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29/07/2026
Catálogo NAVE TERRAExposição de  ,texto de  no  ATÉ 12 SETEMBROSPACESHIP EARTH CatalogueExbition by  Museu Arqueólogico...
26/07/2026

Catálogo NAVE TERRA
Exposição de ,
texto de
no
ATÉ 12 SETEMBRO

SPACESHIP EARTH Catalogue
Exbition by
Museu Arqueólogico do Carmo
until SEP 12th

The Sculpter and Painting exhibition has been EXTENDED tIll September 12thSchedule a guided visit if you please💥🌹   Muse...
04/07/2026

The Sculpter and Painting exhibition has been EXTENDED tIll September 12th
Schedule a guided visit if you please💥🌹

Museu Arqueólogico do Carmo - “As Lágrimas I e II resultam de formas de lágrimas com a sua configuração de gotas, em forma de pêra ou alvéolo, inspiradas em pinturas da série Retirantes de Portinari. Estas formas de lágrimas aglomeradas em várias camadas, quase entrelaçadas, também lembram as estátuas de Ártemis de Éfeso da Antiguidade Grega, com os seus múltiplos seios ou ovos. A analogia formal entre o seio e a lágrima, entre o cuidar e a dor ganha espessura própria: a fertilidade dessa preocupação de cuidar oferece a imagem de um amamentar como choro da mãe pelos seus filhos. O seio como uma lágrima que alimenta a partir do cuidado da mãe. A fertilidade como sorge e choro do mundo.”

Fernando Rosa Dias - FBAUL - CIEBA Lisboa, Fevereiro 2026

A exposição de artes plásticas “Nave Terra”, de Carlos Heinrich, estará patente no Museu Arqueológico do Carmo até 12 de Setembro.

Mais informações:
www.carloshenrich.com
www.art-loft-lisbon.com
Instagram - Art Loft Lisbon

Lágrimas I e II, 2009. Esculturas. Lioz e Acácia de espinheira. 80 x 70 x 55 cm e 81 x 72 x 57 com

📸 José Morais Arnaud

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27/04/2026

- SPLASH de Carlos Henrich na .lx w


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Carlos Henrich
SPLASH

O sonho de Morfeu*
Por José Sousa Machado

“Depois de tu teres passado por todos os graus da compreensão sensível e da compreensão conceptual, há um momento em que te vais encontrar com a ideia [a ideia enquanto visão] e, então, já não há nem corpos, nem rostos, já não há figura nem ciência nem logos. Aí chegado, tu mergulhas no pélago, no grande abismo, no grande mar da beleza.”
(Platão, “O Banquete” – ‘O discurso de Diotima’, parafraseado e citado por Maria Filomena Molder em “A forma como problema: as nuvens e o vaso sagrado”)

Pretender representar escultoricamente em granito – uma rocha compacta e muito coesa – a dispersão de uma massa de água deslocada por uma pedrada num charco, encobre uma intenção subjacente paradoxal, na medida em que uma tal acção provoca, necessariamente, o conflito directo entre um elemento natural permeável e receptivo, como a água, e uma substância sólida, telúrica, oriunda das entranhas fumegantes da terra, como o granito.
Relevando o carácter lúdico ou pueril em que este confronto de elementos também se observa – sobretudo durante a puberdade dos seres humanos e dos animais, quando testam os seus limites num mundo exterior que desconhecem – esta exposição de Carlos Henrich, intitulada “Splash”, agora patente na Sá da Costa, anuncia algo diferente.
Neste caso, não se trata apenas de pulverizar uma substância material, desagregando-a nos elementos que a constituem, mas antes um acompanhar e descrever o movimento, o ritmo e a dinâmica de uma regressão formal, congelando-a no limite da existência mesma da substância assim fragmentada. Todavia, este processo põe já em obra a verdade de um ente que ainda não foi revelado, mas está almejado de antemão – pois “o saber que permanece um querer, e o querer que permanece um saber é o entregar-se exstático do homem existente ao não-estar-encoberto do ser”, (Heidegger, “A origem da obra de arte” – [51]) e a beleza é o modo como

   - SPLASH de Carlos Henrich na .lx  w   Carlos HenrichSplashO sonho de Morfeu*Por José Sousa Machado“Depois de tu tere...
27/04/2026

- SPLASH de Carlos Henrich na .lx w



Carlos Henrich
Splash

O sonho de Morfeu*
Por José Sousa Machado

“Depois de tu teres passado por todos os graus da compreensão sensível e da compreensão conceptual, há um momento em que te vais encontrar com a ideia [a ideia enquanto visão] e, então, já não há nem corpos, nem rostos, já não há figura nem ciência nem logos. Aí chegado, tu mergulhas no pélago, no grande abismo, no grande mar da beleza.”
(Platão, “O Banquete” – ‘O discurso de Diotima’, parafraseado e citado por Maria Filomena Molder em “A forma como problema: as nuvens e o vaso sagrado”)

Pretender representar escultoricamente em granito – uma rocha compacta e muito coesa – a dispersão de uma massa de água deslocada por uma pedrada num charco, encobre uma intenção subjacente paradoxal, na medida em que uma tal acção provoca, necessariamente, o conflito directo entre um elemento natural permeável e receptivo, como a água, e uma substância sólida, telúrica, oriunda das entranhas fumegantes da terra, como o granito.
Relevando o carácter lúdico ou pueril em que este confronto de elementos também se observa – sobretudo durante a puberdade dos seres humanos e dos animais, quando testam os seus limites num mundo exterior que desconhecem – esta exposição de Carlos Henrich, intitulada “Splash”, agora patente na Sá da Costa, anuncia algo diferente.
Neste caso, não se trata apenas de pulverizar uma substância material, desagregando-a nos elementos que a constituem, mas antes um acompanhar e descrever o movimento, o ritmo e a dinâmica de uma regressão formal, congelando-a no limite da existência mesma da substância assim fragmentada. Todavia, este processo põe já em obra a verdade de um ente que ainda não foi revelado, mas está almejado de antemão – pois “o saber que permanece um querer, e o querer que permanece um saber é o entregar-se exstático do homem existente ao não-estar-encoberto do ser”, (Heidegger, “A origem da obra de arte” – [51]) e a beleza é o modo como este des-cobrimento se manifesta… Carlos Henrich elaborou um plano audacioso para representar o inefáv

13/04/2026

- “Florescência, assume uma composição de elementos vegetais em acrílico, que vencem na sua ascenção de fertilidade e quebram a dureza do granito, configurando um vulto feminino a dançar. Erotismo e fertilidade são o ciclo da vida que fundam a perpetuação dos seres. É este ciclo de finitudes que está ao abrigo da Nave-Terra.” Fernando Rosa Dias - FBAUL - CIEBA Lisboa, Fevereiro 2026

Na exposição “Nave Terra”, de Carlos Henrich, cada obra convida a olhar com calma e atenção — a descobrir detalhes, texturas e formas que nem sempre se revelam ao primeiro olhar.

Se queres conhecer esta e outras peças, visita a exposição de Artes Plásticas “Nave Terra” de Carlos Henrich.

📍 Patente até 27 de junho no Museu Arqueológico do Carmo

Mais informações:
www.carloshenrich.com
www.art-loft-lisbon.com
Instagram -

Florescência, 2000. Escultura. Granito cinza, acrílico e ferro. 123 x 44 x 18 cm.

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Endereço

Príncipe Real
Lisbon
1200

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