Amo a História de Salvador - By Louti Bahia

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Amo a História de Salvador - By Louti Bahia 430 mil fãs Instagram+ Facebook. Pesquisa realizada por Louti Bahia, Especialista em Desenvolvimento Regional, Urbano e Ambiental.

Aqui temHistória, Memória, Identidade Cultural e Pertencimento. 172 mil fãs no Facebook e Instagram. Meu propósito, com a Amo a História de Salvador, é contribuir para o resgate da nossa identidade cultural através de retratos da nossa história. Acredito que alimentando a memória das pessoas diariamente com imagens do passado seja possível ampliar a consciência cidadã e, com isso, fortalecer a opinião pública, levando a posturas mais críticas e ativas na preservação da nossa cidade e no resgate da vida simples, do bem-estar, da gentileza, do sentimento de comunidade que podemos voltar a experimentar na nossa amada Salvador.

O Elevador Lacerda deve mesmo mudar de nome? O que você acha disso?Pra contextualizar: O Elevador Lacerda foi erguido, o...
19/09/2026

O Elevador Lacerda deve mesmo mudar de nome? O que você acha disso?

Pra contextualizar:

O Elevador Lacerda foi erguido, originalmente, em 1873 e seu nome original era Elevador Hidráulico da Conceição. Em 1896, por sugestão do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, ele foi rebatizado como Elevador Lacerda em homenagem aos seus construtores, o pai e dois filhos da família Lacerda. Em 1930, o elevador foi reformado e ampliado, ganhando a segunda torre e a passarela que liga ela à torre original. É com esse formato que o conhecemos hoje.

A proposta de mudar o nome para Elevador Makota Valdina partiu da vereadora Eliete Paraguaçu e está assentada na luta contra o racismo porque o construtor do elevador, o pai Antônio Francisco de Lacerda era traf**ante de escravizados e inclusive possuia navios negreiros.

Já Makota Valdina foi uma educadora baiana negra e uma das principais ativistas contra o racismo e a intolerância religiosa no Brasil. Também fez parte do Conselho Estadual de Cultura da Bahia em defesa das expressões de matriz africana. Sua atuação rendeu merecidos prêmios e reconhecimento nacional, incluindo o título de "Mestra Popular do Saber" concedido pela Fundação Gregório de Mattos.

(Pesquisa e texto: Louti Bahia. Repost: Amo a História de Salvador - Louti Bahia
Post original: Site Bahia Notícias)

18/09/2026

A obra de arte corria perigo de cair. Aí, a Prefeitura de Fortaleza contratou uma empresa para removê-la com segurança.
E então a empresa contratada derrubou a estátua no chão ☹️☹️☹️☹️☹️☹️☹️☹️

Post original: g1.ceara
Repost: Amo a História de Salvador - Louti Bahia

Você sabia que a região da Gamboa de Baixo começou a ser ocupada desde o século XVI, o mesmo século da fundação da Cidad...
16/09/2026

Você sabia que a região da Gamboa de Baixo começou a ser ocupada desde o século XVI, o mesmo século da fundação da Cidade do Salvador?

É que antes da nossa cidade ser construída, existiu a Vila do Pereira onde atualmente existe o Porto da Barra.

Essa vila foi erguida pelo donatário da Capitania da Bahia de Todos os Santos, Francisco Pereira Coutinho, entre 1534/1536. Ela foi a primeira morada dos colonos portugueses aqui.

A partir de 1549, quando a Cidade do Salvador foi erguida, dois caminhos eram mais utilizados para ir da antiga vila até a primeira cidade do Brasil.

Na parte alta, existia um caminho aberto na mata que que deu origem ao atual Corredor da Vitória. Mas era bem perigoso por conta da presença de tribos indígenas inimigas e também pelo risco de dar de frente com animais ferozes da Mata Atlântica, especialmente a temida onça.

Então, naturalmente, o caminho de baixo, pelo mar ou beirando a encosta a pé, virou uma boa opção e acabou estimulando a ocupação da região que hoje conhecemos como Gamboa.

