Rio Ontem e Sempre

Rio Ontem e Sempre Um projeto que visa ajudar a divulgação da Cidade Maravilhosa, contando sua história e suas mudanças. Engaje-se com seu "like" e seu comentário. Abraço carioca!

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💎 𝐀 𝐋𝐚𝐠𝐨𝐚 𝐠𝐚𝐧𝐡𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐮𝐦𝐚 𝐨𝐫𝐥𝐚💎📸 1) Augusto Malta – 21/05/1919📸 2) Ponto de vista semelhante no século XXIIpanema crescendo...
27/08/2026

💎 𝐀 𝐋𝐚𝐠𝐨𝐚 𝐠𝐚𝐧𝐡𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐮𝐦𝐚 𝐨𝐫𝐥𝐚💎

📸 1) Augusto Malta – 21/05/1919
📸 2) Ponto de vista semelhante no século XXI

Ipanema crescendo, Leblon começando a ser mais procurado, olhos abertos para a Lagoa Rodrigo de Freitas.

Estamos em 1919, vendo as obras de construção da orla da lagoa, aproximadamente na região da antiga Praia Funda.

Ali seria implantada a via que contornaria boa parte da Lagoa e que conhecemos atualmente como Avenida Epitácio Pessoa.

E, sim, havia praias na Lagoa.

Praia Funda, Praia da Piaçava, Praia do Pinto e outras denominações aparecem em diferentes épocas. A linha d'água também era bastante diferente da atual e, neste trecho, avançava praticamente até os pés do Morro do Cantagalo, chegando à região próxima da antiga Rua Montenegro, atual Vinicius de Moraes.

Grande parte do terreno que vemos hoje entre o morro e a Lagoa simplesmente não existia.

A transformação vinha sendo produzida por sucessivos aterros, muitos deles realizados sem qualquer planejamento geral ou mesmo autorização. Era uma prática recorrente: dragava-se terra e lodo do próprio fundo da Lagoa e o material era utilizado para conquistar terreno sobre suas margens.

Mas esta obra da foto fazia parte de uma intervenção muito mais ampla.

O Rio já estava, desde meados da década de 1910, com os olhos voltados para as comemorações do Centenário da Independência, em 1922.

Isso não signif**a que todas aquelas obras tenham sido concebidas exclusivamente para a futura Exposição. Muitas procuravam resolver problemas urbanos antigos e bastante reais.

Mas eventos desta dimensão costumam fazer uma enorme diferença: criam urgência política e, principalmente, ajudam a fazer aparecer orçamento para que projetos há muito necessários finalmente saiam do papel.

Foi neste ambiente que o engenheiro Paulo de Frontin assumiu a Prefeitura do então Distrito Federal, em janeiro de 1919.

Ficaria apenas até julho daquele mesmo ano, mas iniciou e acelerou uma quantidade impressionante de intervenções pela cidade, várias delas continuadas pelas administrações seguintes, inclusive com importante participação do engenheiro sanitarista Saturnino de Brito, e integradas ao grande processo de transformação do Rio para 1922.

Na Lagoa há um problema particularmente complicado.

Apesar de ser formada principalmente pelas águas doces dos rios que descem das encostas do Corcovado — entre eles o Rio dos Macacos —, a Lagoa Rodrigo de Freitas possuía comunicação natural com o oceano.

Era, portanto, uma lagoa de águas salobras.

Só que essa comunicação com o mar não era permanente.

A abertura fechava-se com areia e precisava ser novamente desobstruída, comprometendo a renovação das águas. O resultado era um problema que atravessaria gerações de cariocas: as recorrentes e enormes mortandades de peixes, com registros desde o século XVIII.

Um dos objetivos das intervenções iniciadas naquele período era justamente estabelecer uma comunicação permanente entre a Lagoa e o mar, melhorando a circulação e renovação de suas águas.

Era uma obra de saneamento, mas também de urbanização.

Ao mesmo tempo em que se trabalhava na comunicação com o oceano, construía-se uma nova margem para a Lagoa, aterrando trechos, regularizando sua orla e abrindo a avenida que passaria a acompanhá-la.

É justamente uma parte dessa transformação que Malta registrou nesta fotografia de 1919.

Mais de cem anos depois, sabemos que o problema foi bastante reduzido, mas nunca completamente eliminado.

A comunicação com o mar continua sendo fundamental para o equilíbrio da Lagoa e o canal ainda sofre com assoreamento e obstruções, exigindo intervenções periódicas para permanecer funcionando.

Ou seja...

Mais de um século depois de Paulo de Frontin, de Saturnino de Brito, dos aterros, dragagens, canais e de uma quantidade enorme de engenharia empregada para tentar resolver o problema...

