Lendas Proibidas de África

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•Aqui encontrarás Lendas africanas que não deviam ser contadas.
•Histórias em episódios.
•Segue… se tiver coragem de continuar.
• Gestor de marketing digital (António de Barros)

A COVA (Continuação).Cemitério Municipal De Benguela. Cláudia abriu a porta e correu. Correu no capim alto, descalça, gr...
06/09/2026

A COVA (Continuação).

Cemitério Municipal De Benguela.

Cláudia abriu a porta e correu. Correu no capim alto, descalça, gritando. Mas o capim cortava o pé e o primo correu mais rápido. Pegou ela pelo cabelo e arrastou de volta.

Na porta do cemitério, o rapaz começou a falar numa língua que não era português, não era umbundu, era uma coisa enrolada, feia, que fazia o vento parar.

O portão abriu sozinho. Com barulho de ferro velho.

Lá dentro, já tinha uma cova aberta. Nova. Fundinha. E dentro da cova, Cláudia viu com a lanterna do telefone: bonecas de pano com fotos de meninas coladas na cara, potes com sangue seco, perucas cortadas, e um bilhete com o nome dela: CLÁUDIA.

Vanessa empurrou ela dentro da cova.

Os dois desceram também.

Fazem um ritual nela.
E ela foi esf0rçad@ a se envolver com um cão que do nada apareceu na cova. A seguidora desmaia por medo e quando acorda o cão estava em cima dela a p&netr@-la. O primo se faz um c0rte no braço e no braço da Vanessa também e o s@ngue colocam numa tigela de barro e dão na Cláudia para beber. Depois disso o jovem falava algumas palavras estranhas e em seguida se envolve com as duas para zelarem o pacto. Mas a Cláudia era p&netr@da no â**s.
O primo coloca um pó e folhas amargas na boca da Cláudia acaba por desmaiar outra vez.

Quando acordou, já era 6h da manhã. Sol de Benguela batendo forte na cara dela. Ela estava sozinha dentro da cova, com terra até o pescoço, nu@, com os braços risc@dos com lâmin@s, e com um bilhete branco em cima do peito dela, escrito com letra vermelha:

"SEJA BEM-VINDA. AGORA VOCÊ JÁ É COMO EU."

Os dois tinham sumido. O Picanto amarelo também.

Cláudia saiu da cova se arrastando e foi até a estrada pedir ajuda. Um motoqueiro lhe encontrou e levou para o Hospital Geral de Benguela.

Hoje, Cláudia está em Luanda de novo, no Cazenga. Mas não é mais a mesma. Não consegue dormir, pois é a noite em que ela tem que viajar para Benguela todos santos dias. Ela tem uma peruca do Brasil agora. Tem iPhone. Tem fotos bonitas todo dia no Facebook. E tem 8 mil seguidores novos.

E toda vez que uma menina comenta na foto dela "Eu também quero ser como você", ela responde no privado."Eu posso te ajudar. Eu vendo perucas."

MORAL DA HISTÓRIA:
Hoje tem milhares de Cláudias. Estão no teu bairro. São meninas de 19, 21, 23 anos, que passam o dia no Facebook a ver a vida de outra. E começam a odiar a própria vida. A achar que a vida delas é lixo porque não tem peruca de 200 mil, porque não tem foto na piscina.

Irmã, você não sabe o que aquela menina fez para ter aquela peruca. Você só vê a foto. Por trás da foto bonita pode ter uma cova aberta te esperando. Inveja no Facebook é o convite que o feiticeiro precisa.

A COVA Tinha uma moça em Benguela que todo mundo invejava no Facebook. Vanessa, 26 anos, Zona B. Todos os dias foto nova...
06/09/2026

A COVA

Tinha uma moça em Benguela que todo mundo invejava no Facebook.

Vanessa, 26 anos, Zona B. Todos os dias foto nova. Perucas do Brasil de 300 mil kwanzas, iPhone 15 Pro Max, roupas da Zara, unhas de gel. Legenda sempre: "Deus é fiel". 12 mil seguidores. 400 comentários: "Mirmã, você brilha."

Uma das seguidoras que mais comentava era a Cláudia, 21 anos, de Luanda, Cazenga. Feia não era, mas era pobre. Vivia de tranças, telefone com tela rachada. Todo dia comentava na foto da Vanessa: "Eu também quero ser como você, irmã. Me ensina."

Um dia, Vanessa respondeu no privado. Pela primeira vez.

"Oi, linda. Vi que você sempre comenta. Você é humilde. Quer ser como eu? Eu vendo perucas originais do Brasil e da China. É assim que tenho tudo isso."

