03/08/2026
D. JOÃO VI, O CLEMENTE
Nos 200 anos da sua morte
Nos 200 anos que passam sobre a morte de D. João VI, a Sociedade Martins Sarmento lembra a figura do monarca, o 27.º rei português, que ficou conhecido pelo cognome de o Clemente.
D. João VI nasceu no Palácio Real de Queluz, a 13 de maio de 1767, filho da rainha D. Maria I e D. Pedro III. Casou com D. Carlota Joaquina, de quem teve descendência. Era apreciador de música sacra, tendo incentivado as artes e as letras.
D. João VI governou num período de grandes transformações políticas, no país e na Europa. No decurso da sua atividade pública, teve de gerir os impactos do movimento napoleónico, os conflitos entre a França e a Inglaterra, à altura aliada de Portugal, o Ultimato/ Bloqueio continental e a Guerra Peninsular. Em Portugal, o movimento liberal, os episódios Vilafrancada e Abrilada, entre outros momentos, puseram à prova a personalidade político-administrativa de D. João VI.
Contrariamente à maioria das impressões que à época circulavam sobre D. João VI, nomeadamente com referências à sua fraqueza e indecisão, John Luccok (1820), comerciante inglês a viver no Brasil, referia que o monarca lhe parecia “possuir muito mais sentimento e energia de caráter do que ordinariamente lhe atribuem amigos e inimigos. Viu-se colocado em circunstâncias singulares e de prova, e submeteu-se com paciência, mas nos momentos críticos soube obrar com vigor e prontidão”.
A exposição D. João VI, o Clemente, apresenta um olhar sobre o rei português, cuja ação se desenvolveu numa conturbada época da história nacional e europeia.
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