Museu das Convergências

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O Museu das Convergências está vocacionado para o estudo, divulgação e disponibilização de bens artísticos e culturais produzidos no contexto das transferências entre diversos povos e áreas geográficas, dos seus encontros artísticos e culturais.

Poderá um museu continuar a existir, produzir conhecimento, relacionar-se com os seus públicos e afirmar a sua identidad...
09/10/2026

Poderá um museu continuar a existir, produzir conhecimento, relacionar-se com os seus públicos e afirmar a sua identidade quando encerra para obras, não tem uma sede própria ou vê o seu espaço museológico transformado?

A mesa-redonda 𝐀 𝐏𝐫𝐨𝐠𝐫𝐚𝐦𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐄𝐱𝐩𝐚𝐧𝐝𝐢𝐝𝐚 𝐝𝐨𝐬 𝐌𝐮𝐬𝐞𝐮𝐬, que terá lugar no Museu do Oriente, hoje, pretende refletir sobre questões como a circulação das coleções, as parcerias institucionais, a mediação cultural, os custos e desafios da programação sem edifício e, sobretudo, aquilo que permanece depois da reabertura.

Com início às 18h00, o painel reúne os especialistas Maria de Jesus Monge (Diretora do Museu Nacional de Arte Antiga), António Carvalho (Diretor do Museu Nacional de Arqueologia), Inês Fialho Brandão (Coordenadora de Mediação Cultural do Museu Calouste Gulbenkian) e Raquel Henriques da Silva (Professora catedrática jubilada do Departamento de História da Arte da NOVA FCSH) na moderação.

Esta conversa, coordenada por Rui Oliveira Lopes e Graça Mendes Pinto, insere-se no programa paralelo da exposição 𝐈𝐧𝐯𝐨𝐜𝐚𝐫 𝐨 𝐒𝐢𝐥𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐨. 𝐄𝐪𝐮𝐢𝐥𝐢́𝐛𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐁𝐢𝐨𝐜𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚𝐢𝐬 𝐧𝐚 𝐈𝐧𝐝𝐨𝐧𝐞́𝐬𝐢𝐚, um projeto 𝐌𝐮𝐬𝐞𝐮 𝐝𝐚𝐬 𝐂𝐨𝐧𝐯𝐞𝐫𝐠𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚𝐬: 𝐔𝐦 𝐌𝐮𝐬𝐞𝐮 𝐞𝐦 𝐕𝐢𝐚𝐠𝐞𝐦 e 𝐎 𝐌𝐮𝐬𝐞𝐮 𝐂𝐨𝐧𝐯𝐢𝐝𝐚... da Fundação do Oriente. A exposição pode ser visitada até 13 de dezembro.

🗓️9 outubro, 18h
📍Museu do Oriente
🎟️ Entrada livre, mas requere inscrição através do email [email protected]

Seguindo os modelos europeus que circulavam a partir da gravura, artistas da Índia, do Ceilão (atual Sri Lanka), da Chin...
08/10/2026

Seguindo os modelos europeus que circulavam a partir da gravura, artistas da Índia, do Ceilão (atual Sri Lanka), da China e das Filipinas, reproduziam, muitas vezes de forma livre, temas iconográficos cristãos como este destacado nesta placa de marfim do Ceilão, representando o 𝐓𝐫𝐢𝐮𝐧𝐟𝐨 𝐝𝐨 𝐀𝐦𝐨𝐫 𝐃𝐢𝐯𝐢𝐧𝐨 𝐒𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐨 𝐀𝐦𝐨𝐫 𝐏𝐫𝐨𝐟𝐚𝐧𝐨.
Baseado na gravura homónima de Hieronymus Wierix, gravador e editor neerlandês ativo entre c. 1560 e 1619, 𝐴𝑚𝑜𝑟 𝐷𝑖𝑣𝑖𝑛𝑢𝑠 é uma alegoria ao triunfo do amor divino, podendo ser entendida ainda como um símbolo da virtude da fé cristã perante a adversidade e a perseguição religiosa. Esta placa de marfim de pequeno porte destinava-se à prática devocional, podendo ser afixada numa maquineta de oratório ou numa parede.
Para além deste, outros objetos de aparato em marfim, pedras preciosas e ourivesaria produzida durante os reinos de Kotte e de Kandy, no Ceilão, integram a Coleção de Arte do Ceilão do acervo do Museu.

