20/07/2023
Os fósseis nos ajudam a entender melhor o passado, mas muitas vezes esse tópico se torna sensível, especialmente quando tratados de datação.
Existem duas abordagens para datar um objeto geológico, como um fóssil ou uma rocha. A primeira é chamada de datação absoluta, que visa atribuir uma idade numérica ao objeto. A segunda é a datação relativa, que tenta estabelecer se o objeto é mais jovem ou mais antigo do que outros objetos, mas sem atribuir uma idade numérica específica.
As idades absolutas em geologia são baseadas em métodos de datação radiométrica. Essas idades têm valores que sugerem uma cronologia muito longa para a vida na Terra, o que pode entrar em conflito com o registro bíblico. Por essa razão, os criacionistas tendem a rejeitar esses valores absolutos, buscando maneiras alternativas de explicar esses resultados.
No entanto, em geral, há um consenso de que a ordem relativa das datas (mais jovem vs. mais velho) pode ser um indicador confiável da idade relativa, independentemente dos valores absolutos. Nas Ilhas Galápagos, as idades obtidas a partir de alguns ossos fósseis têm valores quase sempre mais jovens que 8 mil anos, com apenas algumas exceções que fornecem valores em torno de 20 mil anos. As idades do material orgânico associado ao material vegetal fóssil também são consistentemente mais jovens que 26 mil anos, com exceção de uma camada datada com mais de 48 mil anos. Fósseis nos depósitos marinhos são considerados mais jovens que 2 milhões de anos, com base em idades radiométricas de rochas vulcânicas intercaladas com os depósitos.