Museu do Holocausto de Curitiba

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Museu do Holocausto de Curitiba Primeiro Museu do Holocausto no Brasil, voltado a relembrar as vítimas e alertar as novas gerações sobre os perigos do ódio, da intolerância e do Racismo.
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Nascido em Drohobycz, então parte do Império Austro-Húngaro, em 1892, Bruno Schulz destacou-se por um dos estilos literá...
24/09/2026

Nascido em Drohobycz, então parte do Império Austro-Húngaro, em 1892, Bruno Schulz destacou-se por um dos estilos literários mais originais do século XX. Ainda que seu nome esteja mais associado à literatura e aos contos, ele foi, antes de tudo, um artista gráfico.

Em 1910, ingressou na Escola Politécnica de Lvov e, depois, na Universidade de Viena, onde estudou Arquitetura. A partir de 1921, voltou seu interesse para a pintura e o desenho, trabalhando com gravuras na técnica do cliché-verre. Nesse período, publicou o portfólio "Livro da Idolatria" em 1922 e participou de exposições coletivas em Varsóvia, Cracóvia, Lvov e Vilna.

Sua estreia literária veio apenas em 1934, com "Lojas de Canela", seguido por "Sanatório sob o Signo da Clepsidra", em 1937. Em 1938, foi reconhecido com o Laurel de Ouro da Academia Polonesa de Literatura. Tanto sua obra gráfica quanto a literária remetem às memórias de infância, revisitando uma visão mágica e mítica do cotidiano. Sua prosa era marcada por riqueza plástica e imagética, reflexo de seu talento para as artes visuais, além de ironia e sensualidade.

Com a ascensão do nazismo e o início da Segunda Guerra Mundial, Schulz passou a sobreviver desenhando para os alemães. Produzia não apenas retratos, mas também murais e afrescos nas paredes de residências. Chegou a receber ordens para pintar as paredes da creche infantil de Landau, de uma escola de equitação e de um cassino. Em 19 de novembro de 1942, dia que tentaria fugir com um passaporte falso, foi assassinado por um oficial nazista em plena rua, a poucos metros de sua casa.

Por muito tempo, acreditou-se que os murais haviam sido destruídos, até serem redescobertos em 2001 por documentaristas. Hoje, estão preservados pelo Yad Vashem, em Jerusalém. No Brasil, o primeiro livro de Schulz foi relançado pela Editora 34 em 2019, com as ilustrações originais feitas pelo próprio autor.

22/09/2026

Neste mês, a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania do Brasil, Janine Mello, esteve no Museu do Holocausto de Curitiba, acompanhada de secretários e coordenadores do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).

A comitiva foi recebida pelo coordenador-geral do Museu, Carlos Reiss, e pela equipe da instituição, em um encontro que reforçou a importância da parceria entre instituições de memória e órgãos públicos na construção de políticas voltadas à educação em direitos humanos e ao combate à intolerância.

Em junho de 1944, Judy Weissenberg Cohen e sua família foram deportadas para Auschwitz-Birkenau, onde ela foi separada d...
20/09/2026

Em junho de 1944, Judy Weissenberg Cohen e sua família foram deportadas para Auschwitz-Birkenau, onde ela foi separada dos pais logo na chegada. Caçula de sete irmãos, ficou por um tempo com três irmãs mais velhas, até que uma seleção também as separou. Aos dezesseis anos, Judy estava completamente sozinha.

Na véspera do feriado de Yom Kippur, algumas mulheres pediram a duas Kapos permissão para rezar o Kol Nidre, oração que marca o início da data. Uma delas se admirou e perguntou: "Vocês ainda acreditam nisso? Vocês ainda querem fazer isso aqui?". "Sim, nós queremos”.

As Kapos concederam dez minutos. Receberam uma vela e um sidur, e cerca de 800 mulheres se reuniram. "Alguém acendeu aquela vela solitária, e um silêncio profundo tomou conta do lugar", relata Judy. Uma mulher começou a recitar o Kol Nidre devagar mas, em vez de acompanhá-la, todas irromperam juntas em um grito.