Ainda é preciso manter permantentemente um horroroso guindaste alí para desentupir o negócio. 😁

E lá se vão mais de 100 anos, orla está aí, é bela. O Jardim de Alah, aterro que margeia o canal, está aí entregue e sendo usado pela sociedade, disputado para saber quem vai gerí-lo.

O canal, de fato, não foi solução final.

As obstruções seguem a cada maré mais forte ou ressaca, comuns numa praia aberta oceânica, e demoram dias / semanas para serem resolvidas.

Além disso, em 1809, a Lagoa Rodrigo de Freitas possuía um espelho d'água de aproximadamente 4,4 Km2. Atualmente é de apenas 2,2 Km2.

Sim, metade aterrada ... E, como colocamos acima, muito (mesmo) disso de forma ilegal.

E, sem purismos, sabemos que o crescimento implica em mudanças e elas precisam acontecer. O agora vai deixando de ser como antes.

Mas f**a sempre a pergunta:

Valeu realmente a pena? Precisava tudo isso mesmo?

Nunca haverá consenso.

Abraço carioca!

(@𝘢𝘯𝘵𝘰𝘳𝘢𝘮𝘰𝘴.𝘳𝘫)

27/08/2026
✈✈✈ QUARTA AÉREA ✈✈✈✈ 𝐎 𝐂𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐨 𝐑𝐢𝐨, 𝐡𝐚́ 𝟏𝟎𝟎 𝐚𝐧𝐨𝐬 ✈📸 1 e 2) c.1930 - IMS📸 2) Ponto de vista semelhante – Século XXIHoj...
26/08/2026

✈✈✈ QUARTA AÉREA ✈✈✈

✈ 𝐎 𝐂𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐨 𝐑𝐢𝐨, 𝐡𝐚́ 𝟏𝟎𝟎 𝐚𝐧𝐨𝐬 ✈

📸 1 e 2) c.1930 - IMS
📸 2) Ponto de vista semelhante – Século XXI

Hoje tem pouca história e mais compreensão e contemplação visual para cada um de nós.

Aliás, pouca história, não! Expressei-me muito mal! De 80 a 90% da história da cidade está aí neste enquadramento.

E não foi por falta de história contada por nós mesmos aqui, que já completamos 5 anos de atividade neste nosso trabalho de amor pela cidade.

Busque usando ...

Para cada uma dessas legendas há pelo menos uma postagem contando algo relativo à sua história.

Exceto uma, talvez: a deste prédio espetacular isolado no meio da Esplanada do saudoso Morro do Castelo desmontado.

Era sede da Associação Cristã de Moços.

Mais sobre a Y.M.C.A. carioca, aportuguesada como A.C.M., falaremos em breve.

Conto com vocês para outros ícones que há, mas não legendei.

Boa viagem! Mas não esqueçam, o Santos Dumont ainda não foi construído embora o aterro do mar para tal já tivesse começado.

Aterrisagens, somente no Galeão!

(@𝘢𝘯𝘵𝘰𝘳𝘢𝘮𝘰𝘴.𝘳𝘫)

💎 𝐒𝐢́𝐥𝐯𝐢𝐨 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐨𝐬, 𝐀𝐦𝐚𝐫𝐨 𝐂𝐚𝐯𝐚𝐥𝐜𝐚𝐧𝐭𝐢 𝐞 𝐮𝐦𝐚 𝐩𝐨𝐥𝐞̂𝐦𝐢𝐜𝐚 𝐦𝐮𝐝𝐚𝐧𝐜̧𝐚 𝐝𝐞 𝐧𝐨𝐦𝐞💎📷 1) Senor Abravanel – década de 1940📷 2) Guilherme ...
25/08/2026

💎 𝐒𝐢́𝐥𝐯𝐢𝐨 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐨𝐬, 𝐀𝐦𝐚𝐫𝐨 𝐂𝐚𝐯𝐚𝐥𝐜𝐚𝐧𝐭𝐢 𝐞 𝐮𝐦𝐚 𝐩𝐨𝐥𝐞̂𝐦𝐢𝐜𝐚 𝐦𝐮𝐝𝐚𝐧𝐜̧𝐚 𝐝𝐞 𝐧𝐨𝐦𝐞💎

📷 1) Senor Abravanel – década de 1940
📷 2) Guilherme Santos – c.1930 – Escola Amaro Cavalcanti em Botafogo
📷 3) Esquina de Praia de Botafogo e Rua Marquês de Olinda – Séc. XXI
📷 4) Revista “O Cruzeiro” – c. 1940 – Escola José de Alencar
📷 5) Escola Rodrigues Alves - 1914 –Antônio Caetano Ribeiro da Costa – Biblioteca Nacional e Coleção Klerman Alves

Em setembro de 2024, uma decisão da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro provocou uma enorme polêmica: o tradicional Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, no Largo do Machado, teve seu nome alterado para Colégio Estadual Senor Abravanel.