Cláudia: "Irmã, eu não tenho dinheiro para começar. Meu sonho é só ter uma peruca como a tua e tirar foto bonita também."

Vanessa: "Vem para Benguela. Eu te ajudo. Não se preocupa com transporte, eu pago teu bilhete de Macon. Você f**a aqui em casa 3 dias e eu te mostro o negócio. Você vai voltar outra pessoa."

Cláudia não contou para a mãe. Pegou o Macon das 10h da manhã no Gamek, Luanda - Benguela, 8 horas de viagem.

Chegou em Benguela 20h. Vanessa estava lhe esperando na paragem, mais linda ainda que nas fotos, com um rapaz ao lado.

"Esse é meu primo Leandro. Ele nos leva."

Cláudia achou estranho. O primo não cumprimentou, só olhava fixo para ela, com olho vermelho.

Já era 22h quando o tal primo disse: "Vamos, a casa da Vanessa é um pouco longe da cidade."

Entraram num Picanto amarelo velho. Andaram 2km. Depois do Lobito, a estrada acabou. Só capim alto, escuro total, sem luz. Sem casas.

Cláudia começou a tremer: "Irmã, onde é tua casa? Isso aqui está escuro."

Vanessa, que estava na frente, virou para trás com um sorriso que Cláudia nunca tinha visto nas fotos. Um sorriso sem alma: "Já estamos chegando, linda. Você não queria ser como eu?"

O carro parou.

Na frente deles, um portão enferrujado, grande, com uma cruz em cima.

CEMITÉRIO MUNICIPAL DE BENGUELA.

Cláudia abriu a porta e correu. Correu no capim alto, descalça, gritando. Mas o capim cortava o pé e o primo correu mais rápido. Pegou ela pelo cabelo e arrastou de volta.
CONTINUA PARTE 2

O PAPOITE (Continuação)Na cova ele se ajoelhou, puxou uma tesoura de ouro do bolso e CORTOU. Cortou um pedaço do vestido...
05/09/2026

O PAPOITE (Continuação)

Na cova ele se ajoelhou, puxou uma tesoura de ouro do bolso e CORTOU. Cortou um pedaço do vestido branco que Suzana estava usando. Bem na parte do peito. E guardou no bolso interno do terno, perto do coração.

Uma tia gritou: "FEITICEIRO! ELE ESTÁ LEVANDO A ALMA DELA!"

O povo queria lhe bater. Ele sorriu. Um sorriso sem dente nenhum atrás. Só gengiva preta. E disse bem alto: " Eu nunca esforcei a Suzana a nada. Ela me deu de livre vontade. E a próxima vai dar também."

Foi embora no Range Rover. E da cova de Suzana, naquele exato momento, saiu um cheiro de perfume caro dele.

Um mês depois, a prima de Suzana, Bruna, 22 anos, postou foto no Facebook: "Meu novo amor. Meu homem por direito." Era o Amílcar.

Hoje, Bruna mora na mesma vivenda reformada onde morou a Suzana. E ontem, ela postou no stories: "Gente, fiz um arranhãozinho na perna, tá me coçando muito..."

Nos comentários, 37 meninas de Benguela escreveram: "Sai daí, Bruna! Amílcar, Vai te matar!"

A família da Suzana decidiram agir tradicionalmente para se vingar da morte da Suzana.

Procuraram o velho Chamume.

O velho do Chamume, que tem 90 anos, contou:
"Eu não posso fazer nada, pois a Suzana ficou com o Amílcar por livre e espontânea vontade. Sem perceber a Suzana fez uma troca: Ela deu a sua alma e o Amílcar lhe deu riqueza. Só que no feitiço a riqueza é temporária." Continuou:
"Esse Amílcar fez pacto aos 17 anos. Ele foi no cemitério do Lobito meia-noite e jurou: 'Nunca vou ter família. Só vou comer sangue novo. Cada mulher nova que eu comer, eu entrego a alma dela e vocês me dão mais 10 anos de riqueza.' Por isso ele tem 65 e parece ter 40. Cada pano que ele corta do vestido da morta é o contrato. Ele leva no kimbandeiro dele na Catumbela e o kimbandeiro costura no boneco de pano. São 8 bonecos já. A Suzana é o oitavo. Isso signif**a que com a morte da Suzana, Amílcar subiu de patamar no mundo do feitiço."

A Suzana morreu porque o pacto já estava selado.E quando o boneco f**a pronto, a casa da menina racha, o carro apodrece, a pele dela cai, e os vermes vêm cobrar.

