Museu de Marinha

Museu de Marinha A partir daí, conta a história da relação dos Portugueses com o Mar.

Sendo um Museu “de” Marinha e não apenas “da” Marinha, nele se procura mostrar a Marinha no seu sentido lato, isto é nas várias vertentes: militar, comércio, pesca e lazer. Apesar de possuir peças mais antigas, por exemplo do Período Romano, o discurso museológico do Museu começa essencialmente no período áureo dos Descobrimentos Portugueses. Os objetos que ajudam a contar essa história são bastan

te variados: modelos de navios e embarcações reais, quadros e gravuras, condecorações e armas, cartas de navegar e instrumentos de navegação, fotografias e diplomas, entre muitos outros.

Na cidade onde nasceu Portugal, venha descobrir uma viagem que ajudou a mudar o mundo.De 25 a 27 de junho, no âmbito das...
22/06/2026

Na cidade onde nasceu Portugal, venha descobrir uma viagem que ajudou a mudar o mundo.

De 25 a 27 de junho, no âmbito das comemorações do Dia do Marinheiro, o Museu de Marinha leva a Guimarães a exposição “Vasco da Gama e a Índia”.

Num encontro entre História, património e identidade marítima, esta exposição convida o público a revisitar o momento em que Portugal ultrapassou horizontes conhecidos e abriu uma nova ligação entre continentes.

Mais do que recordar uma viagem, esta é uma oportunidade para compreender o impacto que o mar teve e continua a ter na construção da nossa identidade.

Esperamos por si no Instituto de Design de Guimarães da Universidade do Minho.

Instituto de Design de Guimarães – Universidade do Minho
25 a 27 de junho

Reserve estas datas e embarque connosco nesta viagem pela História.

guimaraes

O Museu de Marinha tem c. de 27 000 peças no seu acervo, em que apenas c. 2 000 estão em permanência na exposição de lon...
18/06/2026

O Museu de Marinha tem c. de 27 000 peças no seu acervo, em que apenas c. 2 000 estão em permanência na exposição de longa duração, patente aos visitantes.

Este espólio tão vasto e heterogéneo requer pessoal especializado para ações de manutenção e conservação continuas e, por tal, no passado dia 25 de maio, este Museu recebeu dois novos oficiais provenientes do 89º Curso de Formação Básica de Oficias, ministrado na Escola Naval entre 9 de abril e 21 de maio de 2026.

Estes novos membros são especializados em Conservação e Restauro e a integração dos Cadetes Catarina Gonçalves e Lopes Ferreira vem aumentar a capacidade do Museu nessas áreas.

O Museu de Marinha continua assim a sua missão de preservar o património marítimo português…esperamos vê-lo por cá.

🎖️ Palestra Falerística | Condecorações Cada condecoração conta uma história. No dia 17 de junho, às 17h30, no Museu de ...
15/06/2026

🎖️ Palestra Falerística | Condecorações

Cada condecoração conta uma história.

No dia 17 de junho, às 17h30, no Museu de Marinha, contamos essas histórias numa conversa que olha para o universo da Falerística, conduzida pelo Dr. Paulo Estrela.

Descubra o significado, o simbolismo e a história das condecorações. Compreenda como representam momentos, valores e percursos hoje e em todas épocas.

📍 Serviço Educativo – 1.º piso
🕠 17h30
👥 Aberto a todos

👉 Reserve esta data e venha conhecer mais sobre um património que distingue, homenageia e preserva memórias.

Esperamos por si no Museu de Marinha!

Memórias da pescadora Avieira de Vila Franca de XiraUm notar sobre a representação do espólio fotográfico da Coleção Sei...
15/06/2026

Memórias da pescadora Avieira de Vila Franca de Xira
Um notar sobre a representação do espólio fotográfico da Coleção Seixas

No Museu de Marinha, cada fotografia guardada é uma forma de proteger o que o mar e os rios nos deixaram. Entre as muitas imagens que preservamos, vive a coleção de Henrique Maufroy de Seixas — um vasto mundo marítimo captado nos silêncios: as pescas no Tejo, os gestos repetidos, as vidas inteiras de quem fez do rio o seu caminho.

Dar voz a essas pessoas é parte da nossa missão. Nesta fotografia, reencontramos a memória da comunidade avieira, que durante décadas procurou no sável o sustento e o sentido dos dias.

