Mistau - Museu da Imagem e do Som de Taubaté

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21/05/2020
17/03/2020
No dia 8 de Março comemora-se o "Dia Internacional da Mulher" e o Mistau sente-se orgulhoso em poder homenagear uma taub...
05/03/2020

No dia 8 de Março comemora-se o "Dia Internacional da Mulher" e o Mistau sente-se orgulhoso em poder homenagear uma taubateana ímpar, a primeira vereadora de nosso Município, Advogada e Trovadora: Judith Mazella Moura, neste ano de 2020 que se comemora o seu centenário!
* A emocionante biografia que segue foi escrita pelo seu neto Luiz Felipe Cursino de Moura Guarnieri!

"Seu nome foi Judith Mazella Moura, uma taubatena!"

Em 2017 a pedido da Conceição Molinaro da Academia Taubateana de Letras escrevi uma pequena biografia que foi publicada no livro que reuniu os trabalhos premiados dos concursos internos e externos em 2016
Para quem quiser conhecer mais esta personagem da cidade, segue o texto abaixo em sua versão original não editada...
***
Quando daqui a 100, 200 ou 500 anos historiadores forem contar a história de Taubaté, seguramente esta história incluirá o nome da filha de imigrantes Judith Mazella Moura, uma das pessoas mais realizadoras que já conheci e que tenho a grande sorte de chamar de avó.
Muitos a conhecem por sua vida pública, seus feitos e realizações e também por ter sido uma mulher que abriu as portas, uma mulher que através de seus atos e realizações indicou o caminho, mostrou às outras mulheres que era sim possível ter um papel de destaque na sociedade baseado em suas próprias competências e em seu próprio mérito. Mas esta é apenas parte da história e a grande a maioria das pessoas desconhece a Judith mãe, avó, que se dedicou anos e anos à família que se tornou advogada apenas após os 50 anos de idade, quando muitos já estão entrando em seu outono.
Filha de um italiano e de uma portuguesa, Judith nasceu em Taubaté numa época em que as mulheres não podiam votar. Foi apenas 12 anos após o seu nascimento que as mulheres puderam votar pela primeira vez no nosso país, mas já nesta época ela teve o seu primeiro contato com a mobilização política quando junto a outras pessoas ia levar comida na estação de trem da cidade para os soldados constitucionalistas de 1932 que se encaminhavam para a frente leste de batalha lutando para que a constituição prevalecesse sobre os desejos do ditador Vargas.
Alguns anos mais tarde, Judith acabando o ensino médio poderia seguir o caminho natural à época e se tornar uma dona de casa, teria sido uma vida boa, confortável e previsível; mas podia ela também decidir abraçar uma profissão. Na época as poucas mulheres que tinham uma profissão, se limitavam aos papéis clássicos de professora ou enfermeira, mas Judith - já amante do esporte - queria estudar educação física; infelizmente sua mãe rígida nos valores e costumes a impediu de cursar educação física obrigando-a a prestar a prova para professora normalista. Judith, já demonstrando a sua independência de pensamentos e ações, sua forte personalidade decidiu então entregar a prova em branco.... Se não pudesse estudar o que queria, que pudesse então não fazer o que não queria. E assim foi, prova em branco, sem profissão, mas com consciência tranqüila de que estava seguindo o seu próprio caminho. Logo ela se casou com o Geraldo e buscou sua realização nos esportes de outra forma, jogando vôlei, basquete, praticando natação e se dedicando ao seu esporte preferido, o tênis, o qual muitas vezes na ausência de oponentes femininas, acabava por jogar contra oponentes masculinos. Até o final de sua vida foi grande admiradora da Maria Esther Bueno e torcedora do São Paulo. Curiosamente não pode conhecer pessoalmente a Maria Esther, mas uma bisneta sua moradora de São Paulo pode conhecê-la recentemente durante uma excursão da escola à redação de um jornal. Judith certamente teria apreciado a foto em que as duas aparecem juntas! Tanto nos esportes individuais como nos coletivos, ela disputou vários campeonatos, viajou para várias cidades defendendo as cores azul e branco e colecionou várias medalhas e troféus, mas para mim (que também tive a honra de entrar nas quadras de saibro com ela), o que mais me marcou foi quando a vi num jogo demonstração no Country Club da cidade durante um torneio que levava justamente o seu nome. Tinha ela 81 anos na ocasião..
Após casada, ela foi morar na Fazenda Sertão localizada a cerca de 30km do centro no bairro do Ribeirão das Almas em Taubaté, apoiando o seu marido nas atividades rurais e industriais que ele empreendia. Teve ela 5 filhos (a primeira filha faleceu criança) e no início da década de 1950, pensando na educação dos filhos, foi morar na cidade estabelecendo-se na Rua 4 de Março vendo o seu marido aos finais de semana. Foi uma época de intensas realizações. Ao mesmo tempo em que participava ativamente da educação dos filhos, ela escreveu poemas, livros, novelas para rádio, participou da vida social da cidade liderando obras beneméritas e em 1963 - a mulher que havia nascido numa época em que mulheres não votavam - se candidatou e se tornou a primeira vereadora eleita da cidade participando da 5ª Legislatura. Era a única mulher compondo a câmara municipal. Conhecida por suas opiniões fortes, assertividade e por falar o que pensa; foi uma vereadora combativa lutando pelo que considerava justo pela cidade sem espaço para acomodações. Nunca retrocedeu em seus posicionamentos e sempre atuou de acordo com suas convicções, comprando as brigas que fossem