"Nossa oração era o som desse grito incrível de 800 mulheres. [...] Embora ninguém realmente acreditasse que aquilo mudaria nossa situação, a chance de chorar e relembrar em conjunto nos ajudou, mesmo que por um breve instante."

Judy sobreviveu, mas os pais, quatro irmãos e a maior parte de sua família foram assassinados. Em 1948, emigrou para o Canadá, casou-se e teve dois filhos. Tornou-se ativista da educação sobre o Holocausto e integrou a delegação canadense na Marcha dos Vivos.

Neste Yom Kippur, lembramos de Judy e de como a fé, compartilhada entre tantas mulheres, se tornou também um gesto de resistência. Gmar Chatimá Tová!

A Justiça argentina determinou a devolução de uma pintura saqueada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial à her...
19/09/2026

A Justiça argentina determinou a devolução de uma pintura saqueada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial à herdeira de um colecionador de arte judeu holandês. Desaparecida por quase oito décadas, a obra foi localizada por acaso em um anúncio imobiliário online.

O quadro "Retrato de uma Dama", atribuído ao pintor italiano do século XVIII Giacomo Ceruti, pertencia à coleção de Jacques Goudstikker, coagido pelos nazistas a vender mais de mil peças de sua galeria em Amsterdã. A obra acabou com Friedrich Kadgien, oficial nazista que atuava sob ordens de Hermann Göring, conhecido por acumular obras roubadas de famílias judias. Após a guerra, fugiu para a América do Sul.

A pintura reapareceu em agosto de 2025, quando jornalistas do jornal holandês AD identificaram, em um anúncio imobiliário de uma casa em Mar del Plata, na Argentina, a obra pendurada sobre um sofá verde. O imóvel pertencia a Patricia Kadgien, filha do oficial nazista. Quando promotores foram até a residência, porém, a pintura já havia sido retirada do local.

Patricia e o marido foram acusados de receptação qualificada por esconder a obra mesmo sabendo que era procurada por investigadores argentinos e internacionais. Em acordo judicial, o casal renunciou a qualquer direito sobre a pintura e concordou em devolvê-la.

A obra será entregue a Marei von Saher, nora e única herdeira viva de Goudstikker. O colecionador mantinha um caderno com o inventário de suas obras de arte, que levou consigo quando fugiu dos Países Baixos em 1940, com a esposa e o filho. Goudstikker morreu durante a viagem, mas sua esposa guardou o caderno que, desde então, é peça-chave na batalha judicial da família pela recuperação das obras roubadas.

18/09/2026

Você sabia que um sobrevivente do Holocausto ajudou a dar origem a uma das músicas brasileiras mais famosas do mundo?

Oscar Ornstein fugiu da perseguição nazista na Alemanha, chegou ao Rio de Janeiro em 1941 e recomeçou sua vida. Anos depois, como diretor artístico do Copacabana Palace, encomendou a Tom Jobim e Vinicius de Moraes “Garota de Ipanema”, a canção brasileira mais gravada de todos os tempos. Darlan, estagiário de História do Museu, explica essa história!

Em 24 de setembro (quinta-feira), às 19h, o Museu do Holocausto de Curitiba, em parceria com a PUCPR Acolhe e a PUCPR Cu...
17/09/2026

Em 24 de setembro (quinta-feira), às 19h, o Museu do Holocausto de Curitiba, em parceria com a PUCPR Acolhe e a PUCPR Cultura, promove a mesa-redonda "Autismo e Acesso aos Museus", com participação de profissionais e estudantes das áreas de acessibilidade, psicologia e inclusão.

A atividade integra a programação da 20ª Primavera dos Museus, cujo tema é "Museus para Todas as Pessoas". A proposta é discutir os desafios e as possibilidades de ampliar a participação de pessoas autistas nos espaços museológicos, com reflexões sobre acessibilidade, inclusão e práticas de educação não formal.

A mesa também busca aproximar a formação acadêmica das experiências e estratégias de inclusão desenvolvidas pelo Museu, contribuindo para a construção de espaços culturais mais acessíveis e acolhedores para diferentes públicos.

