Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo

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Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo Página administrada pela Direção do Museu de Porto Alegre - Joaquim Felizardo. Atualmente abriga acervo arqueológico, fotográfico e tridimensional da cidade.
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O Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo está sediado Solar Lopo Gonçalves, edificação em estilo luso-colonial construído entre 1845 e 1853, na antiga Rua da Margem, atual João Alfredo. Foi criado, em 1979, com a finalidade de reunir acervos históricos e culturais da cidade. Dispõe de duas exposições permanentes e uma temporária; serviço de exposições guiadas para grupos e escolas mediante agendamento; serviço de pesquisa nos acervos e eventos diversos a serem realizados nos diferentes espaços da instituição.

Um dos episódios mais emblemáticos de violência policial da história de Porto Alegre ficou conhecido como “O caso do hom...
04/09/2026

Um dos episódios mais emblemáticos de violência policial da história de Porto Alegre ficou conhecido como “O caso do homem errado”. Em 14 de maio de 1987, a Brigada Militar foi acionada após o assalto a um supermercado. Ao chegarem ao local, encontraram um homem negro, no chão, cercado por pessoas que observavam o acontecimento. O homem era Júlio César de Melo Pinto que, em meio à confusão, sofreu um ataque epilético. Os policiais presumiram que ele fosse um dos assaltantes e o deteram, apesar de ele ter afirmado ser inocente. A cena foi registrada pelo fotojornalista Ronaldo Bernardi, que seguiu até o Hospital de Pronto Socorro para continuar acompanhando a ação. A viatura que levava o operário e um dos assaltantes desviou da rota, seguindo até o local onde ambos foram executados a tiros. Bernardi registrou a chegada de Júlio ao HPS, já morto. Na manhã seguinte, a matéria foi publicada na Zero Hora, com as fotos que retratavam Júlio com poucos ferimentos dentro da viatura e, nos registros seguintes, morto sobre uma maca. Essas fotos foram fundamentais para provar a inocência de Júlio. A Justiça condenou oito militares envolvidos na execução, sendo que todos foram expulsos da corporação. O caso repercutiu nacionalmente e escancarou o preconceito imbricado na relação entre policiais e civis: “Este episódio alerta para a ideologia que preside a ação policial [...]: neste país, ser pobre ou preto, é presunção de criminoso. A PM extrapola suas atribuições. Ela prende, julga e mata”, denunciou Jair Krischke, fundador do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, durante o velório de Júlio César.
Em 2017, a cineasta Camila de Moraes lançou o documentário “O Caso do Homem Errado”, mostrando como o episódio trouxe à tona a questão da violência policial e do racismo estrutural presente nas instituições de segurança, e como isso ainda segue ocorrendo.
O conjunto de 10 fotografias de Ronaldo Bernardi estão, agora, digitalizadas e disponíveis para pesquisa na Fototeca Sioma Breitman.

Imagens 1 e 2: Ronaldo Bernardi. O caso do homem errado. Acervo do MJJF 8857f e 8853f.

Audiodescrição imagem 1: Fotografia horizontal em preto e branco. Na rua, à noite, uma viatura estacionada e, ao lado, um grupo de pessoas e 2 policiais militares. Dentro do Fusca, nos bancos do motorista e do carona, 2 policiais de farda e boné. Atrás, Júlio, homem negro, de cabelos crespos e curtos, está com a boca ensanguentada. Sentado ao seu lado, outro homem. Na porta da direita, o símbolo da Brigada Militar, o número “285” e, abaixo, “Fone 190”. De cada lado do veículo, um brigadiano de pé. À esquerda, uma aglomeração de pessoas observa.

Audiodescrição imagem 2: Fotografia horizontal em preto e branco. Pela janela, vê-se dentro da viatura um policial militar e um homem negro. O PM está sentado no banco do carona, de farda e boné. Atrás, Júlio está com a boca ensanguentada e a roupa clara com respingos de sangue.

Referências:
CONHEÇA o episódio policial conhecido como “O Caso do Homem Errado”. Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, 2023. Disponível em: https://www.trt4.jus.br/portais/trt4/modulos/noticias/547660.

SEPULTAMENTO motivou momentos de protesto. Jornal Zero Hora. Porto Alegre 19 mai 1987. Caderno ZH Polícia.

SOUZA, Edileuza Penha de. “O caso do homem errado” - o cinema como instrumento de denúncias do genocídio da população negra. AVANCA | CINEMA 2020, Avanca, Portugal, n. 11, p. 531-536, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.37390/avancacinema.2020.a158.