necessárias (e muitas vezes colecionando alguns inimigos no caminho) para implementar as leis em que acreditava e fazer as mudanças que a cidade tanto clamava. Foi vereadora por duas vezes consecutivas quando já na década de 1970, a mulher que entregou a prova em branco, decidiu finalmente abraçar uma profissão ingressando na Universidade de Taubaté para cursar direito, faculdade que fez quase ao mesmo tempo que uma de suas filhas que havia ingressado pouco tempo antes na mesma instituição. Nesta mesma época fez parte de um grupo de mulheres latino-americanas que permaneceu por 3 meses no Chile num programa da OEA (Organização dos Estados Americanos) de desenvolvimento de lideranças. Seu marido permaneceu em Taubaté durante o período e perto do final do curso embarcou num 707 a tempo de ver Judith ser a oradora da turma em célebre discurso realizado na capital Santiado "O que são nossos países? serão eles meros pontos no mapa?" foram as palavras iniciais de seu discurso.
Graduando-se em direito, desenvolveu uma carreira como advogada pelos próximos 30 anos seguintes. Numa época em que pessoas de sua idade já estavam muito mais preocupadas em se aposentar do que em construir algo para a sociedade; não deixa de ser curioso que muitos crêem que suas atividades como advogada "sempre existiram", como se ela tivesse se formado aos 20 poucos anos e exercido a profissão desde então. Mas na verdade houve todo um tempo de dedicação à família, à cidade e somente depois Judith decidiu estudar e se tornar uma profissional das leis dedicando-se à práxis do direito. Na década de 1980 ao mesmo tempo em que desenvolvia e já consolidava uma brilhante carreira nas leis, uma inesperada notícia abalou a família. O câncer de seu marido foi descoberto em 1980 e pelos próximos 6 anos seguintes Judith lutou bravamente junto com ele contra a doença. Foram anos muito difíceis, anos de altos e baixos, de luta e esperança, mas também de realidade e decepções e em 1986 seu marido faleceu.
Foram meses e anos difíceis. A saudade, a solidão, o vazio no peito. Mas estamos falando de Judith Mazella Moura, a mulher combativa e realizadora que após um longo e tenebroso inverno pessoal, findo o período de luto, se levanta novamente! Seus melhores anos estavam a frente, como sempre estiveram. Em 1988 decide lutar novamente por uma vaga na Câmara Municipal, lança-se candidata e é eleita para o seu terceiro mandato. Tinha já 68 anos de idade. Para mim foi o seu melhor período. Já com 9 netos nesta época, continuou lutando por aquilo que acreditava e ao mesmo tempo estava mais perto da família a qual tinha orgulho a cada realização de seus filhos e netos. Num determinado ano foi a vereadora que mais apresentou projetos de lei e foi ainda presidente da Câmara, a primeira mulher presidente da Câmara de Taubaté. Seu mandato termina em 1992 quando volta ela a se dedicar com mais afinco a carreira de advogada, à família e às atividades de que realmente gostava como, por exemplo, a literatura e o jornalismo. É famosa a sua coluna diária "Bom Dia Taubaté" no jornal "A Voz do Vale" e o seu personagem "Zé Baté" que por alguns anos era a voz dos problemas da cidade nas páginas da imprensa escrita. No começo dos anos 2000 é laureada com o Troféu Bandeirante, recebe a comenda Jacques Félix e ingressa na Academia Taubateana de Letras ocupando a cadeira número 8 do patrono Umberto Passarelli, publica o livro "Paula" escrito ainda na década de 1960 e decide escrever um livro de memórias e da história da cidade vivida por ela, livro onde faz muitas revelações acerca dos bastidores da política da cidade. Chegam os primeiros bisnetos e vemos uma Judith mais leve, de certa forma renovada e ainda mais feliz consigo mesma. Era como alguém em paz, que havia vindo a este mundo, construído as obras a que se propusera e que vendo a família unida e seguindo seus próprios caminhos, havia finalmente cumprido a sua missão. Numa tarde cinzenta, no dia 29 de novembro de 2007 Judith veio a falecer. Contrariando a expectativa de muita gente, a seu pedido seu corpo foi velado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil e não na Câmara Municipal ("vereadora é uma ocupação, não uma profissão!" costumava dizer, deixando claro que se orgulhava mais de sua profissão de advogada, do que sua ocupação de vereadora) e assim foi. No dia seguinte Judith foi sepultada junto ao seu marido no jazigo da família no cemitério da Venerável Ordem III da Penitência de São Francisco, nas mesma cidade em que nasceu.
Sei que Judith sempre será lembrada pelos seus feitos, realizações, pelo seu espírito combativo e sobretudo realizador! Será lembrada também por seu uma mulher determinada que mostrou as mulheres da cidade que havia um outro caminho possível, que as realizações familiares poderiam ser complementadas também com realizações para a cidade, beneméritas, esportivas e profissionais. Será por último lembrada não por ter se preocupado não apenas em escrever a história, mas sim por fazer a história. "Sei que a história me julgará, e não temo o seu julgamento" foi uma de suas últimas frases devidamente registrada pela imprensa local. Mas no final, no final mesmo, o que realmente fica para nós da família, é a imagem da avó dos almoços de domingo e que aos sábados a tarde gostava de fazer doce de banana para seus netos.
Realmente esperamos que sua vida continue servindo de inspiração para todos os brasileiros e que todos possam se inspirar no seu exemplo em busca de seus sonhos e realizações.
Esta era a minha avó!!!

