Arthur Wischral

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Arthur Wischral Filho de imigrantes alemães, Arthur Wischral nasceu em 1894 e registrou por mais de 50 anos os momentos marcantes da evolução de Curitiba e do Paraná.

raridade das raridades, acabei de acrescentar lá no leilão.  Disco da Casa Edison com a Bando do Tiro Rio Branco... sabi...
12/11/2025

raridade das raridades, acabei de acrescentar lá no leilão. Disco da Casa Edison com a Bando do Tiro Rio Branco... sabia disso ? https://www.livrariafigaroleiloes.com.br/peca.asp?ID=28131142
LEILÃO NA QUINTA-FEIRA DIA 12 DE NOVEMBRO ÀS 20 H

BANDA DO TIRO 19 RIO BRANCO DE CURITIBA - ODEON 121400/1 (1918) Marcha Triumphal - São Lourenço (dobrado) - Disco da Casa Edison gravado em 1917, quando da ida do batalhão ao Rio de Janeiro, onde venc

05/07/2025
Título de eleitor de Arthur Wischral
18/07/2024

Título de eleitor de Arthur Wischral

25/06/2024

E eis o novo leilão da Livraria Fígaro. Será no próximo dia 29 de junho às 15 horas.
Dentre as peças ofertadas destacamos uma raríssima edição dos Sermões de Vieira (1608-1697), publicada em 1692, isto é, ainda durante a vida do pai da literatura portuguesa. São dois volumes em único tomo, em estado de luxo, sem marcas de insetos, digno do mais exigente dos bibliófilos. O valor do lance inicial está muito aquém do que pode atingir em casas especializadas em livros raros de Portugal.
Também uma curiosa coleção de 4 livros, a "Adventures of Peregrine Pickle" by Tobias Smollett (1794) publicada em Londres por Cooke e que tem uma história por detrás de seu achado num alfarrábio de Edinburgh por uma viajante curitibana nos anos 1930...
Como sempre, ofertamos algumas preciosidades da história do Paraná e desta vez brindamos os nossos clientes com algumas peças oriundas da Villa do Príncipe e de Rio Negro, bem como novos volumes da coleção Buquinista que, no leilão passado, foi disputadíssima. Sim, encontramos mais algumas peças relacionadas aos poetas concretistas.
Não deverá passar despercebido aos senhores o precioso volume com a primeira edição de "BRINDES" (1899), de Nestor de Castro, com linda dedicatória a Leocádio Cisneiros Correia que diz muito sobre a gratidão do autor à colocação na Impressora Paranaense e na edição do livro.
Talvez, ao lado do Vieira, o ponto alto de nosso pregão seja a coleção epistolar do soldado da FEB à sua mãe, onde narra em diversas cartas desde sua convocação, seu treinamento em Castro (PR)|, sua ida para o embarque e suas peripécias na Itália, inclusive com a fotografia de um amor deixado por lá em 1945... Cartas de próprio punho, originais, são testemunhos vivos da história, um lote para verdadeiros entusiastas da memória da segunda guerra mundial ou até mais, da história da Humanidade.
Para encerrar menciono os gibis da fase de ouro e os preciosos discos de vinil de rock, em ótimo estado, como devem ser sempre os produtos da Livraria Fígaro,
Para mergulhar, saborear e não deixar os lances para o dia. Os lances devem ser feitos antecipadamente pois é muito fácil esquecer a hora e depois ficar lamentando. BONS ARREMATES !
Paulo José, Valéria e equipe da Livraria Fígaro.

Paulo José da CostaQuase completa a biografia do Wischral. Faltou mencionar as viagens dele e de Hugo Hegenberg a Santa ...
16/03/2024

Paulo José da Costa
Quase completa a biografia do Wischral. Faltou mencionar as viagens dele e de Hugo Hegenberg a Santa Catarina e ao litoral do Paraná, entre outras coisas. Importante que se diga que o acervo dele não está totalmente com a Casa da Memória e nem com a Biblioteca Nacional. Meu acervo particular tem perto de 8000 originais do mestre, sendo a coleção a jóia do fotógrafo conservada pela família após a venda de uma parte para a Casa da Memória de Curitiba e o álbum da Bahia para a Universidade daquele estado. Estão comigo todos os papéis particulares, inclusive os da viagem para a Alemanha (de que preparo um histórico para breve), os dois álbuns particulares de postais numerados, colecionados pelo fotógrafo, do qual faltam agora apenas 80 números de 600; os álbuns de viagem para o litoral do Paraná e Santa Catarina, as fotos de família, as fotos de seu fascinante pai (mais uma matéria que preparo), uma boa quantidade de fotos feitas para a Prefeitura (de que não era funcionário e sim contratado por tarefa); as fotos das ferrovias, inclusive cerca de 200 inéditas, e por aí vai. Tudo isso será, se Deus quiser e me der forças, objeto de um grande livro, que Wischral merece.

