10/10/2026
Pátria Amada, Brasil, 2026
Em "Pátria Amada, Brasil", Bruno S. Veiga tensiona os símbolos que sustentam a ideia de nação. A obra aproxima a intimidade da casa das estruturas que organizam a vida coletiva, abrindo espaço para refletir sobre as fraturas, os ideais e os paradoxos que atravessam o país.
O que se põe à mesa não é apenas a louça.
É também a ideia de um país que se apresenta como uma pátria de todos, enquanto sustenta desigualdades que definem quem tem acesso ao conforto, à abundância e aos privilégios - e quem permanece à margem deles.
O prato quebrado, disposto como na mesa de uma casa abastada, evidencia uma contradição: aquilo que representa riqueza e distinção para alguns também pode revelar as fraturas de uma sociedade profundamente desigual.
O Brasil é um país marcado por contradições.
Nesse contexto, a arte assume um papel fundamental na construção do pensamento crítico: ela desloca o olhar, provoca perguntas e torna visíveis as estruturas que muitas vezes naturalizamos. Ao criar imagens, símbolos e experiências capazes de tensionar o cotidiano, a arte não oferece respostas prontas, mas abre espaço para a reflexão, para o diálogo e para a imaginação de outras formas de viver em sociedade.
Pátria Amada, Brasil, 2026
Tinta esmalte sobre objeto de cerâmica e objeto de aço
145 x 27 cm
Bruno S. Veiga
Obra disponível.