31/08/2026
// 𝑒𝑥𝑝𝑜𝑠𝑖𝑐̧𝑜̃𝑒𝑠 𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜𝑟𝑎́𝑟𝑖𝑎𝑠
𝗕𝗘𝗟𝗢 𝗜𝗡𝗦𝗨𝗕𝗠𝗜𝗦𝗦𝗢, de Miguel Rebelo
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A exposição BELO INSUBMISSO, patente na 𝐒𝐚𝐥𝐚 𝐝𝐨 𝐂𝐚𝐩𝐢́𝐭𝐮𝐥𝐨 𝐚𝐭𝐞́ 𝟏𝟏 𝐝𝐞 𝐨𝐮𝐭𝐮𝐛𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟐𝟔, apresenta ao público um núcleo significativo de obras de Miguel Rebelo, recentemente doadas ao Museu de Angra do Heroísmo pelo seu filho Raphaël Rebelo no ano de 2025, testemunhando um percurso artístico singular construído entre os Açores, Lisboa e Montreal.
A pintura de Miguel Rebelo afirma-se pela recusa de fórmulas convencionais e pela procura de uma linguagem livre, experimental e profundamente "matérica", onde gesto, superfície e memória se cruzam numa tensão permanente.
Diversos autores têm identificado na sua obra uma dimensão de inquietação e resistência estética, afastada da noção clássica de beleza enquanto equilíbrio ou idealização formal. Nas suas composições, a matéria pictórica adquire protagonismo, revelando superfícies densas, fragmentadas e por vezes abruptas, onde o corpo, o espaço e os vestígios da experiência humana emergem de forma sensorial e ambígua.
Mais do que representar, Miguel Rebelo procura sugerir atmosferas interiores e estados de tensão, aproximando a pintura de um território poético e introspetivo.
BELO INSUBMISSO propõe, assim, uma reflexão sobre a arte contemporânea enquanto espaço de liberdade e insubmissão, onde o belo se redefine através da imperfeição, da intensidade expressiva e da recusa de limites formais.
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𝐌𝐢𝐠𝐮𝐞𝐥 𝐑𝐞𝐛𝐞𝐥𝐨 (1957-2016) foi um pintor luso-canadiano nascido nos Açores, São Miguel, em 1957, cuja obra se desenvolveu entre Portugal e o Canadá, afirmando-se como um dos artistas açorianos da diáspora com maior reconhecimento. 𝐅𝐢𝐥𝐡𝐨 𝐝𝐨 𝐚𝐫𝐪𝐮𝐢𝐭𝐞𝐭𝐨 𝐦𝐨𝐝𝐞𝐫𝐧𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐉𝐨𝐚̃𝐨 𝐂𝐨𝐫𝐫𝐞𝐢𝐚 𝐑𝐞𝐛𝐞𝐥𝐨 𝐞 𝐧𝐞𝐭𝐨 𝐝𝐨 𝐩𝐢𝐧𝐭𝐨𝐫 𝐃𝐨𝐦𝐢𝐧𝐠𝐨𝐬 𝐑𝐞𝐛𝐞𝐥𝐨, cresceu numa família profundamente ligada às artes, herdando uma tradição artística que marcou decisivamente o seu percurso.
Ao longo da carreira participou em diversas exposições em Portugal e no Canadá, tendo sido representado pela Galeria 111, em Lisboa, uma das mais importantes galerias portuguesas de arte contemporânea.
A sua pintura integra coleções públicas e privadas, encontrando-se igualmente referenciado nos arquivos do National Gallery of Canada.
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📷 MAH/ Cristina Brum
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