Maria Clara Maia

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Maria Clara Maia Artes Plásticas e Filosofia

14/10/2026

Sempre sucesso

14/10/2026

MULHER EM TESTE

Não sei de onde tiraram a ideia de que, depois de certa idade, a gente deveria saber como viver.

Eu, por exemplo, estou fazendo isso pela primeira vez.

É a primeira vez que tenho esta idade.

É a primeira vez que acordo depois de tudo o que já me aconteceu.

É a primeira vez que tento descobrir o que fazer com a mulher que me tornei.

Tem coisas que já fiz mil vezes.

Mas nunca com este corpo, com estes pensamentos, com tudo o que sei hoje.

Às vezes acho que descobri alguma coisa.

No dia seguinte, descubro outra.

Faço planos. Mudo de ideia. Experimento caminhos.

Tem dias em que tudo parece possível.

Em outros, não faço a menor ideia do que estou fazendo.

E acho engraçado que isso ainda me surpreenda.

Afinal, nunca estive aqui antes.

Há muitos anos, tive um blog chamado Mulher em Teste.

E continuo achando que esse é um bom nome para mim.

Não porque um dia eu vá f**ar pronta.

Mas porque, por mais que eu viva, amanhã será sempre a minha primeira vez.

Hoje eu quero apresentar para vocês a Alê, Estudante de Psicologia Aos 52 anos, ela está realizando um sonho que nasceu ...
13/10/2026

Hoje eu quero apresentar para vocês a Alê, Estudante de Psicologia

Aos 52 anos, ela está realizando um sonho que nasceu há 32 anos: estudar Psicologia.

A Alê chegou até mim querendo falar sobre as muitas mulheres que já foi. Sobre o que muda dentro de nós, o que deixa de fazer sentido e os desejos que permanecem.

Conversamos, pensamos juntas e desse encontro nasceram três frases. Eu criei as imagens; os pensamentos vieram da história dela.

Agora, a voz é da Alê:

“Hoje, olho para mim com uma nova perspectiva. Mudei meus gostos, meus caminhos e minha maneira de sentir, mesmo sem perceber.

A terapia e o estudo da Psicologia têm me ajudado a compreender essas mudanças e a me reconectar comigo mesma, enquanto observo os sonhos da mulher que fui.” 💜

Aqui é a Maria Clara Maia de novo!

Você também sente que mudou tanto que precisaria se apresentar à pessoa que foi?

Conheça a Alê e acompanhe suas descobertas em Estudante de Psicologia.

E, se você também tem uma história que gostaria de transformar em arte e filosofia, me chama por mensagem. Vamos fazer uma collab juntas! ✨

E quando você lê este texto, imagine que todo ele é perpassado por um suave zumbido no ouvido esquerdo. Ele não te incom...
13/10/2026

E quando você lê este texto, imagine que todo ele é perpassado por um suave zumbido no ouvido esquerdo. Ele não te incomoda, mas te lembra da sua condição humana.

Hoje pela manhã, encontrei uma frase do professor Almar que dizia:

Você não tem que vencer ninguém a não ser a si mesmo.

Eu compreendo a profundidade desse pensamento. E gosto muito da abertura que ele provoca em mim.

Mas comecei a pensar em todas as coisas que acontecem conosco sem que tenhamos qualquer controle sobre elas. Existe um corpo, existem os outros, existe um mundo inteiro entrando pela nossa existência sem pedir licença.

E existem os mistérios.

Passei muitos anos estudando filosofia e continuo apaixonada pelo pensamento. Mas fui para a arte porque existem experiências que não consigo alcançar somente pela razão.

Tenho pensado muito na imanência. Nessa vida que está toda aqui, mas que nem por isso está inteiramente ao nosso alcance.

Eu só consigo ver até onde meus olhos alcançam. E não tenho motivos para acreditar que o mundo termine justamente ali.

Talvez existam coisas em mim que eu ainda não conheça. Possibilidades que nunca imaginei. Talvez eu ainda não saiba tudo o que posso.

E isso me encanta.

Eu posso mudar muita coisa dentro de mim. Só não posso impedir que o mundo entre.

Não sou apenas aquilo que faço da vida. Sou também aquilo que a vida faz de mim.

Foi desse encontro entre o pensamento do professor, os meus próprios limites e tudo aquilo que ainda desconheço que nasceram as frases desta publicação.

Porque a vida não acontece depois que a gente aprende a viver.

Ela já está acontecendo.

Inclusive enquanto tentamos compreendê-la.

12/10/2026

Eu fico pensando na quantidade de vida que cabe nas coisas que ninguém percebe.

Uma roupa que nunca saiu do cabide. Uma fotografia que continua acreditando que somos a mesma pessoa. Um copo lavado cinco minutos depois de uma grande alegria.

Às vezes acho que a vida tem uma parte que acontece e outra que f**a espalhada pelos objetos.

Há pessoas que já foram embora, mas continuam aparecendo nas compras do supermercado. Há lugares onde nunca estivemos e que, por alguma razão, parecem guardar alguma coisa nossa.

Voltei a esses desenhos e imaginei que fossem páginas de um livro de feltro, com suas linhas, suas costuras e pequenas imperfeições.

E fiquei pensando que talvez a gente também seja assim.

Feita de coisas que aconteceram, coisas que quase aconteceram e outras que ainda nem sabemos que estão acontecendo.

Qual dessas imagens encontrou alguma coisa sua?

Quando eu era pequena, passava tardes inteiras em lugares tão altos que hoje tenho medo só de imaginar. Eu conhecia meu ...
12/10/2026

Quando eu era pequena, passava tardes inteiras em lugares tão altos que hoje tenho medo só de imaginar. Eu conhecia meu corpo de um jeito que não precisava de explicação. Também brincava muito sozinha. Inventava aventuras que ninguém viu e que, mesmo assim, aconteceram de verdade.

Hoje, Dia das Crianças, acordei pensando naquela menina. Em tudo o que ela sabia fazer. Em tudo o que eu achava que tinha perdido.

Mas, enquanto criava estas imagens, uma coisa me surpreendeu.

A gente passa tanto tempo olhando para a infância como se toda a nossa coragem tivesse f**ado lá.

E, no entanto, quantas coisas fizemos depois? Quantos mundos atravessamos sem saber se conseguiríamos? Quantas vezes tivemos que inventar um jeito de continuar?

Eu gostaria de passar uma tarde com aquela menina.

Mostrar a ela o que fiz com as minhas mãos, com as minhas ideias, com todos esses anos.

Não sei qual de nós duas f**aria mais espantada.

Feliz Dia das Crianças. ❤️

Eu acho estranho que uma coisa possa acabar e continuar ocupando espaço.Às vezes, no meio da tarde, sinto falta de um di...
11/10/2026

Eu acho estranho que uma coisa possa acabar e continuar ocupando espaço.

Às vezes, no meio da tarde, sinto falta de um dia que eu não suportaria viver outra vez.

Não quero a pessoa, não quero a conversa, não quero aquela casa. Mas alguma parte de mim ainda sabe exatamente onde tudo f**ava.

E há respostas que chegaram tão tarde que já não encontraram ninguém esperando.

Enquanto transformava digitalmente esses desenhos em páginas de feltro, fiquei olhando para os pontos de costura.

Uma linha atravessa o tecido, desaparece do outro lado e reaparece um pouco adiante.

Fiquei pensando que talvez certas lembranças façam isso.

A gente pensa que terminaram.

Mas era só a linha passando por trás.

Poemas para ler duas vezes.
11/10/2026

Poemas para ler duas vezes.

Endereço

Praia De Icarai
Niterói, RJ

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