A homenagem era para ninguém menos que Sílvio Santos, morto pouco mais de um mês antes.

Carioca, nascido na Lapa em 1930, Senor Abravanel havia estudado na Escola Técnica de Comércio Amaro Cavalcanti e se formado em Contabilidade.

A mudança, entretanto, não agradou muita gente.

Professores, alunos e antigos alunos protestaram contra a retirada do nome Amaro Cavalcanti, que identif**ava o colégio havia mais de 60 anos. A polêmica chegou à ALERJ, onde foi apresentado um projeto para devolver à escola seu nome anterior.

Mas quem foi Amaro Cavalcanti?

Amaro Bezerra Cavalcanti nasceu no Rio Grande do Norte, em 1849, e teve uma carreira distinta: senador, ministro da Justiça, ministro do Supremo Tribunal Federal, ministro da Fazenda e, entre 1917 e 1918, prefeito do então Distrito Federal — o nosso Rio de Janeiro.

Educação profissional não era assunto estranho ao antigo prefeito. Durante sua administração, Amaro Cavalcanti participou diretamente de iniciativas para o desenvolvimento desse tipo de ensino na cidade.

Morreu no Rio em 1922 e seu nome acabaria homenageando uma escola técnica secundária.

E é aí que a história começa a f**ar interessante.

Vemos em foto a Escola Amaro Cavalcanti funcionando, por volta de 1930, num belíssimo palacete da Praia de Botafogo, nº 296, esquina com a Rua Marquês de Olinda.

⭐ Detalhe maravilhoso: o Corcovado com o Cristo Redentor em construção, com os andaimes da obra o circundando.

O casarão desapareceria poucos anos depois. Foi demolido em meados dos anos 1930 e, no terreno, surgiu o Edifício Pimentel Duarte, que também demolido décadas depois, deu lugar ao prédio do Centro Comercial de Botafogo.

Sem sua sede, a Amaro Cavalcanti ainda passou provisoriamente pelo Edifício A Noite, na Praça Mauá, até que, em 1938, ganhou uma nova casa.

Só havia um pequeno problema.

Já tinha uma escola lá.

Era a Escola Rodrigues Alves, na esquina da Rua do Catete com a Silveira Martins.

Pra resolver isso, os alunos da Rodrigues Alves foram transferidos para Laranjeiras.

Sim, foram enviados para a Rua Laranjeiras, 397 ... e você pensou o mesmo que eu pensei quando pesquisei esta história, né? Sim, onde hoje está a Escola José de Alencar. O Rio é pequeno ... 😄

E o então prédio do Rodrigues Alves, em frente ao Palácio do Catete, passou a abrigar a Escola Técnica de Comércio Amaro Cavalcanti.

E o Sílvio Santos com isso?

Em 16 de fevereiro de 1943, O Jornal, importante diário carioca dos Diários Associados de Assis Chateaubriand, publicou a relação dos candidatos às provas de admissão da Escola Amaro Cavalcanti, que seriam realizadas nos dias 18 e 19.

O jornal informa o endereço da escola: Rua do Catete.

Depois distribui os candidatos pelas salas onde fariam as provas.

E lá está ele.

Na sala 8 aparece um garoto de 12 anos chamado:
“Seno Abravanel” (sic).

Sim, faltou o R. 😄

Era Senor Abravanel começando sua história na Escola Amaro Cavalcanti.

Portanto, uma coisa agora podemos documentar: quando Sílvio Santos ingressou na Amaro Cavalcanti, ela não funcionava no Largo do Machado.

Funcionava na esquina da Silveira Martins com a Rua do Catete.

E faço aqui uma pausa para uma coincidência pessoal que tornou essa pesquisa ainda mais divertida.

Muitos anos depois, eu também estudei naquele prédio, no querido Rodrigues Alves, que, como veremos mais à frente, voltou pro seu prédio original.

Não, não fui colega do Sílvio Santos. Ele era um pouquinho mais velho! 😂

E como adiantei, em 1947 decidiu-se devolver o prédio à Escola Rodrigues Alves e a Amaro Cavalcanti teria novamente que arrumar suas malas.

Dois anos depois, em 1949, encontramos a inauguração de sua nova sede: na Praça Duque de Caxias.

Se você acompanha o RO&S sabe que, até 1949, o Largo do Machado era oficialmente Praça Duque de Caxias.