É desse encontro entre a imagem e a lembrança que nasce o testemunho de Rosa Silva Pereira, pescadora avieira de Vila Franca de Xira, hoje com noventa e quatro anos. O saveiro que recorda era mais do que uma embarcação — era o início de cada jornada, guiada pelas marés, até que o tempo anunciou o fim inevitável da sua atividade.

Rosa falava com a mesma clareza com que sorria. Na sua voz, imaginávamos a camaradagem, o marido — o arrais Manuel Domingues da Cunha, o eternamente lembrado Manuel do Vau — e a certeza tranquila do regresso.

E no fim, deixava-nos sempre esta verdade simples, que atravessa gerações: “Ainda hoje tenho pena de não andar à pesca. Tenho saudades de tudo.”

Histórias como esta chegam até nós de forma simples, mas carregadas de uma força que ultrapassa as marés do rio. São memórias que não se deixam esquecer — e que o Museu de Marinha se compromete a preservar.

E você? Tem memórias ligadas ao mar ou à pesca? Partilhe connosco. A história marítima de Portugal também se escreve consigo.

Marinha Portuguesa: uma viagem pelos seus opositoresAmir Hussain Al-KurdiNa História de Portugal destacam-se várias pers...
12/06/2026

Marinha Portuguesa: uma viagem pelos seus opositores

Amir Hussain Al-Kurdi

Na História de Portugal destacam-se várias personagens opositoras aos intentos lusitanos. Desta forma o Museu de Marinha destaca a primeira de cinco publicações alusivas a essas personagens.

Amir Husain Al‑Kurdi, intitulado na historiografia de Mirocém, foi uma figura central da resistência mameluca à expansão portuguesa no Oceano Índico no início do século XVI. Governador de Jidá e oficial de confiança do sultão Al‑Ashraf Qansuh al‑Ghawri, executou a primeira grande operação em 1508, na Batalha de Chaul.

A frota mameluca, patrocinada pela Républica de Veneza, e reforçada por embarcações do Sultanato do Guzarate, atacou a esquadra portuguesa comandada por Lourenço de Almeida. O combate resultou numa vitória da coligação mameluca‑guzarate e na morte do capitão português.

A resposta portuguesa culminou na Batalha de Diu, travada a 3 de fevereiro de 1509. Mirocém comandava, mais uma vez, a coligação mameluca que incluía navios guzarates e contingentes do Samorim de Calecute. Pese embora a superioridade numérica foram derrotados pela armada portuguesa dotada de uma artilharia potente e um contingente mais eficaz e disciplinado.

No fundo a trajetória de Mirocém sintetiza o choque entre o mundo comercial islâmico, consolidado ao longo de séculos e sustentado numa regionalização, e a projeção europeia, apoiada em tecnologia naval avançada e estratégias de guerra marítima de longo alcance.

Apesar de derrotado Mirocém foi um inimigo tenaz que encarnou, no Índico, a resistência mais organizada, determinada e competente contra a estratégia portuguesa de dominar as rotas das especiarias.

(a foto ilustra um arqueiro abexim que integrava o contingente a soldo de Malik Ayaz e foi retirada da obra de José Virgílio Amaro Pissarra intitulada Chaul e Diu – 1508 e 1509 – O Domínio do Índico, Tribuna da História, 2004, Lisboa)

A força da memória avieira dos pescadores da Póvoa de Santa IriaEntre os muitos objetos que guardamos, as fotografias oc...
09/06/2026

A força da memória avieira dos pescadores da Póvoa de Santa Iria

Entre os muitos objetos que guardamos, as fotografias ocupam um lugar especial: não são apenas imagens fixadas no tempo, mas histórias marítimas que continuam a deslumbrar o nosso olhar atento, ajudando-nos a compreender quem fomos e quem continuamos a ser.

Entre esses testemunhos visuais encontra-se o espólio da antiga Secretaria de Estado da Informação e Turismo, que reuniu um vasto e belíssimo conjunto iconográfico das atividades fluviais e marítimas. Nas suas imagens, os saveiros surgem como protagonistas da pesca ribatejana, revelando a dureza e ao mesmo tempo o encanto de um modo de vida que resiste nas margens do Tejo.
É nesse diálogo entre sítios, objetos e memórias que surge o testemunho de Conceição Lourenço Guerra Letra, pescadora avieira da Póvoa de Santa Iria, que partilhou a vida com o pescador João Mira Letra:
“O meu pai, Manuel Joaquim Guerra, era da Azambuja. Andava ao sável. Viviam no Conchoso, onde tinham as ditas barraquinhas. Eu, nasci, em Salvaterra, num saveiro. Aos doze anos andávamos todos nesse saveiro, até conhecer, aqui na Póvoa, o meu esposo, do lado de lá do mouchão.”