MORAL AFRICANA: Quando o sucesso vem rápido demais, sem suor, sem lágrima, sem noite sem dormir a estudar, não é sucesso. É armadilha. O diabo paga adiantado, mas cobra com juros.

O PAPOITE Essa história é real. Aconteceu em Benguela. No bairro da Zona B, naquela rua onde os prédios novos tapam a vi...
05/09/2026

O PAPOITE

Essa história é real. Aconteceu em Benguela. No bairro da Zona B, naquela rua onde os prédios novos tapam a vista do mar, tem uma casa. Casa grande, portão preto, sempre fechado. Luz acesa até 3h da manhã.

Lá mora o Senhor Amílcar, 65 anos.

Nunca casou. Dono de 3 prédios no Lobito, 2 bombas de combustível, 4 terrenos na Baía Azul. Mas vive sozinho. Sem filho. Sem irmão. Sem ninguém. Totalmente solitário.

Na parede do quarto dele, tem 8 fotos. 8 mulheres. Todas de 20 à 24 anos.

Ele tem um vício desde os 17 anos. Ele mesmo contou uma vez bêbado num bar no centro de Benguela: "Eu com 17 já tinha comido 4. E todas novinhas. Sangue novo me deixa forte."

O método dele é sempre o mesmo. E é aí que começa o terror.

Ele caça no Facebook.

Só adiciona meninas de Benguela. Bonitas. Formadas. Mas pobres. Que postam frase tipo "Deus vai mudar minha história" , "Cansada de sofrer". Ele comenta: "Linda, você merece o mundo."

Foi assim que pegou a Suzana, 24 anos, finalista de Contabilidade na Katyavala Bwila. Morava numa casa humilde no bairro do Cawango, com a mãe que vendia frutas.

30 dias conversando. Voz doce. "Minha princesa, você é diferente. Adoro conversar contigo."

No primeiro encontro, no Hotel Mombaka, ele apareceu cheirando a perfume de 80 mil kwanzas, terno italiano, rolex que brilhava no escuro. Abriu a porta do Range Rover e disse: "Entra, rainha."

3 meses depois, Suzana não era mais Suzana. Era outra pessoa.

- Tinha uma vivenda com piscina no Bairro da Graça, que ele colocou no nome dela.
- Jetour preto 0km com vidro fumado, que ele deu.
- 2 empregadas, conta no banco com 5 milhões

As moças do Cawango f**avam na rua à noite só para ver ela passar: "Quando é que vai ser minha vez de encontrar um papoite com dinheiro? Namorar com jovens só te desgastam dinheiro que é bom nunca dão."

Só que no quarto mês, no dia 17, Suzana tropeçou na escada da vivenda e fez um arranhão. Pequeno. Na canela esquerda. Tamanho de uma moeda de 50kz.

Lavou com água e sabão. No dia seguinte, coçou.

No segundo dia, o arranhão ficou vermelho.

No terceiro dia, começou a sair um líquido amarelo com cheiro estranho. Ela ligou para o Amílcar chorando: "Amor, minha perna..."

Ele atendeu seco, pela primeira vez sem chamar de princesa: "Vai no posto, isso passa."

É aí que a casa começou a responder junto.

Na mesma noite que a perna fedeu, o Jetour preto não pegou. Bateria nova, mas não pegava. Mecânico abriu o capô e saiu correndo: tinha um ninho de moscas varejeiras dentro do motor. Centenas. Vivas.

No dia seguinte, a vivenda de luxo rachou. Do teto até o chão da sala. Uma rachadura preta, grossa, e dela saía alguns insectos preto. As empregadas fugiram gritando.

Suzana foi no espelho. Tirou a roupa. E viu.

A pele das costas dela estava se soltando. Sozinha. Como cobra. Ela puxava e vinha um pedaço grande, mole, com pus embaixo. Ela gritava e a pele continuava descolando.

E a ferida na canela...

A ferida já não era ferida. Era um buraco. Do tamanho de uma laranja. Fundo. E dentro, vermes se mexendo, brancos, gordos. Dezenas. Comendo a carne dela viva. Ela pegava um, tirava, e nascia outro na hora.

Ela cheirava a morte. Literalmente. Os vizinhos da Graça fecharam as janelas porque o cheiro entrava nas casas deles.

Amílcar sumiu. Bloqueou. Número desligado.

Suzana ligou para mãe no Cawango. A mãe veio e não conseguiu entrar na vivenda de tanto cheiro. Por amor a filha, ganhou coragem e entrou. Encontrou a filha no chão do banheiro, nua, pele toda no chão como roupa velha, o buraco na perna já no osso, vermes saindo pela boca, pelos olhos.