Portanto, a mesma Escola Amaro Cavalcanti na qual Senor Abravanel havia ingressado na Rua do Catete acabou efetivamente chegando ao Largo do Machado.

E como o curso de formação comercial de Sílvio durava minimamente seis anos, ele atravessou esse período. Assim, não há contradição em dizer que Sílvio Santos estudou na Escola Amaro Cavalcanti no Largo do Machado.

Só não começou lá.

E aqui aparece uma diferença importante nessa história.

O belíssimo prédio que já existia no Largo do Machado tinha uma história muito mais antiga.

Fora inaugurado em 1875, ainda no Império, como Escola da Freguesia de Nossa Senhora da Glória e posteriormente passou a abrigar a Escola José de Alencar.

José de Alencar e Amaro Cavalcanti eram, portanto, instituições diferentes.

A documentação mostra a Escola Amaro Cavalcanti funcionando no Largo do Machado pelo menos até 1962.

E somente em 1963 aquele estabelecimento passaria oficialmente a chamar-se Colégio Estadual Amaro Cavalcanti.

E colégio estadual não é extensão de escola técnica. São ensinos distintos.

Sessenta e um anos depois, em 2024, veio a decisão de retirar o nome Amaro Cavalcanti e substituí-lo por Senor Abravanel.

A justif**ativa era verdadeira: Sílvio Santos realmente havia estudado na Escola Técnica de Comércio Amaro Cavalcanti.

Mas a história completa é um pouquinho mais complicada do que parece.

A Escola Amaro Cavalcanti em que Sílvio ingressou não nasceu naquele prédio.

Passou por Botafogo, pelo Edifício A Noite e pelo prédio da Escola Rodrigues Alves antes de finalmente chegar ao Largo do Machado.

E o nome que desapareceu em 2024 não era apenas uma placa na fachada.

Era a homenagem a outro personagem da história do Rio e, havia mais de seis décadas, parte da identidade de uma das mais tradicionais instituições públicas de ensino da cidade.

Talvez o Rio seja grande o bastante para homenagear Amaro Cavalcanti e Senor Abravanel sem precisar apagar um para lembrar do outro.

Até porque Sílvio Santos, carioca da gema, certamente não está precisando tomar emprestado o lugar de ninguém para ser lembrado por esta cidade. Não precisa estar em projeto de deputados, que deveriam ter outras prioridades, inclusive em relação ao próprio colégio.

Senor foi muito maior do que isso e será lembrado independentemente de ter seu nome forçado em qualquer lugar.

Mas de tudo isso, uma coisa eu descobri nesta história toda:

Antes de virar Sílvio Santos, o glorioso “Seno Abravanel”, da sala 8, andou pelos mesmos corredores da minha velha Escola Rodrigues Alves.

Valeu, veterano!

Abraço carioca!

💎 𝐀 𝐥𝐚𝐠𝐨𝐚 𝐯𝐢𝐫𝐨𝐮 𝐥𝐚𝐫𝐠𝐨 𝐞 𝐨 𝐥𝐚𝐫𝐠𝐨 𝐭𝐞𝐯𝐞 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐧𝐨𝐦𝐞𝐬 𝐞 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐚 𝐡𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚 💎📷  1) Marc Ferrez - c.1912📷  2 e 3) – Século XXIIni...
24/08/2026

💎 𝐀 𝐥𝐚𝐠𝐨𝐚 𝐯𝐢𝐫𝐨𝐮 𝐥𝐚𝐫𝐠𝐨 𝐞 𝐨 𝐥𝐚𝐫𝐠𝐨 𝐭𝐞𝐯𝐞 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐧𝐨𝐦𝐞𝐬 𝐞 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐚 𝐡𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚 💎

📷 1) Marc Ferrez - c.1912
📷 2 e 3) – Século XXI

Inicialmente uma Lagoa, a do Suruí, do Tupi “siry’s” – rio dos siris - resultante da bacia hidrográf**a dos rios Carioca e Catete, teve muitos nomes:

👉 Campo das Pitangueiras ou Boitangas;
👉 Largo das Laranjeiras – referência ao Caminho (Rua) das Laranjeiras;
👉 Praça da Duquesa – a Duquesa de Bragança, segunda esposa de D. Pedro I;
👉 Campo ou Largo do Machado – referente a André Machado, oleiro e dono das terras, e não ao grande machado na porta de um açougue no local, embora esta versão também seja aceita popularmente;
👉 Largo de Nossa Senhora da Glória – em referência à igreja homônima;
👉 Praça Duque de Caxias – em 1869, homenagem ao militar Patrono do Exército.

Entretanto, apesar de tudo isso aí, popularmente nunca deixou de ser “Largo do Machado”.

