05/08/2026
Machado de Assis, pela obra de Sisson, pode ter uma visão do passado.
Uma época em que no Brasil, floresciam grandes talentos.
Homens capazes de ocupar importantes posições na administração do Estado e de participar ativamente da vida pública do país.
No Império, a profusão de homens de talento era tamanha que se tornava difícil apontar aqueles que mais se sobressaíam.
Como citado recentemente em publicação no Casa Imperial do Brasil, o Conde Afonso Celso, escrevendo sobre os ministros do Estado afirmou:
“Nenhum ascendeu ao Governo por mero favoritismo ou por capricho, nenhum comprometeu a dignidade governamental, nenhum foi vergonhosamente esmagado, nenhum se portou de maneira ignóbil nem deixou nome odioso na tradição popular. Nunca, um só que fosse, se aproveitou de suas funções para locupletar-se. Todos se exoneravam endividados ou menos ricos. Era um sacrifício ser ministro.”
É difícil ler essas palavras sem pensar no contraste com o cenário político brasileiro das últimas décadas.
Resgatar os valores do Brasil Imperial faz-se cada vez mais necessário.
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Fonte: Publicação da Casa Imperial do Brasil sobre o artigo “Seriedade e Honradez nos Homens do Império”, por Leopoldo Bibiano Xavier, publicado na edição nº 37 do boletim “Herdeiros do Porvir”, de abril, maio e junho de 2014.
Imagem: Ministério de 2 de março de 1861. Litografia de S. A. Sisson, 1861. Acervo Fundação Biblioteca Nacional.