Museu Hospital Caldas

Museu Hospital Caldas Horário: Terça a Sábado: 10h00 ás 16h00
Feriados: 10h00 - 16h00
Encerra às segundas-feiras, 25 de Dezembro e 1 de Janeiro

Telefone: 262830774 Leonor!

Através da visita ao Museu do Hospital e das Caldas poderá conhecer a história do Hospital Termal Rainha D. Uma história com mais de 500 anos!

Caldas da Rainha 99 anos de cidadeA 26 de agosto de 1927, o Decreto n.º 14 157 elevou a vila das Caldas da Rainha à cate...
26/08/2026

Caldas da Rainha
99 anos de cidade

A 26 de agosto de 1927, o Decreto n.º 14 157 elevou a vila das Caldas da Rainha à categoria de cidade. O diploma reconhecia o desenvolvimento alcançado graças à atividade dos seus habitantes, à importância das termas, ao crescimento demográfico e ao florescimento da indústria.

A elevação foi o culminar de um período de afirmação económica, urbana e cultural. Como assinala a historiadora Isabel Xavier, as Caldas procuravam ultrapassar a condição de estância termal marcada pela sazonalidade e afirmar-se como centro urbano e económico entre o sul do distrito de Leiria e o norte de Lisboa. A expansão demográfica, as obras públicas, o comércio, a indústria, a cerâmica, as artes e as exposições económicas regionais contribuíram para essa transformação.

A quinta Exposição Agrícola, Pecuária e Industrial, realizada entre 21 e 28 de agosto de 1927, coincidiu com a elevação a cidade e deu projeção nacional à capacidade produtiva da região. A confirmação da elevação foi conhecida nas Caldas no dia 25, originando manifestações públicas de regozijo que mobilizaram a população, as filarmónicas e os Bombeiros Voluntários. As celebrações prosseguiram no dia seguinte, com uma sessão solene e a presença do Presidente da República, Óscar Carmona.

Este percurso resultou da ação conjunta da Câmara Municipal, da Associação Comercial e Industrial, da Comissão de Iniciativa das Termas, da Gazeta das Caldas e de várias personalidades locais, entre as quais José Saudade e Silva, António Montês, Paulino Montês e Júlio Lopes. Num período marcado pelo movimento regionalista, estas entidades procuraram afirmar as Caldas não apenas como destino termal, mas como centro de comércio, indústria, produção agrícola, turismo, conhecimento e cultura.

As artes desempenharam um papel relevante neste processo. Em 1925, no âmbito das comemorações do quarto centenário da morte da Rainha D. Leonor, José Malhoa aceitou o convite da Associação Comercial e Industrial para pintar o retrato da fundadora. A obra, concluída em 1926, foi apresentada na Casa dos Barcos, no Parque D. Carlos I, numa iniciativa que contribuiu para a aproximação do pintor à sua terra natal e para o movimento que conduziria à criação de um museu de arte nas Caldas.

Em 1927 foi inaugurado no Parque D. Carlos I o busto de Rafael Bordalo Pinheiro, oferecido pela Comissão de Iniciativa. Nesse mesmo ano, a cerâmica artística e as artes plásticas ocuparam pavilhões próprios na exposição regional. A cultura não acompanhava apenas o desenvolvimento da nova cidade: participava ativamente na construção da sua imagem e da sua identidade.

O impulso de modernização prosseguiu nos anos seguintes. Em 1930 ficou concluído o estudo de urbanização encomendado pela Câmara Municipal a Paulino Montês três anos antes. Em 1933 foi criado o Museu José Malhoa, inaugurado provisoriamente na Casa dos Barcos a 28 de abril de 1934. O edifício próprio, projetado por Paulino Montês e Eugénio Correia, seria inaugurado em 1940, tornando-se o primeiro edifício construído de raiz em Portugal para acolher um museu.

A 15 de setembro de 1935 foi inaugurada, no Largo Conde de Fontalva, a estátua da Rainha D. Leonor, obra do escultor Francisco Franco. A homenagem à fundadora completava um ciclo de afirmação simbólica da cidade através da arte, iniciado ainda antes de 1927 e prolongado durante a década seguinte.

A elevação a cidade reconheceu, assim, uma transformação construída ao longo de várias décadas, assente numa história secular iniciada em torno do Hospital Termal, mas projetada através da economia, do urbanismo, da indústria e da cultura.

Hoje, o Museu do Hospital e das Caldas assinala os 99 anos deste momento maior da vida cívica caldense.

