Memorial do Holocausto

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Memorial do Holocausto 1º Memorial do Holocausto do Estado de São Paulo, dedicado à lembrança do , ao combate do antisemitismo.

O Memorial do Holocausto, fundado em 2017, é referência por ser o primeiro e único centro da memória e pesquisa do Holocausto do Estado de São Paulo. Sua missão pedagógica, desenvolvida por uma equipe de excelência, atua na divulgação, esclarecimento e preservação da memória da morte de seis milhões de judeus, incluindo um milhão e meio de crianças, pela barbárie nazista. Em seu meio de atuação, visando o combate e prevenção a intolerância, em seus aspectos mais abrangentes, destaca-se, em igual forma, a preservação da memória e a honra dos diversos grupos que foram exterminados, como: ciganos, homossexuais, Testemunhas de Jeová, deficientes físicos e mentais, negros, comunistas e aqueles que salvaram vítimas, arriscando a própria vida.

Em maio de 1944, a Segunda Guerra Mundial não estava perto de acabar. Sequer se tinha noção da dimensão dos crimes contr...
19/09/2026

Em maio de 1944, a Segunda Guerra Mundial não estava perto de acabar. Sequer se tinha noção da dimensão dos crimes contra a humanidade perpetrados pelos nazistas. Escondida no Anexo Secreto há bastante tempo, Anne refletia sobre como encarar o passado, dentro dos desafios pessoais que uma menina, prestes a completar 15 anos, tinha.

Hoje, você tem uma oportunidade que 6 milhões de judeus não tiveram. O que você pode fazer para evitar que os erros do passado se repitam? Mais do que falar, como você tem agido?

Estas fotos são de setembro de 1944, quando crianças de Theresienstadt, na antiga Tchecoslováquia, tiveram de encenar a ...
18/09/2026

Estas fotos são de setembro de 1944, quando crianças de Theresienstadt, na antiga Tchecoslováquia, tiveram de encenar a ópera Brundibar para a inspeção da Cruz Vermelha no gueto onde os nazistas confinaram os judeus.

As imagens foram produzidas como propaganda nazista, que mostravam Theresienstadt como o campo modelo, um lugar onde judeus eram muito bem tratados. Esta foi a última de 55 apresentações dentro do gueto de Terezin. Duas semanas depois, a maioria destas crianças foram deportadas para Auschwitz e outros campos no leste europeu.

Um membro da resistência polonesa ao nazismo. Um nazista convicto, carrasco. Juntos na mesma cela, presos pelo comunismo...
17/09/2026

Um membro da resistência polonesa ao nazismo. Um nazista convicto, carrasco. Juntos na mesma cela, presos pelo comunismo. Em 1949, Kazimierz Moczarski, jornalista e ex-integrante do Exército da Pátria, foi colocado na mesma prisão que Jürgen Stroop, general da SS responsável pela destruição do Gueto de Varsóvia. Durante meses, Stroop falou sem arrependimento sobre seus crimes, revelando como a obediência cega, a desumanização e a propaganda transformaram “ninguéns” em executores do genocídio. Quer saber mais sobre este encontro? Arraste para o lado.

“Quando os nazistas tiveram seu comício anual, eles levaram embora nossa cidadania” • Bob Behr tinha 13 anos quando Hi**...
16/09/2026

“Quando os nazistas tiveram seu comício anual, eles levaram embora nossa cidadania” • Bob Behr tinha 13 anos quando Hi**er promulgou as Leis Raciais de Nuremberg, tirando dos judeus seus direitos como cidadãos e os proibindo de se relacionarem com não-judeus.

Isto acarretou em uma série de outras proibições. “Nós não éramos permitidos a ter cachorros ou gatos. Nós não éramos permitidos a ter um carro. Não éramos permitidos a ter telefone. Não éramos permitidos a ter um rádio e assim por diante", relembra Bob. Ele e a mãe continuaram na Alemanha até 1942. Depois, foram deportados para Theresienstadt, na antiga Tchecoslováquia. Bob Behr sobreviveu ao Holocausto. Arraste para o lado para vê-lo criança, com seu cachorro.

Em 15 de setembro de 1935, as Leis Raciais de Nuremberg marcaram um ponto de virada na perseguição aos judeus na Alemanh...
15/09/2026

Em 15 de setembro de 1935, as Leis Raciais de Nuremberg marcaram um ponto de virada na perseguição aos judeus na Alemanha nazista. Estes decretos institucionalizaram o racismo como política de Estado e criaram a base para uma rede cada vez mais sufocante de proibições.

Nos anos seguintes, judeus foram afastados de escolas, profissões, espaços públicos e até da vida cultural cotidiana. Passo a passo, foram isolados, desumanizados e privados de qualquer direito, até culminar na deportação em massa para campos nazistas e no assassinato sistemático de 6 milhões de judeus no Holocausto. Você conhecia todas estas proibições?