Você já ouviu falar sobre os pipeiros ou aguadeiros de Porto Alegre?No final do século XIX, o abastecimento de água em P...
28/08/2026

Você já ouviu falar sobre os pipeiros ou aguadeiros de Porto Alegre?
No final do século XIX, o abastecimento de água em Porto Alegre representava um desafio cotidiano para a população de uma cidade em crescimento, caracterizada por ruas estreitas, becos sem saneamento, esgoto a céu aberto e serviços urbanos precários. O fornecimento de água para o uso doméstico ficava a cargo dos pipeiros e aguadeiros, figuras vitais na infraestrutura informal da época. Eles circulavam pela cidade com carroças e barris, realizando entregas de casa em casa, suprindo a limitação dos serviços públicos. Entretanto, uma boa parte da população também captava água em vertentes, fontes e poços ou diretamente no Guaiba, tanto pela facilidade de acesso quanto pelo fato de que muitas de suas atividades cotidianas já se desenvolviam junto ao rio.
Em “Histórias do abastecimento de água em Porto Alegre”, o autor refere-se ao pipeiro da foto (Imagem 1) como “[...] um dos mais famosos condutores de pipas, que percorriam as ruas de Porto Alegre, distribuindo água potável [...] que percorria a área do ‘Campo da Redenção’ [...]” (Pereira, 1991, p. 19). Os aguadeiros “[...] começavam sua rotina ao amanhecer do dia gritando a oferta de água até o entardecer.” (idem, p. 20).
Nos anos de 1860 surgiram duas companhias hidráulicas, a “Porto Alegrense” e a “Guaybense”, que foram responsáveis pela distribuição de água na cidade até sua encampação pelo poder municipal em 1904 e 1939, respectivamente. Nesse período, a criação da Diretoria de Água e Esgoto, em 1925, representou um passo importante para a ampliação da rede encanada pública e modernização dos serviços urbanos. Com isso, o trabalho informal de transporte de água foi perdendo espaço, até que a figura do pipeiro gradativamente desapareceu das ruas de Porto Alegre, consolidando uma nova etapa na história do abastecimento da capital.

Imagem 1: Autor desconhecido. Aguadeiro ou pipeiro, final do século XIX. Acervo do MJJF 171f.
Audiodescrição: Fotografia horizontal em preto e branco. Em um campo, o pipeiro montado em um cavalo, transporta um barril de água. O homem é negro, está de chapéu, casaco, calça arremangada e pés descalços. Atrelada ao cavalo, uma pequena carroça rústica, de madeira, com 2 rodas, adaptada para carregar o barril. Atrás, 2 árvores e vegetação rasteira.

Imagem 2: Lunara. “Aguateiro” em Teresópolis, 1901. Acervo do MJJF 4786f.
Audiodescrição: Fotografia horizontal em preto e branco. No arroio, um homem coleta água com um balde. Ele tem cabelo curto, barba grisalha, usa camisa de manga longa, colete e calça arremangada. Com as pernas flexionadas e o corpo inclinado para a frente, com a mão esquerda segura a alça e, com a outra, inclina o balde para enchê-lo. Na margem do arroio, na diagonal da direita para a esquerda, uma taipa de pedras. Atrás, vegetação de arbustos.

Referências:
PEREIRA, André Luiz Simas. Histórias do abastecimento de água em Porto Alegre. Porto Alegre: DMAE, 1991.

SILVEIRA, Aline Montagna da. De fontes e aguadeiros à penas d’água: reflexões sobre o sistema de abastecimento de água e as transformações da arquitetura residencial do final do século XIX em Pelotas – RS. 2009. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009. p. 45. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-26032010-162420/publico/DE_FONTES_E_AGUADEIROS_DIGITAL.pdf.

Semana da Pessoa com Deficiência. De 21 a 28 de agosto de 2026.A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência es...
26/08/2026

Semana da Pessoa com Deficiência. De 21 a 28 de agosto de 2026.
A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência estabelece que a incapacidade não reside no indivíduo, mas nas barreiras existentes na sociedade. A pessoa com deficiência tem direito à cultura, ao esporte, ao turismo e ao lazer em igualdade de oportunidades com as demais pessoas. A acessibilidade em museus é fundamental para garantir que todos possam vivenciar as experiências culturais oferecidas, sem barreiras físicas, sensoriais ou atitudinais. Mais do que uma obrigação legal, trata-se de um compromisso ético com a democratização da cultura e a promoção de uma sociedade inclusiva.

Audiodescrição: Sequência de 5 cards. Sobre fundo branco, ocupando a metade dos cards, fotografias horizontais coloridas e textos em letras pretas.
Imagem 1: Na sala expositiva, pessoas com deficiência visual tocam em esculturas, orientadas por 2 mediadoras.
Imagem 2: Na sala expositiva do Museu Joaquim Felizardo, mulher com deficiência visual toca a maquete tátil do Solar. À sua frente, a mediadora guia a sua mão para um detalhe da planta baixa.
Imagem 3: Em frente ao painel da exposição “O solar que virou museu”, as mãos de uma pessoa lendo o catálogo em braille.
Imagem 4: Mulher negra segura com a mão esquerda uma bengala branca e, com a outra, toca o torreão na maquete que representa o Solar. Ao seu lado, a mediadora conduz a sua mão.
Imagem 5: Na sala expositiva, um jovem rapaz, em cadeira de rodas, toca violão. À esquerda, algumas pessoas sentadas. À direita, parte de um painel e o banner da “Panapaná - Coletivo de Teatro”.

