Cristais Paulista - Nossa Terra, Nossa Gente

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Cristais Paulista - Nossa Terra, Nossa Gente A exemplo do que aconteceu com muitas cidades da região, Cristais Paulista surgiu aos arredores de grandes plantações de café.

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NOSSAS EXTENSÕES:
Jornal Gazeta de Cristais
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Museu Virtual - Cristais Paulista/SP
https://www.facebook.com/museuvirtualcp/ A “Villa dos Crystaes” - vilarejo pertencente ao município e comarca de Franca - começou a se formar por volta de 1895 com casas de colonos nas antigas terras do fazendeiro Alexandre Vilela de Andrade - grande produtor cafeeiro na região. Em função da extensa área territorial da sua propriedade rural, onde já passava desde 1888 os trilhos da antiga estrada de ferro da Companhia Mogiana ligando o Porto de Santos ao Triangulo Mineiro -, Alexandre Villela constrói uma enorme edificação para abrigar uma máquina de beneficiamento da produção agrícola de sua propriedade e também das propriedades vizinhas. Aos poucos surge um pequeno aglomerado de edificações nas proximidades dos trilhos da estrada de ferro e da estrada velha lateral aos trilhos. Em um contexto da política francana, sob os comandos do Partido Republicano Paulista (PRP) (onde se inseriam vários moradores da “Villa dos Crystaes”, militantes do partido em exercícios de cargos legislativos) o local ganha fóruns de “Districto” mesmo com toda a ala do PRP francano tendo se posicionado contrariamente a sua elevação, o Governo do Estado de São Paulo reconhece a elevação territorial do distrito através da Lei Estadual número 1.202 de 28 de julho de 1910, fato que culmina com a necessidade de realização de mapeamento e planejamento urbanístico do local (realizado pelo Engenheiro Agrônomo Dr. Luiz Rodrigues Nunes), trabalho este findado em maio de 1912 com o primeiro mapeamento urbano do “Districto de Crystaes”. Ainda em 1912, atendendo a uma solicitação da Prefeitura Municipal de Franca Alexandre Vilela de Andrade doa áreas para legalização das áreas públicas do “Districto” (abertura de ruas, praças, igreja, escolas, dentre outros equipamentos), cabendo a ele a decisão sobre os destinos dados aos lotes divididos para moradias e comércios particulares. Do contexto de fundação do “Districto de Crystaes”, recentes estudos mostram que a elevação do local a condição distrital ocorre principalmente por fatores relacionados as disputas internas de poder dentro do Partido Republicano Paulista francano, fator que causa a divisão do PRP em alas que se vêem obrigadas a demarcação de territórios para disputar bases eleitorais e representatividade de seus interesses. Entre 1914 e 1920 o local passa a contar com importantes construções e modelos arquitetônicos arrojados, que demonstravam a riqueza cafeeira do período. Dentre essas construções surge em 1918 a Estação de trens da Companhia Mogiana, facilitando assim o transporte da grande produção cafeeira a região é considerada como produtora do melhor café no Brasil para importação aos países europeus. Em 1945 “Crystaes” (cujo nome é oriundo da grande quantidade de Cristais de Quartzo encontrados na Região) é obrigado por força de Lei Federal a mudar de nome (em função da existência de outro município mineiro, mais antigo, com a mesma denominação) passando-se a chamar Guapuã, que em linguagem nativa, Tupi Guarani, significa Pouso Alto. O nome Guapuã, nunca aceito pela população local, vigorou até o ano de 1965, quando o antigo nome foi restituído acrescido do adjetivo “Paulista” para diferenciar-se do seu homônimo mineiro. Em 1953 surge um movimento pró elevação do distrito a município que mesmo contando com uma grande comissão de moradores do local o movimento fracassa e derruba os sonhos dos cristalenses em se tornar um município independente política e administrativamente da cidade sede por falta de apoio dos políticos francanos. Nova oportunida de emancipação surgeem 1958 e novamente é instituída uma comissão organizadora dos trabalhos de elevação do distrito a condição de município. Em 31 de dezembro do mesmo ano, o Governador do Estado Janio da Silva Quadros, na Lei Estadual 5.121 (que trata da divisão territorial do Estado de São Paulo) cria o município de Guapuã em território de 378 quilômetros quadrados, pertencente a Comarca do Município de Franca. Os meses seguintes exigiam a preparação para o primeiro processo eleitoral do recém criado município, fato que ocorre em 6 de outubro de 1959, elegendo os primeiros governantes dos poderes executivo e legislativo do município. Em 1960, primeiro ano de exercício dos poderes municipais, são instaladas as sedes da Prefeitura Municipal e Câmara Municipal. O município, enfim passou a decidir seus destinos políticos e administrativos.

E O NOSSO LUAR DA NOITE DE ONTEM (18-09-2026)...BELÍSSIMO!!!
19/09/2026

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E o nosso Pôr do Sol do último dia 25/08/2026 foi maravilhoso!!
27/08/2026