Tem memórias ligadas ao mar ou à pesca? Partilhe connosco. A história marítima de Portugal também se escreve consigo.

Na sua voz havia uma lucidez firme e uma beleza rara — a de quem conhece o rio não apenas como paisagem, mas como destino. Falava da faina com a mesma naturalidade com que outros falam da infância, sempre ao lado do seu camarada, sempre entregue ao trabalho que moldou a sua vida para sempre.
Histórias como esta chegam ao Museu de Marinha carregadas de uma força que ultrapassa as adversidades do rio e dos tempos. São memórias que não se deixam abandonar — e que o Museu se compromete a divulgar.

Memórias dos pescadores da Póvoa de Santa IriaUma observação sobre o modelo do Saveiro Santo Amaro no Museu de Marinha N...
02/06/2026

Memórias dos pescadores da Póvoa de Santa Iria
Uma observação sobre o modelo do Saveiro Santo Amaro no Museu de Marinha

No Museu de Marinha acreditamos que o património só cumpre a sua missão quando permanece vivo e acessível, além de capaz de tocar quem o encontra.

Cada objeto que guardamos nas nossas reservas não é apenas um objeto preservado, é uma história que continua a respirar sob o nosso olhar atento.

Entre esses testemunhos poderosíssimos encontra se o modelo do Saveiro Santo Amaro, criado pela modelista Naia Dimas Gamelas. Resguardado na nossa Reserva Nova, este modelo, que já integrou uma exposição itinerante, é mais do que uma representação técnica: é uma porta aberta para um modo de vida que marcou profundamente a pesca costeira.

Porque o património cultural vive também da voz dos que raramente foram ouvidos, este saveiro recorda-nos a coragem dos pescadores que deixaram a praia de Vieira de Leiria em busca de melhores condições de vida. Com poucos meios, mas com uma determinação imensa, subiram o rio Tejo e criaram novos assentamentos, dando origem à forte identidade avieira que ainda hoje resiste.

É nesse encontro entre objetos e memórias que surge o testemunho de Manuel Joaquim Lourenço Guerra, avieiro da Póvoa de Santa Iria, que partilhou a vida com a sua mulher, Maria José Lobo Guerra. As suas palavras devolvem-nos a verdade de quem fez do saveiro casa, sustento e destino.

“Sou avieiro, sou da terra da minha mãe. Sempre fui pescador, desde pequeno. Começámos a viver no barco (saveiro), no Conchoso, Salvaterra, até chegarmos aqui. Muitos anos a dormir e a comer à proa, junto dos pés deles. Chegámos a ser quatro a viver no saveiro.”

Histórias como esta chegam até nós de forma simples, mas carregadas de uma força que ultrapassa as marés do rio. São memórias que não se deixam quebrar e que o Museu de Marinha se compromete a preservar.
Tem memórias ligadas ao mar ou à pesca? Partilhe connosco.

A história marítima de Portugal também se escreve consigo.

O António José Carujo Pernas nasceu a 4 de fevereiro de 1960, em Alcraviça, na Freguesia da Orada, no Concelho de Borba....
29/05/2026

O António José Carujo Pernas nasceu a 4 de fevereiro de 1960, em Alcraviça, na Freguesia da Orada, no Concelho de Borba.

Assentou praça na Armada a 26 de abril de 1981, como grumete e, meses mais tarde, prestes a conquistar a boina de Fuzileiro, sofreu um grave acidente no exercício final do curso que o impediu de estar na cerimónia de entrega de boinas.

Não obstante, recebeu a merecida distinção, no então, Hospital da Marinha.

Esta lesão vai acompanhá-lo nos próximos anos e, por tal, é obrigado a abandonar a vida militar em 1984.

Em 1988, ingressa, novamente, na Marinha, agora como Assistente Operacional Administrativo e é colocado na Escola Naval, onde nos próximos 20 anos é Encarregado do Serviço de Audiovisuais dessa Escola.