Dia Mundial da Fotografia - 19 de agosto A fotografia e a história de seu desenvolvimento permitem conhecer melhor as pr...
21/08/2026

Dia Mundial da Fotografia - 19 de agosto
A fotografia e a história de seu desenvolvimento permitem conhecer melhor as práticas e dinâmicas sociais em diversos momentos da cidade, sendo um material excelente para pensar não apenas as mudanças do espaço urbano, mas também para refletir sobre o impacto dessa atividade na capital. O daguerreótipo chega ao Brasil no mesmo ano em que sua criação foi anunciada na França (1839), tendo o Imperador D. Pedro II adquirido a máquina no ano seguinte. No RS, esta primeira fase da prática da fotografia (1839-1851) foi marcada por fotógrafos itinerantes, de nacionalidade estrangeira. (ALVES, 2021, p. 243). Um dos primeiros fotógrafos estabelecidos em Porto Alegre foi Luiz Terragno, em 1853, possivelmente utilizando o daguerreótipo, mas modificando sua técnica já nos anos de 1860, cujos registros preciosos da cidade neste período são parte do nosso acervo. Terragno, inclusive, fotografou o imperador brasileiro com trajes de gaúcho, durante sua passagem pela cidade em 1865. No final do século 19 e início do século 20, devido à importância crescente dessa atividade, fotógrafos e fotografados estabeleceram uma relação intrincada de poder e reciprocidade. Assim, se Terragno ganhou notoriedade após registrar o imperador e sua comitiva, recebendo o título de Fotógrafo da Casa Imperial, também observamos que famílias abastadas buscavam os estúdios de Virgílio Calegari, fotógrafo de maior prestígio na virada do século, para ostentar o selo do atelier como símbolo de distinção e refinamento. “Mais do que um simples objeto de memória, um objeto de diferenciação, a fotografia carregava toda a importância e conquistas dos que a faziam, passando, um pouco, para aqueles que delas se faziam objeto.” (Idem, p. 260). A Fototeca Sioma Breitman, do Museu Joaquim Felizardo, tem em seu acervo cerca de 12000 imagens digitalizadas e disponíveis para pesquisa (mediante agendamento pelo e-mail [email protected]). São registros dos séculos 19 e 20, de fotógrafos e fotógrafas como Terragno, Lunara, Schönwald, Studio os 2, Ferrari e Calegari, e também coleções do Carnaval (1970-1990), registros aerofotogramétricos da cidade (1982), entre outros.

Imagem 1: Luiz Terragno. Retrato de Pedro II, Imperador do Brasil, 1865. Porto Alegre, RS / Acervo Biblioteca Nacional. https://brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/handle/20.500.12156.1/3983
Audiodescrição: Fotografia vertical em tons de sépia, colada sobre suporte de papel cartão. Trajado como um gaúcho, o Imperador Dom Pedro. Ele está de pé, tem bigode e barba volumosa, usa chapéu, poncho e botas com espora. Ao lado, à esquerda, uma cadeira de madeira com encosto entalhado e recortes vazados. Atrás, parede ornamentada com pintura de uma faixa com arabescos e de uma coluna. Abaixo da foto, à esquerda, no papel cartão, impresso em letras pretas: L. Terragno, Phot.

Imagem 2: Luiz Terragno. Vista da subida da Rua da Praia, década de 1860. Acervo do MJJF 09f.
Audiodescrição: Fotografia horizontal em tons de sépia. Subida da Rua da Praia em direção à Rua Senhor dos Passos. O calçamento é de pedras irregulares e as calçadas são estreitas. Em ambos os lados, casas térreas e sobrados em estilo colonial. Ao longo da via, frades de pedra. À direita, em frente a uma casa, um cavalo parado.

Imagem 3: Virgílio Calegari. Retrato de mulher não identificada, final do século XIX. Acervo do MJJF 656f.

Audiodescrição: Fotografia vertical em preto e branco colada sobre suporte de papel cartão. Em um estúdio, retrato de uma jovem mulher. Ela tem um leve sorriso e segura com a mão direita o longo vestido, levantando a barra da saia com babados do chão. Está com o cabelo preso em um coque e um grande chapéu ricamente enfeitado com plumas. O vestido tem cor escura, gola alta e mangas longas bufantes. O braço esquerdo está escondido atrás das costas, junto à cintura bem marcada. Atrás, um painel com pintura de vaso de flores sobre um pedestal. No suporte de papel, à direita, selo vermelho com a inscrição: Atelier Photographico Virgílio Calegari - Porto Alegre.

Referências:
ALVES, Hélio Ricardo. A fotografia em Porto Alegre: o século XIX. In: ACHUTTI, Luiz E. Robinson (org.). Ensaios sobre o fotográfico. Porto Alegre: Unidade Editorial, 1998.

