Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo

Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo Terça-feira a domingo 9h30-13h00 |
14h00-17h30 (última entrada às 17h00) XVI a XIX.

A 30 de julho de 1914, o Decreto-lei n.º226 autoriza a criação do Museu de Évora para, no ano seguinte, a 1 de março, o Decreto-lei nº1355 a oficializar, com o nome de Museu Regional de Évora. Abriu ao público no ano de 1921, no edifício do Palácio Amaral, do qual transitou para o atual edifício, ocupado na sua totalidade no ano de 1929. As primeiras quatro salas são inauguradas dois anos depois e

, em 1936, nele é incorporado o Museu Arqueológico, que se encontrava anteriormente no rés-do-chão da Biblioteca Pública de Évora. Tem como anexo, desde o ano de 1917, a Igreja de Nossa Senhora das Mercês, edifício do século XVII que pertenceu ao antigo Convento dos Religiosos Agostinhos, que já correspondeu à secção de Artes Decorativas do Museu, encontrando-se ao presente encerrada por razões de conservação do edifício. A importância e a diversidade da Coleção do Museu e o seu percurso histórico, cuja origem remonta a Frei Manuel do Cenáculo e à fundação de um pequeno museu anexo à Biblioteca Publica de Évora em 1805, transformam o Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo numa instituição incontornável para se conhecer e compreender a história e as manifestações artísticas e culturais de Évora, da região e do todo nacional. As coleções apresentam importantes núcleos de Arte e Arqueologia, reunindo igualmente uma Coleção de História Natural (Ciências da Terra e Ciências da Vida) a ainda objetos científicos (Ciência e Técnica). Do vasto espólio destaca-se a coleção de pintura, que abrange o período temporal do século XV ao XX, destacando-se a predominância de autores portugueses e de pinturas pertencentes às Igrejas e Conventos extintos da cidade. Neste âmbito, merecem destaque os retábulos flamengos do Altar-mor da Sé de Évora e da Capela do Esporão, o Tríptico do Conventinho de Valverde, de Gregório Lopes, bem como os Frei Carlos do Convento do Espinheiro e Francisco Henriques, pintor de São Francisco de Évora. Na coleção de pintura estrangeira, pertencente em grande parte a Frei Manuel do Cenáculo, destacam-se obras da escola Holandesa e Italiana. Na coleção de escultura destacam-se os elementos de arquitetura provenientes de monumentos da cidade e ainda importantes exemplares de tumulária dos séculos XIV ao XVIII, com relevância artística as obras atribuídas a Nicolau Chanterene. A coleção de mobiliário permite traçar um percurso tipológico do mobiliário cível entre os séc. A extinção das Ordens Religiosas e a consequente integração dos seus espólios contribuíram para a criação das coleções de Ourivesaria, sobretudo composta por alfaias litúrgicas, joalharia e têxteis, essencialmente paramentaria litúrgica. A coleção de numismática e naturália provem essencialmente da coleção do arcebispo Frei Manuel do Cenáculo. A vasta e representativa coleção de arqueologia é composta por diversas coleções, de que se destaca a de Frei Manuel do Cenáculo. Note-se que o arcebispo foi um dos primeiros a desenvolver trabalhos arqueológicos, dos quais dava conta na sua correspondência. Refira-se ainda a coleção Leonor Pina com o fantástico espólio da Anta Grande do Zambujeiro, juntamente com a chamada coleção do Hospital, com achados referentes a outras antas do Concelho de Évora, Herdade das Casas, Castelo da Lousa, Castelo do Geraldo, peças encontradas em trabalhos de escavações anteriores à obra no edifício do museu, nomeadamente islâmicas e paleocristãs, peças que colmataram algumas falhas da coleção.

Hoje, dia 1 de Setembro, o Museu recebeu um novo Assistente Técnico: o João Caeiro Farias. Licenciado em Escultura, pela...
01/09/2026

Hoje, dia 1 de Setembro, o Museu recebeu um novo Assistente Técnico: o João Caeiro Farias. Licenciado em Escultura, pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, tem preferência pela elaboração de trabalhos em metal e madeira e vai trabalhar connosco na área da Museografia, no acompanhamento da maquinaria do Museu e etc.. João Farias trabalhou no Museu da Água e temporariamente no Museu do Oriente, em Lisboa.

Aqui o vemos junto a algumas das suas peças preferidas do MNFMC: o espólio da Anta Grande do Zambujeiro.

Desejamos ao João Caeiro Farias as maiores felicidades nesta sua nova etapa profissional! Muito bem-vindo!

