01/10/2026
Por aqui, costumamos contar histórias da Colônia Witmarsum. Mas existem outras histórias que também merecem ser conhecidas.
A trajetória de Gustav Janzen é uma delas 🎻
Nascido em 1919, no Turquestão, então parte da União Soviética, Gustav chegou ao Brasil com sua família em 1930, aos 10 anos.
Desde pequeno, tinha interesse pelo trabalho com madeira e aproveitava os momentos livres na bancada de seu pai, mexendo nas ferramentas que encontrava por ali.
Aos 12 anos, depois de conhecer um livro sobre fabricação de violinos, surgiu o sonho de construir seu próprio instrumento. Como não tinha dinheiro para comprar um violino, decidiu fazer um.
Entre as ferramentas que utilizou estava até o ferro de passar roupa de sua mãe, usado para moldar as partes curvas do instrumento. Aos 14 anos, terminou seu primeiro violino. E ele funcionava.
A partir daí, Gustav continuou estudando, experimentando diferentes madeiras, formatos e vernizes e registrando seus te**es. Depois de se mudar para o Paraná, trabalhou para orquestras da região de Curitiba e para músicos de diferentes partes do país.
Seus instrumentos chegaram a músicos reconhecidos internacionalmente. Gustav vendeu violinos para Edgar Carter, primo do ex-presidente Jimmy Carter, Yehudi Menuhin e Gerzzy Milewsky, vencedor do Concurso Wieniawski. Isaac Stern também tocou instrumentos construídos por ele.
Em 1967, Gustav mudou-se para o Canadá, onde recebeu o primeiro lugar como fabricante de violinos em uma exposição em Vancouver. Anos depois, retornou ao Brasil e se estabeleceu em Campo Grande, onde continuou fabricando instrumentos.
Ao longo da carreira, recebeu diversos prêmios internacionais e chegou a ser chamado pela revista Manchete de “Stradivarius do Pantanal”.
Uma história que mostra como as trajetórias menonitas seguiram diferentes caminhos depois da imigração, levando conhecimentos, profissões e talentos para muitos lugares.
E essa é mais uma dessas histórias que vale a pena conhecer.