ALVES, Paulo Gabriel. Gênero, moda e fotografia: retratos da elite porto-alegrense (1889-1914). Teresina: Cancioneiro, 2021.

WANDERLEY, Andrea. Dom Pedro II fotografado pelo italiano Luis Terragno (c. 1831 – 1891), Fotógrafo da Casa Imperial. Brasiliana Fotográfica: 02 dez. 2022. Disponível em: https://brasilianafotografica.bn.gov.br/?p=28879 . Acesso em: 21 ago. 2026.

Nesse dia19 de agosto, o Museu Joaquim Felizardo faz sua homenagem às Historiadoras e aos Historiadores ❤️Imagem: Autor ...
19/08/2026

Nesse dia19 de agosto, o Museu Joaquim Felizardo faz sua homenagem às Historiadoras e aos Historiadores ❤️

Imagem: Autor desconhecido. Tropas da Guarda Civil no Centro de Porto Alegre, golpe militar de 1964. Acervo do MJJF 540f.

Audiodescrição: Ocupando a metade superior do card, fotografia horizontal em preto e branco, durante o golpe militar de 1964. Na imagem, um caminhão da Guarda Civil com muitos soldados dentro da carroceria e outros, do lado de fora, se segurando no guarda-corpo. Todos estão de pé, com uniformes e capacetes. Ao lado, um ônibus e na frente um carro, estacionados. Ao fundo, o Mercado Público de Porto Alegre. Abaixo, sobre fundo bege, a frase em letras pretas: “A função do Historiador é lembrar a sociedade daquilo que ela quer esquecer”. Peter Burke.

O episódio que ficou conhecido como “Conflito da Praça da Matriz”, completa 36 anos neste mês. No dia 8 de agosto de 199...
14/08/2026

O episódio que ficou conhecido como “Conflito da Praça da Matriz”, completa 36 anos neste mês. No dia 8 de agosto de 1990, na Praça da Matriz, em Porto Alegre, ocorreu mais um capítulo da história de luta pela terra no Brasil e que repercutiu pelo país inteiro. Tudo começou quando cerca de 400 militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) acamparam na Praça com o intuito de reivindicar o acordo estabelecido no ano anterior, no qual o governo do Estado e o Governo Federal se comprometeram a desapropriar 500 hectares de terra para o Movimento. Forças policiais da tropa de choque foram então acionadas, dando início à uma verdadeira batalha que se estendeu aos arredores e cujo saldo seria o de um policial morto por golpe de foice e pelo menos 80 trabalhadores feridos. O fato ganhou ampla repercussão na mídia e ficou conhecido como o “caso da degola”. A imprensa acabou dando maior ênfase ao assassinato do brigadiano do que ao objetivo do acampamento e do protesto em si. No entanto, livros e documentos posteriores contestam essa versão. É o caso do livro da jornalista e socióloga Débora Franco Lerrer. Segundo a autora, testemunhas de defesa colocam o assassinato como reação, legítima defesa: os sem-terra estariam tentando desarmar o policial quando ocorreu a tragédia. O soldado teria dado cinco tiros, acertando um homem na perna, outro no pé, e uma mulher na barriga. Uma coleção de 27 fotografias que registram esse acontecimento faz parte do acervo do Museu Joaquim Felizardo e, agora, está disponível para consulta de pesquisadores

Imagem 1: Mauro Santos de Mattos. Conflito na Praça da Matriz, 1990. Acervo do MJJF 8826f.

Audiodescrição: Fotografia horizontal em preto e branco. Na Praça da Matriz, vários policiais cercam um homem em queda. Sete brigadianos, aproximadamente, estão de uniforme, com capacete e alguns seguram escudos e cassetetes. O trabalhador sem terra está de jaqueta e calça, com o corpo projetado para a frente, em direção ao chão de areia. Atrás, parte de uma barraca de lona. No canto esquerdo da foto, um pedaço de lona. Ao fundo, outros policiais e árvores.

Imagem 2: Carlos Rodrigues. Conflito na Praça da Matriz, 1990. Acervo do MJJF 8833f.

Audiodescrição: Fotografia horizontal em preto e branco. Na Praça da Matriz, entre as árvores, um bloco da tropa de choque avança em direção aos trabalhadores sem terra. Eles estão com uniforme, capacetes, seguram escudos e armas com lâminas acopladas nas pontas. O grupo do MST está à esquerda, em posição defensiva e 2 homens seguram foices. Atrás, parte de uma barraca de lona.

Referências:
LERRER, Débora Franco. "A Degola" do PM pelos sem-terra em Porto Alegre: de como a mídia fabrica e impõe uma imagem. Rio de Janeiro: Revan, 2005.

MST. O mito da degola na Praça da Matriz. Disponível em: https://mst.org.br/2008/08/18/o-mito-da-degola-na-praca-da-matriz/. Acesso em 06 mar. 2026.