Em 2018, pede colocação no Museu de Marinha, Unidade que sempre lhe despertou interesse. No Museu de Marinha, prestou serviço na Bilhética e na Divisão de Património e, após 45 anos de serviço à Marinha Portuguesa, o Sr. António Pernas – como carinhosamente é apelidado – deixa hoje a efetividade de serviço.

O Sr. António Pernas foi um elemento indispensável ao Museu e um trabalhador incansável e sempre disponível.

O Museu de Marinha presta esta pequena homenagem a um dos nossos e esperamos que encontre sempre ventos de feição e bom mar, nesta nova etapa de vida.

Obrigado, “Pernas”.

Pescas avieiras da Póvoa de Santa IriaMemórias da Bateira Maria Adelaide no Museu de MarinhaO património não vive apenas...
27/05/2026

Pescas avieiras da Póvoa de Santa Iria
Memórias da Bateira Maria Adelaide no Museu de Marinha

O património não vive apenas nos objetos — vive também nas pessoas, nas histórias que guardam, nas memórias que passam de voz em voz. O património cultural imaterial é isso mesmo: aquilo que permanece para além do que se vê, aquilo que resiste porque alguém o viveu e alguém o contou.

Cabe ao Museu de Marinha também cuidar dessa memória coletiva.

Entre as nossas Reservas, na Cordoaria, resguardamos a embarcação tradicional Maria Adelaide, cujas características se encontram profundamente ligadas à memória dos pescadores avieiros. Homens e mulheres que partiram da praia de Vieira de Leiria em busca da abundância do Tejo, trazendo consigo um modo de vida singular, os seus conhecimentos sobre as embarcações tradicionais, marcados pela migração sazonal, pela dureza do trabalho e por uma relação íntima com o rio.

Hoje partilhamos mais um testemunho que nos tocou pela sua autenticidade e simplicidade. É a voz de Manuel Tocha, pescador avieiro da Póvoa de Santa Iria, que recorda assim as suas origens:

“Sou de Alhandra. O meu pai era de Vieira e a minha mãe da Vala. O meu pai veio com três anos de Vieira. O meu avô, Custódio Tocha, era de Vieira. Vinham no Inverno e depois regressavam. Nasci dentro de um saveiro, e a minha mulher também.”

Manuel Tocha não procurava impressionar. Falava como quem abre uma porta antiga e deixa entrar a luz: com naturalidade, com verdade. Para ele, o saveiro não era apenas uma embarcação — era casa, abrigo, lugar de vida e de família. Ainda hoje continua a pescar, mostrando as suas forças que enfrentam as dificuldades.

É através de memórias como esta, contadas de viva voz, que o Museu de Marinha continua comprometido com a preservação e divulgação do património flúvio marítimo português. Queremos muito dar voz a quem faz parte deste património. Não apenas pelo que se expõe, mas também pelo que se sente.

E você? Tem memórias ligadas ao mar ou à pesca? Partilhe connosco. A história marítima de Portugal também se escreve consigo.

No âmbito das comemorações do Dia da Marinha, a exposição “Vasco da Gama e a Índia” convida os visitantes a embarcar num...
23/05/2026

No âmbito das comemorações do Dia da Marinha, a exposição “Vasco da Gama e a Índia” convida os visitantes a embarcar numa viagem pela época dos Descobrimentos, recriando a histórica rota marítima para o Oriente através de experiências imersivas, conteúdos audiovisuais e inovação digital.

Inspirada no legado de Vasco da Gama, esta exposição combina história, tecnologia e património para proporcionar uma experiência envolvente e interativa, permitindo ao público revisitar um dos momentos mais marcantes da expansão marítima portuguesa.

Os visitantes podem acompanhar vídeos temáticos que retratam momentos marcantes da expansão marítima portuguesa e da história naval.

Visite este espaço e reviva os grandes feitos marítimos que levaram Portugal além-mar.

Endereço

Praça Do Império
Belém
1400-206

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 10:00 - 18:00
Terça-feira 10:00 - 18:00
Quarta-feira 10:00 - 18:00
Quinta-feira 10:00 - 18:00
Sexta-feira 10:00 - 18:00
Sábado 10:00 - 18:00
Domingo 10:00 - 18:00

Telefone

+351210977388

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