Patricia Acurcio Fotografia Mais Artes

Patricia Acurcio Fotografia Mais Artes Artista Plástica, Fotógrafa.

Essa mesa acolhe mais do que objetos — acolhe histórias.Nasceu do desejo de restaurar e transformar: uma madeira marcada...
07/11/2025

Essa mesa acolhe mais do que objetos — acolhe histórias.
Nasceu do desejo de restaurar e transformar: uma madeira marcada pelo tempo que se reinventou em mosaico de memórias.

Usei azulejos que pedi aos meus pais numa viagem — cada cor, um fragmento de afeto.
Foram meses de conversa silenciosa com o objeto, entre o quebrar, o escolher, o colar… até que a forma ganhou voz própria.

Hoje, ela vive comigo, lembrando que fazer com as mãos é também pensar com o coração — é trazer presença, gesto e pensamento para as coisas que nos cercam.

E assim, o convite a refletir sobre o que o tempo te pede para transformar, em vez de descartar?

Sempre gostei de unir objetos e criar dialéticas — encontros inesperados que geram novos sentidos. Nesta pequena composi...
01/08/2025

Sempre gostei de unir objetos e criar dialéticas — encontros inesperados que geram novos sentidos. Nesta pequena composição, reuni um fundo oxidado, um galho seco e uma base bruta. Elementos simples, mas carregados de tempo, silêncio e potência.

Mesmo onde tudo parece ter secado,
mesmo onde o tempo deixou sua ferrugem,
algo insiste em crescer.

Um ramo frágil atravessa o silêncio da matéria –
memória viva fincada no abandono.

Assim, a proposta diálogo entre matéria e memória, entre corrosão e permanência. O metal enferrujado carrega o peso da passagem do tempo. O galho seco se ergue como símbolo de resistência. E sua base clara — ambígua entre pedra ou raiz — sustenta a vida que ainda brota, mesmo no terreno mais árido.

Então.., uma metáfora visual: sobre envelhecer, persistir e se reinventar a partir do que resta.

Hoje, em aula, a professora falou uma frase que me capturou de imediato:“Todo excesso revela uma falta.”Na hora, fiquei ...
16/05/2025

Hoje, em aula, a professora falou uma frase que me capturou de imediato:

“Todo excesso revela uma falta.”

Na hora, fiquei com aquilo martelando na cabeça…
E comecei a refletir sobre como isso é real — e profundo.

Às vezes a gente fala demais, controla demais, se ocupa demais, consome demais… e no fundo, o que está por trás disso tudo é uma falta que ainda não conseguimos nomear.

O excesso seria então um grito disfarçado?
A tentativa de preencher uma lacuna que, muitas vezes, nem sabemos de onde vem?
Falta de amor, de segurança, de aceitação, de sentido…

Fui conectando isso com algo que acredito: a alma humana foi feita para ser inteira, mas carrega feridas, fragmentações, marcas do que nos falta.
E o espaço fragmentado abriga o medo.
Acredito que o medo é o sintoma mais visível de uma alma desconectada do amor.

E aí percebo que o caminho não está em reprimir o excesso, mas em ouvir o que ele está tentando me contar.

Penso então que o excesso aponta para o que está ferido.
E só quem pode curar essa falta é o Amor que me criou — que conhece minhas lacunas e ainda assim me acolhe por inteiro.

Talvez seja hora de a gente se perguntar:
“O que os meus excessos estão tentando esconder?”
A resposta não vem rápido, mas quando vem, liberta.
Porque não se trata de se anular, mas de se reencontrar.
E reencontrar a inteireza que só o Amor — aquele que nos criou — pode restaurar.

Endereço

São Paulo, SP
04552000

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