Cronologia de Arthur Júlio Wischral (1894 – 1982) 22 de março de 202119 de julho de 2022Andrea Wanderley Tweet Share 0 Reddit +1 Pocket LinkedIn 0 Cronologia do fotógrafo Arthur Júlio Wischral (1894 – 1982) Diário do Paraná, 28 de junho de 1975   1894 – Em Curitiba, nascimento de Arthur...

CLIQUE NO LINK DA GAZETA PARA VER AS FOTOS TAMBÉMImagine para um livreiro, encontrar uma centena de livros antigos pinch...
05/02/2024

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Imagine para um livreiro, encontrar uma centena de livros antigos pinchados no meio da calçada. Foi há muitos anos. Os livros estavam jogados em meio à caliça, uma pequena biblioteca destinada ao lixo. Meu irmão, que viu os tesouros descartados num canto da demolição na Marechal Floriano, apressou-se em me ligar. E lá fui eu, célere, como um garimpeiro atrás das pepitas. Dei uma gorjeta para os trabalhadores na casa, coloquei a livrarada em caixas no carro e me mandei com meu irmão, Sérgio, para a livraria. Eram livros da antiga coleção terramarear, editada nos anos 1930, além de outros do mesmo tipo, mas em meio à poeira e papel, meus olhos brilharam de imediato sobre um volume em especial. Destacava-se pela capa dura em leve cor de vinho e por ser um pouco maior que os demais. E era todo manuscrito a lápis, mais de 400 páginas em letrinhas perfeitas, um primor de caligrafia. Estava ali uma das minhas mais belas descobertas nesses anos todos de garimpagem pela Curitiba de antigamente: o livro de memórias de Jacob Deutscher, um judeu que viera menino para Curitiba em 1926, crescera, tornara-se advogado e, em 1946, contou as peripécias de sua vida em 452 páginas manuscritas em letrinha miúda.

Não se tratava de um diário, de que tenho muitos exemplares de militares, artistas, médicos, músicos, mas sim de um livro de memórias. Os diários às vezes são quilométricos, maçantes, repetitivos, ao contrário de livros de memórias, que são concisos, diretos, abrangentes. Minucioso, Jacob dividiu suas memórias em duas partes: uma passada em Sokal, Polônia (hoje Ucrânia), com 45 páginas e 14 capítulos, e a outra no Brasil, com 407 páginas e 73 capítulos. Pelo que se depreende, ele escreveu duas “edições” anteriores, em 1936 e 1939, acrescentando assuntos e capítulos à medida que ia se lembrando dos acontecimentos. Para todas elas escreveu caprichados prefácios, reproduzidos na sua última transcrição em 1946. Há citações de escritores que lhe marcaram a vida, como Vitor Hugo e Mark Twain. E recheou o volume com fotografias suas, desde pequenino, na Polônia, até a última com traje da colação de grau em Direito, na Curitiba que ele soube descrever tão bem nos seus escritos. Jacob, para compor as memórias de criança, usou um estilo infantil, quase como se fosse ele criança a escrever… à medida que iam passando os anos, sua escrita amadurecia como ele próprio deve ter amadurecido.

“Chegamos ao Brasil no dia 10 de julho de 1926. Desembarcamos em
Santos. Admiramos então pela primeira vez o continente americano e o país que nos ia servir de pátria daí em diante. Levamos também um bom susto ao ver- mos pela primeira vez um negro, pois na Polônia não se encontra um negro sequer. É por isso que os imigrantes se assustam ao verem um homem preto…"

Com o auxílio dos que tinham vindo antes para o Brasil, a família comprou passagens e embarcou no trem para a capital paranaense.

