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[Port.] A corporação Rosatom engloba mais de 300 subsidiárias, incluindo as instituições científicas, centros de pesquisa e todas as empresas nucleares da Rússia. Rosatom ocupa posições de liderança no mercado global de tecnologias nucleares e está construindo 35 reatores nucleares ao redor do mundo.

[Esp.] La corporación Rosatom incluye más de 300 subsidiarias, incluyendo instituciones científicas, centros de investigación y todas las empresas civiles nucleares de Rusia. Rosatom mantiene posiciones de liderazgo en el mercado mundial de las tecnologías nucleares y está construyendo 35 unidades de energía nuclear alrededor del mundo.

A Rosatom e a empresa indonésia PT Pembangkit Listrik Nuklir chegaram a um acordo para implementar o primeiro projeto de...
16/10/2026

A Rosatom e a empresa indonésia PT Pembangkit Listrik Nuklir chegaram a um acordo para implementar o primeiro projeto de exportação do mundo voltado ao fornecimento de eletricidade por meio de unidades nucleares flutuantes.

O projeto prevê duas unidades flutuantes PEB-100, com capacidade total de 200 MW, destinadas ao abastecimento da região norte da ilha de Halmahera, na província de Molucas do Norte. O núcleo tecnológico será formado por reatores RITM-200M, adaptados para operação em clima quente. A previsão é que os primeiros megawatts sejam entregues cerca de cinco anos após a entrada em vigor das principais condições do contrato.

O acordo cobre todo o ciclo de vida da usina — 60 anos. O projeto deverá ser realizado em modelo B2B, com investimentos privados e sem recursos do orçamento público da Indonésia.

Para a Rosatom, esse é mais um passo na expansão internacional da pequena geração nuclear. As tecnologias da família RITM já operam em quebra-gelos nucleares e hoje servem de base para projetos de pequenas usinas nucleares terrestres e flutuantes. A primeira usina terrestre de exportação com reatores RITM-200N está em construção no Uzbequistão, enquanto na Indonésia as unidades flutuantes são consideradas o primeiro passo de um programa mais amplo de desenvolvimento da energia nuclear.

15/10/2026

O projeto do reator de pesquisa MBIR avança como uma plataforma internacional aberta a novos participantes. A reunião mais recente do conselho do projeto reuniu mais de 150 especialistas de 72 organizações e 18 países.

O Brasil esteve representado por especialistas da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN). Eles apresentaram a experiência brasileira em aplicações nucleares na medicina, indústria e pesquisa, além de iniciativas latino-americanas relacionadas a pequenos reatores modulares e microrreatores.

O centro internacional do MBIR funcionará como um consórcio aberto, com acesso compartilhado a uma infraestrutura científ**a avançada. Entre as áreas previstas estão novos combustíveis e materiais, tecnologias de quarta geração, ciclo fechado do combustível e produção de radioisótopos.

O MBIR está em construção em Dimitrovgrad, na Rússia, e poderá ampliar as oportunidades de cooperação científ**a entre instituições brasileiras e internacionais.

14/10/2026

O diretor do Centro Regional da Rosatom na América Latina, Ivan Dybov, concedeu uma entrevista à Sputnik Brasil sobre o desenvolvimento da cooperação com o Brasil na área de medicina nuclear.

Uma das principais frentes é o fornecimento de radioisótopos médicos. Segundo Ivan Dybov, a Rosatom realiza entregas semanais ao Brasil há vários anos, fornecendo materiais utilizados na medicina nuclear para diagnóstico e tratamento de doenças.

Na entrevista, ele também falou sobre as perspectivas desse setor e destacou que a Rosatom espera uma expansão contínua da medicina nuclear no Brasil, uma área em que a demanda por novas tecnologias e por radioisótopos segue crescendo.

Na Usina Nuclear de Tianwan, na China, a unidade 7, equipada com um reator VVER-1200, já entrou na fase de geração de en...
13/10/2026

Na Usina Nuclear de Tianwan, na China, a unidade 7, equipada com um reator VVER-1200, já entrou na fase de geração de energia e forneceu seus primeiros quilowatts-hora ao sistema elétrico do país. Agora, a potência será elevada gradualmente, acompanhada pelos te**es necessários e pela preparação para a operação comercial.

