Património "Santana Madeira Biosfera"
A reserva Mundial da biosfera, Santana Madeira, enquanto instrumento motivador e catalisador de atividades baseadas na conservação e uso sustentável do património natural e cultural, deve ser entendida como reforço das oportunidades de diversificação e renovação do desenvolvimento local e regional. A Reserva da Bioafera é caracterizada não só pelo seu patrimó
nio natural, com a sua bela paisagem e riqueza florestal, mas também pelo valioso e exetenso património cultural, que seja imóvel, móvel e imaterial. desde sempre que o povo do concelho de Santana preservou a sua cultura intrínseca, os seus usos e costumes, e que vemos refletidos nas inúmeras atividades e manifestações culturais por todo concelho. Serra d´Água
A existência de grande quantidade de arvoredo na ilha da Madeira possibilitou, desde o seu povoamento, o aparecimento de serra d'água. Estes engenhos são já referidos na carta de doação da Capitania do Funchal a João Gonçalves zarco, em 1450, a quem é concedido o privilégio das rendas das serras d'água. Com o decorrer do tempo, o controle e fiscalização das serras d'água e do corte de madeira foi passado para os municípios. A localização deste engenhos dependia essencialmente de dois fatores: a existência de madeira em abundância nos seus arredores e de cursos de água ou levadas, a razão pela qual surgiram preferencialmente no interior. O mecanismo das serras d'água inseria-se em edifícios de madeira em tabuado, provavelmente com cobertura de colmo e sua produção de tabuado destinava-se principalmente á construção de edifícios, embora também aplicada a outros fins, tal como a construção naval. As madeiras eram escolhidas nas serras da Madeira e transportadas para a serra d'água onde eram cortadas em tábuas pelo serrador, sendo posteriormente enviadas para o mercado. Atualmente, pouco são os vestígios destes engenhos que proliferaram em toda ilha da Madeira, de tal forma que se encontram referidos em várias toponímias da ilha. Esta é conduzida através de uma levada para a roda motriz. O caudal é controlado na senteira, que direciona a água, por um mecanismo vertical com tirante de ferro. A roda motriz aciona através de um veio de transmissão a roda maluca cujo movimento possibilita a deslocação do carro, através da roda de puxar o carro e o peão, onde se encontra a madeira para ser cortada. O mesmo veio de transmissão põe em movimento a roda de balanço que aciona a serra, fixa na cangalha de aparelhar a serra, a qual através de balanços verticais vai cortar a madeira.