📷 © Pedro Lobo

𝐏𝐥𝐚𝐜𝐚 𝐑𝐞𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐭𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐨 𝐓𝐫𝐢𝐮𝐧𝐟𝐨 𝐝𝐨 𝐀𝐦𝐨𝐫 𝐃𝐢𝐯𝐢𝐧𝐨 𝐒𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐨 𝐀𝐦𝐨𝐫 𝐏𝐫𝐨𝐟𝐚𝐧𝐨
Ceilão (Sri Lanka), c. 1560 – 1650
Marfim com vestígios de policromia, moldura de ébano
13 x 12 x 2,4 cm (sem moldura)

Com uma presença escultórica e emblemática, esta peça de 𝐊𝐚𝐛𝐨𝐧𝐠𝐨 representa uma cabeça de búfalo asiático, animal que oc...
25/09/2026

Com uma presença escultórica e emblemática, esta peça de 𝐊𝐚𝐛𝐨𝐧𝐠𝐨 representa uma cabeça de búfalo asiático, animal que ocupa uma posição central na vida social, económica, ritual e simbólica das comunidades Toraja, nas terras altas do sul da ilha de Sulawesi (Indonésia). Executada em madeira e completada com um par de cornos verdadeiros de búfalo, a peça reproduz, de forma monumental e deliberadamente sintética, a poderosa anatomia do animal.
Se a fisicalidade desta peça é impressionante, a sua estrutura não deve ser entendida apenas como uma representação zoomórfica autónoma: a imagem do búfalo participa ativamente na construção visual da memória, do prestígio e da identidade familiar nas representações das comunidades Toraja.
O búfalo possui, assim, um significado particularmente profundo nas cerimónias funerárias Rambu Solo, constituindo um marcador de estatuto social e um elemento essencial nas cerimónias que assinalam a passagem do defunto para o mundo dos antepassados. A importância e a escala do ritual podem ser expressas pelo número e pela qualidade dos búfalos oferecidos, fazendo do sacrifício um ato simultaneamente religioso, social e económico.
Esta peça integra atualmente a exposição 𝐈𝐧𝐯𝐨𝐜𝐚𝐫 𝐨 𝐒𝐢𝐥𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐨 - 𝐄𝐪𝐮𝐢𝐥𝐢́𝐛𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐁𝐢𝐨𝐜𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚𝐢𝐬 𝐧𝐚 𝐈𝐧𝐝𝐨𝐧𝐞́𝐬𝐢𝐚, uma iniciativa 𝐎 𝐌𝐮𝐬𝐞𝐮 𝐂𝐨𝐧𝐯𝐢𝐝𝐚... da Fundação do Oriente, em Lisboa, e do projeto 𝐌𝐮𝐬𝐞𝐮 𝐝𝐚𝐬 𝐂𝐨𝐧𝐯𝐞𝐫𝐠𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚𝐬: 𝐔𝐦 𝐌𝐮𝐬𝐞𝐮 𝐞𝐦 𝐕𝐢𝐚𝐠𝐞𝐦. Poderá ser visitada até 13 de dezembro no Museu do Oriente.

Dentro do acervo do Museu, esta peça integra a coleção 𝐀𝐫𝐭𝐞 𝐝𝐨 𝐒𝐮𝐝𝐞𝐬𝐭𝐞 𝐝𝐚 𝐀́𝐬𝐢𝐚, que consiste numa coleção que expressa a difusão do Budismo pelo Sudeste da Ásia e em esculturas de marfim produzidas na Tailândia durante a presença portuguesa.

📷 © Pedro Lobo

𝐄𝐬𝐜𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐊𝐚𝐛𝐨𝐧𝐠𝐨 (búfalo asiático ou búfalo-d’água)
Cultura Toraja Celebes (Sulawesi), Indonésia, c. 1960
Madeira e cornos de búfalo asiático (Bubalus bubalis)
32 x 92,5 x 87 cm

A cultura dos povos 𝐌𝐞̃𝐛𝐞̂𝐧𝐠𝐨̂𝐤𝐫𝐞, também conhecidos como 𝐗𝐢𝐤𝐫𝐢𝐧-𝐊𝐚𝐲𝐚𝐩𝐨́, é indígena nativa dos atuais estados do Mato G...
08/09/2026