📍 Gueto de Lodz, Polônia, setembro de 1942As crianças e jovens das imagens foram separadas de seus pais. Idosos e pessoa...
14/09/2026

📍 Gueto de Lodz, Polônia, setembro de 1942

As crianças e jovens das imagens foram separadas de seus pais. Idosos e pessoas doentes também haviam sido arrancados de suas casas, hospitais e escolas. O destino era o campo de extermínio de Chelmno, a conclusão da operação Gehsperre dos nazistas.

Embora fosse o início do quarto ano de Segunda Guerra Mundial, aquilo nada tinha a ver com o conflito. Para os nazistas, organizar uma operação especial para deportar crianças não era apenas uma questão de “inutilidade para o trabalho”. Era uma forma de aniquilar qualquer futuro da comunidade judaica: sem crianças, não haveria continuidade de vida, e a intenção genocida de Hi**er estava clara desde 1933.

Durante a Gehsperre, o gueto foi bloqueado, casas invadidas e famílias destruídas. Muitos ainda não acreditavam no destino final dos trens, mas a brutalidade da operação tornou evidente que a deportação significava a morte.

POR QUE ISSO É IMPORTANTE?

Em uma guerra, ninguém vence. Todos perdem, crianças sofrem, independente da época em que estamos. Mas note: a ação Gehsperre não encontra paralelo, porque não foi um “efeito colateral” da Segunda Guerra Mundial, mas uma decisão planejada e sistemática de assassinar crianças simplesmente porque eram judias, que é o que torna o Holocausto um evento que deve ser lembrado com responsabilidade e sem comparações.

O que você faz para ter um ano bom e doce? Em Rosh Hashaná de 1944/5705, Menachem Shimoni (nascido Emil Neumann, em Crac...
13/09/2026

O que você faz para ter um ano bom e doce? Em Rosh Hashaná de 1944/5705, Menachem Shimoni (nascido Emil Neumann, em Cracóvia) produziu um calendário judaico de memória para o ano de 5705. Nele, anotou as festas judaicas, os dias especiais e até as porções semanais da Torá, o livro sagrado do povo judeu.

Menachem não estava em seus melhores dias, era prisioneiro do campo de concentração de Bergen-Belsen.

Rosh Hashaná, o Ano-novo judaico, marca não apenas a passagem do tempo, mas também um período de reflexão, julgamento divino e renovação espiritual.

Mesmo em condições extremas, prisioneiros como Menachem se agarravam a símbolos de fé e identidade. Seu calendário ajudou a outros prisioneiros judeus religiosos a suportarem a desumanização nazista resistindo com fé em um novo ano bom e doce. Ou, como se diz em hebraico, shaná tová umetuká.

CURIOSIDADE

O calendário judaico é lunissolar, diferente do calendário gregoriano usado no Ocidente. Isso significa que suas datas são baseadas nos ciclos da lua, ajustados ao ciclo solar. Por isso, as festividades judaicas caem em datas diferentes a cada ano no calendário comum.

11/09/2026

Mesmo nos momentos mais sombrios, a esperança pode encontrar caminhos.

Durante o Holocausto, um menino judeu foi salvo pelo Kindertransport, a operação que levou milhares de crianças para a segurança no Reino Unido. Mas sua história não terminou com o resgate. A pedido dele, o rei George VI também ajudou a salvar seus pais.

Anos depois, essa história nos convida a pensar sobre o significado de Rosh Hashaná: um novo ano, a esperança de um futuro melhor e o desejo de que a vida prevaleça.

Shaná Tová Umetuká. Que seja um ano de paz, saúde e renovação.

10/09/2026

"Bella Ciao", que se popularizou nos últimos anos por causa da série La Casa de Papel, da Netflix, é, na verdade, um hino dos partisans da Itália, a resistência ao nazifascismo durante a Segunda Guerra Mundial. Você sabia disto?

Esta imagem não tem armas, sangue ou destruição, mas é de uma violência imensurável. Um judeu ortodoxo de Kozienice, na ...
09/09/2026

Esta imagem não tem armas, sangue ou destruição, mas é de uma violência imensurável. Um judeu ortodoxo de Kozienice, na Polônia, tem seus peyot cortados por nazistas, que se divertem com a situação, em setembro de 1939.

Peyot são as mechas laterais da cabeça, símbolo de identidade e respeito aos Mandamentos para homens. Assim, o que você vê nesta foto é, além da invasão da individualidade de uma pessoa, a hostilização por um único motivo: trata-se de um judeu.

Kozienice, a cidade da imagem, foi ocupada pelos nazistas em 9 de setembro de 1939. Em janeiro de 1940, a população judaica era de 4,2 mil. Em agosto de 1942, o número dobrou, em consequência do deslocamento de judeus para guetos. No mês seguinte, 8 mil vítimas foram deportadas para o campo de extermínio de Treblinka.

Pode parecer distante da sua realidade, mas tente se ver na mesma situação por algum aspecto da sua religião, algo importante para você. Como se sente? Conte pra gente aqui nos comentários.

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