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... eu  era viverde coração livre, me consumir naquelas preces,era só um admirar,e ouvirem conclusões os ensinamentos......
04/09/2026

... eu era viver
de coração livre,
me consumir naquelas preces,
era só um admirar,
e ouvir
em conclusões os ensinamentos...
apenas estar, naquele lugar;
e eis que me parece
que tudo se dissolve e esquece,
e assim resumido,
perdido no passado antigo
de nostálgicas percepções.
Corro atrás dos meus "o quês"
e sem respostas, nem perguntas,
silencio,
no caminho dos "por quês"

15/07/2026

Aviso a todos que meu celular e do meu marido pode ter sido clonado através do Zap. Está usando o nome do meu filho para pedir dinheiro. O numero desse telefone é 11 95349-4066 e não é o telefone dele. É de uma empresa que se diz fundada há um mes. Se trata de golpe.

14/07/2026
14/07/2026
12.Diário de uma pinturaLembrançasO Santuário do B. Jesus faz parte da minha vida. Lá fiz muitas Primeiras Sextas Feiras...
09/07/2026

12.Diário de uma pintura
Lembranças
O Santuário do B. Jesus faz parte da minha vida. Lá fiz muitas Primeiras Sextas Feiras em Honra ao Sagrado Coração de Jesus. (Na primeira vez que fiz, pedi para Jesus escolher para mim, um marido, que Ele saberia escolher melhor do que eu mesma, e escolheu). Gostava muito de f**ar lá durante as Missas de Domingo. Diversas vezes ajudei a minha avó Lucinda, que fez voto de limpar o Santuário algumas vezes por mês. Atraída pelos afrescos da Capela, eu observava os Evangelistas na abóboda, as cores realçadas pelo ouro do fundo, me tiravam a atenção da Missa... quando eu chegava em casa, meu marido perguntava o que tinha sido a homilia, o Evangelho, e eu, sabendo da minha falta, um dia respondi: “Jesus viu que eu estava lá e que você não foi, agora f**a me perguntando? porque você não foi?” E essas imagens se imprimiram em minha mente até buscar uma técnica que fizesse um efeito semelhante, para a minha linguagem representativa.
Minha mãe me disse uma vez que eu lhe dei, e ao meu pai, mil vezes mais trabalho que o meu irmão. Eu sei de minhas iniquidades... por isso sempre voltava para Jesus, tentando melhorar meus arroubos de rebeldia.
E nessas voltas, a fé se mostrava em meus trabalhos. E num desses trabalhos coloquei também um dos meus textos; demorei a entender o porque daquelas frases, que só agora me fazem sentido. Era meu superego, brigando com meu ego rebelde, me lembrando da frase de Santo Antonio: “a gloria do mundo é enganadora”

Texto rimado sem título:
Já faz tempo
que desejei vitórias,
no mesmo tempo
que implorava aos ventos
que viessem glórias,
e dissipassem os medos.
Almejei os louros,
não poupei esforços,
lapidei os torsos,
rastreei tesouros.
Esvaiu-se em ledos
sonhos e intentos,
as intenções;
e ações, ilusões vazias,
e inventos,
se desgastaram
de esperar os dias
que chegasse em via
de qualquer alento.
Fato,
essa cantaria, que
em nostalgia relato
a a incauta - minha poesia,
que não poupou a causa
e que segue cantada
e em toadas desafia,
a todo o momento
e traduz o ato
do meu advento.

Nancy R M Carpi
Mosaico Barroco
Oa/s/t - 1,20x0,80m
2006

11.Diário de uma pinturaSurpreenderO que foi que eu fiz? Pintei, ué!Em 2009 mais ou menos, meu marido me pediu:“Pinte um...
02/07/2026

11.Diário de uma pintura
Surpreender
O que foi que eu fiz? Pintei, ué!
Em 2009 mais ou menos, meu marido me pediu:
“Pinte um D. Quixote, subindo no teclado e atingindo uma tela de computador, acho que vai f**ar impactante, vai f**ar atual.”
Eu gostei do D. Quixote no teclado, então a ideia dele me pegou, e já me apaixonei pela imagem que vi em minha cabeça. Quando terminei, e foi bem rápido, tenho umas imagens que tenho que escolher técnicas rápidas, non finito, e f**am bem nesse contexto de meio inacabadas. No decorrer me lembrei de um texto que tinha escrito há uns anos, e que praticamente casou com a imagem, então escrevi na pintura.
Mostrei para Caio. E, e, e, e?
Ele: “Não foi bem assim que imaginei, eu tinha pensado numa...”
Eu: “meu querido, pare já! Pegue as minhas tintas, tela, e faça o seu! A minha ideia, eu traduzi como senti quando você me pediu, e é esta, que agora não é mais sua, é minha, não vou te dar por que você não gostou.”
Não pinto para impactar ninguém, pois eu, antes de tudo é quem sou impactada pela ideia, e com minhas percepções ruminadas e digeridas, ou não, vou traduzir para o meu trabalho; não me preocupo com o outro, pois o trabalho vai falar para quem se abrir para ouvi-lo e isso não é controlado por mim ou pelo outro. E daí concluí: “pena que você não ouviu, não entrou na sintonia da pintura, nada posso fazer, a não ser, f**ar com ela para mim.”
Depois de uns anos, meu filho me disse: “um dos quadros seus de que mais gosto é esse D. Quixote, se você quiser me dar um quadro, quero este.” Na mesma hora dei a ele. Depois, Caio também ficou gostando e hoje, a pintura é dos dois.
Tenho um princípio: Se a pessoa se encontrou naquele quadro, de alguma maneira a pintura fez parte dela, e daí por essa sinergia, eu posso vender ou presenteá-la; mas se isso não acontece, f**a difícil para mim. Como disse ninguém é obrigado a gostar e nem se obrigar a ter. Quando não teve esse encontro, eu não me sinto confortável em me desprender daquele quadro; e isso é sentido, dentro de mim, no feed back que vi na pessoa.
Hoje olhando o D. Quixote, pude refletir sobre ele:
Um espectro de velho montado em seu cavalo irritado de subir escadas de teclado, todo torto, com seu escudo e lança ao atingir um micro, desenquadrado da tela, ele me diz sobre as dificuldades do homem frente a um mundo inóspito e violento tentando se adaptar e resolver-se nessa adversidade de uma luta constante, tentando superá-la. O desenquadramento mostra o desajuste humano, frente a tanta informação e mentiras mundanas que tanto querem nos impor. Ninguém é ajustado perfeitamente, temos todos inúmeras dificuldades durante a vida. E ao atingir o que lhe parece estranho, e causa medo, e nesse medo acabamos as vezes por atingir a nós mesmos. Somos tranquilizados de nossas imperfeições dessa luta insana na Misericórdia de Deus, embora as vezes nem percebamos quanto necessitamos desse Colo Divino de Amor. O homem permanecerá de pé quando estiver na humildade de reconhecer que Deus deve estar em primeiro lugar na sua vida.