Decreto n.º 14 157, de 26 de agosto de 1927, Diário do Governo, I Série, n.º 186.
Isabel Xavier, intervenção histórica reproduzida em “O papel decisivo da Gazeta na elevação das Caldas a cidade”, Gazeta das Caldas, 6 de setembro de 2015.
“Recorde o 26 de Agosto de 1927: o dia em que Caldas passou a ser uma cidade”, Gazeta das Caldas, com transcrição de notícias publicadas em agosto de 1927.
Dóris Santos, Museu de José Malhoa. Como se faz um museu de arte: imagem e discurso(s), dissertação de mestrado, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, 2005.
Matilde Tomás do Couto e Dóris Santos (coord.), Liga dos Amigos do Museu José Malhoa — Como nasce um museu, Caldas da Rainha, Liga dos Amigos do Museu José Malhoa, 2013.
Jorge Mangorrinha, O Hospital Termal das Caldas da Rainha: Modernidade (1485) e Património, ARTis ON, 2020.

CANTE: MEMÓRIA E TERRITÓRIO O Cante Alentejano é uma expressão coletiva profundamente enraizada no território e na memór...
19/08/2026

CANTE: MEMÓRIA E TERRITÓRIO
O Cante Alentejano é uma expressão coletiva profundamente enraizada no território e na memória das comunidades do sul de Portugal. Mais do que uma prática musical, é um património vivo transmitido entre gerações através da convivência, da escuta e da partilha.

Desde 2015, Ana Baião acompanha grupos corais, ensaios, festas e momentos da vida quotidiana ligados ao Cante. O seu trabalho constrói um arquivo visual do Alentejo contemporâneo, onde cada imagem preserva rostos, gestos e relações que definem uma paisagem humana singular.

Estas fotografias não procuram apenas documentar uma tradição. Revelam a continuidade de uma comunidade que se reconhece na voz coletiva, na memória partilhada e no vínculo ao lugar. A fotografia torna-se aqui um espaço de encontro entre pessoas, tempos e territórios.

Em 2014 o Cante Alentejano foi inscrito pela UNESCO na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade, reconhecimento que sublinha o seu valor cultural, social e identitário. Esta dimensão de pertença e transmissão está presente em todo o percurso visibilidade da autora.

No contexto de F/262 - Festival Internacional de Fotografia, esta exposição integra a reflexão que o festival desenvolve em torno do património, da memória e do território. As imagens de Ana Baião convidam-nos a olhar o Alentejo não como cenário, mas como espaço vivido, habitado por vozes, afetos e histórias que persistem no tempo.

João Carlos - Directo do F/262
Curadoria - António Pedro Ferreira e João Mariano
Curadoria da montagem - João Carlos

Parceria - Associação CC11

19 Agosto a 20 de Setembro

As oficinas QUALQUER COISA regressam em setembro, mas podemos já adiantar umas datas 😉De 1 a 4 de setembro temos “QUALQU...
27/07/2026

As oficinas QUALQUER COISA regressam em setembro, mas podemos já adiantar umas datas 😉

De 1 a 4 de setembro temos “QUALQUER COISA em Preparativos”, onde entre atividades plásticas e criativas vamos retomando horários e hábitos para o novo ano escolar 🎒

Dia 12 de setembro retomamos as oficinas do segundo sábado do mês 🎨

Reservem já os vossos lugares, pois estes são limitados 😉

Boas férias e até já no sítio do costume 🥰


https://www.instagram.com/p/DbQSqUQIRW7/?igsh=MTVpNmVqc3d5Y256cw==

Coral das Caldas da Rainha e Corelis-Grupo Coral do Tribunal da Relação de Lisboa, hoje na Igreja de Nossa Senhora do Pó...
19/07/2026

Coral das Caldas da Rainha e Corelis-Grupo Coral do Tribunal da Relação de Lisboa, hoje na Igreja de Nossa Senhora do Pópulo num concerto magnífico.
Muito obrigada a todos!

03/07/2026

Dia 19 de Julho (domingo) às 17h vamos estar na magnífica Igreja de Nossa Senhora do Pópulo com o CORELIS - Coro do Tribunal da Relação de Lisboa, para um Concerto memorável. Apareçam! 😊

Dia da Criança na melhor companhia!Vai ser Qualquer Coisa!!
26/05/2026

Dia da Criança na melhor companhia!
Vai ser Qualquer Coisa!!

18/05/2026
Em contagem decrescente para as ferias de verão!Agendem os vossos dias! Vão ser Qualquer Coisa!!
17/05/2026

Em contagem decrescente para as ferias de verão!
Agendem os vossos dias!
Vão ser Qualquer Coisa!!

Endereço

Caldas Da Rainha

Horário de Funcionamento

Terça-feira 09:00 - 16:00
Quarta-feira 09:00 - 16:00
Quinta-feira 09:00 - 16:00
Sexta-feira 09:00 - 16:00
Sábado 09:00 - 16:00

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