➡️ A participação é gratuita, e as inscrições podem ser feitas até 23 de setembro (quarta-feira), em: https://bit.ly/4xRHmhF (link clicável na bio).

📍 Local: PUCPR Acolhe (Biblioteca da PUCPR) | R. Imac. Conceição, 1155 - Prado Velho, Curitiba (PR).



Descrição da imagem: montagem gráfica em tons de roxo e azul. O fundo mostra uma sala de exposição de Museu do Holocausto de Curitiba, em que vê-se a silhueta de pessoas de costas observando uma vitrine e um painel expositivo. Em primeiro plano, desfocada à esquerda, destaca-se uma vitrine com uma boneca, e à direita, um violino. No topo, em letras brancas, lê-se “Vagas limitadas”. Ao centro, a frase “Inscreva-se para participar” introduz o título principal, “Mesa-redonda", escrito em letras grandes e brancas. Abaixo, há uma tarja bege horizontal com o texto em roxo: “Autismo e acesso aos museus”. Em seguida, em letras brancas inclinadas, estão as informações do evento: “24 de setembro, quinta-feira, às 19h” e “PUCPR Acolhe (Biblioteca da PUCPR)". Na parte inferior, estão as logos da 20ª Primavera dos Museus, do Museu do Holocausto de Curitiba e da PUCPR (Grupo Marista).

16/09/2026

Descubra três curtas-metragens que convidam à reflexão sobre o Holocausto!

Diante dos recentes questionamentos sobre a postura e a escrita de Anne Frank, é importante lembrar: seu diário é o regi...
15/09/2026

Diante dos recentes questionamentos sobre a postura e a escrita de Anne Frank, é importante lembrar: seu diário é o registro de uma adolescente submetida à perseguição nazista. Narrar o sofrimento não significa fazer dele uma identidade.

Faleceu neste domingo (13), aos 107 anos, Yehuda Widawski, o sobrevivente do Holocausto mais velho de Israel.Widawski na...
14/09/2026

Faleceu neste domingo (13), aos 107 anos, Yehuda Widawski, o sobrevivente do Holocausto mais velho de Israel.

Widawski nasceu em julho de 1919, em Turek, na Polônia. Em 1933, mudou-se com os pais, Abraham e Leah, e os irmãos para Łódź, onde participou do movimento juvenil Hashmonaim. Mais tarde, passou a administrar o negócio têxtil da família, que produzia camisas e roupas íntimas para o exército polonês.

Com a ocupação nazista da Polônia, em setembro de 1939, a família Widawski foi forçada a viver no gueto da cidade, onde quinze parentes dividiam um único apartamento. Ali, continuaram no ramo têxtil e organizaram, na própria casa, uma das primeiras cozinhas comunitárias do gueto, ajudando amigos e vizinhos.

Em agosto de 1944, durante a liquidação do gueto, Widawski, seus pais e seus irmãos foram deportados para Auschwitz. Seus pais, junto com o irmão mais velho, Gabriel, foram assassinados assim que chegaram. Oito dias depois, Widawski e o irmão caçula, Jehoszua (Szyja), seguiram para um campo em Friedland, onde foram obrigados a trabalhar na fabricação de asas de avião. Foram liberados pelo Exército Vermelho em maio de 1945.

Os dois irmãos voltaram ao apartamento da família e o encontraram ocupado por outras pessoas. Foi então que souberam que a maioria de seus parentes havia morrido. Widawski retomou o trabalho no setor têxtil, casou-se com Lea Dobrysz e teve dois filhos. Em 1950, emigrou para Israel, onde fundou diversos empreendimentos comerciais.

Em 1978, retornou à Polônia para procurar o túmulo da avó no cemitério judaico de Łódź. O estado do local o levou a iniciar um projeto de longo prazo de restauração de locais de sepultamento judaicos em todo o país. Nas décadas seguintes, ajudou a identificar e sinalizar mais de 3 mil túmulos, e participou da restauração de milhares de outros, tornando-se uma referência na preservação de espaços de memória judaica.

Endereço

Rua Coronel Agostinho Macedo 248
Curitiba, PR
80520100

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Terça-feira 08:30 - 11:30
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