Museu do Surfe

Museu do Surfe Aloha spirit come and go! A página para ouvir e contar histórias de nossas praias e surfistas .

A exposição pode ser visitada de quarta a sexta-feira, das 13h às 19h, e aos sábados, das 11h às 19h, na Rua XV de Novem...
18/08/2026

A exposição pode ser visitada de quarta a sexta-feira, das 13h às 19h, e aos sábados, das 11h às 19h, na Rua XV de Novembro, 146, no Centro Histórico de Santos. A parceria com a Futrica reforça justamente essa ideia: o patrimônio não é apenas algo a ser preservado, mas também um ativo capaz de gerar conhecimento, experiências, criatividade e novas possibilidades.

Nosso artigo de hoje conta um pouco da relação entre o surfe como um ativo da economia criativa.

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Fabrício Uchôa, de BertiogaPor Gabriel Davi PierinFabrício de Mendonça Uchôa nasceu em Ribeirão Preto, em 22 de agosto d...
16/08/2026

Fabrício Uchôa, de Bertioga

Por Gabriel Davi Pierin


Fabrício de Mendonça Uchôa nasceu em Ribeirão Preto, em 22 de agosto de 1955, segundo dos quatro filhos de Paulo Sebastião de Mendonça Uchôa e Maria Amália Padilha, ambos de famílias de fazendeiros da região. Paulo nasceu em 1954, Alexandre, o Baleia, em 1958, e Valéria completava a família. A produção de café, gado, arroz e milho fazia parte da história dos Uchôa, cuja ascendência paterna remontava a Alagoas e, antes disso, como quase toda família brasileira, a Portugal.

O mar entrou na vida dos irmãos durante as férias em Bertioga, onde os pais tinham uma casa a duas quadras da praia, atrás do tradicional Hotel 27, que existe até hoje. Paulo foi o primeiro a surfar, com um longboard Glaspac comprado na loja Mesbla, em São Paulo, em 1968. Fabrício começou pouco tempo depois com uma Surf Champion, fabricada pelo visionário Christian Frutig. Logo estavam atravessando o Canal de Bertioga, remando para chegar à Prainha Branca ou surfando em frente ao Hotel 27, iniciando a história do surfe do Bertioga.

Vizinho da família, Alex Du Mont acompanhou os primeiros passos dos irmãos e tornou-se companheiro de muitas surftrips. Paulo também começou a fabricar pranchas de isopor, inspirado em revistas estrangeiras. Usava resina epóxi e até improvisou um aquecedor para acelerar a cura do glass. Por volta de 1970 ou 1971, surgiu a Crow Surf Board, provavelmente a primeira prancha feita na Bertioga, com a logomarca de um corvo.

O surfe virou paixão e caminho para o mundo. Em 4 de novembro de 1974, Paulo e Fabrício viajaram para Punta Hermosa, no Peru, onde permaneceram cinco meses, explorando picos como Señoritas e Kontiki. Depois seguiram para El Salvador, surfando Punta Rocas e Sunzal. Em novembro de 1975, os irmãos Uchôa partiram para o Havaí, onde permaneceram no inverno havaiano até abril de 1976. Antes de voltar ao Brasil, ainda passaram três meses em El Salvador.

A partir daí, Havaí, Bali, El Salvador e Brasil passaram a se alternar conforme as temporadas de ondas. Fabrício foi, segundo o relato da família, o segundo brasileiro a surfar em Gradjagan, na Ilha de Java, logo depois de João Príncipe de Orleans e Bragança, o primeiro brasileiro. Em Bali, Uluwatu era um de seus picos preferidos — tanto que deu esse nome a um veleiro que mantinha no Canal de Bertioga.

Para os irmãos Uchôa surfar era liberdade, viagem e aventura. Alex lembra que Paulo e Fabrício estavam entre os primeiros brasileiros a enfrentar Waimea e recorda um grande mar em Imbituba, quando a bravura dos dois chamou a atenção de Mike Tabeling.

Paulo morreu em 2016 e Alexandre, em 2022. Das férias em Bertioga às ondas do Peru, Havaí, Bali e Java, os Uchôa construíram uma história em que o surfe nunca foi apenas esporte: foi uma maneira de conhecer o mundo. É essa trajetória que Lucília, esposa de Fabrício, ajuda a preservar ao recontar as histórias vividas pelos irmãos e a manter viva a memória de uma família que encontrou no mar uma forma de liberdade, amizade e descoberta.

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Fabrício de Mendonça Uchôa nasceu em Ribeirão Preto, em 22 de agosto de 1955, segundo dos quatro filhos de Paulo Sebasti...
11/08/2026

Fabrício de Mendonça Uchôa nasceu em Ribeirão Preto, em 22 de agosto de 1955, segundo dos quatro filhos de Paulo Sebastião de Mendonça Uchôa e Maria Amália Padilha, ambos de famílias de fazendeiros da região.

A história dos irmãos Uchôa está em nossa coluna de hoje, em A Tribuna.