SANTOS, Marco Antonio dos. Do conflito à guerra simbólica: o dia 8 de agosto de 1990 em Porto Alegre e sua representação. Revista Historiador, Porto Alegre, nº 5, p. 148-162, dez. 2012. Disponível em http://www.historialivre.com/revistahistoriador.Acesso em 10 ago. 2026.

Gerda Wickert encerra nossa série de postagens sobre fotógrafas atuantes em Porto Alegre. Até recebermos, em 2020, a doa...
07/08/2026

Gerda Wickert encerra nossa série de postagens sobre fotógrafas atuantes em Porto Alegre. Até recebermos, em 2020, a doação do acervo do Studio Os2, não sabíamos da existência dela. Hoje, prestamos nossa homenagem a essa mulher inspiradora. Gerda Helene Marie Witte nasceu em 7 de junho de 1913, em Breslau, atual Polônia (à época, pertencia à Alemanha) . De abril de 1934 a abril de 1935, foi aluna do renomado Atelier Binder, em Berlim. “Sua formação abrangeu todas as vertentes da profissão de fotógrafo: fotografias em estúdio e em locações externas, fotografias coloridas e cópias coloridas, revelação, cópia, retoque de positivos e negativos.” (Binder, 1936). Como funcionária, atuou no Binder de abril de 1935 a junho de 1936, quando decidiu deixar a Alemanha, rumo ao Equador (possivelmente em razão da ascensão do nazismo, já que era de origem judaica): “[...] a Srta. Witte foi encarregada de fotografias de retrato, de imprensa e publicitárias. Lamentamos particularmente a saída da Srta. Witte, pois ela cumpria as tarefas que lhe eram atribuídas com grande dedicação e rara confiabilidade. [...] A Srta. Witte nos deixa por vontade própria, a fim de realizar uma viagem de estudos à América do Sul.” (idem). Em novembro de 1936, já anunciava seu estúdio fotográfico em Guayaquil, no Equador (encontramos informações que seu irmão viveu em Guayaquil até sua morte; a avó materna também tem sua morte registrada em Quito). Após contrair malária, foi aconselhada a mudar para outro clima. Veio para Porto Alegre, em 1939, para ficar na casa de conhecidos. Mas, quando chegou, eles já haviam partido para a Alemanha. “Então, ela disse ‘o quê que eu vou fazer?’e [...] alguém indicou ela para trabalhar num estúdio fotográfico que dois alemães tinham na Rua da Praia. E foi aí então que ela foi para o Studio Os 2.” (Porto, 2020). No mesmo ano, casou-se com Wolfdietrich Wickert. Ela trabalhava principalmente no laboratório, com os retoques finais, mas também fazia as fotografias de estúdio. Após a morte de Wickert, em 1987, Gerda seguiu à frente do Studio Os 2, até o encerramento das atividades, em 1990. Ela morreu em Porto Alegre, em fevereiro de 2016.

Referências:

BINDER, Atelier. Zeugnis [Certificado]. Berlim, 1936.

GUIMARÃES, André Lucas Porto. Prática de historiador no Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo: produzindo fontes orais sobre o Studio Os 2 (1936-1990). 2023. 145 f. TCC (Graduação) - Curso de História, UFRGS, Porto Alegre, 2023.

Confira a live com Geraldo, Frederico e Mário Wickert, filhos de Gerda e Wolfdietrich Wieckert, realizada em 2020, no Youtube do Museu. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=G9tOV7oCduY.

Imagem 1: Gerda Witte, década de 1930. Acervo da família Wickert.

Imagem 2: Foto de Gerda Witte - Atelier Binder, década de 1930. Acervo da família Wickert.

Imagem 3: Autor desconhecido. Gerda Wickert retocando fotografia no Studio Os2. Acervo da família Wickert.

Imagem 4: Confraternização de funcionários do Studio Os 2. À direita, de pé, Wolfdietrich Wickert com a mão apoiada sobre o ombro de Gerda, sentada. Década de 1950. Acervo do MJJF.

Imagem 5: Cartões de visita de Gerda. Acervo do MJJF.

Imagem 6: Equipamentos de Gerda para retoque de fotografias. Acervo do MJJF.