(Luiz Felipe Cursino de Moura Guarnieri)

Mistau - Museu da Imagem e do Som de Taubaté's cover photo
21/02/2020

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21/02/2020

O Carnaval sempre foi a grande festa popular taubateana durante décadas! Inesquecíveis carnavais dos anos dourados, mas hoje vamos resgatar um momento único e especial onde dois grandes ícones da nossa cultura foram homenageados. O ano foi 1977 e lá estava na Avenida (que ainda não era a do Povo) mostrando seu sorriso contagiante o ímpar "jeca", o cineasta Amácio Mazzaropi ao lado de sua mãe Dona Clara. O nosso Rei do Cinema reverenciando a memória do nosso Rei da Literatura ! Mazzaropi e Lobato na folia e no coração de um povo.
(*)Fotos de José Espinach
Acervo MISTAU

Mistau fecha para ampliação - Prefeitura de Taubaté
14/02/2020
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27/11/2019

RELEASE
EVENTO: LANÇAMENTO DO FILME DOCUMENTÁRIO E EXPOSIÇÃO ICONOGRÁFICA
MAGDALENA QUERIDO GUISARD, ARTE E VIDA DE UMA MUSICISTA
DATA: 26 de Novembro de 2019
HORÁRIO: 19h
LOCAL: MISTAU (MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DE TAUBATÉ)
ENDEREÇO: Av. Tomé Portes Del Rei, 761 – Jardim Ana Emília – Taubaté
ENTRADA FRANCA
INFORMAÇÕES: (11) 98197.6003 – Ass. De Imprensa: Greison Junior
LINK DO TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=Hfm8oyd9WvU

RELEASE
O documentário conta a história da pianista, acordeonista, maestrina e compositora MAGDALENA QUERIDO GUISARD, nascida em Taubaté em 1914 e falecida prematuramente aos 41 anos no ano de 1956. Sua obra musical é notável, tendo gravado 8 discos pela Gravadora Continental na década de 40. Ganhou o Primeiro Prêmio da Rádio Nacional do Rio de janeiro em 1939 e foi muito elogiada pelo compositor Ary Barroso que queria exclusividade com ela na Rádio. Foi estrela com programa proprio na Rádio Difusora Taubaté e a primeira Maestrina da região. Infelizmente sua memória acabou caindo no esquecimento e agora está sendo resgatada pelo cineasta e documentarista Dimas Oliveira Junior.

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DIMAS OLIVEIRA JUNIOR
Jornalista-Diretor de Cinema/Documentarista
Site: https://dimasoliveirajunior.wixsite.com/dimas
Youtube-Canal: www.youtube.com/dimasoliveirajunior
facebook: https://www.facebook.com/dimasoliveirajunior
Instagram: @dimasoliveirajunior
Whatsapp: (11) 9 8197.6003

Endereço

Avenida Tomé Portes Del Rei, 761, Jardim Ana Emília
Taubaté, SP
12070610

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 13:00 - 17:00
Segunda-feira 08:00 - 12:00
Terça-feira 13:00 - 17:00
Terça-feira 08:00 - 12:00
Quarta-feira 13:00 - 17:00
Quarta-feira 08:00 - 12:00
Quinta-feira 13:00 - 17:00
Quinta-feira 08:00 - 12:00
Sexta-feira 13:00 - 17:00
Sexta-feira 08:00 - 12:00

Telefone

1236313955

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Bom dia mundooo.
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linda homenagem a dona Thereza Marcondes.
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Grupo de empreiteiros das obras do Hospital Santa Isabel, tomado na inauguração em 1914, ao lado de diretores. Em pé, da esquerda para a direita: José Angelo Lotufo (Funilaria); Bento Alvarenga (Pintura); João Giacomini (Marcenaria); Cel. Augusto Cesar Monteiro (Tesoureiro); Camilo Gomes Quintanilha (Construção); João Ferrari (Carpintaria); Amaro Negrini (Serralheria); Sentados: Rosalbino Santoro (Material de construção) e Capitão José Cirilo Lobato (Vice Provedor).
Exposição de veículos da Ford na Praça Dom Epaminondas em meados da década de 1970. Ao fundo na direção dos veículos, observe-se a fachada do novo prédio que seria o futuro Banco Itaú fazendo divisa com a Drogaria Central e Hotel São Nicolau. Atrás dos veículos note-se a ausência do Hotel Metro.