10/08/2026
🎙 𝗠𝗲𝗺𝗼́𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗲𝗺 𝗔́𝘂𝗱𝗶𝗼| 𝘍𝘢𝘭𝘢𝘳 𝘦́ 𝘴𝘦𝘮𝘦𝘢𝘳, 𝘰𝘶𝘷𝘪𝘳 𝘦́ 𝘤𝘰𝘭𝘩𝘦𝘳
Festejar o Casamento nos Viveiros da Granja
Após a cerimónia na Igreja de São Salvador do Burgo, os noivos, Clara e Dario, e os seus convidados subiram à meia encosta da Serra da Freita para festejar. Era 25 de agosto de 1979.
Naquela época, os Viveiros da Granja já denotavam algum enfraquecimento da vitalidade originalmente imposta pelo Engenheiro Próspero dos Santos. Contudo, mantinham intacta a identidade de pequeno paraíso na Terra. Este relicário natural acabou por ser uma escolha singular para a época, nascida de felizes coincidências, mas sobretudo das convicções dos noivos.
Numa conversa fortuita, o padrinho de casamento — primo do noivo e engenheiro florestal, lançou a possibilidade. Proposta a intenção à responsável local dos Serviços Florestais, a Eng.ª Ana Maria Vide, as portas dos viveiros abriram-se para cumprir a vontade do casal.
Foi necessário transportar desde mesas e bancos até aos fogões para as cozinheiras. O resto, a Natureza ofereceu. A sombra das árvores, a água gelada das minas para refrescar o champanhe e os cenários idílicos emolduraram as memórias daquele dia.
Em perfeita harmonia com o cenário, a noiva dispensou a maquilhagem e o cabeleireiro, segurando um ramo de apenas três rosas colhidas no jardim do noivo. O vestido que usou, comprido, para satisfazer a vontade das irmãs, teve como condição ser extremamente simples, em jeito de túnica.
A festa de casamento da Clara e do Dario foi o corolário de convicções assentes na filosofia “peace and love” que cresceu (e resistiu) num Portugal ditatorial.
👉 Testemunho de Maria Clara de Almeida Pereira Vaz, de 69 anos, natural da vila de Arouca.
Se tem memórias que merecem ser ouvidas entre em contacto connosco. Podem ser fragmentos de histórias de vida, pedaços de um qualquer saber-fazer, memórias pessoais de interesse para o coletivo.