Audiodescrição: Sequência de 5 cards com fundo cinza com as margens decoradas com rendilhado branco.
1- Fotografia vertical em preto e branco. A jovem Gerda está de meio perfil, com o olhar voltado para a esquerda. O cabelo, levemente ondulado, está preso e ela usa um casaquinho sobre blusa com gola.
2- Fotografia horizontal em preto e branco colada em suporte de papel. Sobre uma toalha de mesa, prato de vidro com 1 fatia de melão com sementes e uma porção de açúcar com garfo e faca sobrepostos. No canto inferior direito da fotografia, em letras brancas: Binder. Abaixo, no suporte de papel, a assinatura de Gerda Witte
3- Fotografia quadrada em preto e branco. Com os braços apoiados sobre a escrivaninha, Gerda retoca uma fotografia. Os cabelos ondulados estão curtos, usa óculos e casaco de tricô sobre uma blusa com gola. Ela está concentrada, com a cabeça baixa, segura um pincel e olha para a foto através da lente de uma lupa de mesa. Sobre a bancada outras fotografias.
4- Fotografia quadrada em preto e branco. Na sala de visitas, algumas pessoas participam de comemoração. Sentadas em um sofá, duas mulheres. Ao lado, em uma poltrona, outra mulher. À direita, Gerda sentada em uma cadeira. Atrás, de pé, o Sr. Wickert apoia a mão no ombro da esposa. À esquerda, também de pé, um homem e uma mulher. À frente do grupo, parte de uma mesa de centro com copo, garrafa e alguns petiscos.
5- Fotografia colorida de 2 cartões de visita de Gerda. Os cartões são em tons de bege com letras pretas. Acima, um escrito em espanhol, com o endereço do estúdio em Guayaquil e, abaixo, o outro com o endereço residencial da família Wickert em Porto Alegre.
Audiodescrição: Sobre fundo cinza, fotografia vertical colorida com vários equipamentos de Gerda para retoques de fotografias: placa de vidro com sua assinatura, vasilha de tinta, pinceis para retoque, minas de grafite, 2 canetas, pedra de amolar e uma lâmina com cabo.

Na semana passada, falamos sobre Grete Schoenwald. Hoje, vamos conhecer um pouco da trajetória de sua irmã, Frieda Schön...
31/07/2026

Na semana passada, falamos sobre Grete Schoenwald. Hoje, vamos conhecer um pouco da trajetória de sua irmã, Frieda Schönwald. Ela nasceu em 28 de outubro de 1885, na Alemanha, e veio para o Brasil, em 1887, com seus pais Otto Schönwald e Emilie Luise Schliack. Herdeira do ofício de seu pai, Frieda iniciou sua trajetória na fotografia ainda muito jovem, com 13 anos de idade. Seu talento e domínio técnico já eram evidentes aos 16 anos, quando passou a ser responsável pelo estúdio. No contrato n.º 2884 registrado na Junta Comercial do RS, de 1901, que ajustava a exploração do estabelecimento fotográfico dos sócios Otto Schönwald e José Ruhland, há uma cláusula estabelecendo que: “Cessando o Sr. Otto Schoenwald a tomar parte ativa nos trabalhos fotográficos ou por estar ocupado em sua fábrica de tecidos ou por qualquer outro motivo será substituído pela sua filha Frieda, que terá todos os direitos e obrigações de seu pai.” (Duarte, 2016, p. 326). No mesmo ano, participou da prestigiada Exposição Estadual de 1901, expondo a obra “Verão”, representando “[...] a filha do Sr. Nicoláo Mâhlmann — trabalho da alumna do atelier “Otto” — Frieda Schönwald.” (RS, 1901, p. 287). Também expôs seus trabalhos fotográficos na Exposição do Centenário Farroupilha de 1935. Em 1905, Frieda foge para se casar, contra a vontade de sua família, com Rudolph Freudenfeld, engenheiro que emigrou para o Brasil em 1902 (ele era 17 anos mais velho que Frieda). Moraram por algum tempo em Santa Cruz do Sul e, ao retornarem a Porto Alegre, Rudolph mandou construir um belo prédio na Av. Cristóvão Colombo, n.º 96, onde ela pudesse ter seu próprio estúdio fotográfico. Assim, nasceu o Atelier Victória, nome com que ela passa a assinar seus trabalhos. Suas filhas, as gêmeas Irmgard e Hildegard, a auxiliavam na revelação e retoque das fotografias . O filho Rudolph Otto também atuou nesse ramo, publicando manuais e livros de fotografias e tornando-se representante da Agfa no RJ (Anexo, 2026). Em 1943, Frieda, já viúva, vende o ateliê para Hugo Bernd. Ela morreu em 8 de novembro de 1983, em Porto Alegre. Em seu atestado de óbito, a informação de sua profissão: fotógrafa.

Imagem 1: Autor desconhecido. Frieda Schönwald, 1903. Foto gentilmente cedida pela fotógrafa Daiane Peixoto, do Estúdio Anexo ().

Imagem 2: Autor desconhecido. Frieda Schönwald Freudenfeld, 1916. Foto gentilmente cedida pela fotógrafa Daiane Peixoto, do Estúdio Anexo ().

Imagem 3: Atelier Victória. Família não identificada, década de 1920. Acervo do MJJF. 5230f.

Imagem 4: Atelier Victória. Formanda do Colégio Bom Conselho, 1935. Acervo do MJJF. 4561f.