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Alain da East Coast FoamPor Gabriel Davi PierinAlain Birnbaum nasceu em 26 de julho de 1953, em São Paulo. De origem fra...
10/08/2026

Alain da East Coast Foam

Por Gabriel Davi Pierin


Alain Birnbaum nasceu em 26 de julho de 1953, em São Paulo. De origem francesa — seu pai era cirurgião-dentista e sua mãe, brasileira, filha de franceses — cresceu no Jardim Paulistano e estudou na escola francesa Lycée Pasteur. No Guarujá, integrou uma geração de surfistas da capital paulista.

A turma reunia Thyola, Brito, Roberto Teixeira, Marcelo Fló (Magoo), Sérgio Sachs, Carlos Motta, Luciano, Sidão, Egas Muniz, Edgar, Sérgio Nasser, Reinaldo Dragão e Paulo Zanotto. Do Guarujá, Silvinho, Boi, Preto, Neco e Jaiminho; de Santos, Cokinho, Vagnão e tantos outros. O Guarujá era a base, mas a busca pelas melhores ondas levou aquela geração a explorar o Litoral Norte, especialmente com swells de sul e vento nordeste. Ele acredita que sua turma esteve entre os primeiros surfistas da capital a percorrer sistematicamente os picos entre Juquehy e Maresias.

Dos campeonatos que participou ele lembra do primeiro Campeonato Brasileiro, em Ubatuba, além de algumas disputas no Guarujá. Era uma época em que o surfe ainda começava a se estruturar nas competições e no mercado nacional.

Em 1974, depois de enviar uma carta e despertar o interesse de Brent Williams em fabricar e obter a exclusividade da marca East Coast Foam no Brasil, Alain viajou aos Estados Unidos e passou cerca de três meses em Cocoa Beach, na Flórida, aprendendo a tecnologia de expansão do poliuretano para fabricação de blocos.

De volta a São Paulo com os equipamentos e moldes de concreto produzidos sob medida por Brent Williams, Alain se associou no ano seguinte, a Sérgio Sachs e Marcelo Fló (Magoo) para criar a East Coast Foam do Brasil, provavelmente uma das primeiras iniciativas de fabricação de poliuretano para pranchas no estado.

Dependente de matéria-prima importada, a empresa acabou prejudicada pelo aumento das taxas de importação. Os três ainda estudavam — Alain fazia Economia, Sérgio estava ligado à indústria da família e Magoo cursava Direito. “Faltou energia ou visão para imaginar no que a indústria do surfe iria se transformar”, reconhece Alain.

Alain conheceu nos Estados Unidos Johnny Rice e o convidou para vir ao Brasil. Rice ficou inicialmente na casa de Alain, em São Paulo, e depois se estabeleceu na praia do Tombo, no Guarujá.

Por influência de Alain, Mike Tabeling, vice-campeão norte-americano de longboard em 1968, veio ao Brasil, ampliando o intercâmbio entre os surfistas brasileiros e a cena internacional. Na viagem à Flórida, Alain conheceu suas pranchas modelo Fish e, ao retornar, trouxe uma Fish 5'8", revolucionária para os padrões brasileiros, com rabeta mais aberta e biquilha. Depois de passar por São Paulo e Guarujá, Tabeling seguiu com Sérgio Sachs e Luciano Filioglia, que trabalhava na produção da East, para Imbituba e Guarda, onde Tabeling impressionou os surfistas locais em ondas grandes com sua Fish.

Em 1978, Alain mudou-se para a Europa e, posteriormente, para os Estados Unidos, retornando ao Brasil em 1984. Mais de cinco décadas depois de começar a surfar, Alain permanece ativo, dividindo suas sessões entre Baleia, Cambury e Maresias e realizando cerca de duas viagens por ano em busca de boas ondas. Sua história atravessa um período decisivo da evolução do surfe brasileiro, mas talvez seu maior legado esteja na amizade construída com Sérgio. Iniciada quando o surfe ainda dava seus primeiros passos no país, ela resistiu ao tempo, acompanhando a descoberta de novos picos, a evolução das pranchas, dos materiais e o nascimento da indústria nacional do surfe. Décadas depois, os dois continuam entrando no mar lado a lado, mostrando que algumas das melhores histórias do surfe não são escritas apenas pelas ondas surfadas, mas pelos laços que elas ajudam a construir.

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O Vila Criativa é um espaço para aprender, fazer amizades e conquistar novas oportunidades. Com cursos gratuitos para to...
09/08/2026

O Vila Criativa é um espaço para aprender, fazer amizades e conquistar novas oportunidades. Com cursos gratuitos para todas as idades, o programa já mudou a vida de milhares de pessoas em Santos. Faça parte você também e descubra um novo caminho para o seu futuro!

