Amo a História de Salvador - By Louti Bahia

Amo a História de Salvador - By Louti Bahia 430 mil fãs Instagram+ Facebook. Pesquisa realizada por Louti Bahia, Especialista em Desenvolvimento Regional, Urbano e Ambiental.

Aqui temHistória, Memória, Identidade Cultural e Pertencimento. 172 mil fãs no Facebook e Instagram. Meu propósito, com a Amo a História de Salvador, é contribuir para o resgate da nossa identidade cultural através de retratos da nossa história. Acredito que alimentando a memória das pessoas diariamente com imagens do passado seja possível ampliar a consciência cidadã e, com isso, fortalecer a opi

nião pública, levando a posturas mais críticas e ativas na preservação da nossa cidade e no resgate da vida simples, do bem-estar, da gentileza, do sentimento de comunidade que podemos voltar a experimentar na nossa amada Salvador.

17/08/2026

Perguntei para a IA como seria o Elevador Lacerda se fosse projetado por outros arquitetos.

Post em parceria: Tempo e cultura Amo a História de Salvador - Louti Bahia

16/08/2026

2 ouros, 1 bronze e vaga antecipada garantida na Olimpíadas. Parabéns, meninas. O Brasil é o país da Ginástica Rítmica.

15/08/2026

Viva a pureza d'alma das crianças!
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Uma das fotos mais preciosas que encontrei. É o Rio Vermelho, gente. Ainda com os muros do antigo forte e com a festa de...
15/08/2026

Uma das fotos mais preciosas que encontrei. É o Rio Vermelho, gente. Ainda com os muros do antigo forte e com a festa de Iemanjá só com pescadores e moradores locais.

Do tempo em que ainda existiam as ruínas do antigo Forte de São Gonçalo. Ele existiu onde atualmente está a igreja maior de Sant'Ana.

Do tempo em que o Rio Vermelho ainda nem tinha o muro de pedra protegendo contra o avanço do mar.

Do tempo em que o Rio Vermelho era a morada das famílias de pescadores.

E, principalmente, do tempo em que todo mundo se vestia de branco e colocava a fé acima da festa porque a data era muito mais religiosa do que profana.

(Pesquisa e texto: Louti Bahia. Fotos: AHMS e BHE)

Sente a paz desse lugar. O Rio Vermelho, hoje o bairro mais boêmio de Salvador, já foi um dos lugares mais bucólicos da ...
14/08/2026

Sente a paz desse lugar. O Rio Vermelho, hoje o bairro mais boêmio de Salvador, já foi um dos lugares mais bucólicos da cidade.

Quando os europeus chegaram por aqui, o Rio Vermelho era habitado pelos tupinambás. Foram eles que encontraram o português Diogo Álvares Correia, quase morto, depois de um naufrágio. Isso aconteceu por volta de 1509 quando a Cidade do Salvador ainda nem sonhava existir. A primeira cidade do Brasil só foi erguida 40 anos depois.

Mas voltando à história do Rio Vermelho, o português Diogo Álvares foi acolhido pelos indígenas e ganhou o nome Caramuru. Desde então, passou a ser o interlocutor entre os nativos e os franceses que vinham pra cá comprar pau-brasil. Eu escrevi franceses mesmo, você não leu errado. Vou explicar essa história.

Os portugueses chegaram ao Brasil em 1500, lá no sul da Bahia, em Porto Seguro. No ano seguinte, enviaram uma expedição exploratória para mapear o novo território e descobrir suas riquezas. Como não encontraram ouro nem prata, não iniciaram logo o povoamento e colonização. Dormiram no ponto por 30 anos. Nesse período, os franceses perceberam o valor do pau-brasil e mantiveram intensas relações comerciais com os indígenas em todo litoral da então Terra de Santa Cruz. Traf**aram muita madeira pra vender na Europa.

Foi nesse contexto que surgiu o personagem Caramuru. Diogo Álvares Correia foi um português que naufragou num navio francês. A embarcação bateu nas pedras do Rio Vermelho, na direção do atual largo da Mariquita.

No séc XVI o Rio Vermelho permaneceu habitado pelos indígenas, mas passou a ter alguns poucos habitantes portugueses, inclusive padres jesuítas que cuidavam de terras da Igreja na região. A paisagem natural era pontuada com algumas casas, currais e armações de pesca.

O Rio Vermelho permaneceu rural até meados do séc XX. Pra você ter uma ideia, no final do séc XIX só existiam três pequenos povoados no local: Paciência, Mariquita e Sant'Ana. A famosa igrejinha que hoje f**a no point do bairro é dessa época: foi erguida em 1852.

Conhecia essa história? Gostou? Então curta, comente e compartilhe.

(Pesquisa e texto: Louti Bahia - Amo a História de Salvador. Fotos: AHMS, BHE)

12/08/2026

Didi é eterno
Renato Aragão

Revolta dos Alfaiates, Revolta dos Búzios, Conjuração Baiana. Mesmo com tantos nomes, você provavelmente não conhece ess...
12/08/2026

Revolta dos Alfaiates, Revolta dos Búzios, Conjuração Baiana. Mesmo com tantos nomes, você provavelmente não conhece essa história.

