14/08/2026
«𝐸 𝑠𝑒𝑛𝑑𝑜 𝑎 𝑏𝑎𝑡𝑎𝑙ℎ𝑎 𝑐𝑎𝑑𝑎 𝑣𝑒𝑧 𝑚𝑎𝑖𝑜𝑟 𝑒 𝑚𝑢𝑖𝑡𝑜 𝑓𝑒𝑟𝑖𝑑𝑎 𝑑𝑒 𝑎𝑚𝑏𝑎𝑠 𝑎𝑠 𝑝𝑎𝑟𝑡𝑒𝑠, 𝑝𝑟𝑜𝑢𝑣𝑒 𝑎 𝐷𝑒𝑢𝑠 𝑞𝑢𝑒 𝑎 𝑏𝑎𝑛𝑑𝑒𝑖𝑟𝑎 𝑑𝑒 𝐶𝑎𝑠𝑡𝑒𝑙𝑎 𝑓𝑜𝑖 𝑑𝑒𝑟𝑟𝑖𝑏𝑎𝑑𝑎. 𝐴𝑙𝑔𝑢𝑛𝑠 𝑐𝑎𝑠𝑡𝑒𝑙𝑎̃𝑜𝑠 𝑐𝑜𝑚𝑒𝑐̧𝑎𝑟𝑎𝑚 𝑑𝑒 𝑣𝑜𝑙𝑡𝑎𝑟 𝑎𝑡𝑟𝑎́𝑠.
0𝑠 𝑚𝑜𝑐̧𝑜𝑠 𝑝𝑜𝑟𝑡𝑢𝑔𝑢𝑒𝑠𝑒𝑠 𝑐𝑜𝑚𝑒𝑐̧𝑎𝑟𝑎𝑚 𝑎 𝑏𝑟𝑎𝑑𝑎𝑟 𝑒𝑚 𝑎𝑙𝑡𝑎𝑠 𝑣𝑜𝑧𝑒𝑠:
- 𝐽𝑎́ 𝑓𝑜𝑔𝑒𝑚! 𝐽𝑎́ 𝑓𝑜𝑔𝑒𝑚!»
Fernão Lopes - Crónica de D. João I
𝐇𝐨𝐣𝐞, 𝐧𝐚 𝐁𝐚𝐭𝐚𝐥𝐡𝐚, 𝐨 𝐝𝐢𝐚 𝐞́ 𝐝𝐞 𝐜𝐞𝐥𝐞𝐛𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨
Foi a 14 de agosto de 1385 que decorreu o confronto entre as tropas portuguesas, com aliados ingleses, e o exército castelhano, apoiado pelas forças francesas, na Batalha de Aljubarrota.
O combate deu-se em São Jorge, no atual concelho de Porto de Mós, onde se localiza atualmente o Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota.
A Batalha pôs fim à crise de 1383–1385, período em que Portugal atravessava uma disputa de sucessão após a morte de D. Fernando. O trono corria o risco de ser tomado por Castela devido ao casamento da sua filha, D. Beatriz, com o rei castelhano, D. Juan.
Neste cenário, evidenciaram-se figuras que mudaram o rumo dos acontecimentos: 𝐃. 𝐉𝐨𝐚̃𝐨 𝐈, o Mestre de Avis, aclamado nas Cortes de Coimbra como rei de Portugal, e o Condestável D. Nuno Álvares Pereira, o estratega que implementou a famosa 𝐓𝐚́𝐭𝐢𝐜𝐚 𝐝𝐨 𝐐𝐮𝐚𝐝𝐫𝐚𝐝𝐨.
Os portugueses saíram vencedores deste combate que terá durado mais de uma hora.
Um ano depois, foi assinado o 𝐓𝐫𝐚𝐭𝐚𝐝𝐨 𝐝𝐞 𝐖𝐢𝐧𝐝𝐬𝐨𝐫, reforçando a aliança luso-britânica, que se consolidaria com o casamento de D. João I com a inglesa D. Filipa de Lencastre.
Como agradecimento pela vitória na Batalha de Aljubarrota, o rei português mandou construir o 𝐌𝐨𝐬𝐭𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐚 𝐁𝐚𝐭𝐚𝐥𝐡𝐚.
𝐍𝐞𝐬𝐭𝐞 𝐟𝐞𝐫𝐢𝐚𝐝𝐨 𝐦𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥, 𝐜𝐨𝐧𝐯𝐢𝐝𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐚 𝐯𝐢𝐬𝐢𝐭𝐚𝐫 𝐨 𝐌𝐮𝐬𝐞𝐮 𝐠𝐫𝐚𝐭𝐮𝐢𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞. A Batalha de Aljubarrota está representada num grande quadro, com 2 metros por 2 metros, intitulado Aljubarrota, da autoria do pintor Mário Rita, uma obra que merece ser vista e ouvida de perto.