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Alain Birnbaum nasceu em 26 de julho de 1953, em São Paulo. De origem francesa — seu pai era cirurgião-dentista e sua mã...
04/08/2026

Alain Birnbaum nasceu em 26 de julho de 1953, em São Paulo. De origem francesa — seu pai era cirurgião-dentista e sua mãe, brasileira, filha de franceses — cresceu no Jardim Paulistano e estudou na escola francesa Lycée Pasteur. No Guarujá, integrou uma geração de surfistas da capital paulista.

A história de Alain está em nossa coluna de hoje, em A Tribuna.

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Ricardinho da Casa São PedroPor Gabriel Davi PierinNascido em 6 de setembro de 1956, em Santos, Ricardo Blanco Figueired...
02/08/2026

Ricardinho da Casa São Pedro

Por Gabriel Davi Pierin


Nascido em 6 de setembro de 1956, em Santos, Ricardo Blanco Figueiredo, o Ricardinho Blanco, cresceu cercado pelo mar. Filho de portugueses por parte do seu pai, Henrique, e de espanhóis por parte da sua mãe, Arlette, mudou-se ainda criança para o Caravelle, um dos prédios pé na areia, no José Menino. A proximidade com a praia e a vista da ilha Urubuqueçaba despertaram cedo a paixão pelas ondas.

Como muitos garotos da época, começou brincando nas Planondas de isopor e nas pranchas improvisadas de madeirite. A criatividade logo falou mais alto. Aproveitando os materiais da tradicional Casa São Pedro, loja de seu pai, na Ponta da Praia, passou a fabricar suas próprias pranchas. No fim dos anos 1960 e início dos 70, experimentou novas técnicas em uso, isolando o isopor com Cascolac antes da laminação.

Ricardinho fez parte da lendária turma da Zona do Agrião, que mais tarde daria origem ao tradicional turma do Murinho, em frente a tradicional Clube Caiçara, ponto de encontro de gerações de surfistas. Entre seus companheiros estavam os irmãos Edinho Orca e Ênio Cabeça, Cubano, Musgão, Gui, Arraul, Zizo e Geraldo Mantilla, Laio, Adelino Gonçalves, Chico Brutus, além da família Mansur. Amizades que permanecem vivas há mais de cinco décadas.

Em 1977, casou-se e mudou-se para São Sebastião, onde seu pai mantinha uma filial da Casa São Pedro, na Avenida Altino Arantes. Morando sobre a loja, dividia o tempo entre o trabalho, a fabricação de pranchas e sessões rápidas de surfe em Guaecá, Camburi e Maresias. Foi ali que ajudou a organizar, por volta de 1978, aquele que considera ter sido o primeiro campeonato de surfe de São Sebastião, realizado no Canto do Moreira, em Maresias, com apoio da prefeitura e de uma surf shop local.

Paralelamente, desenvolveu outra paixão: a fotografia. Em 1977 adquiriu seu primeiro equipamento semiprofissional e, anos depois, montou um dos primeiros laboratórios manuais de fotografia colorida de Santos. Fotografou casamentos, eventos e, principalmente, o universo do surfe. Seu olhar registrou pioneiros, campeonatos e personagens que hoje fazem parte da memória do surfe.

Embora tenha participado de alguns campeonatos, Ricardinho sempre preferiu o free surf. Admirador de Greg Noll, emocionou-se ao conhecê-lo em Santos e mostrar uma fotografia dos pioneiros locais homenageando o ídolo com as tradicionais bermudas listradas.

Surfista, fotógrafo, shaper, formado em Educação Física pela FEFIS e eterno apaixonado pelo mar, Ricardinho Blanco ajudou a construir, viver e preservar uma parte importante da história do surfe santista. Casado com Silvia Cristina, pai de Tabatha e Talitha, frutos de seu primeiro casamento, e avô de Lucas e Théo, sua trajetória prova que algumas das melhores ondas permanecem vivas na memória de quem teve o privilégio de surfá-las.

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Últimos dias para aproveitar a Festa Inverno Criativo com shows, gastronomia e transporte grátis em Santos.Prefeitura de...
31/07/2026

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Surfista, fotógrafo, shaper, formado em Educação Física pela FEFIS e eterno apaixonado pelo mar, Ricardinho Blanco ajudo...
28/07/2026

Surfista, fotógrafo, shaper, formado em Educação Física pela FEFIS e eterno apaixonado pelo mar, Ricardinho Blanco ajudou a construir, viver e preservar uma parte importante da história do surfe santista.

A história completa de Ricardinho Blanco você confere em nosso artigo de hoje, em A Tribuna.

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Festa Inverno Criativo Santos 2026. Chegou o evento que vai aquecer a cidade com uma programação pra toda a família. Dur...
27/07/2026

Festa Inverno Criativo Santos 2026. Chegou o evento que vai aquecer a cidade com uma programação pra toda a família.

Durante um mês, o Parque Valongo recebe shows, atrações culturais, gastronomia, atividades para todas as idades e ações solidárias.

Entrada gratuita. Venha viver essa experiência!

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Av. Presidente Wilson - José Menino
Santos, SP
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