E você sabia que existem lá as ruínas do antigo Forte da Gamboa ou Bateria de São Paulo da Gamboa? É uma pequena construção militar de 1720 que fez parte de uma nova estratégia de reforço da defesa da cidade.

No início do século XVIII, fortes maiores foram erguidos na parte alta da cidade. Para auxiliá-los, pequenos fortes foram erguidos na beira do mar, na mesma direção. O nome técnico da construção menor é revelie.

Além do forte e do revelie, o conjunto foi completado com a construção da Casa da Pólvora, atual Quartel dos Aflitos.

O Forte da Gamboa atirava junto com o Forte de São Pedro que f**a lá no alto, ao lado do Campo Grande. Caso uma embarcação conseguisse ultrapassar a linha de tiro do forte de São Pedro, o Forte da Gamboa fazia o combate frontal.

Essa nova tecnologia e lógica militar faziam parte do Tratado do Desenho Francês, o que havia de mais avançado na Europa do século XVIII.

Perceba como Salvador era importante no cenário mundial e recebia grandes investimentos para ter seu território protegido contra os invasores europeus.

(Pesquisa e texto: Louti Bahia Amo a História de Salvador - Louti Bahia. Fotos: AHMS e IMS)

Do tempo que o rio Camaragipe ainda era vivo e abastecia Salvador com água potável.Essa foto é o retrato de um tempo que...
14/09/2026

Do tempo que o rio Camaragipe ainda era vivo e abastecia Salvador com água potável.

Essa foto é o retrato de um tempo que marcou uma virada de chave na história de Salvador. Foi o momento em que o crescimento do tecido urbano da nossa cidade foi, intencionalmente, direcionado para o meio do território. Note que a antiga rodoviária estava em construção e o Iguatemi também. Uma grande obra pública e uma grande obra privada que ajudaram a puxar o crescimento da cidade para esse lado junto com a construção da Avenida Paralela, do Centro Administrativo e das avenidas de vale.

Perceba que os bairros mais novos de Salvador estão justamente aí enquanto os mais antigos estão na borda litorânea, tanto na Baía de Todos os Santos quanto no lado do Oceano Atlântico. E o resultado da criação desse novo eixo de desenvolvimento foi o surgimento de um novo centro econômico desse lado e consequente esvaziamento do outro centro composto pelos bairros mais antigos da cidade, especialmente pelo Centro Histórico.

Essa região da foto atualmente é também o ponto de maior congestionamento, da cidade. E não existe mais nenhum terreno desocupado. E o rio Camaragipe, infelizmente, morreu porque foi transformado num imenso esgoto a céu aberto.

Na época dessa foto, ele era tão vivo que a sua água era usada para consumo da população. Mas a partir de 1987, ele perdeu essa função. E de lá pra cá, Salvador tem que ir buscar água potável cada vez mais longe. 40% vem do Rio Joanes que sequer passa em Salvador, circula pelos outros municípios da Região Metropolitana. E 60% da água vem de mais longe ainda: a represa Pedra do Cavalo, em Cachoeira.

(Pesquisa e texto: Louti Bahia Amo a História de Salvador - Louti Bahia. Foto: AHMS)

13/09/2026

É vergonhoso o estudo contratado pela Prefeitura de Salvador para alterar, pela milésima vez, o PDDU. Veja o vídeo até o fim.

Numa audiência no Ministério Público da Bahia, o professor Luiz Roberto Santos Moraes, referência nacional em saneamento básico, demonstrou erros absurdos na consultoria milionária feita pela FGV, contratada pela Prefeitura.

Até Lei que já foi derrubada eles citaram como se estivesse em validade. É com base nesses "estudos" que a Prefeitura de Salvador vai mexer, pela milésima vez, no PDDU, o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano da cidade.

É uma vergonha o que vem acontecendo em Salvador. O PDDU virou mecanismo de entrega da cidade aos amigos do Rei.

Lá vem mais destruição da cidade por aí.