Ela morreu no quinto mês, no dia 23, às 3h da manhã. Sozinha. Comendo a si mesma.

No funeral, no cemitério da Bela Vista em Benguela, Amílcar apareceu.

De terno branco. Óculos escuros. Carregando um caixão de mogno que custou 2 milhões de kwanzas. Ninguém chamou ele.

Quando o padre terminou de rezar, ele desceu na cova. Todo mundo pensou que ia se despedir. CONTINUA PARTE 2.

A SOGRA (Continuação)Só que ela esqueceu de uma coisa: "Paulo tinha que levantar 4h da manhã para ir buscar o Hiace no p...
04/09/2026

A SOGRA (Continuação)

Só que ela esqueceu de uma coisa: "Paulo tinha que levantar 4h da manhã para ir buscar o Hiace no parque."

4h12 da manhã. Escuro ainda no Cazenga. Só o galo cantando longe.

Paulo acordou com dor de barriga. Levantou rápido, de boxer, descalço, sonolento, foi direto para a casa de banho.

Juliana ainda dormia.

Ele abriu a porta da casa de banho e... PISOU.

Pisou descalço em cima do tapete, em cima do pano vermelho com pó preto.

O Gato miou.

Na mesma hora, sentiu uma queimadura forte no pé, como se tivesse pisado em brasa. Gritou: "AI! MAMÃ!" Logo o pé inflamou e ficou preto.

Dona Esperança acordou assustada e correu. Quando viu o filho pulando com o pé preto, com o pano vermelho grudado na sola, ela gritou mais alto que ele: "NÃO! NÃO ERA PARA VOCÊ, MEU FILHO!"

Juliana acordou e viu tudo. O pano, o pó preto espalhado, o pé do marido inchado. A aflição da sogra.

Levaram Paulo no Hospital dos Cajueiros às 5h da manhã. O pé já estava preto até o joelho. Os médicos disseram: "Isso parece envenenamento por contacto, necrose rápida. O que ele pisou?"

Paulo não aguentou. Teve paragem cardíaca às 6h47 da manhã. Morreu com 31 anos. Deixou Juliana viúva com 28 e grávida de 2 meses.

No mesmo dia, as vizinhas do Tala-Hady entraram na casa para ajudar a arrumar e receber as visitas. Uma delas, ao varrer a casa de banho, achou o resto do pano vermelho com o pó. Outra encontrou 3 fotos da Juliana escondidas no quarto da Dona Esperança, com agulhas espetadas. A sobrinha encontrou uma garrafa com um líquido vermelho, no interior da garrafa duas borboletas pretas, uma roupa íntima da Juliana e uma foto tipo passe.

Levaram tudo na esquadra do Cazenga.
Mas o comandante da esquadra recusou o caso e aconselhou a procuraram autoridades tradicionais.

Dona Esperança foi chamada pelo Soba. Na frente de todo bairro, ela confessou gritando, se batendo:

"ERA PARA ELA! ERA PARA A JULIANA PISAR! NÃO ERA PARA MEU FILHO! EU SÓ QUERIA QUE ELA FICASSE DOENTE E FOSSE EMBORA! EU NÃO QUERIA MATAR MEU FILHO!"

A vizinhança ficou em choque. A mulher que chamava a nora de feiticeira todo dia, era ela mesma a feiticeira.

Dona Esperança, devido a dor de perder o filho eloqueceu. Anda sem paradeiro nas ruas de Tala-Hady. Falando sozinha, dizendo que o filho vem lhe buscar toda madrugada na porta da casa de banho. Tem dias que ela pelada na rua deita-se no chão soltando gemidos e chamando o nome do filho.

Juliana saiu daquela casa. Voltou a vender fardo no Hoji-Ya-Henda. Nunca mais casou. Mas toda vez que alguém lhe pergunta por que não gosta de sogra, ela conta:

"Me acusaram de feiticeira 3 anos. No dia que o feitiço apareceu de verdade, não era na minha mão. Era debaixo do tapete da minha sogra."

MORAL AFRICANA: Em Luanda, tem sogra que te chama de feiticeira na rua, mas é ela que vai no Kikolo e no Beco 7 buscar pau. Quem muito acusa, muito esconde.

2. Feitiço colocado na porta não escolhe pé. Você coloca para a nora, mas quem acorda cedo e pisa é seu próprio filho.

3. Marido que ouve só a mãe e bate na mulher por causa de fofoca, um dia vai pisar no feitiço que a própria mãe colocou para a mulher. E aí não tem volta.