Conversas Quixotescas
sou Quixote:
Consumição
tem a consumir-me,
um fio, chama
corre - pavio,
assim,
é.
Perdeu-se a ideia,
a rima, o instante,
na consumição
que queima de pé.

sou Sancho:
Varei fronteira interior,
e ao sabor da doideira, voltei.
Rodo a mente
que se faz em eco,
não sei quão grande
ou solitária é,
e todos em turbilhão sequente,
vislumbrarão o que f**ar de pé.

sou Dulcinéia:
Mirei a linha do horizonte,
queria chegar lá, pensei
-horizonte longe.
Vou trazer a linha
até os meus pés.

Nancy R M Carpi
D. Quixote – 2009
A/s/tela -1,10x0.90m
Nancy R M Carpi

10.Diário de uma pinturaGostar ou não gostar eis a questãoNos anos 2000 fiz uma coleção de cavalos em pares: 2 pinturas ...
02/07/2026

10.Diário de uma pintura
Gostar ou não gostar eis a questão

Nos anos 2000 fiz uma coleção de cavalos em pares: 2 pinturas de cavalos brancos, 1 de cavalos negros e 1 de cavalos castanhos.
Vendi os 3 primeiros e esse que denominei de “Cavalos vermelhos” fiquei com ele.
Desde a infância, fui apaixonada por cavalos; gostava de montar desde meus 9 anos, e apesar do medo de minha mãe ela nunca me impediu de minhas tardes inteiras indo até onde eu queria, via a casinha sumir atrás da colina, e o cavalo corria, mas era manso. Meu pai gostava, sabia que eu tinha alguns mesmos gostos que ele, como esse, e selava o cavalo para mim; e eu sumia e só voltava tempos depois. Isso sempre me acompanhou e meus livros de escola tinham mais desenhos meus de cavalos, do que qualquer coisa, pois nas aulas eu f**ava perdida nesse pequeno momento.
Pintei inúmeras vezes cavalos, nas férias das aulas de Irmã Ana Lúcia, depois de uns anos, em aquarela e bico de pena fiz uma coleção em 1986, e dela resultou uma Exposição individual no Museu Republicano. Me lembro dois feed backs de duas pessoas nessa exposição:
Uma criadora de cavalos, veio me indagar sobre raças e do que eu gostava, etc. Depois a ouvi dizer: “não vou comprar porque ela não entende nada de raças de cavalos”. E eu pensei: “ e eu não vendo a você, porque você não entende nada de pintura de cavalos e arte.”
Um feed back que guardo no meu coração, foi do nosso amigo, Jair Galesi, que me disse: “ vou comprar, porque eu gosto muito de f**ar olhando para essa pintura na minha parede e me lembrar desse momento da exposição em que gostei da pintura, da maneira como a vi naquele momento e desses detalhes.” Eu tive o feed back um dos mais bonito que recebi, a arte consiste nisso, ela encanta e você dialoga com ela, não precisa entender de arte, o gostar já proporciona o diálogo. Depois o Jair se tornou um artista que transmitia em suas obras uma singeleza única em suas linhas naif. Ele participou da nossa lojinha na Fábrica S. Luiz e seguiu conosco por um tempo.
Sobre essa coleção dos anos 2000, outro dia observando “Cavalos vermelhos”, percebi que eles não competem entre si, eles estão lado a lado, um com sua gana e força de abrir caminho, e o outro acompanha com serenidade e confiança, vejo pelos olhos deles. Ora acho que sou um, ora o outro. Ou eu e Caio, coisas que não percebi quando fiz.
Quando pintei cavalos, aves, percebi as maravilhas da Criação de Deus para dar um mundo de belezas ao homem, que não soube receber tanto presente.

Nancy R M Carpi

Cavalos vermelhos
O/s/t – 1,20x0,90m
2001

Endereço

R. Rio Grande Do Sul, 156
Itu, SP
13301480

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