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05/08/2026
20/06/2026

A NOSSA PRAÇA É UM CHÃO FEITO DE MEMÓRIAS

A Praça é nossa! Nos unimos a ela por milhares de laços memorativos. Porém, precisamos entender que o tempo evolui, trazendo novas necessidades aos lugares de uso comum da comunidade. E ainda que essas mudanças — como as que vêm sendo realizadas na atualidade — tragam novos elementos de embelezamento e de utilização da área, espera-se que a história do local seja respeitada, em busca de manter vivas as realizações passadas, tão significativas para nossos habitantes.
Temos, nesse momento, a primeira grande revitalização da Praça Central Nossa Senhora D’Abadia já em andamento, após 68 anos de sua inauguração. Para além da restauração do piso, dos jardins e do coreto, a nova obra trará novos equipamentos decorativos e uma nova forma de utilização da área. Prevista para ser entregue em setembro de 2026, a praça passará a contar com espelho d’água luminoso, playground infantil, estacionamento, calçadão, nova iluminação em sistema de LEDs, novo paisagismo e abertura de novos jardins.
Trata-se de uma mudança significativa e profunda, que visionou uma grande evolução, mas cuidou de preservar as mais importantes características oriundas do nosso passado. Tudo o que lá estava vai permanecer, e o que for novo demorará o tempo necessário para ser assimilado em sua totalidade. Que seja uma reforma que, ao final, surpreenda a todos e consiga reparar os muitos anos de abandono do nosso espaço central.
De 1895 a 1910, quando o vilarejo era conhecido como “Villa dos Crystaes”, a presença de uma capela construída no topo da colina mais alta da Fazenda Belo Horizonte (a 996 metros acima do nível do mar) deu origem à abertura de uma extensão de área para as atividades religiosas e sociais da comunidade. É nesse momento histórico que surge o espaço de terra batida com 6.400 m², que passaria a ser utilizado como local de eventos e encontros entre moradores locais, da zona rural, da cidade-sede (Franca) e de toda a região.
Em 28 de julho de 1910, a “Villa dos Crystaes” ganha foros de “Districto”. Nesse mesmo ano, ocorre o início do importante Projeto de Urbanização planejado para a área urbana do recém-criado distrito, cujos trabalhos foram realizados pelo Engenheiro Agrônomo Dr. Luiz Rodrigues Nunes. O mapeamento, realizado a pedido do proprietário das terras, Alexandre Villela de Andrade, foi finalizado em 1912. O resultado foi a abertura de três avenidas horizontais e nove ruas transversais. Além de várias áreas públicas doadas ao município de Franca (ruas, praças e escola), surgiram 247 lotes que seriam comercializados pelo proprietário, dando início à urbanização do novo distrito, onde despontaram várias unidades residenciais e comerciais.
O planejamento urbano realizado reafirmou a permanência da praça como a região central da comunidade local. Isso garantiu a sua continuidade e a determinação em ser, oficialmente, a Praça Central do Distrito, seguindo sua tradição de uso. Em 1916, a antiga capela existente no local recebeu sua primeira grande reforma e ganhou sua torre principal, sendo assim elevada à condição de Igreja. Em 1926, Nossa Senhora D’Abadia recebeu a homenagem de se tornar a padroeira local. A Praça Central também homenageou a padroeira e ambos os espaços seguiram com a mesma nomenclatura.
Já em 1943, tendo em seu entorno a existência de várias unidades residenciais e comerciais, a área foi contemplada com a construção de um pequeno coreto feito de madeira na lateral esquerda da Igreja. Esse equipamento marcaria sua funcionalidade de forma definitiva, seguindo uma tendência da época para a urbanização de praças. O coreto se tornou uma peça marcante até os dias atuais, embora tenha sido substituído, posteriormente, por outro em alvenaria construído no centro da praça.
A Praça Central Nossa Senhora D’Abadia iniciou sua urbanização estruturada com a construção dos canteiros para jardinagens ornamentais e arborização. Esse início foi entregue pelo Prefeito de Franca, Onofre Gosuen, em fevereiro de 1958, quando a localidade figurava ainda como Distrito de Franca — a apenas dez meses de receber sua Emancipação Política e Administrativa, ocorrida em 31 de dezembro de 1958.
Porém, somente em 1966 toda a área, até então de terra batida, recebeu o assentamento do piso em Petit Pavê (Piso Português), considerado artístico e cuja técnica tem origem oficial no Castelo de São Jorge (Lisboa/Portugal), em 1842. Apesar de ser uma técnica portuguesa, é uma criação inspirada nos antigos mosaicos romanos do Império Romano. Em 1968, chegou a instalação da iluminação elétrica em toda a área. Ambos os trabalhos finais foram realizados pela Gestão 1964/1968, executada pelo Prefeito Augusto José Monteiro, totalizando a finalização da urbanização da praça após 10 anos de seu início.
Em agosto de 1999 (Gestão 1997/2000 – Roberto Aurélio Leonardo), a praça recebeu da Administração Municipal sua primeira restauração, abrangendo todo o seu piso de Petit Pavê (já bastante danificado), totalmente ajustado contra os desgastes do tempo, além de receber um novo paisagismo nos jardins.
E, após toda essa contextualização, voltamos à reforma atual. Esta é a segunda grande intervenção realizada após 68 anos do início da urbanização da área que foi, e continuará sendo, o ponto de encontro de famílias, da juventude, palco de festas, apresentações musicais, namoros, convivência de amigos, das brincadeiras das crianças e das atividades de várias religiões. Ou seja: o lugar onde todos se encontram.
No mais, que se registre em nossa História que por longos anos os trabalhos de manutenção da praça central estiveram em pleno abandono. A população espera que essas modificações atuais sejam um marco do retorno aos cuidados necessários com o local, cuidados que agora serão ampliados por novos equipamentos.
Quando se trata de realizar modificações e melhorias na Praça Central, no nosso principal cartão-postal, nunca será fácil a obtenção de concordância com o todo coletivo ou político. Não se pode esperar que todos concordem integralmente com tudo. Mas é preciso aceitar que consertar o que já estava bastante estragado é uma nobre atitude. Espera-se da atual Administração do Município que a mesma ganhe metodologia e rotina na manutenção das áreas públicas, para que nossa cidade não sofra com o mesmo abandono herdado. E que cada morador possa continuar construindo nela suas melhores memórias.

Endereço

Rua Padre Alonso, 608/Jardim Belo Horizonte II
Cristais Paulista, SP
14460-157

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