A SOGRA Luanda, Cazenga, bairro do Tala-Hady. Casa de 2 quartos. Ela se chamava Juliana, 28 anos. Vendedora de fardo no ...
04/09/2026

A SOGRA

Luanda, Cazenga, bairro do Tala-Hady. Casa de 2 quartos.

Ela se chamava Juliana, 28 anos. Vendedora de fardo no Hoji-Ya-Henda. Casada com o Paulo, 31 anos, motorista de táxi azul e branco.

Moravam com a sogra, Dona Esperança, 62 anos. Viúva, que criou o filho sozinho.

Desde que Juliana entrou naquela casa, a vida virou inferno.

Dona Esperança não gostava da nora. Dizia na rua: "Essa Juliana amarrou meu filho. Ela faz macumbaria. Ela é feiticeira. Meu filho era para casar com filha do pastor."

Todo dia, quando Paulo saía para trabalhar, a sogra maltratava:

"Levanta, preguiçosa! Você pensa que aqui é hotel? Vai lavar minha roupa!"

"Você não sabe cozinhar! Meu filho está magro por tua culpa! Sua porc@."

Paulo chegava cansado, a mãe ia no ouvido dele: "Meu filho, abre o olho. Essa tua mulher sai quando você vai trabalhar. Ela te trai. Ontem vi ela a falar com um homem na porta. E te digo mais, ela tem feitiço no quarto. Procura debaixo da cama."

Paulo, que amava a mãe cegamente, acreditava. Começou a b@ter na Juliana. Lhe desrespeitava. Lhe chamava de suj@. De feiticeira. A dizer: "Minha mãe disse que você tens me feitiçado para casar contigo."

Juliana chorava escondida na casa de banho. Era o único lugar que tinha paz. Porque a sogra tinha nojo de entrar lá.

O que Paulo e Juliana não sabiam: Quem fazia macumbaria de verdade era a Dona Esperança.

Toda quinta-feira, 23h, Dona Esperança saía com um gato preto, ia na casa de um kimbandeiro no Kikolo. Levava foto da nora. Pagava 10 mil/15 mil. Pedia: "Quero que essa Juliana fique muito doente, até ao ponto do meu filho lhe deixar."

O kimbandeiro já tinha lhe avisado: "Mamã Esperança, já sabes como eu trabalho. feitiço é faca de dois gumes. Se você colocar na porta e a pessoa errada pisar, volta para sua casa."

Ela não ouviu.

Numa terça-feira, o kimbandeiro lhe deu um pó preto, com cheiro de carvão e sangue seco, amarrado num pano vermelho com 3 nós. Disse: "Coloca na entrada da casa de banho, onde ela pisa de manhã. Quando ela pisar, o feitiço entra no pé e ela vai f**ar paralisada e o corpo vai inchar. Aí seu filho vai lhe deixar." Atenção: "Terás de fazer isso nua. E coloca esse pó nos teus órgãos genitais chamando o meu nome."

Ela acenou a cabeça.

Dona Esperança esperou todo mundo dormir. 1h da manhã, foi descalça e nua, colocou o pó nos órgãos genitais. Colocou o pano com o pó bem debaixo do tapete velho da porta da casa de banho, na parte de dentro. Sorriu: "Amanhã, quando essa best@ acordar para mijar, vai pisar."

Foi dormir tranquila.
Mas pior estava por vir...

Continua na PARTE 2.

A DORPastor Jonas, 40 anos, terno brilhante, gritava muito. Quando viu Neusa, disse: "Essa menina tem demônio do Papa Ja...
04/09/2026

A DOR

Pastor Jonas, 40 anos, terno brilhante, gritava muito. Quando viu Neusa, disse: "Essa menina tem demônio do Papa Jamé! Precisa de libertação especial!"

Levou os pais e a menina para um quartinho nos fundos da igreja, sem janelas. Disse: "Para tirar isso, preciso f**ar sozinho com ela no quarto sem me interromperem. É oração de choque. Ninguém pode ver. E precisa me dar 50 mil para comprar azeite ungido."

Teresa, que já tinha sido enganada uma vez, olhou para o quarto sem janela, para o pastor suando e para a filha de 9 anos com dor e disse: "Não."

Pastor Jonas insistiu, ficou agressivo: "Se você não deixar, sua filha vai morrer hoje à noite! Você está desobedecendo o homem de Deus!"

Joaquim, o pai, que estava calado até ali, tirou o telefone do bolso, começou a gravar escondido e disse alto: "Pastor, repete. Você quer f**ar sozinho num quarto fechado com uma criança de 9 anos e quer 50 mil?"

Pastor: "Sim. Esse é o meu procedimento." Logo pastor percebeu a gravação e tentou tomar o telefone.