A cultura dos povos 𝐌𝐞̃𝐛𝐞̂𝐧𝐠𝐨̂𝐤𝐫𝐞, também conhecidos como 𝐗𝐢𝐤𝐫𝐢𝐧-𝐊𝐚𝐲𝐚𝐩𝐨́, é indígena nativa dos atuais estados do Mato Grosso e do Pará. O seu idioma é atualmente falado por menos de 10 mil pessoas, o que o coloca no nível mais elevado de risco de extinção de acordo com os standards da UNESCO. No entanto, a oratória e o uso deste idioma é algo central à cultura dos Mẽbêngôkre — tendo-se autodenominado “aqueles com um falar bonito”. As suas aldeias são sempre construídas em anel, com a nobreza do seu centro dedicada a uma praça comum. À semelhança de outras culturas ameríndias indígenas, os seus cocares são símbolos de estatuto do seu portador, e do seu papel na sociedade. Mais recentemente, estes cocares ficaram também associados na consciência global à luta destes povos na defesa da floresta amazónica contra a exploração de recursos naturais.

Esta peça integra, dentro do acervo do Museu, a coleção de Arte dos Povos Ameríndios e das Culturas Ibero-Americanas. Esta inclui vários objetos de arte indígena dos povos do Brasil, designadamente a arte plumária e inclui também arte pré-colombiana e arte produzida no contexto da presença portuguesa e espanhola na América do Sul.

📷 © Pedro Lobo

𝐂𝐨𝐜𝐚𝐫 𝐞𝐦 𝐝𝐢𝐚𝐝𝐞𝐦𝐚 𝐯𝐞𝐫𝐭𝐢𝐜𝐚𝐥
Povos Mẽbêngôkre (Xikrin-Kayapó), Bacia dos rios Xingu e Tocatins, Estado do Pará, Brasil, c. 1950
Penas de araracanga, arara canindé e arara azul, taquara montadas em arco de fibra vegetal torcida, com tufo central de penas vermelhas, escuras e amarelas; fio de amarração e atilhos de algodão
88 x 59 x 28 cm

Não percam a oportunidade de comprar o livro de 𝐅𝐥𝐮𝐱𝐨. 𝐎𝐛𝐣𝐞𝐭𝐨𝐬, 𝐏𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬 𝐞 𝐋𝐮𝐠𝐚𝐫𝐞𝐬, disponível na banca da Câmara Municip...
03/09/2026

Não percam a oportunidade de comprar o livro de 𝐅𝐥𝐮𝐱𝐨. 𝐎𝐛𝐣𝐞𝐭𝐨𝐬, 𝐏𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬 𝐞 𝐋𝐮𝐠𝐚𝐫𝐞𝐬, disponível na banca da Câmara Municipal do Porto (com a função dupla de banca de Informações). A Feira do Livro do Porto termina no dia 6 de setembro.

Este livro foi lançado no passado Dia Internacional do Museu, a 18 de maio, no dia de fecho da nossa primeira exposição, 𝐅𝐥𝐮𝐱𝐨. 𝐎𝐛𝐣𝐞𝐭𝐨𝐬, 𝐏𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬 𝐞 𝐋𝐮𝐠𝐚𝐫𝐞𝐬. A exposição, que foi a primeira veiculação dos princípios curatoriais do Museu das Convergências, ganhou corpo com o lançamento de um livro que expande o significado da palavra Convergências, e a forma como os objetos ganham valor quando transitam entre contextos culturais e geográficos.

Esta 𝐁𝐚𝐧𝐝𝐞𝐣𝐚 é exemplo das “produções luso-asiáticas”, onde peças eram produzidas em territórios asiáticos com o fito de...
01/09/2026

Esta 𝐁𝐚𝐧𝐝𝐞𝐣𝐚 é exemplo das “produções luso-asiáticas”, onde peças eram produzidas em territórios asiáticos com o fito de serem distribuídas nos mercados português e europeu. Com o contraste entre a vibrante laca vermelha e diversos motivos em folha de ouro, esta bandeja posiciona-se como um objeto luxuoso, ao qual acresce o exotismo da sua procedência.

O motivo central, um pelicano, remete a peça para uma leitura religiosa — segundo uma antiga tradição, o pelicano, em situações de necessidade, alimentaria as crias com o próprio sangue, ferindo o peito com o bico. Esta referência parabólica ao sacrifício de Cristo encontra-se rodeada de ornamentação com motivos florais como a flor de lótus, tornando esta peça um testemunho material da circulação não apenas de mercadorias, mas também de imagens, crenças e formas de representação entre a Europa e a Ásia.

