13/08/2026
Hoje revisitamos “Supostas Cartografias Líquidas”, exposição individual de Isabela Etchenique, com curadoria de Roberto Bertani, que ocupou nosso espaço com uma investigação sensível sobre a relação entre cidade, natureza e tempo.
A partir das relações entre cartografia, arquitetura, geografia e hidrografia, a artista investigava a cidade, seus rios e as transformações provocadas pela ação humana sobre a paisagem. Em sua pesquisa, os cursos d’água, como os rios Tamanduateí, Tietê e Pinheiros, surgem não apenas como elementos geográficos, mas como estruturas vivas, em constante tensão com o ambiente urbano.
Mapas, margens e fluxos se transformavam em matéria para pensar fronteiras, deslocamentos e as tensões entre permanência e mudança. A exposição também propunha um olhar expandido sobre o território, em que o desenho cartográfico deixa de ser fixo e passa a incorporar o acaso, a erosão e a intervenção humana como parte de sua própria construção.
Mais um capítulo entre as exposições, artistas e encontros que fizeram parte da história do nosso espaço.