Foi o barulho que chamou os diáconos e outras mães que estavam fora.

Teresa gritou: "Esse homem quer trancar no quarto a minha filha!"

As mães da igreja cercaram o Pastor. Uma delas ligou para o SIC de Cabinda na hora.

O SIC chegou em 20 minutos.

Revistaram o quartinho do pastor. Acharam cadernos com nomes de mais de 15 meninas, com valores cobrados, roupas íntimas e garrafas de azeite que era óleo de cozinha com perfume. E o mais arrepiante foi encontrar vídeos íntimos do Pastor com crianças.

Levaram o Pastor Jonas algemado. Na esquadra, descobriram que ele já tinha 2 queixas iguais em Luanda.

E o Papa Jamé? Quando o SIC foi no mato do Cacongo, a cubata estava vazia. Fugiu. Mas a denúncia ficou.

Neusa foi levada de ambulância para o Hospital Geral de Cabinda de novo, mas dessa vez para a cardiologia pediátrica. Uma médica cubana fez ecocardiograma e descobriu: Neusa tinha "prolapso da válvula mitral com arritmia" - um problema real no coração que dava aquela pontada e falta de ar. Não era asma, não era espírito. Era coração. Precisava de tratamento certo, não de óleo preto e nem de quarto fechado.

Hoje, Neusa tem 12 anos. Toma remédio todo dia, faz controle, voltou a cantar na escola. Ainda tem a marquinha preta no peito, mas está clareando.

E toda vez que sente a dor fraquinha, ela diz: "Mamã, meu coração queimou de novo, me leva no hospital de verdade."

O Pastor Jonas hoje está preso em Cabinda. Pegou 8 anos.

E o Papa Jamé? Dizem que ainda está no mato do Cacongo, mudando de nome. E esperando a próxima vítima.

Cuidado com Pastores e Curandeiros.

A DORCabinda, bairro do Luvassa, 2022. Uma menina chamada Neusa, 9 anos. Esperta, ia na escola 1º de Maio, gostava de ca...
04/09/2026

A DOR

Cabinda, bairro do Luvassa, 2022.

Uma menina chamada Neusa, 9 anos. Esperta, ia na escola 1º de Maio, gostava de cantar.

Desde os 7 anos, Neusa sofria de uma dor no peito grave. Não era dor normal. Era uma pontada que vinha de repente, forte, que fazia ela cair no chão e f**ar sem ar. Chorava: "Mamã, meu coração está a queimar."

Os pais, Joaquim e Teresa, levaram no Hospital Geral de Cabinda. Fizeram raio-X, disseram que era asma. Deram bombinha. Não passou.

Levaram no Hospital Central de Luanda. Disseram que era ansiedade. Mandaram para casa.

Dois anos vendo a filha sofrer. Emagreceu. Não brincava mais. Só f**ava com a mão no peito.

Uma vizinha disse: "Leva no Papa Jamé. Ele mora depois do Cacongo, no mato. Ele cura tudo que hospital não cura. Ele curou meu sobrinho."

Sem saída, os pais foram.

Papa Jamé, 70 anos, morava numa cubata escura, cheia de garrafas, cabaças e panos vermelhos. Tinha fama de curar, mas também fama de prender clientes.

Ele olhou para Neusa, tocou no peito dela e disse: "Essa menina foi assombrada. Tem um espírito de velha sentado no peito dela. Hospital não tira. Só eu."

Os pais: "Cura ela, Papa."

Ele pediu: 30 mil kwanzas, uma galinha preta e que deixassem a menina sozinha com ele 20 minutos no quarto escuro para "tirar o espírito".

A mãe hesitou. O pai disse: "Não, faz aqui na nossa frente."

Papa Jamé ficou nervoso, mas aceitou. Fez um ritual com folhas, esfregou um óleo preto e fedido no peito da menina, deu para ela beber uma água amarga com folhas.

Na hora, Neusa parou de chorar. Disse: "A dor foi."

Os pais f**aram felizes. Voltaram para casa.

Mas posto em casa, algo estranho começou.

Na primeira noite, de madrugada, Neusa acordou gritando, mas não de dor no peito. Ela deitada na cama e dizia: "Mamã, o velho está aqui sentado no meu peito. Ele não foi embora."

A mãe acendeu a luz. Não tinha ninguém. Mas no peito da Neusa, onde o Papa Jamé passou o óleo, apareceu uma marca preta, redonda, como uma mão pequena queimada.

No segundo dia, Neusa começou a falar sozinha. Dizia coisas que criança de 9 anos não sabe: "Vocês vão ter que voltar lá. Ele disse que se não voltarem, a dor volta o dobro."

