domingos de luta na «praça de jorna», as reivindicações foram satisfeitas e conquistados os 30$00 para os homens e os 15$00 para as mulheres.
Um ano volvido, em 1951, três militantes comunistas afixaram no local do assassinato um pano com a inscrição «Rua Alfredo Lima», rapidamente retirado pelas autoridades.

Só em junho de 1974, os restos mortais de Alfredo Lima foram trasladados para o cemitério de Alpiarça. Nessa mesma ocasião, o referido arruamento passava então a ser de facto a Rua Alfredo Lima.

🟡 Após o 25 de abril de 1974, no dia 22 de maio desse ano, centenas de trabalhadoras do serviço doméstico reuniram se no...
02/06/2026

🟡 Após o 25 de abril de 1974, no dia 22 de maio desse ano, centenas de trabalhadoras do serviço doméstico reuniram se no Teatro São Luiz para fundar o Sindicato do Serviço Doméstico, capaz de representar as mais de 100 mil trabalhadoras deste setor.

Este Sindicato veio afirmar se como um movimento singular, num campo do trabalho historicamente marcado pela invisibilidade e exclusão dos direitos estabelecidos no Código do Trabalho. Neste sentido o projeto político deste movimento vem “retirar o trabalho de cuidado da esfera individualizada e inscrevê-lo numa lógica coletiva, afirmando que cuidar, limpar, alimentar e sustentar a vida pode deixar de ser feito de forma invisível ou em condições degradantes, para se tornar um novo fundamento organizativo”.

É então no dia 2 de junho de 1974 que é constituído o seu sindicato. O Primeiro Congresso viria a ocorrer em Lisboa, nos dias 27 e 28 de outubro de 1979.

Esta e outras datas em “Uma Proposta de Cronologia 1974-1982”, um livro que reúne informação inédita e sistematizada que pretende ir além dos factos políticos, institucionais, legislativos e militares e dos seus protagonistas históricos e figuras normalmente assinaladas.

Disponível na loja do museu.

🔹Conversa e Documentário» 2 JUN - TER, 18H📌"Mendes Cabeçadas – Do 28 de Maio à resistência antifascista"🎞️Documentário "...
02/06/2026

🔹Conversa e Documentário
» 2 JUN - TER, 18H
📌"Mendes Cabeçadas – Do 28 de Maio à resistência antifascista"
🎞️Documentário "Antes de Min" de Fernanda Paraíso, 34min.
👥Com Helena Cabeçadas, Fernanda Paraíso, António Ventura

Hoje, conversamos sobre José Mendes Cabeçadas, protagonista do 5 de Outubro de 1910 e um dos líderes do 28 de Maio de 1926. Preconizando um projeto conservador de reforma da República, acabará afastado pelas direitas antiliberais e antidemocráticas. Torna-se num opositor da Ditadura Militar e do Estado Novo, participando em revoltas, movimentos como o MUNAF ou MUD ou na candidatura de Humberto Delgado.

Com António Ventura, Fernanda Paraíso e Helena Cabeçadas e exibição do episódio “Antes de Mim” de Fernanda Paraíso sobre Mendes Cabeçadas.

Contamos contigo, até logo!

🏳️‍🌈 O Itinerário “Adeus Pátria e Família” voltou a sair à rua no passado dia 30 de maio!A partir da exposição temporári...
02/06/2026

🏳️‍🌈 O Itinerário “Adeus Pátria e Família” voltou a sair à rua no passado dia 30 de maio!

A partir da exposição temporária ADEUS PÁTRIA E FAMÍLIA, orientámos um percurso por Lisboa abordando as dinâmicas e tensões entre a repressão e as resistências de diversidade sexual e de género durante a ditadura e após a Revolução, até aos dias de hoje.
Convida-se à reflexão sobre as construções, desconstruções e reconstruções do conceito de género e o caminho ainda, e sempre, necessário para construir uma sociedade democrática.

📌O próximo acontece dia 27 de junho, inscreve-te já!
📩[email protected]

Muito obrigada a quem se juntou a nós. 🩷

🔎 Hoje o documento que destacamos do nosso Arquivo Digital um documento do Instituto Superior Técnico de 1973, no qual s...
01/06/2026

🔎 Hoje o documento que destacamos do nosso Arquivo Digital um documento do Instituto Superior Técnico de 1973, no qual se dá conta das ações de repressão por parte do governo e das respetivas respostas dadas pelos estudantes, apelando-se à greve aos exames e à luta pela libertação dos estudantes presos.

Este e outros documentos podem ser consultados no nosso arquivo digital, onde disponibilizamos on-line parte do nosso arquivo. Esperamos que seja um contributo para aprofundar a investigação sobre a resistência à ditadura e a luta pela liberdade.

🌐PT/MARL/BMRR/EST/IST/00043.1
📌 PT/MARL/VR/ML/00183
• Fundo: Biblioteca-Museu República e Resistência

Este sábado, percorremos "Lisboa das revoluções" para revisitar os sítios e ecos dos locais que foram palco de revoltas,...
01/06/2026

Este sábado, percorremos "Lisboa das revoluções" para revisitar os sítios e ecos dos locais que foram palco de revoltas, intentonas e revoluções pela reposição das liberdades e da democracia.

Orientado por Luís Farinha e Sofia Lisboa, este itinerário proporcionou uma viagem pela cidade através dos seus episódios revolucionários, promovendo a reflexão sobre o passado, presente e futuro.

Esta foi uma iniciativa promovida pela associação "Amigos do Museu Nacional Resistência e Liberdade - Fortaleza de Peniche", em parceria com o Museu Nacional Resistência e Liberdade - Fortaleza de Peniche e o Museu do Aljube Resistência e Liberdade.

Agradecemos a todos os participantes neste itinerário.

Endereço

Rua De Augusto Rosa, 42
Lisbon
1100-059

Horário de Funcionamento

Terça-feira 10:00 - 18:00
Quarta-feira 10:00 - 18:00
Quinta-feira 10:00 - 18:00
Sexta-feira 10:00 - 18:00
Sábado 10:00 - 18:00
Domingo 10:00 - 18:00

Telefone

+351215818535

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