Como era citado, inclusive, nos itinerários de transportes públicos, independente do nome oficial que estivesse “valendo”.

Em 1949, a bela estátua de Caxias foi transferida para a Avenida Presidente Vargas, no Pantheon, onde se encontra até hoje, e, para felicidade geral da nação, o largo voltou a ser definitivamente do Machado.

Pelo menos até que inventem outro nome novamente ... 😄

Em 1954, onde hoje há o chafariz, construído em 1967, ocupando o espaço deixado pela estátua de Caxias, foi colocada a belíssima escultura de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, esculpida em mármore carrara por Giuseppe Navone, em 1907.

Antes ela estava no Palácio São Joaquim, residência do arcebispo da cidade, na Glória.

A Igreja de Nossa Senhora da Glória é a evolução de uma pequena capela dedicada à Nossa Senhora dos Prazeres, a preferida de Carlota Joaquina, esposa de D. João VI, que já estava lá, no mesmo local, desde 1720.

Em 1842, D. Pedro II lançou a pedra fundamental do novo templo, que levou 30 anos para ser finalmente concluíde e oficialmente inaugurado, mas que figura como uma das mais belas construções da cidade.

Na minha opinião, claro. Diferentemente da opinião de figuras pra lá de eminentes como Machado de Assis.

Ele classif**ava a igreja como: “templo grego imitado da Madeleine, com uma torre no meio imitada de coisa nenhuma”.

Era mal humorado o nosso gênio literário ... 🤣

E poderíamos fazer, na verdade já fizemos, muitas outras postagens sobre o Largo do Machado, descrevendo tudo o que lá tem e é histórico, como o atual Colégio Senor Abravanel, a Galeria Condor e até mesmo o Bob’s citado em uma postagem nossa há alguns dias.

O Largo do Machado é um livro com muitos capítulos, um dos maiores, sobre o Rio de Janeiro.

(.rj)

💎 𝐃𝐨𝐮𝐠𝐥𝐢𝐧𝐡𝐚𝐬 - 𝐀𝐥𝐞𝐠𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐚𝐬 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐧𝐜̧𝐚𝐬 𝐞 𝐃𝐞𝐬𝐩𝐫𝐞𝐳𝐨 𝐩𝐞𝐥𝐨 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐚𝐝𝐨 💎📸 1) Douglinhas no Aterro – c.1975📸 2) Mesmo ponto de vist...
23/08/2026

💎 𝐃𝐨𝐮𝐠𝐥𝐢𝐧𝐡𝐚𝐬 - 𝐀𝐥𝐞𝐠𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐚𝐬 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐧𝐜̧𝐚𝐬 𝐞 𝐃𝐞𝐬𝐩𝐫𝐞𝐳𝐨 𝐩𝐞𝐥𝐨 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐚𝐝𝐨 💎

📸 1) Douglinhas no Aterro – c.1975
📸 2) Mesmo ponto de vista semelhante no século XXI
📸 3) Douglinhas no filme “Tati (a Garota)”, de 1973, dirigido por Bruno Barreto
📸 4) Avião destroçado no pátio da fundação Rubem Berta em 02/2020

Eis o Douglas DC-3 (Douglinhas) que, aposentado, fez a alegria das crianças no Aterro na década de 1970.

Fabricado em 1942 e utilizado originalmente pela Força Aérea do Exército dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, este DC-3 teve depois um proprietário bastante famoso: Howard Hughes, que chegou a pilotá-lo. Posteriormente veio para o Brasil e passou a operar pela Varig.

Os DC-3 fizeram parte da ponte aérea Rio X SP desde o seu início, em 1959, até 1971, como aviões de carga ou de passageiros em horários menos procurados, posto que era um avião com menos capacidade e velocidade do que a de outros na rota.

Algum tempo após a sua aposentadoria, justamente após um vôo SP > Rio, em 18/08/1971, um exemplar da Varig, o PP-VBF, foi colocado em exposição no Parque das Crianças, no Aterro do Flamengo, onde formavam-se filas enormes para visitar o seu interior, cabine de piloto etc..

Este escriba vivia dentro daquele avião ... rs

Só que o sistema de visitação, inicialmente mais vigiado, com acompanhamento de alguém responsável, passou, depois de uns anos, a ser completamente “naquela base”. Todo mundo entrava, f**ava eternamente, pulava nos estofados, chutava os equipamentos ...

Depois de um tempo, muito degradado já, o que até já vinha tornando perigosa a sua visitação, resolveram tirar ele dalí e levar para o Galeão.

Lá, chegou a ser restaurado pela própria Varig e ficou exposto em frente à antiga Fundação Rubem Berta.