Para a Rosatom, essa é mais uma etapa de um amplo programa internacional de construção. Na própria Usina Nuclear de Tianwan, quatro unidades de projeto russo já estão em operação, e outras três unidades com reatores VVER-1200 ainda serão colocadas em funcionamento no âmbito da cooperação entre Rússia e China.

O projeto também mostra a dimensão da atuação internacional da Rosatom: atualmente, a corporação está construindo simultaneamente 28 unidades nucleares fora da Rússia.

A Usina Nuclear de Tianwan é um dos maiores projetos de cooperação entre Rússia e China no setor nuclear. A parte russa é responsável pelo projeto e pelo fornecimento de equipamentos-chave da chamada ilha nuclear das novas unidades, além de prestar serviços de engenharia, supervisão de montagem e comissionamento.

A Rosatom apresentou a primeira impressora 3D russo-bielorrussa para metais, a RusMelt 150M — um exemplo de cooperação i...
12/10/2026

A Rosatom apresentou a primeira impressora 3D russo-bielorrussa para metais, a RusMelt 150M — um exemplo de cooperação industrial internacional em tecnologias aditivas.

O equipamento utiliza a tecnologia de fusão seletiva a laser: o pó metálico é fundido camada por camada, permitindo produzir peças com geometrias complexas. Os principais componentes mecânicos e as estruturas de suporte foram fabricados em Belarus, enquanto o sistema a laser, o controle e o software foram desenvolvidos na Rússia.

A RusMelt 150M é o modelo mais compacto da linha e foi projetada para peças de até 150 mm. Ela também consome menos energia, gás e pó metálico. Entre as aplicações estão a produção de pequenas peças industriais e componentes de reposição, dispositivos experimentais e também implantes médicos personalizados e estruturas odontológicas.

A próxima etapa do projeto é localizar a produção dessas impressoras em Minsk, no Centro de Tecnologias Aditivas russo-bielorrusso. O centro já atende empresas dos setores de engenharia e energia.

Nos reatores da família VVER, construídos pela Rosatom, são utilizados elementos combustíveis de seção hexagonal. Já em ...
11/10/2026

Nos reatores da família VVER, construídos pela Rosatom, são utilizados elementos combustíveis de seção hexagonal. Já em muitos outros reatores de água pressurizada, do tipo PWR, eles têm formato quadrado.

A diferença está relacionada à própria arquitetura do núcleo do reator. Nos VVER, as varetas de combustível são organizadas em uma malha triangular, e os elementos hexagonais se adaptam bem ao formato cilíndrico do vaso do reator. Cada elemento f**a cercado por outros seis, enquanto os canais por onde circula o refrigerante apresentam uma geometria mais simétrica. Essa configuração permite aproveitar de forma eficiente o espaço disponível no núcleo.

O formato do elemento combustível, porém, não depende da origem do combustível nuclear. A Rosatom também trabalha com reatores de outras configurações. 🇧🇷 No Brasil, por exemplo, fornece urânio enriquecido que é utilizado pela INB na fabricação do combustível para a usina nuclear de Angra, onde os reatores PWR utilizam elementos combustíveis de seção quadrada.

No projeto BREST-OD-300, em Seversk, na Rússia, foi concluída a primeira etapa da concretagem da parte interna do corpo ...
10/10/2026

No projeto BREST-OD-300, em Seversk, na Rússia, foi concluída a primeira etapa da concretagem da parte interna do corpo do reator — um dos principais componentes de um futuro sistema nuclear de quarta geração.

O BREST-OD-300 é bastante diferente dos reatores de água pressurizada convencionais. Seu corpo não é um único vaso metálico, mas uma estrutura de metal e concreto com cavidades internas para o núcleo e os equipamentos do circuito primário. O espaço entre essas cavidades é preenchido gradualmente com concreto resistente a altas temperaturas, que passa a fazer parte da estrutura e também exerce funções de proteção térmica e radiológica.