No dia 13 de Setembro, Domingo, às 17h00, decorrerá uma mesa-redonda sobre a Exposição Norte, Sul, Este, Oeste com as ar...
31/08/2026

No dia 13 de Setembro, Domingo, às 17h00, decorrerá uma mesa-redonda sobre a Exposição Norte, Sul, Este, Oeste com as artistas Cristina Ataíde, Angiola Bonanni e Margarida Lagarto. Sandra Leandro moderará a sessão.

Eis a sinopse:

A Exposição colectiva «Norte Sul Este Oeste» reúne trabalhos das Artistas Angiola Bonanni, Cristina Ataíde (Comissária), Gisela Weimann, Marie Filippovová e Margarida Lagarto. A situação dramática das migrações; as guerras; as audiências; o mediatismo; os vazios deixados pelas vítimas; as estórias e vivências da nossa espécie; a arte antiga que serve de mote ao que se elabora agora; a condição social das/os artistas – estes e outros temas farão parte deste debate.

Esta mesa-redonda é um pretexto para vir conversar connosco.

Participe! Participa!

É sempre um prazer acolher nesta época do ano um conjunto de visitantes. Partilhamos aqui um desses momentos e, de resto...
29/08/2026

É sempre um prazer acolher nesta época do ano um conjunto de visitantes. Partilhamos aqui um desses momentos e, de resto, está prometida uma visita orientada aos utentes da Santa Casa da Misericórdia de Évora! São sempre todos muito bem-vindos ao Museu!

Desta vez o Ciclo «Peça a peça» em que os nossos visitantes propõem uma obra ou um conjunto de peças para abordarmos, as...
26/08/2026

Desta vez o Ciclo «Peça a peça» em que os nossos visitantes propõem uma obra ou um conjunto de peças para abordarmos, assume a forma de comunicação nas redes. Hoje destacamos o Arco da Capela de Rui da Grã.

Venha vê-lo ao vivo!

HOJE, dia 19 de Agosto é Dia Mundial da Fotografia. Apelámos à sua/tua participação e pomos em comum uma selecção do álb...
19/08/2026

HOJE, dia 19 de Agosto é Dia Mundial da Fotografia.

Apelámos à sua/tua participação e pomos em comum uma selecção do álbum que foi possível construir. São, como solicitámos, instantâneos com pessoas no Museu, antes de 2003 e têm um encanto especial. São fotografias analógicas: algumas estarão desfocadas, outras não têm o mais fantástico dos enquadramentos e certas lentes não seriam do melhor que havia... Vemos cores desmaiadas, outras muito garridas, mas todas enquadram um Museu vivo e com pessoas antes de 2003.

Queremos agradecer muitíssimo a todos os que aceitaram o repto e participaram. Bem-hajam!

Hoje, para continuarmos a celebrar este dia, ficará na recepção do Museu um pequeno álbum de fotografia que mostra actividades do Museu, especialmente com crianças entre 1979 e 1981. Venha consultá-lo talvez esteja lá o seu retrato ou de alguém que conheça! Identifique-se! Identifique!

E se ainda não viu a Exposição de Fotografia 𝘓𝘶𝘤𝘶𝘣𝘳𝘢𝘵𝘪𝘰 de Miguel Cruz de Carvalho, aproveite que o dia é propício!

Visite-nos: esperamos por si/ti!

19/08/2026
No âmbito do ciclo «Ver o Museu», decorreu, no passado domingo, a visita orientada por Maria João Correia «Caminhos para...
11/08/2026

No âmbito do ciclo «Ver o Museu», decorreu, no passado domingo, a visita orientada por Maria João Correia «Caminhos para a Eternidade: Do Neolítico Final ao Renascimento», um percurso através dos últimos 6000 anos de história da humanidade e da sua cultura material representada nas coleções do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo.

Das primeiras comunidades agro-pastoris chegaram-nos os monumentos funerários megalíticos e os seus fascinantes espólios, reveladores do nascimento de uma memória coletiva dos mortos. Com Roma, as aras funerárias epigrafadas são mais do que um memorial, são autênticos locais de culto, onde os rituais de libação garantem a integração dos defuntos no mundo dos antepassados, os deuses manes.

Na Idade Média, a esperança na ressurreição e na salvação da alma promove a proximidade dos mortos dos vivos, surgindo refletida nas necrópoles junto das igrejas e das relíquias dos santos, e depois, mais tarde, para dentro das próprias igrejas, testemunhada pelos magníficos jacentes que repousam sobre as suas arcas tumulares.
Por fim, o Renascimento marca a afirmação da memória individual, da linhagem familiar e do prestígio social através de monumentos que são verdadeiros programas artísticos, simbólicos e políticos. A superação da morte com uma obra-prima, um manifesto para a eternidade.