Depois da crise e da falência da companhia, entretanto, acabou novamente abandonado.

Simplesmente apodrecendo ...

Quando finalmente se discutiu um destino para o avião, o estrago de décadas já estava feito. O Museu Aeroespacial chegou a avaliar o seu recebimento, mas a corrosão era enorme e o custo apenas para retirá-lo dali seria altíssimo.

Simplesmente mandaram demolir e transformar em ferro velho.

Consumado com “sucesso” no dia 31/01/2020 ...

Não foi, felizmente, o último DC-3 preservado no Brasil. Há outros exemplares sobreviventes, inclusive no Museu Aeroespacial, no Campo dos Afonsos.

Mas infelizmente esse é um retrato da mentalidade existente e cada vez mais massif**ada. Está cada vez pior.

Que fique, pelo menos, a lembrança feliz em cada uma daquelas crianças que estiveram no Douglinhas.

Que elas possam pelo menos seguir contando a história.

É o que me cabe.

Abraço carioca!

(.rj

💎 𝐎 𝐁𝐨𝐛'𝐬 𝐝𝐨 𝐋𝐚𝐫𝐠𝐨 𝐝𝐨 𝐌𝐚𝐜𝐡𝐚𝐝𝐨 💎📸 1) Meados para o fim da década de 1960📸 2) Meados da década de 1970📸 3) Mesmo ponto de ...
22/08/2026

💎 𝐎 𝐁𝐨𝐛'𝐬 𝐝𝐨 𝐋𝐚𝐫𝐠𝐨 𝐝𝐨 𝐌𝐚𝐜𝐡𝐚𝐝𝐨 💎

📸 1) Meados para o fim da década de 1960
📸 2) Meados da década de 1970
📸 3) Mesmo ponto de vista no século XXI

Para quem viveu pelo Catete, Flamengo, Laranjeiras e adjacências algumas décadas atrás, esta imagem certamente traz lembranças.

O Bob's do Largo do Machado, que f**ava no nº 11.

Não consegui descobrir exatamente quando esta filial foi inaugurada e prefiro não arriscar.

Curiosamente, a história do Bob's começou antes mesmo do Bob's.

Em 1951, Falkenburg abriu no Rio a Falkenburg Sorveteria Ltda., inicialmente vendendo apenas sorvete de baunilha, feito em máquinas e com receita trazida dos Estados Unidos.

O cardápio foi crescendo, chegaram os sandwiches, hot-dogs, hamburgers, sundaes e milk-shakes e, em 1952, aquela experiência se transformou no Bob's, na Rua Domingos Ferreira, em Copacabana.

E cresceu rápido.

Pesquisando no Jornal do Brasil, encontrei referências, já em 1960/61, a lojas do Bob's em Ipanema, Praça Saens Peña e Castelo, além de Copacabana.

Portanto, quando chegou ao Largo do Machado, o Bob's já não era novidade pelo menos na Zona Sul e no Centro..

E ali ficou durante décadas.

As duas primeiras fotos mostram momentos diferentes da mesma loja.

Na primeira, provavelmente do final da década de 1960, temos um Bob's ainda com uma aparência muito diferente daquela que a minha geração se acostumaria a reconhecer.

Na fachada, quase didaticamente, estavam anunciados:
Hamburger – Hot Dog – Sandwich – Sundae.

Na segunda, já em meados da década de 1970, encontramos aquele Bob's muito mais familiar, com a identidade visual que marcou época. Época em que fui frequentador assíduo.

E encontramos também um Largo do Machado com todo o jeito de estar sofrendo com as gigantescas obras do Metrô.

Lama na rua, no fusquinha, no Opala já bem caqueirado, embora ainda jovem de idade ...

Durante anos, a implantação do Metrô transformou boa parte da região num enorme canteiro de obras, até a inauguração da Estação Largo do Machado, em 1981.

O Bob's ficou.

Aliás, durante boa parte desse período ele tinha vizinhos igualmente tradicionais: o Cine Politheama, praticamente ao lado, no nº 19 do Largo do Machado e o São Luiz do outro lado da rua.

Cinema e Bob's. Não precisava muito mais para montar um programa. 😄

Para mim, entretanto, esta não é simplesmente uma postagem sobre uma antiga filial de uma rede de lanchonetes.

O Bob's do Largo do Machado faz parte gigante da minha infância e adolescência no Catete/Flamengo.

E o Big Bob, o das antigas, não este atual, segue sendo o sanduíche — lanche para os offshore — mais marcante das antigas e atuais lanchonetes cariocas.

Até mesmo melhor que o “Tudo” do saudoso Gordon.