A Revolta dos Alfaiates não foi liderada pela elite, como a Inconfidência Mineira: foi popular e liderada por negros. Além de objetivar a Independência do Brasil, também lutava pelo fim da escravidão.

Há 227 anos, em 12 de agosto de 1798, Salvador amanheceu cheia de panfletos nas ruas: “Animai-vos, Povo Bahiense, que está por chegar o tempo feliz da nossa liberdade: o tempo em que todos seremos irmãos, o tempo em que todos seremos iguais” ... “o povo será livre do despotismo do rei tirano” ... “homens brancos, pardos e pretos contribuirão para a Liberdade Popular”.

Os revolucionários tentaram mobilizar a população, mas o exército português agiu rápido: invadiu dezenas de casas, torturou os moradores e assim conseguiu chegar aos líderes do movimento.

A Revolta dos Alfaiates teve ampla participação popular: trabalhadores urbanos, comerciantes, militares, meeiros, sapateiros, soldados, artesãos, alfaiates, negros livres e libertos.

O nome “Revolta dos Alfaiates” faz menção à profissão dos seus principais líderes. O nome “Revolta dos Búzios” porque eles usavam búzios nas roupas para se identif**ar.

Independente do nome, o importante é saber que foi um movimento realmente revolucionário combatido com muita violência. Os líderes negros Luís Gonzaga das Virgens, Lucas Dantas, Manuel Faustino e João de Deus Nascimento foram enforcados na Praça da Piedade, no dia 8 de novembro de 1799. Seus corpos foram esquartejados e as partes espalhadas pela cidade para intimidar a população. Já os brancos que faziam parte da revolta não foram punidos ou receberam outras p***s: 500 chibatadas, prisão e degredo.

Os revolucionários baianos se inspiraram nas ideias iluministas, na Revolução Francesa e na Revolução Haitiana. Por isso, a Revolta dos Alfaiates também propunha a instalação de uma República baseada no princípio da igualdade e da democracia.

Já conhecia essa história? Curtiu? Então comente e compartilhe. Vamos espalhar cultura e conhecimento.

(Pesquisa e texto: Louti Bahia Amo a História de Salvador - Louti Bahia. Foto: google)

12/08/2026

Quando um baiano, uma carioca e um paulista que respiram música se juntam, dá nisso. O brasileiro tem o molho.

Sou apaixonado por nossa diversidade musical, cultural, de linguagem, de costumes, de histórias, de lendas, de mistérios, de expressões. Essa é a nossa maior riqueza.

Somos um caldeirão com dimensões continentais. E isso é maravilhoso demais.

(Vídeo: Rede Globo/Conversa com Bial)

A primeira partida não oficial de futebol em Salvador aconteceu em 28/10/1901 no Campo da Pólvora. Na época, o local ain...
10/08/2026

A primeira partida não oficial de futebol em Salvador aconteceu em 28/10/1901 no Campo da Pólvora. Na época, o local ainda era chamado de Campo dos Mártires.

Zuza Ferreira voltou da Inglaterra com uma bola e um livro de regras. Ele improvisou duas traves com pedras e assim começou a história do futebol baiano.

No ano seguinte, o Club de Cricket Victória mudou seu nome para Sport Club Victória e adotou o futebol como modalidade além do cricket, natação, atletismo e remo que já eram praticados desde 1899, ano da sua fundação.

Mas só em 1905 aconteceu a primeira partida oficial de futebol da Liga Baiana de Esportes Terrestres, equivalente ao atual Campeonato Baiano. O Club Internacional Cricket deu 3x1 no Sport Club Victória.

Tudo isso aconteceu no Campo da Pólvora onde os torcedores assistiam as partidas em pé e de paletó. Depois os campeonatos passaram a ser realizados no Campo do Rio Vermelho. Ele f**ava no local que atualmente conhecemos como Fonte do Boi.

Só em 1920 o Campo da Graça foi inaugurado e assumiu o protagonismo. Na verdade, era um pequeno estádio com arquibancadas de madeira. Tinha capacidade para receber 7 mil torcedores e seu nome oficial era Estádio Arthur Morais.

Até então o Bahia não existia. O novo clube só foi fundado em 1931. E em 1932 aconteceu o primeiro BAVI da história, realizado no Campo da Graça: Bahia 3x0 Vitória.

No Campo da Graça aconteceram outros fatos históricos marcantes. Em 1930, o Ypiranga aplicou a maior goleada de todos os tempos num campeonato baiano: 16x0 no Democrata. Em 1934 a Seleção Brasileira fez dois amistosos: deu 8x1 no Bahia e deu 2x1 no Vitória. Em 1938, aconteceu a segunda maior goleada da história dos BAVIs: Bahia 10x2. E em 1939, aconteceu a maior de todas: Bahia 10x1.

A inauguração da Fonte Nova, em 1951, tirou o protagonismo do Campo da Graça. Ele passou a sediar partidas menores até que, na década de 70, foi demolido: o terreno foi vendido para o mercado imobiliário.

(Pesquisa e texto: Louti Bahia - Amo a História de Salvador. Fotos: AHMS e Biblioteca CRD. Fonte de informações: matéria do ge.globo.com, por Rafael Teles, publicada em 29/003/2023: "Da Pólvora à Arena Fonte Nova")

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