14/07/2026
🏛O jardim como parte da história do Solar✨
Ao entrar no Solar Barão de Guajará, é impossível não notar o jardim localizado no centro da construção. Esse espaço faz parte da própria arquitetura do casarão e vai além de apenas um elemento paisagístico.
Durante o período colonial, era comum que as casas brasileiras tivessem hortas, pomares e jardins nos fundos dos terrenos, voltados principalmente para o abastecimento da família. Ao longo do século XIX, porém, essa configuração começou a mudar.
No século XIX, possuir uma residência com um jardim era também um símbolo de prestígio. Em uma Belém marcada pela influência dos modelos europeus, esses espaços valorizavam a arquitetura, favoreciam o conforto, a ventilação dos ambientes e revelavam um modo de vida característico das elites belenenses, no qual natureza, elegância e distinção social caminhavam juntas.
No Solar Barão de Guajará, o jardim central ajuda a contar essa história. Hoje, ele continua sendo um espaço de contemplação e convivência, preservando uma característica marcante das residências da época e convidando os visitantes a refletirem sobre as transformações da cidade de Belém ao longo do tempo.
Visitar o Solar é também perceber como arquitetura, natureza e história caminham juntas.
Referências:
ARAGÃO, Solange de. A casa, o jardim e a rua no Brasil do século XIX. Em Tempo de Histórias, Brasília, n. 12, p. 150–166, 2008.
TERRA, Carlos Gonçalves. Os jardins no Brasil do século XIX: Glaziou revisitado. 1993. 272 f. Dissertação (Mestrado em História da Arte) – Escola de Belas Artes, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1993.
🎥 ✍️: produção:
Apoio: Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGP); Pró-Reitoria de Extensão (PROEX)/UFPA;
Realização: Faculdade de Turismo (FACTUR)/ICSA