Sim! Eu disse! 😂

O Gordon tem história e temos postagem sobre ela

Tudo mudou longo das décadas. A pequena rede carioca criada por Falkenburg, que foi vendida por ele já em 1972, transformou-se numa cadeia, passou por diferentes controladores, mudou cardápios, receitas, identidade visual e modelo de negócio.

E aquela loja do Largo do Machado acabou desaparecendo no século XXI.

Na terceira foto vemos o mesmo ponto atualmente, ocupado pela Drogaria Venâncio.

Mas quem passou por ali durante décadas dificilmente olha para aquele pedaço do Largo sem lembrar que um dia houve um Bob's.

E em tempos mais de Burger King e McDonald’s, alguns de nós ainda conseguem até lembrar do gosto daquele Big Bob...

Abraço carioca!

(@𝘢𝘯𝘵𝘰𝘳𝘢𝘮𝘰𝘴.𝘳𝘫)

💎 𝐒𝐞𝐩𝐞𝐭𝐢𝐛𝐚 — 𝐃𝐨𝐬 𝐫𝐞𝐢𝐬 𝐚 𝐎𝐝𝐨𝐫𝐢𝐜𝐨 𝐏𝐚𝐫𝐚𝐠𝐮𝐚ç𝐮 💎📸 1) Augusto Malta – 24/08/1910📸 2) Ponto de vista semelhante no século XXIOl...
21/08/2026

💎 𝐒𝐞𝐩𝐞𝐭𝐢𝐛𝐚 — 𝐃𝐨𝐬 𝐫𝐞𝐢𝐬 𝐚 𝐎𝐝𝐨𝐫𝐢𝐜𝐨 𝐏𝐚𝐫𝐚𝐠𝐮𝐚ç𝐮 💎

📸 1) Augusto Malta – 24/08/1910
📸 2) Ponto de vista semelhante no século XXI

Olha que foto maravilhosa!

Em 1910, Malta encontrou este bond, ainda puxado a burros, chegando ou partindo de Sepetiba, um Rio de Janeiro que parece muito mais distante de nós do que realmente está.

E talvez muita gente nem saiba que Sepetiba tem uma história riquíssima, de sucessivos períodos de importância, abandono, renascimento e nova decadência.

Muito antes de ser lembrada como bairro balneário carioca, sua posição privilegiada na Baía de Sepetiba fez dela um importante ponto de ligação marítima com o litoral ao sul do Rio de Janeiro.

Por ali passavam rotas de mercadorias e passageiros. Ainda durante o período colonial, Sepetiba participou até mesmo da rota utilizada para o transporte do ouro que vinha de Paraty, seguia por mar até a região e, dali, por terra, através dos domínios da Fazenda de Santa Cruz, em direção à cidade do Rio de Janeiro.

Mais tarde, durante o ciclo do café, toda a Baía de Sepetiba ganhou ainda mais importância na ligação com Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty, portos fundamentais para o escoamento da produção do Vale do Paraíba.

E Sepetiba tinha uma relação muito próxima com a gigantesca Fazenda de Santa Cruz.

Sua faixa litorânea fazia parte das terras que pertenceram aos jesuítas até 1759, quando, após a expulsão da Companhia de Jesus, passaram para a Coroa Portuguesa.

Quando a Família Real portuguesa chegou ao Rio de Janeiro, em 1808, D. João transformou a antiga Fazenda de Santa Cruz numa propriedade diretamente ligada à Casa Real e o antigo convento dos jesuítas em residência da família.

E eles gostaram do lugar!

D. João, D. Pedro e outros integrantes da Família Real passaram a frequentar Santa Cruz, principalmente durante temporadas fora do centro da cidade.

E a relação não ficou restrita à sede da fazenda.

A própria Sepetiba era frequentada pela Família Real durante o verão, havendo referências a uma área de lazer na região da atual Praça Washington Luiz, com saraus, passeios e até touradas.

Mais importante ainda: em 1813, D. João interferiu diretamente na organização territorial de Sepetiba.

Atendendo a uma demanda dos pescadores locais, o então Príncipe Regente determinou o aforamento das terras, formalizando a ocupação da área. O decreto está documentado em acervos da Biblioteca Nacional e do Arquivo Nacional.

Portanto, este lugar que hoje muita gente no próprio Rio conhece pouco já foi área da Fazenda Real, frequentada pela Família Real e objeto de decisão direta de D. João.

Mas voltemos ao nosso bond.

Havia um problema enorme para Sepetiba: chegar até lá por terra.

Em 1882 foi autorizada a construção de uma linha de ferro-carril ligando a estação ferroviária de Santa Cruz a Sepetiba.