No passado Sábado, 8 de Agosto, Sofía Esteve, estagiária do Curso de Línguas e Literaturas Modernas – Português na Unive...
10/08/2026

No passado Sábado, 8 de Agosto, Sofía Esteve, estagiária do Curso de Línguas e Literaturas Modernas – Português na Universidade da Extremadura, Espanha, apresentou-nos o resultado do seu trabalho de estágio de Licenciatura realizado no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, partindo da coleção de esculturas expostas na Sala Barahona para nos dar a conhecer os escritores, poetas, historiadores por detrás de cada busto.

Contextualizando este Legado e a sua relevância para o museu, bem como o impacto da ação mecenática e filantrópica do casal Barahona para a história da cidade, percorreu-se o caminho de alguns dos mais ilustres representantes da língua e da literatura portuguesas através das obras literárias que nos deixaram. Do Classicismo ao Romantismo, terminando na Geração de 70 e na emergência do Realismo, revisitámos, também, os escultores que materializaram, através do mármore, os rostos destes autores para a posteridade.

HOJE, dia 9 de agosto, às 11h00, terá lugar no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo mais uma visita-orientada do ciclo...
09/08/2026

HOJE, dia 9 de agosto, às 11h00, terá lugar no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo mais uma visita-orientada do ciclo «Ver o Museu» com o título:
«Caminhos para a Eternidade: Do Neolítico Final ao Renascimento»

Eis a sinopse:

«Evocando milhares de anos de ritos funerários e culto dos mortos, dos monumentos megalíticos aos moimentos medievais, terminando nas obras-primas da tumulária renascentista, vamos analisar como sistemas de crenças e representações se materializaram e o seu impacto na produção artística de várias épocas representadas no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo.»

Venha beneficiar da programação que o Museu tem para si!

Guarde na sua agenda: dia 9 de agosto (domingo), às 11h00, terá lugar no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo mais uma visita-orientada do ciclo «Ver o Museu» com o título:
«Caminhos para a Eternidade: Do Neolítico Final ao Renascimento»

Eis a sinopse:

«Evocando milhares de anos de ritos funerários e culto dos mortos, dos monumentos megalíticos aos moimentos medievais, terminando nas obras-primas da tumulária renascentista, vamos analisar como sistemas de crenças e representações se materializaram e o seu impacto na produção artística de várias épocas representadas no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo.»

Venha beneficiar da programação que o Museu tem para si!

HOJE, dia 8 de agosto, às 15h30, Sofía Esteve apresentará «Figuras da Literatura portuguesa na Escultura do Legado Barah...
08/08/2026

HOJE, dia 8 de agosto, às 15h30, Sofía Esteve apresentará «Figuras da Literatura portuguesa na Escultura do Legado Barahona», no âmbito do seu estágio no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo.

Eis a sinopse:

« Sofía Esteve, estagiária do Curso de Línguas e Literaturas Modernas – Português, apresenta-nos o resultado do seu trabalho de estágio realizado no Museu no âmbito do programa Erasmus+ da Universidade de Extremadura, Espanha. De Bernardim Ribeiro a Eça de Queirós são várias as personalidades da Literatura portuguesa representadas nas Esculturas do Legado de Inácia e Francisco Barahona, integrado no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo.

Venha conhecê-las!»

Guarde já na sua agenda: no próximo dia 8 de agosto (sábado), às 15h30, Sofía Esteve apresentará «Figuras da Literatura portuguesa na Escultura do Legado Barahona», no âmbito do seu estágio no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo.

Eis a sinopse:

« Sofía Esteve, estagiária do Curso de Línguas e Literaturas Modernas – Português, apresenta-nos o resultado do seu trabalho de estágio realizado no Museu no âmbito do programa Erasmus+ da Universidade de Extremadura, Espanha. De Bernardim Ribeiro a Eça de Queirós são várias as personalidades da Literatura portuguesa representadas nas Esculturas do Legado de Inácia e Francisco Barahona, integrado no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo.

Venha conhecê-las!»

Endereço

Largo Conde De Vila Flor
Évora
7000-804

Horário de Funcionamento

Terça-feira 09:30 - 13:00
14:00 - 17:30
Quarta-feira 09:30 - 13:00
14:00 - 17:30
Quinta-feira 09:30 - 13:00
14:00 - 17:30
Sexta-feira 09:30 - 13:00
14:00 - 17:30
Sábado 09:30 - 13:00
14:00 - 17:30
Domingo 09:30 - 13:00
14:00 - 17:30

Telefone

+351266730480

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