Imagem 5: Autor desconhecido. Frieda e suas filhas. Da esquerda para a direita: Liselotte; Frieda; Irmgard Maria e Hildegard Margaretha (gêmeas); Gerhard Karl Julius Krause (noivo de Liselotte); homem não identificado. FAMILY SEARCH. Frieda Schönwald. https://www.familysearch.org/pt/tree/person/memories/P9CT-R5V. Acesso em: 14 mai. 2026.

Imagem 6: Prédio do antigo “Atelier Victória”, Av. Cristóvão Colombo, n.º 100. Hoje, é ocupado pelo multiespaço Casarão Criativo 100 (o Estúdio Anexo é um dos residentes do CC100). Disponível em: https://distritocriativo.wordpress.com/2014/02/14/cc100/. Acesso em 28 jul. 2026.

Referências:
ANEXO, Estúdio. História. Disponível em: https://estudioanexo.com/historia/. Acesso em: 27 jul. 2026.

DUARTE. Miguel Antônio de Oliveira. Faça chuva ou faça sol: fotógrafos em Porto Alegre (1849-1909). Porto Alegre: Evangraf, 2016.

FAMILY SEARCH. Frieda Schönwald. Disponível em: https://www.familysearch.org/pt/tree/person/about/GDDZ-ZT5. Acesso em: 14 jul. 2026.

RIO GRANDE SO SUL. Catálogo da Exposição Estadual de 1901. Porto Alegre: Officina Tipographica de Gundlach & Becker, 1901.



Audiodescrição: sequência de 6 imagens sobre cards com fundo cinza claro e moldura com grafismos estilo Art Dèco, na cor cinza escuro.
1- Fotografia vertical em tons de sépia. Em meio perfil, a jovem Frieda olha para a câmera com um leve sorriso. Ela está de chapéu adornado com uma fivela de metal sobre os cabelos presos. A blusa é de gola alta, mangas longas e um laço na altura do peito.

2- Fotografia quadrada em preto e branco. Sentada em uma chaise longue, Frieda está com o olhar levemente voltado para a direita e o braço esquerdo apoiado no encosto. Os cabelos lisos, repartidos ao meio, estão presos para trás. Usa vestido longo, de tecido leve, com gola, mangas longas com renda nos punhos e cinto com flores.

3- Fotografia horizontal em tons de sépia. Retrato de família. Sentada em uma cadeira com braços, uma mulher de cabelos ondulados, curtos, de vestido com mangas compridas. Ela segura a sua filha, que está sentada no braço esquerdo da cadeira. A menina tem cabelos curtos com franja, usa um laço grande no alto da cabeça, vestido de manga curta e segura um brinquedo. À direita, um homem de cabelos curtos e penteados para trás, de terno, camisa de colarinho de pontas viradas e gravata.

4- Fotografia vertical em tons de sépia. De meio perfil, jovem formanda com chapéu angular sobre o cabelo ondulado e curto. Cobrindo todo o peito, uma grande gola plissada com duas camadas sobrepostas. No canto inferior direito, em letras cursivas brancas: Victória.

5- Fotografia horizontal em preto e branco. Sentados em torno de uma mesa, a família de Frieda. Da esquerda para a direita: Liselotte, Frieda, as gêmeas Irmgard e Hildegard, Gerhard, noivo de Liselotte, e outro homem. Todas estão de vestido e os homens de paletó e gravata. Sobre a mesa coberta por uma toalha, xícaras, pires, bules e um pequeno vaso com flores.

6- Fotografia vertical colorida. Fachada de um prédio bege com 4 andares, em estilo arquitetônico eclético, com influências do Art Nouveau e do Neoclassicismo. No telhado, telhas de barro e uma mansarda. Abaixo, duas janelas retangulares. No segundo andar, 3 portas de madeira e vidro e uma sacada cercada por grades de metal. No térreo, uma porta grande e três janelas retangulares de vidro. As aberturas são marrons e as venezianas estão abertas.

Hoje, dando seguimento às postagens sobre as primeiras fotógrafas de Porto Alegre, vamos conhecer um pouco mais sobre Ma...
24/07/2026