“Quando chegamos, era noite e uma chuva fria caía sobre a cidade. Os meus tios (a família Gertel) esperavam com um automóvel. Fomos conduzidos a sua residência, na rua Saldanha Marinho. Tive então ocasião de conhecer os meus primos… Não sabendo eu falar o português, puseram-me numa escola alemã, juntamente com meu irmão Isaac. Ao mesmo tempo estudamos na Escola Israelita do Paraná. Em 1927, aos oito anos de idade, entrei no Colégio Iguassu. Passadas várias semanas, tive de sair de lá, porque não falava ainda convenientemente o português. Arranjaram-me então um professor particular, o dr. Wladislau Jaworski, naquele tempo estudante de direito. Estudei tanto com o meu professor, que gastei várias páginas do livro “O Brasil e o Paraná”… Quando o “seu” Wladislau viu que eu já sabia o necessário, meteu-me novamente no Iguassu. Naquele tempo, ele era secretário do colégio. assim, em 1928, um ano e meio após a minha chegada ao Brasil, entrei definitivamente no primeiro ano primário. Estudei bem e no fim do ano passei para a segunda série.”

O nosso memorialista descreve em detalhes a vida na casa onde sua família passou a viver: “Era uma casa bem grande, onde moravam várias famílias. O prédio que dá para a rua tem um só andar, mas no quintal há outra casa, com dois andares. Ocupávamos nós, dois quartos no segundo andar. Quando chovia muito, era necessário abrir o guarda-chuva dentro de casa. O telhado de nossa habitação era de folha de zinco. Várias vezes por semana um dos vizinhos trepava nele, às cinco da manhã e ali passeava, quando todos dormiam…”

Interessante notar um certo conformismo em aceitar essas condições de vida, “um vizinho passeando no telhado de zinco às cinco da manhã”, além de muitos outros exemplos que perpassam pelo livro em diversos momentos. Há passagens curiosas da vida na casa, até divertidas, como a da famlia alemã que tinha um fordeco. “Aos domingos, o chefe da família, não tendo o que fazer, desmontava o automóvel e depois montava-o outra vez. Quando saía com o automóvel, voltava sempre sem os pneumáticos. A parte metálica das rodas fazia um barulho horrível ao contato com os paralelepípedos da rua.”

Apesar dos toques de humor no correr das centenas de historietas que compõem o manuscrito, não deixamos de notar a melancolia sempre presente, algo que acredito ser inerente aos judeus do leste europeu, sempre perseguidos por onde quer que andassem. Vale lembrar que a família de nosso pequeno herói teve muita sorte em sair de Sokal, na Polônia, pois 15 anos mais tarde a população de 5 mil judeus da cidade foi assassinada no campo de extermínio de Belzec. Em certa passagem de suas memórias, Jacob queixa-se de maus tratos recebidos na escola, onde riam dele por “ter matado Jesus”.

“Eu tive uma meninice diferente de muita gente. Desde pequeno tive que estudar. Meus pais queriam que eu ficasse o maior tempo possível em casa, estudando. Não me deixavam correr, para não gastar os sapatos, mas apesar disso eu corria quando queria. Viviam escondendo os meus brinquedos para que os mesmos não atrapalhassem os meus estudos. Mesmo nas horas vagas quando saía para a rua, nem sempre podia brincar convenientemente. Quase sempre aparecia alguém para me maltratar física ou moralmente: – ah, judeuzinho patife! Foi você que matou Jesus Cristo! ... E eu sentia uma vergonha horrível. Mas, apesar de tudo, eu era feliz, porque em um instante logo esquecia as minhas tristezas e preocupações....”

A força que o menino maltratado encontrava para superar suas agruras e ainda encontrar alegrias, fazer amigos, querer crescer e estudar, é fantástica. Jacob Deutscher tinha um caráter fascinante.

Continua em edição próxima...

Paulo José da Costa é de Ponta Grossa, comerciante livreiro, memorialista, blogueiro, youtuber, dono de acervo e criador das comunidades Antigamente em Curitiba e Antigamente em Ponta Grossa, no Facebook.

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/cotidiano-de-antigamente/as-memorias-de-jacob-deutscher-1928-1945-parte-i/
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Jacob Deutscher, um judeu que viera menino para Curitiba em 1926, contou as peripécias de sua vida em uma memória de 452 páginas. Leia na Pinó!

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