No terceiro dia, a dor voltou. Pior que antes. Agora Neusa desmaiava.

Os pais voltaram no Papa Jamé. Ele sorriu: "Eu disse. O espírito é forte. Precisa de 7 sessões. Cada sessão 20 mil. E agora sim, precisa f**ar sozinha comigo."

A mãe Teresa sentiu o sangue gelar. Entendeu. Não era cura. Era feitiço para prender. Ele tinha colocado algo nela para ela f**ar dependente e os pais gastarem tudo.

Ela pegou a filha e saiu correndo do mato.
Papa Jamé: " Podes correr o quanto quiseres, ela já é minha."

A Mãe contou tudo na vizinha. Desesperada, a vizinha disse: "Vai na igreja do Pastor Jonas, no Povo Grande. Ele liberta crianças."

Quinta-feira, culto de libertação.

Continua na PARTE 2

O BANHO (Continuação)Domingo, Rosa foi no mercado com 1000kz que pediu emprestado na Filomena. Comprou 1 balde pequeno d...
03/09/2026

O BANHO (Continuação)

Domingo, Rosa foi no mercado com 1000kz que pediu emprestado na Filomena. Comprou 1 balde pequeno de tomate só dela. Vendeu tudo em 1 hora. Lucrou 3000kz.

Segunda, comprou uma caixa. Vendeu tudo antes do meio-dia.

Em 2 semanas, Rosa já não vendia tomate dos outros. Tinha bancada própria. Tomate, cebola, repolho.

Em 1 mês, tinha duas bancadas no Mercado do 30. Contratou 2 meninas para vender.

Em 2 meses, comprou terreno no Icolo e Bengo, no bairro Kudissanga, começou a construir casa de bloco. O Zé, o marido bêbado, até parou de beber de vergonha, começou a ajudar.

Todo mundo no 30 dizia: "Rosa fez feitiço. Rosa agora está grande."

Rosa só sorria. Comprava roupa nova. Ia na igreja com ofertas grandes.

Mas no terceiro mês, começou o estranho.

Rosa começou a sonhar com a velha Mama Kiala toda noite. A velha no sonho dizia: "Falta 4 meses."

Rosa acordava cansada, com as mãos cheias de folhas, mesmo dormindo em lençol limpo.

No quarto mês, Rosa começou a emagrecer, mesmo comendo bem. Ficou pálida. O dinheiro entrava, mas ela não tinha força para contar.

No quinto mês, o negócio começou a vender mais ainda. Mas Rosa começou a vomitar folhas. Folhas verdes, iguais às do banho.

Ela foi no hospital do Catete. Médico disse: "Você não tem nada. É estresse."

Ela correu na Filomena: "Mana, o que a velha me deu? Estou a morrer!"

Filomena mudou de cara. Ficou fria:

"Rosa, você achou que banho de riqueza era de graça? Eu te avisei que era banho. Eu não disse que era de graça. A velha cobra com vida. Ela nunca disse que era dinheiro. Ela disse VIDA."

Rosa: "Que vida?"

Filomena: "A tua. O banho que ela dá, você f**a rica 7 meses. No 7º mês, você morre. E a tua alma f**a trabalhando para ela, trazendo clientes para as outras. Eu também tomei. E renovo o meu banho sempre. Falta 1 ano para mim. Mas eu já estou preparando minha filha de 15 anos para tomar no meu lugar. É assim que funciona. Uma entrega a outra."

Rosa caiu no chão do Mercado do 30, no meio de todo mundo.

Sexto mês: Rosa tentou devolver o negócio. Fechou as bancadas. Deu o dinheiro na igreja. Mas as clientes iam até na porta da casa dela: "Mama Rosa, me vende tomate, só o teu tomate me faz bem."

O dinheiro voltava sozinho para dentro de casa.

Sétimo mês, dia 15. Rosa fez 33 anos.

De manhã, vendeu tudo em 30 minutos. Lucrou 100 mil kwanzas. À tarde, sentiu dor forte no peito, no quintal da casa nova de bloco que construiu e nunca vai morar.

Morreu ali. Com a mão esquerda cheia de tomate e a direita com folhas.

No óbito, ninguém entendeu. Jovem sucedida do nada morre. Uns dizem que foi morta por inveja outras dizem que lhe enviaram tala.

A Filomena foi no óbito de óculos escuros. E quando olhou para o caixão, sussurrou:

"Obrigada, amiga. Agora a tua alma vai trazer clientes para mim mais 7 meses."