Hoje, dando seguimento às postagens sobre as primeiras fotógrafas de Porto Alegre, vamos conhecer um pouco mais sobre Margarethe Schoenwald. Filha do fotógrafo alemão Otto Schönwald e de Luise Schliack, Margarethe nasceu no dia 1º de março de 1892, em Porto Alegre. Começou sua carreira na adolescência como auxiliar do pai no estúdio fotográfico que ficava na Rua Ramiro Barcelos, n.º 189 (endereço que também era residência da família). Em seguida, passou a fotografar no estúdio, assinando seus trabalhos como “Grete Schoenwald”. Entre o final da década de 1910 e o início da década de 1920, publicou algumas fotografias na Revista Máscara. No ano de 1919, Grete divulgou seu trabalho de fotógrafa no jornal O Commercio, de Cachoeira do Sul, representando a Photographia Otto Schönwald (Guerra, 2023). Em entrevista ao Coojornal, em julho de 1976, ela contou que tinha uma “carta branca” do presidente da província, Borges de Medeiros, para fotografar em qualquer lugar sem ser incomodada pelo fato de ser mulher: “Fiz uma viagem ao Alto Uruguai e tirei fotos incríveis. Isso na década de 20 [1920]. Nessa viagem, ouvi muitos comentários pelo fato de ser mulher. Mas abria a sacola e tirava a carta-branca: todo mundo se calava” (Coojornal, 1976, p. 4). Em janeiro de 1922, casou-se com Franz Emil Schneider. Participou do 1º Salão de Outono de Porto Alegre (a segunda grande exposição exclusivamente de artes organizada na cidade), em 1925, expondo uma pintura a óleo e cinco fotografias artísticas, assinando seus trabalhos como Grete Schneider. Em 1927, viajou para a Europa para estudar pintura. “A pintura me satisfaz muito mais que a fotografia, principalmente porque a fotografia requer muita técnica. A pintura não, é arte pura, é a arte final de um pensamento” (Coojornal, 1976, p. 4). Margarethe morreu no dia 28 de outubro de 1981, em Porto Alegre. Em uma época em que a fotografia era território quase exclusivamente masculino, Grete Schoenwald ocupou esse espaço com talento e ousadia.

Imagem 1: Autor desconhecido. Fotografia da Família Schönwald, 1906. Da esquerda para a direita: Margarethe (com 14 anos); Frieda (de pé) e o marido Rudolph Freudenfeld; no centro, Otto Schönwald (de pé) e a esposa Emilie Luise; ao lado, Cora Elisabeth (de pé) e o marido Carlos Schreiner; à direita, a irmã mais nova, Irma Luiza (com 11 anos). Imagem gentilmente cedida pela fotógrafa Daiane Peixoto, do Estúdio Anexo ()

Imagem 2: Grete Schoenwald Schneider. Retrato de mulher, década de 1920. Acervo do MJJF. Foto 4405f

Imagem 3: Grete Schoenwald Schneider. Retrato de homem, década de 1920. Acervo do MJJF. Foto 5241f.

Imagem 4: Grete Schoenwald. Salto do Jacuí Grande. Revista Máscara, edição n.º 44, ano 1919.

Imagem 5: Estúdio fotográfico e residência da família Otto Schönwald, na Rua Ramiro Barcelos, n.º 189 (n.º 1488 após a mudança de numeração da rua).

Audiodescrição: sequência de cinco imagens em preto e branco sobre fundo cor de areia e arabescos estilo Art Nouveau, na cor verde escuro, no canto superior esquerdo e no inferior direito.
1- Da cintura para cima, sentadas, quatro pessoas: Margarethe, Rudolph, Emilie Luise, Carlos; ao lado, de pé, a menina Irma. Atrás, três pessoas de pé: Frieda, Otto e Cora Elisabeth. Os homens têm bigodes e usam paletó e gravata. As mulheres estão com cabelos presos e vestidos de mangas compridas. A menina usa vestido avental sobre blusa de manga curta.

2- Sobre papel cinza, uma fotografia em formato oval. Em meio perfil, uma moça segura uma rosa junto ao peito. Ela tem cabelos ondulados, volumosos, na altura da orelha. Na parte inferior da imagem, escrita à mão, a dedicatória: À Therezinha, como recordação da tua priminha Noêmia.

3- Sobre suporte de papel marrom, fotografia retangular. Da cintura para cima, de meio perfil, rapaz com cabelos ondulados, curtos, usando paletó, camisa de colarinho de pontas viradas e gravata listrada. No canto inferior direito do papel, o selo seco: Grete Schoenwald Schneider - Atelier Otto - Porto Alegre.

4- A imagem mostra uma volumosa queda d’água do Salto do Jacuí. Na parte superior, o título: Maravilhas do Brasil.

5- Sobrado de arquitetura eclética, com fachada simétrica e 8 janelas na lateral esquerda. No terraço cercado por balaustrada, um grupo de pessoas, de pé, posam para a foto. No frontão, em relevo, o ano 1898 e, abaixo, pintado em letras grandes: Photographia Otto Schönwald
No entorno, arbustos e parte de uma árvore. No canto superior esquerdo, escrito à mão: Haus Otto Schönwald - Porto Alegre.

Referências:
COOJORNAL. Margarethe, a ex-fotógrafa. Porto Alegre, ano I, n.º 7, jul. 1976.

DUARTE. Miguel Antônio de Oliveira. Faça chuva ou faça sol: fotógrafos em Porto Alegre (1849-1909). Porto Alegre: Evangraf, 2016.

GUERRA, Lizângela. O 1º Salão de Outono e as Artes Visuais em Porto Alegre nos anos 1920. 2023. 348 f. TCC (Graduação) - Curso de Artes Visuais, UFRGS, Porto Alegre, 2023. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/258767/001170099.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em 23 jul 2026.

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