Museu do Holocausto de Curitiba

Museu do Holocausto de Curitiba Primeiro Museu do Holocausto no Brasil, voltado a relembrar as vítimas e alertar as novas gerações sobre os perigos do ódio, da intolerância e do Racismo.
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Nas Olimpíadas de Berlim, em 1936, a fotografia foi arma de propaganda nazista, usada para projetar a imagem de uma Alem...
19/08/2026

Nas Olimpíadas de Berlim, em 1936, a fotografia foi arma de propaganda nazista, usada para projetar a imagem de uma Alemanha pacífica e moderna, mas também documentou o evento sob outros ângulos, da cobertura da imprensa internacional às contradições que escapavam ao controle do regime.

No Dia da Fotografia, selecionamos e revisitamos parte desse acervo para refletir sobre essas imagens. Parte delas também integra o nosso material educativo “A Chama e a Sombra: os 90 anos das Olimpíadas de Berlim”, disponível em nosso site.

18/08/2026

Na última semana, o Departamento Pedagógico do Museu do Holocausto esteve na Deutsche Schule Curitiba (Escola Alemã de Curitiba), onde conduziu atividades com turmas do 3º ao 5º ano do Ensino Fundamental I sobre os temas comunidade, migração, justiça e democracia.

Nossa equipe atende todas as etapas de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Superior, com atividades gratuitas sobre temas que perpassam o Holocausto. Também realizamos formações continuadas, consultorias para educadores e propostas educativas para instituições de ensino formais e não-formais.

✉️ Quer saber mais? Escreva para [email protected] ou [email protected]

16/08/2026

Inspirado nas práticas da Grécia Antiga, o revezamento da tocha anuncia o início dos Jogos Olímpicos, transmitindo uma mensagem de paz, amizade e união entre os povos. Mas o ritual, estreado nos Jogos de Berlim em 1936, não surgiu apenas como um gesto simbólico. Para o regime nazista, ele foi uma ferramenta de propaganda extremamente eficaz.

O revezamento foi um sucesso popular imediato, acompanhado de perto pela imprensa e pela equipe que produziu o filme oficial dos Jogos.

Nascida Brigitta Spindel em Viena, em 1932, Gitta Ryle cresceu em uma família judaica. Quando a Alemanha nazista invadiu...
15/08/2026

Nascida Brigitta Spindel em Viena, em 1932, Gitta Ryle cresceu em uma família judaica. Quando a Alemanha nazista invadiu a Áustria em março de 1938, seu pai fugiu para a Bélgica na esperança de, posteriormente, levar a família quando se estabelecesse no país.

Porém, meses depois, a Áustria foi um dos territórios atingidos pela Noite dos Cristais. Diante do aumento da violência antissemita, a mãe de Gitta, preocupada com a segurança das filhas, registrou ela e a irmã mais velha, Renee, na Oeuvre de Secours aux Enfants (Sociedade de Auxílio às Crianças), organização humanitária que resgatava crianças judias em toda a Europa. Durante a Segunda Guerra Mundial, a organização administrou 14 lares e ajudou cerca de 5 mil crianças.

Nessa época, Gitta tinha 7 anos e Renee, 10. As irmãs permaneceram escondidas por sete anos, primeiro em Paris, depois em um orfanato perto de Lyon, um convento católico e, por fim, na fazenda de uma família que as acolheu.

Com o fim da guerra, Gitta e Renee reencontraram a mãe, mas descobriram que o pai havia sido assassinado em Auschwitz. A família mudou-se para os Estados Unidos, no sul da Califórnia. Foi lá que, já adulta, Gitta conheceu Bob, com quem se casou e teve três filhos, além de quatro netos. Até hoje, aos 94 anos, Gitta continua compartilhando sua história, alertando novas gerações sobre os riscos da intolerância e do ódio.

Neste ano, a história dela se tornou um filme. Dirigido pela neta, Beatrix Ryle, o longa “My name is Gitta” (“Meu nome é Gitta”, em tradução livre), acompanha a jornada de Gitta e do filho Marcus pela Europa, refazendo os passos de sua infância, reencontrando famílias e organizações que salvaram sua vida. O filme estreou em fevereiro de 2026.

14/08/2026

Nascido em uma família Sinti, o boxeador alemão Johann Trollmann, também conhecido como "Rukeli", marcou a história ao desafiar a segregação nazista nos ringues. Após ter sua vitória de 1933 anulada pelo regime, ele usou a luta seguinte para fazer um protesto histórico. Perseguido e enviado a campos de concentração, foi morto em 1944.

Sua história revela os mecanismos de exclusão que marcaram o esporte sob o nazismo, um dos temas do novo material pedagógico do Museu do Holocausto: "A Chama e a Sombra: os 90 anos das Olimpíadas de Berlim".

➡️ Acesse: https://bit.ly/4cDS5U6

Como um objeto passa a fazer parte do acervo do Museu do Holocausto de Curitiba, ou deixa de fazer? O processo é regido ...
13/08/2026

Como um objeto passa a fazer parte do acervo do Museu do Holocausto de Curitiba, ou deixa de fazer? O processo é regido pela Política de Gestão do Acervo, agora disponível ao público, que estabelece as diretrizes, critérios e procedimentos para a análise e avaliação de todo o acervo da instituição.

O documento detalha desde o recebimento e a documentação de novos itens até o controle de acesso à reserva técnica, passando pelo termo de doação, os critérios para empréstimos e o encaminhamento dado a peças que não se enquadram no perfil do acervo institucional.