Ao todo, serão utilizados mais de 7 mil m³ de concreto. O BREST-OD-300 é um reator rápido que utiliza chumbo como refrigerante e faz parte de uma nova geração de tecnologias nucleares.
O reator está sendo construído como parte de um complexo experimental que deverá integrar, em um mesmo local, a geração nuclear e a infraestrutura de ciclo fechado do combustível nuclear. A proposta é permitir a reutilização de materiais nucleares, aproveitar melhor os recursos de combustível e reduzir o volume de resíduos radioativos de longa duração.

A Rosatom está criando um laboratório especializado para testar uma nova tecnologia de processamento de combustível de r...
09/10/2026

A Rosatom está criando um laboratório especializado para testar uma nova tecnologia de processamento de combustível de reatores de sal fundido, uma das linhas de pesquisa associadas às tecnologias nucleares de quarta geração.

A etapa principal do processo ocorrerá a cerca de 700 °C e em uma atmosfera praticamente sem oxigênio. A proposta é retirar da composição do combustível os produtos de fissão e devolver os materiais nucleares à mistura para que possam ser reutilizados no reator.

Os reatores de sal fundido também são estudados como uma possível ferramenta para a transmutação de actinídeos menores, alguns dos componentes mais duradouros e radiotóxicos do combustível nuclear usado. No futuro, isso pode ajudar a reduzir o volume e a atividade dos resíduos de alta atividade e avançar no fechamento do ciclo do combustível nuclear.

Os primeiros te**es estão previstos para um laboratório do Instituto do Rádio, na Rússia. Depois, a tecnologia deverá ser testada também em um reator experimental de sal fundido planejado pela Rosatom em parceria com o Instituto Kurchatov.

A Rosatom mantém, pelo quarto ano consecutivo, a classif**ação ESG-2 (AA+) — uma das avaliações mais altas da agência de...
08/10/2026

A Rosatom mantém, pelo quarto ano consecutivo, a classif**ação ESG-2 (AA+) — uma das avaliações mais altas da agência de classif**ação ACRA nas áreas ambiental, social e de governança. A perspectiva do rating permanece estável.

A avaliação abrange seis áreas-chave de atuação da Rosatom, responsáveis por mais de 70% da receita consolidada da corporação: mineração, geração nuclear, ciclo do combustível, engenharia, fabricação de equipamentos, além de vendas e trading.

Entre os pontos fortes, a ACRA destacou o progresso na preservação da biodiversidade, as iniciativas sociais e a contribuição para o desenvolvimento das regiões onde a Rosatom atua. A análise também identif**a áreas para avançar, como gestão de riscos climáticos, maior eficiência no uso da água e verif**ação independente das emissões de gases de efeito estufa.

A ACRA utiliza uma metodologia própria de avaliação ESG, desenvolvida com base também em práticas internacionais. Para a Rosatom, essa avaliação anual independente é uma das ferramentas utilizadas para acompanhar seu progresso em sustentabilidade.

Em São Petersburgo, um curso internacional da AIEA sobre microrreatores reuniu 18 especialistas de 14 países, entre repr...
07/10/2026

Em São Petersburgo, um curso internacional da AIEA sobre microrreatores reuniu 18 especialistas de 14 países, entre representantes de órgãos reguladores, centros de pesquisa, universidades e empresas do setor nuclear.

A programação abordou possíveis aplicações dos microrreatores em regiões remotas, sistemas elétricos isolados e no setor marítimo, além da produção de calor, hidrogênio e dessalinização de água.

Entre os participantes estava a brasileira Dandara Araujo da Silva, engenheira nuclear da AIEA que atua com tecnologias de pequenos reatores modulares. “A Rússia tem uma longa experiência em energia nuclear e no desenvolvimento de microrreatores. Ver soluções reais de perto ajuda a compreender melhor a tecnologia na prática”, destacou.

O curso foi realizado na Academia Técnica da Rosatom, Centro Colaborador da AIEA, e combinou conceitos de projeto e segurança com experiência industrial e formação de especialistas.

Para o Brasil, o tema também é relevante: a extensão territorial, as áreas remotas e a infraestrutura marítima tornam a pequena geração nuclear uma tecnologia acompanhada com atenção pelo setor.

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