(Repost: Amo a História de Salvador - Louti Bahia. Post original: Observatório Do Pddu De Salvador)

Você lembra da fachada original do Shopping Barra? E desse estacionamento na frente, com as vagas mais disputadas da Bah...
13/09/2026

Você lembra da fachada original do Shopping Barra? E desse estacionamento na frente, com as vagas mais disputadas da Bahia?

O Shopping Barra foi inaugurado em 1987, quando eu tinha apenas 13 anos. Lembro bem dessa época.

Até então, Salvador só tinha três grandes shoppings: o Iguatemi, o Itaigara e o Piedade. O Shopping Barra chegou pra atender à região da Barra, Ondina, Graça e Vitória. E logo fez sucesso.

Lembro de muitos momentos bons vividos lá. Tinha um happy hour famoso com karaoke na Praça de Alimentação. As decorações de Natal eram lindas. De tempos em tempos montavam uma pista de patinação no gelo.

E na época do Carnaval, logo nos primeiros anos do surgimento do circuito Barra/Ondina, o shopping f**ava aberto e era um ponto de apoio top pra quem ia pra folia.

Não dá pra esquecer também da Mesbla e da Sandiz. E do famoso quibe do Kalifa. Aliás, não só o quibe: tinham várias delícias.

Na época eram só duas salas de cinema e muito próximas da Praça de Alimentação. Dava pra ouvir o barulho da praça durante a sessão quando alguém abria a porta.

Lembro também de uma mega escola de computação que funcionava lá. Isso mesmo. A gente tomava aula pra aprender a usar um computador. Lembra? 😂😂😂😂😂

Nessa época meu amigo Vinícius Silvany estudava nessa escola e era rato do Shopping Barra. A gente ia sempre de lá pra sede do bloco Cocobambu que do lado do shopping. Era um dos blocos top do Carnaval, comandado pela Asa de Águia de Durval Lélis.

Fomos comissários e depois diretores sociais desse bloco. E o Shopping Barra era nosso ponto de apoio pra almoçar, passear e, logicamente, "azarar umas gatinhas" que ninguém é de ferro.

O Shopping Barra realmente fez parte da minha vida. E da sua? Me conte aí.

(Pesquisa e texto: Louti Bahia Amo a História de Salvador - Louti Bahia. Foto: AHMS)

Oi, pessoal. Minha prima está vendendo móveis maravilhosos de madeira maciça, como este. Tem cristaleira, mesa de jantar...
12/09/2026

Oi, pessoal. Minha prima está vendendo móveis maravilhosos de madeira maciça, como este.

Tem cristaleira, mesa de jantar e cadeiras. Não vou colocar o contato dela aqui, mas se tiver interesse, solicite aqui nos comentários que envio por mensagem

Nossa orla era linda porque era natural, com dunas de areia e coqueiros. Não troco por essa tal “nova orla” de concreto ...
11/09/2026

Nossa orla era linda porque era natural, com dunas de areia e coqueiros. Não troco por essa tal “nova orla” de concreto e cimento.

E antes que cheguem aqui argumentos preguiçosos do tipo “quer viver em área verde vá morar na floresta”, deixa eu explicar uma coisa simples e muito importante: é possível conciliar desenvolvimento urbano com responsabilidade ambiental. É disso que estou falando e não de uma ilusão de intervenção humana zero. Estou propondo o equilíbrio inteligente entre as construções humanas e a preservação natureza.

Mas para que esse equilíbrio aconteça, é preciso ter sensibilidade e identidade cultural. E como elas andam em falta por aqui, sobram projetos inspirados em Miami e sem nenhuma ligação com a nossa cultura e a nossa história. E pelo mesmo motivo, estão destruindo sem pena aos remanescentes de dunas, restingas, rios e lagoas da cidade.

Salvador vem sendo brutalmente descaracterizada e destruída no seu corpo e até na sua alma. O problema é gravíssimo.

(Pesquisa e texto: Louti Bahia Amo a História de Salvador - Louti Bahia. Foto: AHMS)

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