📲 Confira: https://bit.ly/4fXHENx
✉️ Ficou com alguma dúvida ou tem interesse em conhecer nossa reserva técnica? Escreva para [email protected]

Em 1936, Berlim sediou os Jogos Olímpicos de Verão em plena ascensão do regime nazista na Alemanha. Enquanto o mundo vol...
12/08/2026

Em 1936, Berlim sediou os Jogos Olímpicos de Verão em plena ascensão do regime nazista na Alemanha. Enquanto o mundo voltava os olhos para a chama olímpica, para as cerimônias, premiações e recordes esportivos, uma sombra crescia sobre a Europa: o regime transformava as Olimpíadas em propaganda, consolidando o racismo e o antissemitismo como políticas de Estado.

Passados 90 anos do evento, o Museu do Holocausto de Curitiba lança o material educativo “A Chama e a Sombra: os 90 anos das Olimpíadas de Berlim”. A proposta é lançar um outro olhar sobre os Jogos, voltado para quem, por trás dos holofotes, teve a vida marcada pela discriminação, pela exclusão e pela violência nazista, mas também pela resistência e pelo combate à perseguição.

Reunindo documentos, fotografias e roteiros pedagógicos, o material revisita os Jogos de Berlim como um campo de reflexão sobre democracia, propaganda e responsabilidade coletiva.

A partir de hoje, o Museu também inicia um especial dedicado ao tema, que vai se estender pelas próximas semanas.

➡️ O material é gratuito e já está disponível em nosso site. Acesse: https://bit.ly/4cDS5U6 (link clicável na bio).

09/08/2026

Em 1944, durante a ocupação nazista na Hungria, Jeno Lindenblatt fugiu de um campo de trabalho forçado ao saber que sua esposa e três filhos pequenos — Jehuda, George e Robert —, corriam perigo. Diante do risco iminente, Jeno arriscou a própria vida para buscar alternativas de proteção em Budapeste. Suas ações garantiram que eles encontrassem abrigo até o fim da guerra.

Neste Dia dos Pais, a história de Jeno nos conecta às de tantos outros pais que, durante o Holocausto, enfrentaram perseguição, violência e incerteza para proteger suas famílias e lutar por sua sobrevivência.

08/08/2026

🖼️ Você sabia que o Museu do Holocausto de Curitiba abriga, em sua exposição permanente, uma reprodução da obra "Navio de Emigrantes", de Lasar Segall?

Segall foi um dos principais nomes do modernismo brasileiro e um renomado artista plástico judeu. Nascido na Lituânia, em 1889, chegou ao Brasil na década de 1920. Aqui, se destacou no cenário da arte moderna e passou a ser reconhecido como um dos representantes das vanguardas europeias no país.

Influenciado pelo expressionismo e pelo impressionismo, Segall teve a migração como tema central de sua obra. "Navio de Emigrantes", de 1939, retrata também a própria trajetória do artista, judeu migrante e alvo de perseguição e violência antissemita em seu país de origem. Essa perseguição também atingiu sua produção artística: com a ascensão do nazismo na Alemanha, quase 50 de suas obras foram confiscadas, parte delas exibida na mostra "Arte Degenerada", de 1937.

Recentemente, completaram-se 69 anos da morte de Lasar Segall. O pintor, escultor, desenhista e gravurista faleceu em São Paulo, em 2 de agosto de 1957.

Um avô polonês conta, pela primeira vez, a história por trás do número tatuado em seu antebraço. Um pianista sérvio anse...
06/08/2026

Um avô polonês conta, pela primeira vez, a história por trás do número tatuado em seu antebraço. Um pianista sérvio anseia por sua identidade proibida. Um jovem maia se divide entre os estudos, as obrigações familiares e o amor pela poesia. Um hippie israelense busca respostas e experiências alucinógenas em Antigua, na Guatemala. Um acadêmico idoso defende a importância do humor.

Eduardo Halfon parte da história do próprio avô, sobrevivente de Auschwitz, para construir uma coletânea de contos que misturam memória, ficção e biografia. Nascido em uma família de judeus libaneses na Guatemala, Halfon emigrou para os Estados Unidos. Essa trajetória de deslocamentos entre países e línguas atravessa toda a sua obra, marcada pelos temas da identidade e da memória.

Publicado originalmente no Brasil, em 2014, sob o título "O Boxeador Polaco", o livro ganhou uma edição expandida, com três contos inéditos, lançada pela .contemporanea durante a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), realizada em julho deste ano. A obra ficou entre os dez títulos mais vendidos do festival.

📖 "O Boxeador Polonês", de Eduardo Halfon, é a nossa indicação da semana.



Descrição da imagem: montagem em tom sépia. Ao fundo, uma fotografia mostra o escritor Eduardo Halfon. Ele é um homem careca, de barba grisalha, usa óculos de armação redonda e veste um suéter preto de gola alta. Está sentado, levemente inclinado para a frente, com as mãos apoiadas sobre a mesa, olhando diretamente para a câmera. O fundo está em desfoque, sugerindo um ambiente interno. Na parte superior da imagem, centralizado, está escrito em letras brancas: “Indicação de livro". Na parte inferior direita, em destaque, lê-se: “'O Boxeador Polonês', de Eduardo Halfon”.

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Quinta-feira 19:00 - 21:00
Sexta-feira 08:30 - 11:30
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Domingo 09:00 - 12:00

Telefone

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