No acervo do Museu das Convergências, esta peça integra a coleção 𝐀𝐫𝐭𝐞 𝐝𝐚 𝐈́𝐧𝐝𝐢𝐚— caracterizada pela arte designada indo-portuguesa, por arte hindu e arte mogol, de tradição islâmica e persa na Índia.

📷 © Pedro Lobo
Bandeja
Sudeste da Ásia ou Cochim, c. 1600–1650
Madeira de teca revestida com laca chinesa, pigmentos e folha de ouro
65 x 83 x 51 cm

Neste fragmento esculpido em pedra de Ançã (um calcário branco e muito macio originário de Cantanhede), vemos uma cabeça...
25/08/2026

Neste fragmento esculpido em pedra de Ançã (um calcário branco e muito macio originário de Cantanhede), vemos uma cabeça feminina coroada. Composta por um rosto de recorte redondo, são percetíveis os olhos abertos, os lábios semicerrados e uma composição equilibrada, que é simétrica a partir do eixo do nariz. Outro pormenor de referência nesta escultura é o desenho dos cabelos ondulados, executados em estrias, assim como uma coroa ornamentada por uma sequência de cabuchões em relevo.

Atribuída ao Mestre dos Túmulos dos Reis pelo historiador Pedro Dias, a peça terá sido produzida durante o reinado de D. Manuel, quando decorreram as grandes obras no Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra.

Apesar do seu carácter de ruína, as semelhanças com a imagem da Virgem do Leite integrada no Túmulo de D. Sancho I –– considerada, por muitos, a obra-prima atribuída ao mesmo escultor anónimo do século XVI –– são notórias, permitindo mesmo classificá-la como a escultura estilisticamente mais próxima conservada no património português.

Este objeto característico da transição do Gótico para o Renascimento em Portugal integra a Coleção de Arte Europeia do acervo do museu, e engloba pintura, escultura, desenho, artes decorativas e uma variedade de expressões resultantes de diferentes circulações estéticas e temporais.

📷 © Pedro Lobo
𝐂𝐚𝐛𝐞𝐜̧𝐚 𝐟𝐞𝐦𝐢𝐧𝐢𝐧𝐚 𝐜𝐨𝐫𝐨𝐚𝐝𝐚
Coimbra, Portugal, c. 1520–1525
Pedra de Ançã (calcário oolítico de Ançã) montada em peanha de sucupira
28 x 15,7 x 18 cm (com peanha)

À primeira vista, seria fácil assumir a procedência chinesa deste 𝐏𝐫𝐚𝐭𝐨: a porcelana em tons de branco e azul, e a figur...
18/08/2026

À primeira vista, seria fácil assumir a procedência chinesa deste 𝐏𝐫𝐚𝐭𝐨: a porcelana em tons de branco e azul, e a figura mitológica representada ao centro (um 𝑞𝑖𝑙𝑖𝑛, criatura quimérica da tradição chinesa) remetem de imediato para uma peça da dinastia Ming. Contudo, esta peça que se encontra no acervo do Museu das Convergências é na verdade oriunda da Pérsia, algures entre 1600 e 1650. A recriação da estética Ming não é acidental — insere-se num esforço da Pérsia para competir com este produto chinês nas rotas comerciais entre a Europa e a Ásia através da Ásia Central. Contudo, estas peças não se tratavam de meras imitações baratas: neste prato é possível discernir um traço de ilustração em linha com o vocabulário visual persa. Adicionalmente, os motivos decorativos no rebordo do prato são mais reminiscentes dos motivos florais em voga na Europa e no Médio Oriente.

No acervo do Museu das Convergências, esta peça integra a 𝐂𝐨𝐥𝐞𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐀𝐫𝐭𝐞 𝐝𝐚 𝐂𝐡𝐢𝐧𝐚 𝐞 𝐀́𝐬𝐢𝐚 𝐂𝐞𝐧𝐭𝐫𝐚𝐥 — uma coleção que inclui cerâmicas, terracotas, têxteis e outros objetos que circulavam nas principais rotas de comércio por terra e por mar.