Com cerca de 11 quilômetros e tração animal, foi inaugurada em 28 de julho de 1884 e terminava no cais de Sepetiba. Dali partiam pequenos vapores para Paraty, com escalas em Mangaratiba e Angra dos Reis. Bond e barcos eram, inclusive, explorados pela mesma companhia.

É exatamente este o bond registrado por Malta em 1910.

E aí a história resolveu ser cruel com Sepetiba.

Quando finalmente decidiu-se prolongar a ferrovia que terminava em Santa Cruz em direção a Itaguaí e, posteriormente, Mangaratiba, o caminho escolhido não passaria por Sepetiba.

A velha linha de bonds perdeu sua função e foi extinta em novembro de 1910. Parte de seu leito foi aproveitada pela Estrada de Ferro Central do Brasil no novo ramal, mas o trem seguiu outro caminho.

Sepetiba ficou de fora.

E isso certamente teve consequências importantes para seu desenvolvimento nas décadas seguintes, enquanto localidades servidas diretamente pela ferrovia ganhavam uma facilidade de transporte que Sepetiba não tinha.

Para piorar, enquanto outras regiões do Rio já entravam definitivamente no século da eletricidade, Sepetiba só receberia luz elétrica no final da década de 1940.

E foi justamente a partir daí que começou outra vida para o bairro.

Com melhor infraestrutura e uma praia extensa, tranquila e abrigada pelas águas da baía, Sepetiba entrou em seu período de ouro como balneário.

Vieram os banhistas, as casas de veraneio, bares, restaurantes e uma vida de praia que transformou a região em destino de lazer dos cariocas.

E aí entra uma Sepetiba que milhões de brasileiros viram sem nem saber que estavam vendo o Rio de Janeiro.

Em 1973, Dias Gomes colocou no ar uma das maiores criações da história da televisão brasileira: O Bem-Amado.

A fictícia Sucupira, cidade do litoral baiano governada pelo inesquecível prefeito Odorico Paraguaçu, de Paulo Gracindo, era Sepetiba!

As externas da novela foram gravadas no bairro. A praça, o coreto, a igreja, as ruas e casas de Sepetiba passaram a representar a Bahia fictícia de Dias Gomes. A casa das irmãs Cajazeiras, o Posto de Higiene e a praça que na trama virou Praça Rosa Paraguaçu estavam todos por ali.

E há uma ironia maravilhosa nisso.

O Bem-Amado foi a primeira novela em cores da televisão brasileira e a primeira telenovela brasileira exportada para outros países.

Ou seja: enquanto Sepetiba permanecia quase desconhecida por grande parte dos próprios cariocas, suas ruas estavam sendo vistas por milhões de brasileiros e depois por espectadores de outros países como se fossem uma cidadezinha do litoral da Bahia.

E não acabou em 1973.

Quando O Bem-Amado voltou à televisão como seriado, anos depois, Sepetiba voltou a ser Sucupira. A produção adaptava fachadas e espaços do próprio bairro para criar o universo nordestino da história, e moradores chegaram a participar como figurantes. A relação foi tão intensa que uma casa na Rua dos Pescadores foi alugada pela produção para servir de apoio aos atores e à equipe.

Só posteriormente as gravações seriam transferidas para Macaé.
Sepetiba havia passado de terras dos jesuítas a terras da Coroa, recebido a Família Real, participado de antigas rotas de transporte, ganhado seu bond, perdido sua ferrovia, esperado décadas pela eletricidade, renascido como balneário e, finalmente, virado Bahia para o Brasil inteiro pela televisão.

Mas a história seria cruel novamente.

A crescente ocupação urbana e industrial de toda a região da Baía de Sepetiba trouxe consigo um enorme passivo ambiental.

Esgotos, resíduos industriais, metais pesados, intervenções portuárias e décadas de agressões ao ecossistema comprometeram seriamente a qualidade das águas.

E aquele bairro que finalmente havia encontrado na praia uma nova vocação acabou vendo justamente a sua praia perder grande parte da função balneária que havia impulsionado seu crescimento.

O bond de Malta durou apenas 26 anos.

Mas esta fotografia de 1910 acabou registrando muito mais do que um simpático transporte puxado a burros.

Registrou um Rio que não parece Rio.

Um Rio que foi rota colonial, terra da Coroa e passeio da Família Real; que ficou isolado, renasceu como balneário, virou a Sucupira de Odorico Paraguaçu e depois viu a degradação de sua baía destruir boa parte daquilo que havia feito o bairro renascer.

E que, mesmo depois de tudo isso, continua sendo Rio de Janeiro.

Abraço carioca!

(@𝘢𝘯𝘵𝘰𝘳𝘢𝘮𝘰𝘴.𝘳𝘫)

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

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