PARa School, centrada nas disciplinas da Arquitectura e do Urbanismo, apela à construção de um espaço de diálogo e intervenção com outros campos epistemológicos, nomeadamente, a história, a arqueologia, a arte, a sociologia, a antropologia, a geografia e a economia. Funda-se na práxis crítica, enquanto processo cíclico de aprendizagem experimental - Pensamento, Acção e Reflexão, convertendo-se num
a plataforma útil para a reflexão sobre a gestão e optimização dos recursos urbanos e/ou naturais existentes. PARa School, dá início à sua primeira edição com a Summer School, tendo como objectivo uma reflexão crítica sobre a cultura do abandono e consequente desertificação no interior de Portugal. Uma realidade reforçada pela actual crise financeira e pelo fenómeno migratório. Utiliza como caso de estudo o lugar de Barca D’Alva, Freguesia de Escalhão, Concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. PARa School centered in the disciplines of Architecture and Urbanism calls for the construction of a dialogue and action space with other epistemological fields including history, archeology, art, sociology, anthropology, geography and economy. Based on a critical praxis as a process of experiential learning - thought, action and reflection – it aims to become a useful platform for the management and optimization of the available physical and social resources. PARa opens its first edition with the Summer School, proposing a critical reflection about the culture of abandonment and the consequent desertification of the rural areas as well as the creation of solutions that can help to reduce the impact of this process. A reality reinforced by the current European financial crisis and the global migratory phenomenon through the place of Barca d'Alva, Parish of Escalhão, County of Figueira de Castelo Rodrigo, Portugal, which represents the case study. OBJECTO
PARa tem como objectivo a construção de um espaço cooperativo e transdisciplinar de reflexão sobre questões sócio-espaciais emergentes, nomeadamente, o abandono do edificado ao nível local, o abandono do espaço público ao nível urbano e o abandono demográfico ao nível territorial, que afectam o interior de Portugal. Visa a identificação dos elementos geradores do problema, a criação crítica de soluções e, em simultâneo, propõe uma perspectiva constructiva deste abandono, encarando o vazio por ele gerado enquanto espaço de oportunidade, liberdade e criação. METODOLOGIA
Organiza-se em três ateliers que equivalem a três escalas de intervenção, sobre as quais se propõe reflectir e actuar, ou seja, a escala local, a escala urbana e a escala territorial. Cada um dos ateliers é constituído por dois professores e oito alunos. A parte lectiva da escola divide-se em dois momentos complementares:
• M1. Síntese Teórica: Visa um espaço contínuo de reflexão crítica sobre o tema proposto assente numa visão multidisciplinar – geografia, sociologia, antropologia, artes plásticas, ecologia, economia e história – fornecendo um campo expandido útil de pensamento e posterior acção. Métodos: Conferências, brainstorming diários, mesas redondas.
• M2. Síntese prática: Visa a criação e teste de soluções práticas em função do problema proposto através de um processo experimental e criativo.