📷 © Pedro Lobo

Pérsia (atual Irão), Dinastia Safávida (1501–1722), c. 1600–1650
Pasta de pedra (fritware) policromada com azul-cobalto sob vidrado alcalino
⌀ 32 cm

As 𝑬𝒎𝒂 são pequenas placas de madeira onde budistas e xintoístas inscreviam os seus desejos ou pedidos às entidades divi...
04/08/2026

As 𝑬𝒎𝒂 são pequenas placas de madeira onde budistas e xintoístas inscreviam os seus desejos ou pedidos às entidades divinas — para depois as pendurar nos seus templos. Em japonês, o seu nome significa “imagem-cavalo”, numa referência a uma espécie que na mitologia da religião xintoísta era vista como mensageira dos deuses.

Entre o acervo do Museu encontramos este painel votivo com a representação de uma nau portuguesa. Sem certezas absolutas sobre a sua origem, poderá ter sido encomendada a artesãos japoneses para pedir aos deuses uma passagem segura para o navio — que nesta composição está rodeado por ondas expressivas; ou mesmo para boa sorte nos negócios, se optarmos por valorizar a pequena embarcação que parece estar a atracar ao navio para uma troca comercial. Os caracteres 𝑘𝑎𝑛𝑗𝑖 que rodeiam o navio significam “doado” e “pendurado”, mais indicativos da natureza desta placa votiva do que dos seus votos.

Esta peça estará em empréstimo ao Centro de Religiosidade Marítima do Museu Marítimo de Ílhavo. Integra a exposição temporária 𝐀 𝐚𝐫𝐭𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐯𝐞𝐢𝐨 𝐩𝐞𝐥𝐨 𝐦𝐚𝐫, que inaugura já nesta sexta-feira — um dia antes do Museu Marítimo celebra o seu 89º aniversário.

No acervo do Museu das Convergências, esta peça integra a colecção 𝐀𝐫𝐭𝐞 𝐍𝐚𝐦𝐛𝐚𝐧 — que agrega um vasto conjunto de tipologias de objetos produzidos como resultado das relações entre Portugal e o Japão.

📷 © Pedro Lobo
𝐸𝑚𝑎 (𝑝𝑎𝑖𝑛𝑒𝑙 𝑣𝑜𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑗𝑎𝑝𝑜𝑛𝑒̂𝑠) 𝑐𝑜𝑚 𝑎 𝑟𝑒𝑝𝑟𝑒𝑠𝑒𝑛𝑡𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑑𝑎 𝑁𝑎𝑢 𝑃𝑜𝑟𝑡𝑢𝑔𝑢𝑒𝑠𝑎
𝐽𝑎𝑝𝑎̃𝑜, 𝑐. 1750-1850
𝐺𝑢𝑎𝑐ℎ𝑒 𝑒 𝑡𝑖𝑛𝑡𝑎 𝑠𝑜𝑏𝑟𝑒 𝑚𝑎𝑑𝑒𝑖𝑟𝑎 (𝑐𝑖𝑝𝑟𝑒𝑠𝑡𝑒, 𝑐𝑒𝑑𝑟𝑜 𝑜𝑢 𝑝𝑖𝑛ℎ𝑒𝑖𝑟𝑜)
30,5 𝑥 50,5 𝑥 2 𝑐𝑚

Este fim de semana chega ao fim o primeiro núcleo expositivo do projeto 𝐔𝐦 𝐌𝐮𝐬𝐞𝐮 𝐞𝐦 𝐕𝐢𝐚𝐠𝐞𝐦. 𝐂𝐚́𝐥𝐢𝐜𝐞 𝐧𝐚 𝐂𝐚𝐬𝐚 representou ...
25/06/2026

Este fim de semana chega ao fim o primeiro núcleo expositivo do projeto 𝐔𝐦 𝐌𝐮𝐬𝐞𝐮 𝐞𝐦 𝐕𝐢𝐚𝐠𝐞𝐦. 𝐂𝐚́𝐥𝐢𝐜𝐞 𝐧𝐚 𝐂𝐚𝐬𝐚 representou um importante gesto na aproximação à nossa morada futura, tendo sido uma exposição desenvolvida em estreita parceria com a 𝐂𝐚𝐬𝐚 𝐒𝐚̃𝐨 𝐑𝐨𝐪𝐮𝐞. Até ao final do dia 29 há ainda oportunidade de experienciarem o diálogo entre o “Cálice com Patena”, da nossa colecção, e a obra Maçã, de Francisco Tropa.

📷 Renato Cruz Santos

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