Hoje, a bancada da Rosa no Mercado do 30 continua. Outra moça humilde está lá, vendendo tomate, ganhando 500kz por dia. E a Filomena já se aproximou dela ontem e disse:

"Amiga, até quando você vai sofrer?"

MORAL AFRICANA: 500kz honesto que te deixa viva vale mais que 100 mil que te mata em 7 meses.
Se uma amiga te leva em algum lugar para tomar banho e ter sucesso, corre. Corre e nunca mais fala com ela. Sucesso é resultado de trabalho árduo.

O BANHO Icolo e Bengo, Catete, Mercado do 30. Quem vende lá sabe o que é sofrimento. Ela se chamava Rosa, 32 anos. Morav...
03/09/2026

O BANHO

Icolo e Bengo, Catete, Mercado do 30. Quem vende lá sabe o que é sofrimento.

Ela se chamava Rosa, 32 anos. Morava no Km 30, bairro Quela numa cubata de chapa.

Rosa vendia tomate. Mas o tomate nem era dela. Ela acordava 4h, ia no mercado do 30 e recebia caixa de tomate da dona Bia, pegava 2 caixas, vendia o dia todo debaixo do sol que queima até a alma, e no final do dia a dona Bia lhe dava 500kz. Só 500. Para comer, para beber água, para tudo.

E em casa, o marido, o Zé, desempregado, bêbado de caporoto desde as 9h da manhã, deitado no chão, esperando os 500kz para pedir 100 para beber.

Rosa tinha as mãos rachadas de tanto vender tomate. Tinha vergonha de ir na igreja porque só tinha um vestido.

Todo mundo no mercado do 30 conhecia a Rosa sofrendo. Menos uma.

A Filomena. 38 anos. Amiga dela, vendia carne de boi no matadouro. Mas a Filomena era diferente: tinha 3 arcas, casa de bloco, filhos na escola privada, cabelo brasileiro. Vendia tudo em 2 horas e ia embora de moto.

Um dia de chuva, sem clientes, Filomena olhou para Rosa chorando atrás das caixas dos tomates e disse:

"Rosa, até quando? Você vai morrer aqui através de 500kz?"

Rosa: "O que posso fazer, mana Filo? Eu não tenho dinheiro para negócio próprio."

Filomena olhou para os lados e sussurrou:

"Eu também era como você. Vendia tripas que as outras deitavam. Ganhava 300kz. Hoje olha. Não é só trabalho. Tens que andar."

"Andar?"

Filomena: "Tem uma velha na Muxima, depois do rio Kwanza. Mama Kiala. Ela dá banho de folhas e você começa a vender tudo. Todo sucesso que você vê aqui no 30, no Panguila, no Kikuxi... é banho dela. Eu te levo, mas você não conta para ninguém."

Rosa pensou 3 dias. Com fome. Com o Zé bêbado em casa gritando que ela é burra.

Sem saída, aceitou.

Sábado, 5h da manhã. As duas apanharam o mini-autocarro coaster para Muxima. Andaram 40 minutos de moto até uma cubata isolada no meio do mato, perto do Kwanza.

A velha, Mama Kiala, tinha uns 80 anos, olhos brancos de catarata, mas falava forte. Cheirava a folhas podres.

Ela olhou para Rosa de cima a baixo e disse:

"Você sofre muito. Você quer vida nova? Negócio grande?"

"Quero, mamã", Rosa disse chorando.

A velha riu: "Toda gente quer. Mas banho não é de graça. Banho pede troca."

Filomena interrompeu rápido: "Mama, explica depois, lhe dá só o banho agora, ela está com pressa."

Mama Kiala levou Rosa para trás da cubata. Tinha 3 bacias pretas com água escura, com folhas e sangue de galinha. Cheiro forte.

Deu o banho nela. Jogou a água fria da cabeça aos pés, esfregando folhas, falando numa língua que Rosa não entendia. Rosa tremia de frio, de medo.

No final, Mama Kiala disse:

"Pronto. A partir de amanhã, tudo que você tocar vai vender. Mas lembra: banho de riqueza pede vida em troca. Em 7 meses eu venho cobrar."

Rosa pensou que era vida de animal ou coisa parecida, que ia pagar depois. Disse: "Sim, mamã, eu pago."

Filomena pagou 20 mil kwanzas na mão da velha e saíram rápido. No caminho, Rosa perguntou: "Que vida que ela disse?"

Filomena: "Ah, é forma de falar. É tipo, você tem que ter coragem de deixar a vida velha para trás."

Rosa acreditou.

E as coisas aconteceram exatamente como prometeram.

Continua na PARTE 2

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